“É preciso agir já.” Faculdades de medicina pedem quarentena como na China

Oito diretores de faculdades de medicina escreveram carta a António Costa a pedir medidas drásticas de isolamento no país.

Executive Digest

Os oito diretores das escolas de medicina portuguesas escreveram ao primeiro-ministro António Costa para pedir uma ação mais drástica e imediata para controlar a propagação do novo Coronavírus.

Os responsaveis pedem que o governo “implemente já e de forma efetiva as práticas restritivas que tão bons resultados deram em contextos adversos como os da China, Macau e Coreia do Sul.”

E “se necessário ouvindo peritos internacionais com experiência bem-sucedida na resposta a epidemias e, idealmente, a esta pandemia”, lê-se na carta que o primeiro-ministro recebeu esta quinta-feira, citada pelo Diário de Notícias.

Alertam ainda que “não será possível responder de forma minimamente adequada se não forem já tomadas fortes medidas de redução do contacto social. Em nossa opinião, esta não é a altura de deixar questões ideológicas ou receios relativos ao inevitável impacto económico condicionar as decisões em tempo útil”.

Os diretores são muito críticos da decisão do Conselho Nacional de Saúde Pública, que ontem optou por não recomendar o fecho de todas as escolas do país. “Compete-nos manifestar a nossa preocupação relativamente à capacidade técnica de o Conselho Nacional de Saúde Pública lidar com este problema”, afirmam.

Continue a ler após a publicidade

“Independentemente da formação de base e da experiência técnico-profissional dos seus elementos poder ser adequada, a falta de elementos públicos para fazer a sua identificação e consequente escrutínio coloca sérias preocupações. Tal deixa dúvidas na sua competência para lidar na prática com uma situação destas, sendo que esta eventual falta de competência poderá ainda explicar a sua manifesta incapacidade de decisão”, lê-se na carta.

Concluem que “numa situação como esta, importará termos lideres decididos, apoiados numa forte estrutura de comando e, sobretudo, assessorados por equipas técnicas competentes.”

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.