«É tempo de ‘pegar o touro pelos cornos’». Toureiros, forcados e empresários em crise pedem apoios

A Associação Nacional de Toureiros, a Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos e a Associação Nacional de Grupos de Forcados escreveram uma carta à ministra da Cultura, Graça Fonseca, a pedir apoios para o sector tauromáquico.

Executive Digest

A Associação Nacional de Toureiros, a Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos e a Associação Nacional de Grupos de Forcados escreveram uma carta à ministra da Cultura, Graça Fonseca, a pedir apoios para o sector tauromáquico.

Na carta, a que a “Sábado” teve acesso, um conjunto de 1.800 profissionais, entre toureiros, forcados e empresários, defendem que pertencem a «uma das áreas mais originais e autênticas da cultura portuguesa e uma das poucas áreas culturais que não têm programas de apoio». «Incorporamos quase 100% de mão de obra nacional, exportamos cultura portuguesa, contribuindo para a divulgação da nossa cultura e para o equilíbrio da balança comercial. Fomentamos o turismo e temos de um impacto económico directo e indirecto de muitos milhões de euros, criando emprego e riqueza, muitas vezes em regiões deprimidas do interior», pode ler-se na missiva, citada pela revista.

Os profissionais da tauromaquia sublinham ainda que pretendem «promover a confiança, o festejo e a felicidade das pessoas porque é nestes momentos mais difíceis que a cultura é mais precisa do que nunca. Ela é ‘o alimento de primeira necessidade para a saúde mental’ e não nos podemos esquecer disso. (…) É tempo de ‘pegar o touro pelos cornos’, ir à luta, e muito importante, não deixar de forma nenhuma que o cancelamento de actividades culturais sejam uma tragédia para Portugal».

Assim, «é urgente que se tomem medidas de apoio nesta fase, que tenham em conta as particularidades deste sector que tutela e é necessário preparar a fase de retoma dos espectáculos com medidas adaptadas, por exemplo corrigindo com urgência o IVA dos espectáculos tauromáquicos para 6%, que é agora uma medida incontornável de apoio social à cultura e aos artistas», referem, apelando à reversão do aumento do IVA de 6% para 23%.

Acrescentam também que, sem receitas, não conseguem suportar «a alimentação e manutenção de cavalos, a preparação técnica e artística, as equipas de tratadores, veterinários entre muitos outros».

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Portugal regista já 22.353 casos de infecção pelo novo coronavírus, mais 371 do que ontem, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde, divulgado nesta quinta-feira, que dá conta de 820 vítimas mortais (+35).

O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».

A pandemia de Covid-19 já matou 183 mil pessoas e ultrapassou os 2,6 milhões de infectados em todo o mundo, desde que surgiu em Dezembro na China, segundo um balanço da “Agence France-Press”, às 11 horas, a partir de dados oficiais. Pelo menos 696.700 pessoas foram consideradas curadas pelas autoridades de saúde.

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