E se Trump não quiser sair da Casa Branca? Principais CEOS dos EUA juntam-se para delinear estratégia

Durante a conferência, que durou mais de uma hora, os CEOs concordaram que Trump tinha o direito de entrar com processos legais alegando fraude eleitoral, como aliás já ameaçou fazer.

Simone Silva

Mais de duas dezenas de CEOS de grandes empresas norte-americanas, reuniram-se no dia 6 de Novembro através de uma videoconferência, para discutir o que fazer se Trump se recusar a deixar o cargo de Presidente dos Estados Unidos, ou tomar outras medidas para se manter no poder, avança a ‘Associated Press’.

Durante a conferência, que durou mais de uma hora, os CEOs concordaram que Trump tinha o direito de entrar com processos legais alegando fraude eleitoral, como aliás já ameaçou fazer.

Contudo, se Trump tentar desfazer o processo legal ou interromper uma transição pacífica para Biden, os CEOs ponderam fazer declarações públicas e pressionar os legisladores republicanos dos seus estados, que podem tentar redirecionar os votos de Biden para Trump, segundo Jeffrey Sonnenfeld, professor de gestão da Universidade de Yale, que convocou a reunião.

«Todos concordam que Trump vá a Tribunal e entre com um processo judicial. É algo que ninguém lhe quer negar», disse Sonnenfeld, acrescentando que «se isso fizer as pessoas (que votaram em Trump) sentirem-se melhor, não faz mal que aconteça», contudo «tal não impede a transição», sublinhou.

Os CEOs concordaram que não havia nenhuma evidência de fraude eleitoral generalizada, como Trump afirmou. Na verdade, funcionários eleitorais de ambos os partidos políticos declararam publicamente que as eleições correram bem e que os observadores internacionais confirmaram que não houve irregularidades graves.

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No sábado, um dia após a videoconferência, o Business Roundtable, grupo que representa as empresas mais poderosas da dos Estados Unidos, incluindo Walmart, Apple, Starbucks e General Electric, divulgou um comunicado no qual dava os parabéns a Biden e a Kamala Harris.

Esta situação reflete amplamente a conversa tida na videoconferência em questão, na qual ficou claro que o grupo respeita o direito de Trump de procurar recontagens e pedir investigações onde houver evidências. «Não há indicação de que qualquer uma dessas mudanças mudaria o resultado», afirma o grupo em comunicado.

Os executivos que participaram na videoconferência são de empresas de finanças, comércio, comunicação social e manufatura, revelou Sonnenfeld. Contudo, o responsável não os identificou porque compareceram à reunião com a condição de que os seus nomes fossem mantidos no anonimato.

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