E se um cão ajudasse a evitar mais de 3 mil milhões de água desperdiçada?

Guiar cidadãos invisuais, patrulhar aeroportos ou ajudar a procurar pessoas desaparecidas são alguns dos trabalhos habitualmente associados a cães. Mas, agora, há mais um a adicionar à lista: no Reino Unido, a CAPE SPC está a treinar cães para detectar fugas de água em áreas rurais.

«Muitas pessoas pensam que os cães apenas trabalham com a polícia ou com militares e que apenas lidam com drogas ou explosivos, mas existem muitas mais competências», afirma Luke Jones, co-director da organização britânica. Citado pela Euronews, explica que têm vindo a treinar cães para sentir o cheiro de água com cloro, encontrando mais de 100 canos rebentados desde o ano passado.

Só em Inglaterra e no País de Gales, estimativas apontam para perto de 3 mil milhões de litros de água perdidos todos os dias devido a fugas. Os cães podem ser a solução: a CAPE SPC espera reduzir as fugas em 15% no prazo de cinco anos.

«Os cães prestam-nos atenção ansiosamente e precisam de pouco encorajamento para desempenhar tarefas que lhes apresentamentos», explica o biológo Frans De Waal. São, por isso, um recurso com múltiplas possibilidades e cujo potencial ainda não estará a ser totalmente explorado.

Até porque treinar um cão é um trabalho árduo e que requer muita dedicação. Primeiro, é importante encontrar o animal certo para a actividade certa, dando depois início a um processo que pode ser demorado. No caso das fugas, tudo começa com um balde de água com cloro. Os cães têm de compreender que é aquele o cheiro que devem procurar por entre dezenas de outros cheiros que invadem os seus narizes.

«O espectro para cães é quase ilimitado – desde detectar fugas de água à COVID-19. Em alguns casos, são mais precisos e confiáveis do que a tecnologia», acrescenta o antropólogo Brian Hare.

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