O CEO da Volkswagen, Herbert Diess, irá permanecer com as suas funções dentro da construtora. Depois de um conflito prolongado com o sindicato de trabalhadores que quase levaram a um afastamento do executivo, Diess teve agora as suas funções modificadas no seio da construtora.
Como estava apresentado como solução, o chefe da marca Volkswagen, Ralf Brandstaetter, junta-se ao conselho e lidera uma nova divisão intitulada Volkswagen Passenger Cars a partir de 1 de janeiro, disse a empresa em comunicado, revela a ‘Reuters’
Brandstaetter vai também assumir os negócios de Diess na China a partir de 1 de agosto.
Herbert Diess assumirá assim a responsabilidade pela unidade de software da empresa, Cariad, que desempenha uma função chave nos esforços de transformação da construtora.
“Não posso reclamar da falta de responsabilidades – continuo a sentir-me totalmente responsável pela empresa”, disse Diess, de acordo com a mesma fonte.
O conselho de supervisão da empresa apresentou a sua atualização anual para o plano de investimento contínuo de cinco anos prevê investimentos de 159 mil milhões de euros (180 mil milhões de dólares) incluindo a eletrificação de mais unidades da Volkswagen em toda a Europa.
A despesa com veículos elétricos será aumentada 52 mil mil milhões de euros, cerca de metade em comparação com o projeto do ano passado.
“Estamos a tornar-nos um fabricante de baterias, um gestor de infraestrutura de carregamento, o software está a desempenhar um papel mais dominante … estamos a desenvolver novas atividades de negócios com uma dimensão inacreditável para nós”, disse o CEO da construtora alemã, que espera gerar 20 mil milhões de euros de receita até 2030 apenas com sua divisão de baterias.
O que motivou o conflito com Diess?
A decisão de substituir Herbert Diess foi tomada depois de tensões que se registaram entre a administração e o conselho de trabalhadores. O CEO afirmou durante uma reunião do conselho fiscal que decorreu em setembro que a empresa poderia perder 30.000 postos de trabalho se fizesse uma transição muito lenta para os veículos elétricos (EVs).
O comité de supervisão era composto por Hans Dieter Poetsch, presidente do conselho de supervisão e CEO da maior acionista da Volkswagen, a Porsche, o político alemão Stephan Weil, que possui um quinto dos direitos de voto da Volkswagen, a líder do conselho de trabalhadores Daniela Cavallo, e Joerg Hofmann, chefe do maior sindicato da Alemanha, o IG Metall.
Diess tem atualmente contrato com a construtora alemã até outubro de 2025, contrato esse que foi renovado este verão.














