Fernando Haddad e Ciro Gomes, segundo e terceiro classificados das presidenciais de 2018, juntaram-se contra Bolsonaro. «Já não é só problema político, é problema de saúde pública», pode ler-se num manifesto pela renúncia do actual Presidente do Brasil, em que líderes de partidos de esquerda, como o PT, o PDT e o PSD, também são signatários.
«Basta! Bolsonaro é mais que um problema político, tornou-se um problema de saúde pública. Falta a Bolsonaro grandeza. Deveria renunciar, que seria o gesto menos custoso para permitir uma saída democrática ao país. Ele precisa ser urgentemente contido e responder pelos crimes que está cometendo contra nosso povo», pode ler-se na carta.
Para os autores do texto, Jair Bolsonaro «é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas. Atenta contra a saúde pública, desconsiderando determinações técnicas e as experiências de outros países».
«Bolsonaro não tem condições de seguir governando o Brasil e de enfrentar essa crise, que compromete a saúde e a economia. Comete crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos, aproveitando-se do desespero da população mais vulnerável. Precisamos de união e entendimento para enfrentar a pandemia, não de um presidente que contraria as autoridades de Saúde Pública e submete a vida de todos aos seus interesses políticos autoritários», concluem.
Recorde-se que, ao contrário da maioria dos líderes mundiais, o Presidente do Brasil continua a contrariar o pedido de isolamento social da Organização Mundial de Saúde. Pediu, inclusive, aos brasileiros que não pertençam a grupos de risco, para voltarem ao trabalho.














