O Presidente da República defende que os intervenientes no ‘briefing’ diário do Governo e da DGS devem ter uma comunicação diferente, “que seja mais contextualizada, otimista e pedagógica”, começando por referir “o número de curados” antes do número de mortes, assim como dizer a taxa de crescimento de infetados antes de dar o total de casos, noticia o Observador.
O conselho de Marcelo Rebelo de Sousa – relatado ao Observador por vários intervenientes na reunião da elite política com especialista no Infarmed, desta quarta-feira, – foi imediatamente absorvido. Minutos depois, a ministra da Saúde, Marta Temido, leu à audiência os dados do dia e começou por dizer: “Há 383 recuperados, mais 36 que nas últimas 24 horas…”.
Marcelo Rebelo de Sousa quer toda a transparência e que continuem a ser fornecidos todos os dados que são divulgados atualmente, mas acredita que o “método” pode ser mais eficaz. No entender do Presidente, começar pelos dados mais positivos, retira peso e alarmismo à informação e ajuda a caminhar para a fase seguinte. O tal “maio diferente”, se abril correr bem.
Ao longo de toda a reunião a ideia passada por especialistas, que o próprio Marcelo diria cá fora: “Em maio os portugueses vão começar a habituar-se à ideia de conviverem socialmente com um vírus que (…) passa a ser um dado da vida no dia-a-dia”.
António Costa admitiu começar a abrir a economia em maio, mas disse ser prematuro dizê-lo já e por isso marcou uma reunião para dia 28 de abril. Ao contrário do que aconteceu até aqui a próxima reunião não é na próxima semana, mas dentro de duas semanas. O próprio regresso dos alunos do 11º e 12º ano às aulas presenciais está ainda longe de ser um dado adquirido. Os números dos especialistas, segundo fontes ouvidas pelo Observador, não demonstraram “grandes diferenças” relativamente à reunião da semana anterior, embora se mantenha o tal planalto com “um tendência sustentada de decréscimo de infetados”.














