Em agosto, a produção industrial alemã sofreu a queda mais acentuada desde abril de 2020, devido à crise de semicondutores e outros componentes.
Em agosto, a produção industrial alemã caiu, como não era visto desde abril em 2020. O gabinete de estatística do país aponta o dedo para a escassez nas cadeias de abastecimento, atingindo sobretudo o setor automóvel.
A maior economia da Europa viu a produção industrial sofrer uma queda de 4% em agosto, depois de um amento de 1,3% em julho.
“Os fabricantes continuam a relatar restrições de produção devido à escassez de fornecimento de produtos intermédios”, revela o documento do gabinete de estatística alemão.
Durante este mês, a produção de automóveis e peças para veículos caiu 17,5%.
As entregas da BMW afundaram 12,2% no terceiro trimestre, devido à crise dos semicondutores, de acordo com o relatório de contas da empresa.
Esta terça-feira, o responsável pela divisão de camiões do grupo Daimler, Martin Daum, anunciou que esperava que a escassez global de chips continue a afetar a produção no próximo ano.
“Estamos a vender menos do que esperávamos e esta situação vai manter-se durante o próximo ano. É uma luta por cada semicondutor”, afirmou o executivo.







