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É preciso recuperar o tempo perdido. Cerca de mil cancros por diagnosticar durante a pandemia

A pandemia da Covid-19 obrigou à interrupção dos rastreios, o que fez com que cerca de mil cancros possam ter ficado por diagnosticar desde o início da crise de saúde pública, segundo a ‘SIC Notícias’.

De acordo com a estação televisiva, durante três meses não houve rastreio ao cancro da mama e no caso dos cancros do colo retal os exames estão «praticamente parados». Para além disso, verifica-se ainda uma forte quebra na realização de outros exames de diagnóstico, nomeadamente nas colonoscopias.

Vítor Rodrigues, presidente da Liga Contra o Cancro, refere que nestes seis meses «não deve andar longe de um milhar de casos que estão atrasados ou adiados e que urge colocar o sistema de saúde completamente preparado para fazer essa mesma recuperação».

«Vão forçosamente haver alguns feitos e algum impacto a nível da diminuição da sobrevivência, de pior qualidade de vida e algum aumento da mortalidade», refere o responsável enumerando algumas consequências desta falta de rastreio.

O presidente da Liga Contra o Cancro indica ainda que «existe uma percentagem muito acentuada de pessoas que não recorrem imediatamente aos cuidados de saúde e estão a fazer aqui algum tipo de adiamento», afirma sublinhando que «a população terá de perder o medo, deixar de ter algum receio legítimo, para poder ter essa oferta de cuidados médicos».

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