“É natural que ainda não estejamos a ver o icebergue todo”. Especialista estima que existam muitos casos de varíola dos macacos por identificar

Bernardo Gomes defende ainda que “existe a necessidade de fazer rastreio dos contactos e um aconselhamento de proximidade”.

Revista de Imprensa

Um dia depois de a Direção-Geral da Saúde (DGS) ter confirmado um total de 37 casos de varíola dos macacos (Monkeypox) em Portugal, um especialista em saúde pública estima que ainda existam muitos por identificar.

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Em declarações ao jornal ‘Público’, Bernardo Mateiro Gomes considera que, “perante o período de incubação [de 21 dias], é natural que ainda não estejamos a ver o icebergue todo”.

Quanto à forma de contração do vírus, o especialista sublinha que “até agora, a maioria dos casos que conhecemos parece ter sido em contexto de proximidade, de transmissão afetiva ou em relação sexual”.

“Mas também há situações de transmissão por gotículas”, explica, ressalvando que “há de forma objetiva alguns comportamentos de risco – mas que não estão associados a transmissão em grupos específicos”.

Bernardo Gomes defende ainda ao jornal que “existe a necessidade de fazer rastreio dos contactos e um aconselhamento de proximidade. E, sobretudo, de fazer recomendações à população para tentarmos conter a transmissão”.

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“É possível conter a transmissão, mas isso pede trabalho. É preciso levar isto a sério, é preciso informar a população e é preciso capacitar as equipas para fazer o rastreio de contactos, para podermos conter a transmissão”, conclui.

Recorde-se que a DGS revelou ontem que foram confirmados mais 14 casos de infeção humana por vírus Monkeypox em Portugal, havendo, até ao momento, 37 casos confirmados.

Em comunicado, o organismo informou que os casos foram reportados “nas regiões Norte, Lisboa e Vale do Tejo e Algarve”, aguardando-se neste momento “os resultados relativamente a outras amostras”.

“Os indivíduos que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, devem procurar aconselhamento clínico”, recomendou.

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