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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Jul 2026 13:25:34 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Tribunal europeu trava exigência de dez anos de residência para apoios sociais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 13:25:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[TJUE]]></category>
		<category><![CDATA[Tribunal de Justiça da União Europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[Decisão surge no âmbito de um caso analisado em Itália, onde um cidadão estrangeiro com proteção subsidiária perdeu o direito a um apoio social depois de o Instituto Nacional de Segurança Social ter concluído que não cumpria o requisito de residência]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal de Justiça da União Europeia considerou que exigir dez anos de residência para aceder a determinados apoios sociais constitui discriminação indireta contra beneficiários de proteção internacional, por afetar sobretudo cidadãos estrangeiros.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, a decisão surge no âmbito de um caso analisado em Itália, onde um cidadão estrangeiro com proteção subsidiária perdeu o direito a um apoio social depois de o Instituto Nacional de Segurança Social ter concluído que não cumpria o requisito de residência previsto na lei italiana.</p>
<p>Em causa estava uma prestação destinada a garantir um rendimento mínimo e a facilitar a integração social e profissional dos beneficiários. A legislação italiana condicionava o acesso ao apoio a um período mínimo de dez anos de residência no país, dois dos quais de forma ininterrupta.</p>
<p>O beneficiário contestou a decisão, argumentando que a exigência o colocava em desvantagem quando comparado com cidadãos italianos que pediam o mesmo apoio. O caso acabou por chegar ao TJUE, depois de um tribunal italiano ter pedido esclarecimentos sobre a compatibilidade da regra com o direito da União Europeia.</p>
<p>Itália defendeu que o apoio não servia apenas para responder a necessidades básicas, mas também para promover a integração social e laboral. Por isso, considerou legítimo exigir um vínculo estável ao país antes de conceder a prestação.</p>
<p>Os juízes europeus seguiram outro entendimento. Para o TJUE, embora a regra dos dez anos se aplique formalmente tanto a cidadãos italianos como a estrangeiros, na prática afeta sobretudo pessoas que não têm nacionalidade italiana. Essa diferença de impacto configura discriminação indireta, proibida, em princípio, pelo direito da União Europeia.</p>
<p>De acordo com o El Economista, o tribunal europeu rejeitou ainda que a discriminação pudesse ser justificada por razões económicas ou administrativas. Ou seja, o custo do apoio ou a complexidade da sua gestão não bastam para legitimar uma exigência que penaliza de forma desproporcionada beneficiários de proteção internacional.</p>
<p>O TJUE recordou também que a legislação europeia reconhece aos beneficiários de proteção internacional o direito à igualdade de tratamento em áreas essenciais, incluindo o acesso ao emprego e a prestações sociais básicas. É nesse enquadramento que se insere o apoio italiano em causa.</p>
<p>A decisão reforça, assim, a proteção jurídica de estrangeiros abrangidos por estatutos de proteção internacional, ao impedir que os Estados-membros criem requisitos aparentemente neutros, mas que, na prática, tornam mais difícil o acesso destes cidadãos a apoios fundamentais.</p>
<p>O acórdão não elimina a possibilidade de os países definirem regras para a atribuição de prestações sociais, mas deixa claro que essas regras têm de respeitar o princípio da igualdade de tratamento previsto no direito europeu. Quando um requisito atinge sobretudo estrangeiros protegidos, cabe ao Estado demonstrar que a diferença é necessária, proporcionada e juridicamente admissível.</p>
<p>No caso italiano, o TJUE entendeu que a exigência de dez anos de residência ia longe demais. Para os beneficiários de proteção internacional, o acesso a apoios básicos não pode depender de um prazo que, na prática, atrasa ou impede a integração que a própria prestação pretende promover.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788042]]></sapo:autor>
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		<title>Polícia Municipal alega danos na via pública e apreende cartaz que Chega tentava instalar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 13:24:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Chega]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Municipal]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Agentes da Polícia Municipal justificaram que os membros do Chega, sem autorização, danificaram o passeio com a abertura de buracos para erguer a estrutura que suporta o cartaz]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Municipal de Lisboa apreendeu hoje um &#8216;outdoor&#8217; que o Chega tentou instalar em frente ao Parlamento, abrindo buracos no passeio, e instaurou um processo de contraordenação, tendo o partido apresentado queixa-crime à PSP.</p>
<p>À Lusa, no local, os agentes da Polícia Municipal justificaram que os membros do Chega, sem autorização, danificaram o passeio com a abertura de buracos para erguer a estrutura que suporta o cartaz.</p>
<p>A Polícia Municipal apreendeu a lona, identificou os membros do Chega presentes e abriu um processo contraordenacional contra o partido.</p>
<p>A ação da Polícia Municipal levou os elementos do Chega presentes a chamar a Polícia de Segurança Pública (PSP) para apresentar uma queixa-crime contra a Polícia Municipal e a Câmara Municipal de Lisboa.</p>
<p>No cartaz em causa, surge uma imagem do primeiro-ministro, Luís Montenegro, com a boca e os olhos tapados e lê-se a seguinte mensagem: &#8220;Portugal a arder. Caos nos Exames. Almada sem água. Onde está o Governo?&#8221;.</p>
<p>À Lusa, o secretário-geral adjunto do Chega, Carlos Magno Magalhães, um dos membros do partido presentes no local, alegou que &#8220;o partido não precisa de pedir autorização&#8221; para erguer cartazes, acrescentando que é um direito protegido constitucionalmente.</p>
<p>&#8220;Um partido político pode colocar os &#8216;outdoors&#8217;, as suas mensagens políticas, onde quer e bem entenda. Isto é um abuso de poder. Não sei bem se está a passar em Lisboa com Carlos Moedas&#8221;, criticou.</p>
<p>Esta ocorrência levou à mobilização de oito agentes da PSP e cinco da Polícia Municipal. Depois de abandonarem o local, cerca das 13:30, o Chega insistiu com a sua ação e voltou a instalar o &#8216;outdoor&#8217;, com a mesma mensagem sobre o primeiro-ministro.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788038]]></sapo:autor>
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		<title>Espanha aprova novo manual da eutanásia para acelerar casos urgentes e reduzir desigualdades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 13:19:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[eutanásia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Documento foi aprovado pelo Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde e substitui o guia que estava em vigor desde 2021, ano em que a lei da eutanásia entrou em vigor em Espanha]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Espanha aprovou esta sexta-feira um novo Manual de Boas Práticas em Eutanásia, com o objetivo de acelerar o acesso nos casos mais urgentes, reforçar o papel dos enfermeiros e reduzir as desigualdades entre regiões na aplicação da lei.</p>
<p>De acordo com o &#8216;El País&#8217;, o documento foi aprovado pelo Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde e substitui o guia que estava em vigor desde 2021, ano em que a lei da eutanásia entrou em vigor em Espanha. A aprovação chegou depois de vários meses de atraso e contou com o voto contra da Comunidade de Madrid, a única região a rejeitar o texto.</p>
<p>Uma das principais mudanças está na possibilidade de encurtar os prazos nos casos considerados mais urgentes. A lei prevê que o doente apresente dois pedidos de eutanásia, separados por um intervalo mínimo de 15 dias. O novo manual esclarece, no entanto, que esse prazo pode ser reduzido quando a vida ou a capacidade mental da pessoa estejam em risco iminente, desde que o médico apresente uma justificação fundamentada.</p>
<p>O objetivo é evitar que o processo se prolongue demasiado em situações clínicas limite, sem retirar garantias legais. A eutanásia continuará a depender da validação do médico responsável pelo doente, de um segundo médico independente e da comissão de garantia e avaliação.</p>
<p>A alteração responde a um dos principais problemas detetados desde a entrada em vigor da lei: muitos requerentes morrem antes de receberem a prestação. Segundo dados provisórios do Ministério da Saúde espanhol, em 2025 morreram 374 pessoas depois de pedirem a eutanásia e antes de o procedimento ser realizado, o equivalente a 31,5% do total de requerentes.</p>
<p>O novo guia dá também maior protagonismo à enfermagem. Os enfermeiros passam a ter um papel central no acompanhamento do doente, na prestação de informação, na preparação do ambiente e dos materiais necessários, nos cuidados durante o processo e no apoio aos familiares e cuidadores, incluindo no período de luto.</p>
<p>Outro objetivo passa por reduzir as diferenças territoriais que continuam a marcar a aplicação da lei em Espanha. Para isso, o manual prevê unidades de apoio administrativo destinadas a informar os cidadãos, coordenar os profissionais envolvidos e garantir uma prestação mais uniforme em todo o país.</p>
<p>O documento introduz ainda alterações organizacionais. Depois de aprovada a prestação, o doente poderá adiar a realização da eutanásia até seis meses, em vez do limite de um ou dois meses previsto no guia anterior. O manual também admite a suspensão temporária do processo em circunstâncias excecionais e transitórias.</p>
<p>Pela primeira vez, o guia inclui uma secção específica sobre doação de órgãos, com o objetivo de estabelecer protocolos claros para que a vontade de doar e o pedido de eutanásia possam coexistir sem interferências indevidas no processo de decisão.</p>
<p>A Comunidade de Madrid votou contra o manual, alegando “problemas legais, clínicos e éticos”. A ministra regional da Saúde, Fátima Matute, afirmou que o texto introduz cenários que, no seu entender, não estão previstos na legislação atual e defendeu maior utilização de ferramentas objetivas de avaliação, bem como a participação de especialistas em saúde mental nos casos mais complexos.</p>
<p>A ministra da Saúde espanhola, Mónica García, rejeitou essas críticas e acusou Madrid de tentar bloquear direitos já reconhecidos por lei. Segundo a governante, o novo manual mantém todas as salvaguardas legais para doentes e profissionais e procura garantir o exercício do direito a morrer com dignidade.</p>
<p>A prestação de morte assistida continua a crescer em Espanha. Segundo os dados provisórios mais recentes, 565 pessoas receberam eutanásia em 2025, mais 32,6% do que no ano anterior. Os pedidos aumentaram 38,2%, para 1.284. Apesar desse crescimento, o acesso continua desigual e um em cada três requerentes morre antes de concluir o processo.</p>
<p>Na mesma reunião, o Conselho Interterritorial aprovou ainda a distribuição de 235,4 milhões de euros pelas comunidades autónomas para reforçar serviços e prestações de saúde até 2026. A maior fatia, 172,4 milhões de euros, será destinada aos cuidados primários e comunitários, enquanto 60 milhões irão para a expansão dos serviços de saúde oral.</p>
<p>Foram ainda aprovadas verbas para melhorar o sistema de informação do Serviço Nacional de Saúde espanhol e para reforçar os cuidados de enfermagem. Cada comunidade receberá 60 mil euros para contratar um enfermeiro de cuidados, permitindo libertar outro profissional especializado para projetos de planeamento assistencial.</p>
<p>Outro acordo aprovado estabelece um protocolo comum para coordenar o acesso a tratamentos farmacológicos de elevada complexidade, incluindo terapêuticas avançadas e medicamentos com custo igual ou superior a 80 mil euros por doente por ano. O objetivo é harmonizar referenciações entre regiões e garantir que, sempre que possível, os cuidados sejam prestados na região de origem do doente.</p>
<p>Para o Governo espanhol, o novo manual da eutanásia procura corrigir falhas práticas de uma lei já em vigor, evitando atrasos em situações urgentes e garantindo maior igualdade territorial. Para Madrid, pelo contrário, o texto levanta dúvidas legais e clínicas. O debate fica, assim, reaberto num tema em que Espanha continua a tentar equilibrar direitos individuais, garantias médicas e diferenças regionais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788036]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Supervisores dos exames pedem a docentes para classificar respostas mesmo que incompletas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 13:02:11 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Missão Escola Pública]]></category>
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					<description><![CDATA[Missão Escola Pública tem "vários casos reportados" a várias disciplinas. Para Cristina Mota, o objetivo é que "no dia 17 haja pautas afixadas a qualquer custo"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Missão Escola Pública denunciou hoje que está a ser pedido aos professores classificadores dos exames nacionais que recebem respostas incompletas que as classifiquem tal como estão, caso as folhas em falta não cheguem até ao fim do processo.</p>
<p>A quatro dias da conclusão do processo de classificação dos exames nacionais do ensino secundário, continua haver relatos de falta de folhas de resposta e de um aumento contínuo de itens para corrigir.</p>
<p>Mas Cristina Mota, porta-voz da Missão Escola Pública, diz que surgiu agora uma nova denúncia &#8220;bastante grave&#8221;.</p>
<p>Nos fóruns onde os professores classificadores podem tirar dúvidas quanto à correção das provas, os supervisores estão a pedir aos docentes que atribuam uma nota às respostas, mesmo que não cheguem todas as folhas em falta, contou Cristina Mota.</p>
<p>Num dos fóruns, um supervisor confrontado com uma resposta incompleta respondeu: &#8220;Deve aguardar que lhe enviem a página em falta. Se isso não acontecer até ao fim do processo, deve classificar com os dados que tem&#8221;.</p>
<p>A indicação foi dada a um professor, mas é pública e dirigida a todos os que estão naquele fórum, para se evitar a repetição de questões, explicou Cristina Mota.</p>
<p>A professora sublinha que &#8220;a ausência de folhas de continuação é o problema mais relatado pelos professores e se muitos professores já receberam essas folhas de continuação, outros continuam sem as receber e é-lhes dito que, se no prazo final, não tiverem a folha de continuação é para classificarem tal como lá está&#8221;.</p>
<p>A Missão Escola Pública tem &#8220;vários casos reportados&#8221; a várias disciplinas. Para Cristina Mota, o objetivo é que &#8220;no dia 17 haja pautas afixadas a qualquer custo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não duvido que tenhamos pautas, o problema será a qualidade do trabalho&#8221;, lamentou.</p>
<p>A Lusa questionou o Ministério da Educação sobre esta situação e continua a aguardar uma resposta.</p>
<p>Outro dos problemas é o aumento de trabalho a uma semana de afixar as notas. &#8220;O Júri Nacional de Exames através dos agrupamentos anunciou que iria haver nova intervenção entre hoje e sábado para distribuição de itens&#8221;, revelou Cristina Mota.</p>
<p>&#8220;Avisaram para não estranharem se surgirem mais itens&#8221;, contou a professora, sublinhando que este modelo não permite aos docentes ter um plano de trabalho.</p>
<p>&#8220;Assim não conseguimos organizar o trabalho. Nem sabemos se na segunda-feira teremos mais trabalho que não vamos conseguir concluir. Os últimos dias seriam para rever o trabalho e ver se as questões precisam de alguma retificação&#8221;, explicou.</p>
<p>Também a MetaProf continua a receber relatos de professores que mostram que &#8220;os problemas não estão resolvidos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Neste momento há toda uma incógnita, porque temos pela frente um fim de semana que deveria ser tempo de descanso, mas o ministério está a contar que sejam dois dias de trabalho intenso&#8221;, contou o porta-voz da plataforma de professores, Pedro Brito.</p>
<p>As principais queixas prendem-se como o incremento de itens para corrigir: &#8220;O professor recebe um lote de respostas para classificar e vai avaliando, quando termina esse processo recebe um novo lote&#8221;, contou à Lusa.</p>
<p>A plataforma tem 206 relatos de professores que dizem ter recebido mais itens, em média houve um aumento de 114,9% respostas para corrigir.</p>
<p>Para além do incremento de respostas há relatos de &#8220;falhas graves da continuação das folhas de respostas&#8221;.</p>
<p>O ministro da Educação revelou na quinta-feira que já estavam corrigidas mais de 75% das provas e mostrou-se confiante que no dia 17 as pautas serão afixadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787970]]></sapo:autor>
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		<title>Empresários de Coimbra alertam o Governo para riscos de novo regime de IVA na habitação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 13:00:49 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo o CERC, o novo regime implicará um aumento dos encargos administrativos para as empresas e do risco fiscal associado aos investimentos, "afastando promotores num momento em que o país precisa de acelerar a construção de habitação"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho Empresarial da Região de Coimbra (CERC) alertou hoje o Governo para os riscos associados ao novo regime de IVA de 06% na construção e reabilitação de imóveis, cuja complexidade pode travar o investimento e a oferta de habitação.</p>
<p>&#8220;O CERC reconhece que o objetivo de promover mais habitação e facilitar o acesso das famílias à compra ou ao arrendamento é positivo. Contudo, entende que o Decreto-Lei n.º 97/2026, de 20 de maio, cria um regime demasiado complexo, com mais burocracia, maiores custos administrativos e acrescida insegurança para as empresas&#8221;, defendeu.</p>
<p>Numa nota enviada hoje à agência Lusa, aquela organização apontou que entre as principais preocupações está o facto de o acesso ao regime depender da data de início do procedimento urbanístico nos municípios, que foi fixada em 01 de setembro de 2025.</p>
<p>&#8220;O CERC considera este critério injusto, uma vez que penaliza promotores em função dos diferentes prazos de resposta das autarquias, defendendo que seja substituído pela data de emissão da licença de construção ou do título legalmente habilitante para o início da obra&#8221;.</p>
<p>A organização alertou também para a aplicação de limites nacionais únicos, como o preço máximo de venda de 660.982 euros e a renda máxima de 2.300 euros mensais, considerando que &#8220;poderão contribuir para a valorização artificial dos imóveis e para o aumento dos preços da habitação em muitas regiões do Interior&#8221;.</p>
<p>Segundo o CERC, o novo regime implicará um aumento dos encargos administrativos para as empresas e do risco fiscal associado aos investimentos, &#8220;afastando promotores num momento em que o país precisa de acelerar a construção de habitação&#8221;.</p>
<p>&#8220;Perante este cenário, o CERC apela ao Governo para que simplifique o regime, clarifique as normas e adapte os critérios às diferentes realidades regionais, garantindo maior segurança jurídica, menos burocracia e melhores condições para o investimento na habitação&#8221;.</p>
<p>O CERC representa as 13 associações empresariais da Região de Coimbra.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787985]]></sapo:autor>
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		<title>Venezuela/Sismo: Seguro elogia &#8220;bravura&#8221; de equipa portuguesa que esteve em missão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 12:59:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Equipa portuguesa que apoiou operações de busca e salvamento na região de La Guaira, uma das mais afetadas pelos dois sismos devastadores que atingiram a Venezuela, aterrou hoje na Base Aérea n.º 11 em Beja]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente da República deu hoje as boas-vindas &#8220;no regresso a casa&#8221; aos 64 operacionais que estiveram em missão na Venezuela após os sismos, realçando que Portugal está orgulhoso &#8220;pela missão que desenvolveram&#8221;.</p>
<p>&#8220;Dar-vos as boas-vindas no regresso a casa, expressar o nosso orgulho pela missão que desenvolveram e também o nosso agradecimento pela forma como o fizeram&#8221;, disse António José Seguro no discurso de receção da Força Operacional Conjunta (FOCON).</p>
<p>A equipa portuguesa que apoiou operações de busca e salvamento na região de La Guaira, uma das mais afetadas pelos dois sismos devastadores que atingiram a Venezuela, aterrou hoje na Base Aérea n.º 11 em Beja.</p>
<p>O chefe de Estado realçou que o trabalho da FOCON marcou não só &#8220;as pessoas que beneficiaram da ajuda&#8221;, &#8220;o povo venezuelano&#8221;, &#8220;os portugueses que vivem na Venezuela&#8221; e &#8220;os lusodescendentes&#8221;, como também serviu de exemplo de &#8220;esperança num mundo onde todos os dias temos notícias negativas&#8221; e que &#8220;atentam muito contra a dignidade humana&#8221;.</p>
<p>&#8220;A vossa expressão de humanismo, a vossa expressão de solidariedade, é um exemplo de como o mundo precisa dessa solidariedade e humanidade. Levaram o melhor que o país tem, [isto é], coragem, competência e essa solidariedade [para] conseguirem ajudar muitas pessoas que precisavam num momento difícil&#8221;, disse.</p>
<p>Na sua intervenção, sem perguntas dos jornalistas, António José Seguro recordou Hernán Gil, o homem resgatado após oito dias preso nos escombros pela equipa portuguesa, afirmando que este foi salvo &#8220;graças à bravura, coragem e determinação&#8221; desta força especial.</p>
<p>&#8220;Ele ficará sempre grato ao vosso trabalho à vossa solidariedade e nós ficaremos sempre com essa marca no coração de mulheres e homens que deram o seu melhor, também com a ajuda dos nossos cães, para salvar vidas&#8221;, afirmou.</p>
<p>O Presidente da República deixou, ainda, uma palavra às famílias dos elementos que integraram a comitiva portuguesa na Venezuela que &#8220;muitas vezes com o coração pequenino&#8221; ficaram &#8220;à espera de notícias&#8221;.</p>
<p>Por fim, António José Seguro referiu que esta missão permitiu mostrar que se ao juntarmos &#8220;talento&#8221; e &#8220;bravura&#8221; há &#8220;sempre bons resultados&#8221;.</p>
<p>&#8220;Uma palavra para terminar ao Governo português que coordenou todo este processo de ajuda e de resposta com uma grande rapidez [e] que foi reconhecida pelas autoridades e pelo governo da Venezuela&#8221;, assumiu.</p>
<p>A equipa portuguesa integrou &#8220;operacionais da estrutura de Comando e da Força Especial de Proteção Civil da ANEPC, do Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) de Lisboa e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da Guarda Nacional Republicana (GNR), bem como seis cães de busca e salvamento&#8221;.</p>
<p>Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 3.899 mortos e 16.740 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.</p>
<p>Entre os mortos, há pelo menos 104 portugueses e lusodescendentes, e outros 57 estão desaparecidos ou incontactáveis.</p>
<p>Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.</p>
<p>A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos esteve sediada em Catia la Mar, em La Guaira, zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes e uma das mais afetadas.</p>
<p>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</p>
<p>ASYS/SM (IMA)// NS</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787988]]></sapo:autor>
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		<title>Ministro das Finanças diz que futuro euro digital vai permitir afirmar moeda face ao dólar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 12:58:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Euro Digital]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Joaquim Miranda Sarmento]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Governante recordou que "houve mais alguns avanços em termos daquilo que é a arquitetura e a governança" do euro digital, dado o aval parlamentar na quinta-feira ao início das negociações entre Parlamento e Conselho]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro das Finanças considerou hoje que o futuro euro digital, que começa agora a ser discutido na União Europeia (UE), permitirá afirmar a moeda internacionalmente face ao dólar, prometendo que Portugal participará na sua construção.</p>
<p>&#8220;O euro digital é uma peça, é um instrumento muito importante na afirmação internacional do Euro, enquanto moeda a nível mundial, enquanto possível concorrente a reserva de valor e a transação face ao dólar&#8221;, disse Joaquim Miranda Sarmento.</p>
<p>Em declarações aos jornalistas portugueses em Bruxelas após se ter reunido com os seus homólogos da UE, na reunião do Ecofin, o governante recordou que &#8220;houve mais alguns avanços em termos daquilo que é a arquitetura e a governança&#8221; do euro digital, dado o aval parlamentar na quinta-feira ao início das negociações entre Parlamento e Conselho.</p>
<p>&#8220;Nós estamos sempre, como procuramos estar em todas as áreas europeias, na linha da frente daquilo que entendemos que são instrumentos úteis quer para a construção europeia, quer para a competitividade da nossa economia&#8221;, adiantou Joaquim Miranda Sarmento.</p>
<p>Na quinta-feira, o Parlamento Europeu aprovou o início das negociações com o Conselho da UE sobre a criação do euro digital, uma nova forma eletrónica de dinheiro emitida pelo Banco Central Europeu, após críticas parlamentares.</p>
<p>Em comunicado, a assembleia europeia deu conta da aprovação &#8212; por 416 votos a favor, 169 contra e 22 abstenções &#8212; na sessão plenária na cidade francesa de Estrasburgo, permitindo, assim, arrancar com as negociações entre eurodeputados e países sobre a proposta relativa ao euro digital, que visa &#8220;garantir pagamentos seguros e reduzir a dependência de fornecedores externos à União Europeia&#8221;.</p>
<p>A &#8216;luz verde&#8217; à próxima fase do processo legislativo surge depois de, há duas semanas, os eurodeputados da comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu terem aprovado o regulamento que irá reger o futuro euro digital, moeda eletrónica da UE alternativa à Visa e à Mastercard, falando num &#8220;dia histórico&#8221;.</p>
<p>A confirmação era necessária já que, depois da primeira aprovação, os grupos políticos dos Conservadores e Reformistas Europeus e dos Patriotas pela Europa tentaram contestar a decisão tomada pela Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários.</p>
<p>Com a &#8216;luz verde&#8217; agora confirmada, as negociações entre as instituições europeias deverão começar em breve, com a participação da presidência irlandesa do Conselho, em representação dos Estados-membros.</p>
<p>Um outro processo incluído no mesmo pacote legislativo sobre a moeda única, relativo ao curso legal das notas e moedas de euro, não foi contestado, pelo que as negociações sobre este texto também poderão começar sem votação.</p>
<p>A proposta prevê que o euro digital funcione como complemento ao dinheiro físico e aos atuais meios de pagamento eletrónicos, podendo ser utilizado tanto com ligação à internet como em modo &#8216;offline&#8217;.</p>
<p>Ainda hoje após o Ecofin, quando questionado sobre outras negociações, as referentes ao próximo Quadro Financeiro Plurianual da UE para 2028 a 2034, Joaquim Miranda Sarmento garantiu que Portugal está &#8220;muito empenhado&#8221; em fechar acordo e em conseguir &#8220;a melhor solução possível&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787998]]></sapo:autor>
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		<title>Conselho da UE recomenda que Portugal melhore habitação e saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 12:56:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho de União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[habitação]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[Bruxelas, 10 jul 2026 -- O Conselho da União Europeia (UE) recomendou hoje a Portugal que aposte na habitação acessível e melhor o acesso à saúde, assegurando que a despesa líquida se mantém dentro dos limites já estabelecidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho da União Europeia (UE) recomendou hoje a Portugal que aposte na habitação acessível e melhor o acesso à saúde, assegurando que a despesa líquida se mantém dentro dos limites já estabelecidos.</p>
<p>Numa recomendação hoje divulgada no âmbito do Semestre Europeu 2026, os ministros das Finanças da UE, reunidos em Bruxelas, recomendam que o Governo invista no acesso à saúde, nomeadamente solucionando as carências de profissionais da área.</p>
<p>Lisboa deve ainda abordar &#8220;a acessibilidade económica e a disponibilidade de habitação, nomeadamente através da criação de incentivos para uma utilização mais eficiente do parque habitacional, inclusive mediante uma recalibração da estrutura fiscal&#8221;.</p>
<p>Neste campo, é ainda recomendado a expansão da oferta de habitação, incluindo habitação acessível e social, e o &#8220;reforço da coordenação e da governação da política de habitação, a par de um planeamento integrado a nível urbano, de ordenamento do território e de transportes&#8221;.</p>
<p>Por outro lado, Lisboa deve tomar medidas para garantir a sustentabilidade orçamental a médio prazo do sistema de pensões e promover regimes de pensões complementares, bem como melhorar a eficácia do sistema fiscal, nomeadamente através da racionalização dos benefícios fiscais, tendo ainda de melhorar o acesso a capital de risco e a fundos privados, continuando simultaneamente a apostar no aumento da literacia financeira, e apoiar o investimento na investigação e na inovação.</p>
<p>Para o Conselho, deve ser também assegurada a continuidade das reformas e dos investimentos criados ao abrigo do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, acelerados os esforços de execução dos programas da política de coesão, podendo ser reafetados às prioridades estratégicas e nas flexibilidades acordadas no âmbito da revisão intercalar do quadro da política de coesão.</p>
<p>Os ministros indicam ainda que a descarbonização dos sistemas de transportes deve continuar, a par do reforço do sistema de distribuição de eletricidade, e melhorar a gestão da água.</p>
<p>Para além disto, o Conselho, seguindo as orientações já traçadas pela Comissão Europeia, quer que Portugal garanta que as medidas tomadas para atenuar o impacto da subida dos preços da energia sejam &#8220;temporárias, direcionadas para a proteção dos agregados familiares vulneráveis ou para a resposta às necessidades das empresas com forte consumo de energia, preservem os incentivos à poupança de energia e que o seu custo orçamental seja compatível com os compromissos assumidos no âmbito do quadro orçamental da UE&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788019]]></sapo:autor>
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		<title>Guerra EUA-Irão trava petróleo no Golfo e empurra consumo global para queda inédita desde a Covid-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 12:54:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Estreito de Ormuz]]></category>
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		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
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					<description><![CDATA[Descida será a primeira contração anual desde 2020, quando os confinamentos provocados pela pandemia travaram a aviação, fecharam fábricas e fizeram colapsar a procura de combustíveis]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O consumo mundial de petróleo deverá cair este ano pela primeira vez desde a pandemia da Covid-19, num sinal do impacto económico da guerra entre os Estados Unidos e o Irão e das perturbações nas exportações do Golfo. Segundo a &#8216;Euronews&#8217;, a Agência Internacional de Energia estima que a procura global recue um milhão de barris por dia em 2026.</p>
<p>A descida será a primeira contração anual desde 2020, quando os confinamentos provocados pela pandemia travaram a aviação, fecharam fábricas e fizeram colapsar a procura de combustíveis. A queda agora prevista é muito inferior à registada no auge da crise sanitária, quando a procura mundial recuou cerca de oito milhões de barris diários, mas mostra a dimensão dos efeitos provocados pelo bloqueio parcial do Estreito de Ormuz.</p>
<p>A Agência Internacional de Energia sublinha que a quebra é muito desigual entre regiões e produtos. As economias asiáticas mais dependentes de importações estão entre as mais afetadas, assim como matérias-primas usadas pela indústria petroquímica, como nafta e gás de petróleo liquefeito, cujas cadeias de abastecimento passam pelo Estreito de Ormuz.</p>
<p>O preço do Brent, referência internacional, negociava perto dos 76 dólares por barril, cerca de 6% acima do nível registado antes dos ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão no final de fevereiro. Ainda assim, está muito abaixo dos picos próximos dos 120 dólares atingidos em março, no momento mais intenso do conflito. Já o WTI, referência dos Estados Unidos, rondava os 72 dólares.</p>
<p>Apesar da contração prevista na procura, a oferta melhorou em junho. De acordo com os dados citados pela Euronews, a produção mundial aumentou 4,1 milhões de barris por dia no mês passado, para 98,8 milhões, depois da reabertura parcial do Estreito de Ormuz permitir aos produtores do Golfo retomar alguma produção anteriormente suspensa.</p>
<p>Mesmo assim, a produção continua 9,4 milhões de barris por dia abaixo do nível anterior à guerra. As exportações do Golfo, incluindo cargas desviadas por rotas alternativas, subiram para 16,1 milhões de barris por dia em junho. Antes do início dos combates, no final de fevereiro, a região exportava, em média, cerca de 24 milhões de barris por dia.</p>
<p>Os inventários globais de petróleo também cresceram pela primeira vez desde o início dos ataques dos EUA e de Israel ao Irão, interrompendo meses de fortes reduções nas reservas. No entanto, os stocks nas economias mais ricas continuaram a diminuir, à medida que compradores adiaram importações perante a incerteza no Golfo.</p>
<p>As previsões da AIE dependem, contudo, de uma condição cada vez mais frágil: a manutenção do cessar-fogo e a reabertura gradual do Estreito de Ormuz. Com base nesse cenário, a oferta global deverá cair 3,7 milhões de barris por dia este ano, ficando 860 mil barris diários abaixo da procura, antes de recuperar no próximo ano e empurrar o mercado para uma situação de excedente.</p>
<p>Mas a trégua voltou a desfazer-se. Esta semana, forças iranianas atacaram três navios comerciais e o Comando Central dos EUA respondeu com ataques contra mais de 80 alvos no Irão, incluindo defesas aéreas, radares costeiros e dezenas de pequenas embarcações da Guarda Revolucionária. Washington revogou ainda a licença que permitia exportações de petróleo iraniano.</p>
<p>O Irão respondeu com drones e mísseis contra Bahrain e Kuwait, sem causar danos de grande dimensão, e Donald Trump declarou entretanto o cessar-fogo “terminado”. Teerão insiste que a única passagem segura pelo Estreito de Ormuz é a rota por si definida, numa altura em que o tráfego de petroleiros voltou a cair.</p>
<p>Segundo dados de transporte marítimo citados no texto, apenas 13 petroleiros atravessaram a zona na passada quarta-feira, comparativamente com uma média de 33 por dia na semana anterior. O recuo mostra como a segurança no Estreito de Ormuz continua a condicionar o mercado global de energia.</p>
<p>A curto prazo, o mercado petrolífero vive entre duas forças opostas. Por um lado, a menor procura global e a recuperação parcial da produção podem aliviar os preços. Por outro, a instabilidade militar no Golfo, a ameaça sobre rotas marítimas e a incerteza sobre o cessar-fogo continuam a limitar exportações e a impedir uma normalização plena.</p>
<p>O resultado é um mercado menos dependente apenas da procura económica e cada vez mais condicionado pela geopolítica. Se o Estreito de Ormuz voltar a fechar ou se os ataques a navios se intensificarem, a recuperação da oferta poderá ser travada rapidamente. Se a navegação estabilizar, a queda da procura poderá abrir espaço para reconstruir reservas e aliviar a pressão sobre os preços.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_788017]]></sapo:autor>
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		<title>“Somos reativos”: especialista critica resposta portuguesa às temperaturas extremas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 12:13:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Calor]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal precisa de preparar com antecedência uma rede estruturada de refúgios climáticos e garantir que a informação chega diretamente às pessoas mais vulneráveis, em vez de depender apenas da divulgação através da Internet.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Portugal precisa de preparar com antecedência uma rede estruturada de refúgios climáticos e garantir que a informação chega diretamente às pessoas mais vulneráveis, em vez de depender apenas da divulgação através da Internet. O alerta é de Pedro Matos Soares, investigador em alterações climáticas, que defende uma comunicação permanente sobre os locais disponíveis durante ondas de calor e vagas de frio.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em entrevista à Renascença, o investigador principal do Instituto Dom Luiz explicou que muitos idosos apresentam baixos níveis de literacia digital e podem não conseguir consultar portais com informações sobre bibliotecas, pavilhões, estações de metro ou outros espaços onde seja possível procurar proteção durante períodos de temperaturas extremas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pedro Matos Soares considera insuficiente anunciar, já durante uma emergência, que existem locais de acolhimento e remeter os cidadãos para informação disponível online. Na sua perspetiva, as autarquias devem divulgar durante todo o ano onde ficam os refúgios climáticos, quais são os respetivos horários e em que circunstâncias podem ser utilizados.</p>
<p><strong>Portugal escapou ao cenário mais grave por causa da posição do calor</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O especialista admite que a recente onda de calor provocou excesso de mortalidade e mais hospitalizações em Portugal, embora tenha sido menos severa do que noutros países da Europa Ocidental. A entrada de ar marítimo e a influência do anticiclone dos Açores terão ajudado a reduzir as temperaturas, sobretudo no litoral, onde vive a maioria da população portuguesa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo explicou à Renascença, o impacto poderia ter sido bastante mais grave caso a chamada cúpula de calor tivesse ficado diretamente sobre Portugal ou se o anticiclone estivesse localizado mais para sudoeste. Nesse cenário, o país poderia ter enfrentado níveis de temperatura e de mortalidade semelhantes aos registados em Espanha, França e Reino Unido.</p>
<p class="isSelectedEnd">Pedro Matos Soares assinala também que o efeito das ondas de calor na mortalidade nem sempre é imediato. O agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias pode surgir algum tempo depois, pelo que os números relativos ao excesso de óbitos permanecem provisórios durante várias semanas.</p>
<p><strong>Ondas de calor serão mais frequentes e severas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O investigador explica que o episódio de junho esteve associado a um bloqueio atmosférico em forma de ómega, que permaneceu durante vários dias sobre a Europa Ocidental. A ausência de nebulosidade e o aquecimento dos solos alimentaram o aumento das temperaturas, provocando anomalias entre 10 e 15 graus no sudoeste de França.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os modelos climáticos indicam que este tipo de fenómeno está a tornar-se mais frequente, persistente e intenso em praticamente toda a Europa. Pedro Matos Soares recorda que uma subida da temperatura global de 1,5 para dois graus poderá aumentar de algumas centenas de milhões para entre mil e dois mil milhões o número de pessoas expostas a ondas de calor.</p>
<p class="isSelectedEnd">O investigador rejeita, contudo, a ideia de que o registo de seis ondas de calor num único ano signifique que Portugal já vive o clima projetado para as últimas décadas do século. As projeções climáticas são construídas com médias de 30 anos e não podem ser comparadas diretamente com os resultados de apenas um ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Existem também diferentes definições de onda de calor. O Roteiro Nacional de Adaptação considera períodos de pelo menos cinco dias com temperaturas máximas acima do percentil 90, enquanto o IPMA identifica uma onda de calor quando, durante pelo menos seis dias consecutivos, a máxima diária supera em cinco graus o valor médio do mês.</p>
<p><strong>Parques ajudam, mas não resolvem o problema</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Durante os períodos de calor extremo, os parques e jardins podem apresentar temperaturas dois ou três graus inferiores às verificadas na malha urbana. Ainda assim, Pedro Matos Soares alerta que essa diferença não elimina os riscos de uma noite tropical nem transforma automaticamente estes espaços numa solução suficiente para proteger a população.</p>
<p class="isSelectedEnd">O encerramento de parques devido ao perigo de incêndio revela também a dificuldade de conciliar diferentes riscos. Quando o calor coincide com falta de chuva e vegetação muito seca, estes espaços podem ser importantes para aliviar a temperatura, mas também ficam expostos a um elevado perigo de incêndio rural.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a Renascença, durante a recente onda de calor foram abertos dois pavilhões e algumas estações de metro em Lisboa para acolher pessoas sem-abrigo. O investigador valoriza essas medidas, mas considera que Portugal continua a responder de forma reativa, quando deveria dispor de uma rede permanente, conhecida e preparada antes da chegada dos fenómenos extremos.</p>
<p>A preparação para o verão deve, por isso, começar durante o inverno, tal como as respostas às vagas de frio devem ser organizadas com antecedência. O objetivo, defende Pedro Matos Soares, deve ser criar uma estrutura municipal capaz de contactar diretamente os cidadãos, com especial atenção aos idosos, às pessoas sem-abrigo e a todos os que não conseguem obter informação através dos meios digitais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787989]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Fogo avançou a 50 km/h, cercou carros e ravinas e transformou a fuga numa armadilha mortal: os fatores-chave no incêndio trágico de Los Gallardos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 12:12:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Los Gallardos]]></category>
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					<description><![CDATA[Buscas prosseguem para localizar pessoas desaparecidas, enquanto as autoridades investigam a origem do fogo e tentam reconstruir a sequência de decisões que transformou o incêndio numa tragédia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Espanha acordou esta sexta-feira de luto depois do incêndio florestal que deflagrou em Los Gallardos, em Almería, e que provocou pelo menos 12 mortos. As buscas prosseguem para localizar pessoas desaparecidas, enquanto as autoridades investigam a origem do fogo e tentam reconstruir a sequência de decisões que transformou o incêndio numa tragédia.</p>
<p>Segundo o &#8217;20 Minutos&#8217;, as primeiras indicações apontam para uma combinação fatal de fatores: vento forte, calor intenso, vegetação extremamente seca e a queda de um cabo ou poste elétrico. As autoridades da Andaluzia admitem que as linhas de transmissão de energia possam estar na origem das chamas, embora a investigação ainda esteja em curso.</p>
<p>O conselheiro da Presidência, Saúde e Emergências da Junta da Andaluzia, Antonio Sanz, apontou a queda de uma infraestrutura elétrica como possível início do incêndio. De acordo com vários meios locais, os ventos fortes terão derrubado um poste ou cabo, provocando uma faísca que deu origem ao fogo junto à estrada N-340A.</p>
<p>A Red Eléctrica esclareceu que a linha de alta tensão afetada pelo incêndio não lhe pertence. A Endesa também indicou que a infraestrutura em causa não é da sua propriedade, acrescentando que técnicos deslocados ao local concluíram tratar-se de uma instalação privada que, segundo a informação técnica disponível, não estaria energizada.</p>
<p>Depois da ignição, o fogo avançou com violência. As temperaturas superiores a 35 graus, a secura acumulada e o vento transformaram a vegetação em combustível. As chamas terão avançado a cerca de 50 quilómetros por hora e percorrido 15 quilómetros em apenas duas horas, ficando rapidamente fora de controlo.</p>
<p>A tragédia agravou-se quando o incêndio entrou numa zona de casas dispersas, ravinas e barrancos. A população não estava concentrada num único núcleo habitacional, o que dificultou a evacuação. Perante a velocidade do fogo, muitos moradores tiveram de decidir em poucos minutos se permaneciam em casa ou tentavam fugir.</p>
<p>As autoridades defendem que, em situações deste tipo, o confinamento pode ser mais seguro do que uma fuga improvisada. Mas várias vítimas terão optado por abandonar as casas por conta própria. O terreno acidentado e as estradas estreitas acabaram por transformar a fuga numa armadilha.</p>
<p>De acordo com as autoridades andaluzas, quatro das vítimas mortais foram encontradas dentro de um carro. Outras sete pessoas terão morrido quando tentavam escapar através do leito seco de um rio, numa zona onde acabaram cercadas pelo calor e pelas chamas. O ministro regional das Emergências descreveu essa decisão como uma “armadilha” fatal.</p>
<p>O presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno, afirmou que a velocidade extrema do incêndio e a geografia da zona tornaram algumas vias de fuga praticamente impossíveis. O desfiladeiro de Bédar, um vale profundo, terá sido um dos pontos onde as chamas encurralaram várias pessoas sem hipótese de saída.</p>
<p>O presidente da Câmara de Bédar, Ángel Collados, indicou que um grupo de nove moradores, maioritariamente estrangeiros, decidiu fugir a pé, contrariando as recomendações para permanecerem nas habitações. Sete terão morrido, enquanto dois conseguiram escapar. A descoberta de bastões de caminhada na zona levantou ainda a hipótese de o fogo ter surpreendido excursionistas que passavam pela área.</p>
<p>Entre os testemunhos recolhidos pela &#8216;EFE&#8217; está o de Julia, uma moradora evacuada em Bédar, que descreveu momentos de pânico. Muitas das casas afetadas ficam isoladas nas montanhas, onde residem vários estrangeiros. “Muitos moradores ingleses, alemães e de outras nacionalidades foram apanhados de surpresa pelo fogo enquanto fugiam”, contou.</p>
<p>A mulher relatou que o primeiro sinal foi o cheiro a madeira queimada. Pouco depois, viu uma enorme coluna de fumo atrás da casa de uma vizinha. À medida que as chamas se aproximavam de Serena e de Los Matreros, o medo espalhou-se. “Pensei: ‘Isto apanhou-nos de surpresa e vamos arder aqui’”, recordou.</p>
<p>O alerta foi dado também pelos sinos da igreja, que começaram a tocar para avisar a população. Alguns moradores correram para tentar sair da zona, enquanto outros procuravam informações sobre transportes de evacuação. Julia acabou por abandonar a casa com o cão e seguir de carro em direção a Vera antes de as estradas serem cortadas.</p>
<p>O dispositivo de resposta é amplo. O Governo mobilizou 160 agentes da Guardia Civil, 52 veículos, dois helicópteros e dois drones, além de 220 elementos da Unidade Militar de Emergência com cerca de 70 veículos. O Ministério da Transição Ecológica enviou quatro aeronaves anfíbias e um helicóptero, juntando-se a centenas de operacionais no terreno.</p>
<p>As buscas concentram-se nas zonas onde o fogo já foi extinto, numa tentativa de localizar as pessoas que continuam desaparecidas. Participam unidades de resgate em montanha, elementos da Guardia Civil, equipas territoriais e meios especializados. A Guardia Civil está ainda encarregada de evacuações, controlo de tráfego e vigilância das zonas evacuadas para prevenir assaltos a habitações isoladas.</p>
<p>Os esforços de combate ao incêndio centram-se agora em conter o flanco direito, para impedir que as chamas atinjam áreas cultivadas, e em atacar por via aérea o flanco esquerdo, considerado muito ativo e de difícil acesso devido aos desfiladeiros. As autoridades receiam ainda mudanças na direção do vento, que podem alterar rapidamente a evolução do fogo.</p>
<p>O incêndio de Los Gallardos é já uma das tragédias florestais mais graves registadas em Espanha nos últimos anos. A investigação terá agora de esclarecer a origem exata das chamas, a responsabilidade sobre a infraestrutura elétrica suspeita e as circunstâncias em que várias pessoas acabaram por escolher rotas de fuga que se revelaram fatais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787987]]></sapo:autor>
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		<title>O perigo invisível dos incêndios: como o fumo pode chegar ao coração e aos pulmões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 12:02:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Fumo contém partículas finas, conhecidas como PM2,5, além de monóxido de carbono, óxidos de nitrogénio e compostos orgânicos voláteis. Estas substâncias podem penetrar profundamente nos pulmões e, em alguns casos, atingir a corrente sanguínea]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O fumo dos incêndios florestais pode representar um risco para a saúde mesmo quando as pessoas estão longe das chamas. O alerta é deixado por pneumologistas, que recordam que as partículas poluentes libertadas pelos fogos conseguem viajar longas distâncias e agravar doenças respiratórias e cardiovasculares.</p>
<p>Segundo o &#8217;20 Minutos&#8217;, o fumo contém partículas finas, conhecidas como PM2,5, além de monóxido de carbono, óxidos de nitrogénio e compostos orgânicos voláteis. Estas substâncias podem penetrar profundamente nos pulmões e, em alguns casos, atingir a corrente sanguínea.</p>
<p>A exposição a este tipo de poluição pode causar inflamação das vias respiratórias e aumentar o risco de complicações em pessoas com problemas de saúde prévios. Entre os sintomas mais frequentes estão irritação nos olhos, nariz e garganta, tosse, sensação de aperto no peito, pieira e falta de ar.</p>
<p>Os especialistas alertam que o fumo pode desencadear crises de asma, agravar doenças respiratórias crónicas, reduzir a função pulmonar e aumentar o risco de complicações cardiovasculares. Por isso, o problema não deve ser desvalorizado apenas porque o incêndio está distante.</p>
<p>As pessoas com asma, doença pulmonar obstrutiva crónica ou outras doenças respiratórias estão entre os grupos mais vulneráveis. Crianças, idosos, grávidas e pessoas com doenças cardiovasculares também devem ter cuidados adicionais durante períodos de maior concentração de fumo no ar.</p>
<p>A principal recomendação é evitar a exposição sempre que a qualidade do ar esteja degradada. Sempre que possível, deve permanecer-se em espaços fechados, manter portas e janelas fechadas e reduzir atividades físicas ao ar livre, sobretudo nas horas em que o cheiro a fumo ou a presença de partículas seja mais evidente.</p>
<p>Quem tem doença respiratória diagnosticada deve manter a medicação habitual e seguir o plano definido pelo médico. Caso surjam sintomas novos, ou se tosse, falta de ar, aperto no peito ou pieira se agravarem, deve ser procurado aconselhamento médico.</p>
<p>O alerta é particularmente relevante em períodos de calor e de maior risco de incêndio, quando o fumo pode afetar zonas afastadas da frente de fogo. Mesmo invisíveis a olho nu, as partículas finas libertadas pelos incêndios podem ter impacto real na saúde respiratória e cardiovascular.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787976]]></sapo:autor>
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		<title>Quando os agentes passam a comprar por nós</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 12:01:14 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[agentes]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
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					<description><![CDATA[opinião de Murilo Ferreira Batista, Especialista em Ecommerce na Numen]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Murilo Ferreira Batista, Especialista em Ecommerce na Numen</strong></em></p>
<p>O próximo grande salto do software empresarial não vai acontecer num novo botão, num novo menu ou numa interface mais bonita. Vai acontecer quando deixarmos de abrir uma aplicação para executar uma tarefa e passarmos a pedir a um agente que a conclua por nós.</p>
<p>Esta é a mudança que está a redesenhar o SaaS. O software como serviço não está a morrer, mas está a perder a forma que conhecíamos. Durante anos, o valor esteve ligado ao acesso, ao número de utilizadores e à experiência dentro de uma plataforma. Agora, desloca-se para a execução.</p>
<p>O software deixa de ser apenas uma ferramenta que alguém usa e passa a ser um sistema que trabalha. A nova lógica assenta em ações, processos e resultados. Em vez de pagar apenas pelo acesso a uma aplicação, as empresas começam a pagar por execução, por tarefa ou por valor entregue. É uma aproximação à lógica da infraestrutura cloud, onde o consumo pesa tanto como a subscrição.</p>
<p>Isto altera a economia do setor. Para os clientes, os agentes de inteligência artificial podem significar menos trabalho manual, maior rapidez e operações mais fluidas. Para os fornecedores de software, o desafio é mais complexo. Um modelo baseado em execução pode alinhar melhor preço e valor, mas também reduz a previsibilidade da receita. A eficiência do cliente pode tornar-se volatilidade para quem vende.</p>
<p>Também muda o papel da interface. Ela não desaparece, mas deixa de ser o núcleo da experiência e passa a funcionar como camada de supervisão, validação e controlo. O verdadeiro valor passa a estar nos dados, nas integrações, nos fluxos e na capacidade de orquestrar decisões entre sistemas. O novo bloqueio competitivo já não está na dificuldade de aprender uma plataforma. Está na dificuldade de replicar a operação, o contexto e a inteligência acumulada dentro dela.</p>
<p>O impacto será particularmente visível no e-commerce. Durante anos, as lojas online foram desenhadas para convencer pessoas. Páginas apelativas, jornadas de compra otimizadas, recomendações e motores de pesquisa internos. Na era agêntica, uma parte crescente da decisão poderá ser mediada por agentes que comparam produtos, preços, disponibilidade, políticas de devolução e reputação antes de apresentarem uma escolha ao consumidor. Isto obriga as empresas a pensar num AAIO (Agentic AI Optimization.  Já não basta ser visível para motores de pesquisa ou atrativo para humanos. Será necessário ser legível, fiável e acionável para agentes.</p>
<p>Essa evolução exige dados estruturados, catálogos limpos, integrações robustas, políticas claras e informação coerente em tempo real. Protocolos como o ACP, Agentic Commerce Protocol, desenvolvido pela OpenAI e pela Stripe, e o UCP, Universal Commerce Protocol, co-desenvolvido pela Google e pela Shopify, começam a criar uma linguagem comum para que agentes consigam descobrir produtos, interpretar condições comerciais e concluir transações de forma mais autónoma. Uma loja online que dificulte esta leitura corre o risco de ficar invisível na nova camada de decisão digital.</p>
<p>O mesmo acontece no CRM. O sistema de relacionamento com clientes deixa de ser apenas um repositório de histórico comercial e passa a alimentar agentes, sugerir prioridades, acionar fluxos e apoiar decisões operacionais em tempo real. Algumas empresas, como a Salesforce, perceberam este movimento cedo. Com o Agentforce Commerce e o suporte a protocolos como o ACP e o UCP, a empresa prepara os seus clientes para um cenário em que produtos, dados comerciais e processos de compra possam ser descobertos e acionados por agentes, de forma mais integrada e sem depender de integrações específicas para cada canal. Tal como ajudou a deslocar o software empresarial para a cloud, a Salesforce prepara agora uma transição para ecossistemas onde agentes, dados e execução combinam entre si.</p>
<p>A consequência para os profissionais também é evidente. O diferencial já não será apenas saber usar software. Será saber desenhar trabalho, estruturar processos, formular instruções, definir regras, ligar sistemas e supervisionar resultados. O utilizador deixa de ser operador e passa a arquiteto da execução.</p>
<p>Esta transformação não será igual para todos. São as empresas com dados organizados, processos claros e integrações maduras que vão acelerar. As restantes continuarão presas à operação manual e à interface como centro do negócio.</p>
<p>O SaaS não morreu. Dissolveu-se numa infraestrutura mais invisível, mais operacional e mais autónoma. A pergunta decisiva para qualquer líder é simples. Se retirarmos a interface ao produto, o que continua a gerar valor.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Murilo Ferreira Batista, Especialista em Ecommerce na Numen]]></sapo:autor>
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		<title>Cerca de 300 mil doentes podem sair da lista de espera do SNS sem terem sido tratados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 12:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Ordem dos Médicos critica as novas regras e alerta para riscos na monitorização, transparência e igualdade de acesso aos cuidados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Cerca de 300 mil doentes que aguardam pequenas cirurgias poderão deixar de constar da lista oficial de espera do Serviço Nacional de Saúde, apesar de continuarem a precisar de tratamento. A Ordem dos Médicos critica as novas regras e alerta para riscos na monitorização, transparência e igualdade de acesso aos cuidados.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.jn.pt/nacional/artigo/cerca-de-300-mil-doentes-com-pequenas-cirurgias-saem-da-lista-de-espera-do-sns/18104675" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias</a>, estão em causa procedimentos cirúrgicos com menos de três centímetros, incluindo intervenções em áreas como a oftalmologia e a oncologia. A alteração resulta das novas portarias que regulam o acesso ao SNS e a gestão dos doentes inscritos para cirurgia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Carlos Cortes, bastonário da Ordem dos Médicos, considera que a medida reduz artificialmente os números das listas de espera. Em Portugal são realizadas cerca de 1,3 milhões de cirurgias, sendo que aproximadamente 20% correspondem a pequenas intervenções. A exclusão destes casos poderá, por isso, retirar entre 200 mil e 300 mil pessoas dos registos oficiais.</p>
<p><strong>Doentes continuam a precisar de tratamento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Lista de Inscritos para Cirurgia permite acompanhar o percurso de cada doente, verificar o cumprimento dos tempos máximos de resposta e avaliar o desempenho das instituições públicas. A saída destes utentes do sistema formal significa que continuarão doentes, mas deixarão de ser monitorizados através das regras atuais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Jornal de Notícias, a Ordem dos Médicos receia que esta mudança prejudique a equidade no acesso ao SNS. Sem uma inscrição oficial, poderão deixar de existir critérios claros de prioridade e mecanismos de avaliação que garantam uma resposta adequada aos diferentes casos clínicos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Carlos Cortes sublinha que a designação “pequena cirurgia” não significa que as doenças sejam pouco graves. Entre os exemplos apontados estão doentes diabéticos que necessitam de injeções intravítreas regulares, casos de cancro da pele, incluindo melanomas com menos de três centímetros, e procedimentos oncológicos realizados depois da reconstrução de pequenas lesões.</p>
<p class="isSelectedEnd">O bastonário admite que a redução das listas poderá produzir um resultado estatístico aparentemente positivo. Contudo, salienta que a retirada dos doentes dos registos não representa a realização dos tratamentos e poderá mesmo dificultar o acesso aos cuidados de saúde.</p>
<p><strong>Novas regras já levam ao cancelamento de cirurgias</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As portarias aprovadas pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, estão também a gerar contestação no trabalho adicional dos médicos. Profissionais de várias unidades locais de saúde estão a recusar prestar serviço fora do horário habitual devido ao novo modelo de pagamento, situação que já terá provocado o cancelamento de dezenas de procedimentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Ordem dos Médicos reconhece que a atividade adicional deve ser acompanhada com maior rigor e através de mecanismos capazes de detetar eventuais irregularidades. Ainda assim, considera que as novas regras não resolvem os problemas existentes na gestão das inscrições para cirurgia e poderão agravar dificuldades relacionadas com a faturação e os pagamentos.</p>
<p>Carlos Cortes afirma que o Ministério da Saúde foi alertado para as consequências das alterações. O bastonário critica a aprovação de diplomas sem diálogo suficiente com os profissionais no terreno e defende que a participação técnica dos médicos poderia ajudar a evitar problemas na aplicação das novas regras.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787974]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>XLVIII BARÓMETRO: Vítor Ribeirinho, KPMG Portugal</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/xlviii-barometro-vitor-ribeirinho-kpmg-portugal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 11:56:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Vítor Ribeirinho, CEO da Senior Partner da KPMG Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A análise de Vítor Ribeirinho, CEO / Senior Partner da KPMG Portugal</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A tensão geopolítica no Médio Oriente volta a assumir um papel central no Barómetro do Executive Digest, condicionando diretamente a perceção das empresas sobre o contexto económico. A maioria antecipa pressão nos custos, sobretudo nos setores da energia e combustíveis (78%) e da logística e transportes internacionais (58%), refletindo um novo choque energético na Europa. Este é um aspeto, de resto, que também destacamos no mais recente estudo da KPMG, o “European Economic Outlook”, que convido todos a lerem no nosso site.</p>
<p style="text-align: justify;">Este contexto externo vai tendo um impacto direto no crescimento económico europeu, para o qual se prevê, de acordo com o nosso relatório, um abrandamento generalizado, no qual Portugal é uma das exceções. Este comportamento positivo da nossa economia é corroborado pelos participantes do Barómetro que apontam para um crescimento de atividade face ao período homólogo para a maioria das empresas (72%) e as perspetivas para o fecho de 2026 mantêm-se positivas, com cerca de três quartos das organizações a anteciparem crescimento face a 2025 (75%).</p>
<p style="text-align: justify;">Olhando para o futuro, o foco estratégico centra-se na expansão de mercado (53%), apoiada pela digitalização e inteligência artificial (19%) e pela eficiência operacional (17%), embora o impacto da IA permaneça limitado, com uma parte relevante das empresas a não identificar ainda efeitos concretos (22%). A mensagem deste Barómetro é clara: mesmo perante um cenário mais exigente, as empresas portuguesas continuam a investir no futuro.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Junho (nº. 243) da Executive Digest, no âmbito da XLVIII edição do seu Barómetro</em>.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780493]]></sapo:autor>
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		<title>NOVA SBE : Preparar líderes para um mundo orientado por IA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 11:55:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cadernos Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Nova SBE]]></category>
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					<description><![CDATA[A inteligência artificial está a redefinir a liderança, a tomada de decisão e os modelos de negócio, obrigando as organizações a repensar a forma como criam valor e desenvolvem talento]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A inteligência artificial está a deixar de ser apenas uma ferramenta tecnológica para assumir um papel central na forma como as empresas decidem, inovam e organizam o trabalho. Em entrevista à Executive Digest, Marco Vilela Gomes, Executive Director for Corporate Business Development da Nova SBE Executive Education, e Miguel Bello, AI Portfolio Director da Nova SBE Executive Education e Executive Director of Corporate Relations da Nova SBE, explicam como a liderança, a formação e a cultura organizacional terão de evoluir para responder a esta nova realidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A inteligência artificial tornou-se uma prioridade estratégica nas empresas. Que transformação está a provocar nas organizações?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos dois anos, a IA acelerou significativamente, sobretudo após o lançamento do ChatGPT. Muitas pessoas já obtêm ganhos de produtividade no dia a dia, mas o desafio agora é escalar essa utilização para toda a organização.</p>
<p style="text-align: justify;">As empresas perceberam que não basta usar IA como ferramenta. É necessário adoptar uma mentalidade “AI-first”, redesenhando processos e integrando a IA como uma capacidade central. Mais do que automatizar tarefas, a IA está a transformar a tomada de decisão, a partilha de conhecimento e os modelos operacionais.</p>
<p style="text-align: justify;">A vantagem competitiva dependerá cada vez mais da qualidade dos dados, da capacidade de adaptação e da forma como os líderes trabalham com a IA. Estamos a caminhar para organizações com menos foco em tarefas repetitivas e mais na gestão da inteligência, do contexto e das relações humanas, o que exigirá sobretudo transformação cultural e liderança.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que significa hoje liderar com IA, para além da sua utilização operacional?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Liderar com IA vai além da utilização de ferramentas. Implica transformar a forma como a organização pensa, aprende, decide e executa.</p>
<p style="text-align: justify;">Os líderes devem usar a IA como apoio à decisão, sem confundir velocidade com valor. Por isso, será cada vez mais importante desenvolver pensamento crítico nas equipas, capacitando-as para questionar, validar informação e interpretar contextos. O papel da liderança evolui da execução e controlo para a orquestração da inteligência humana e artificial.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como se preparam os líderes para tomar decisões num contexto em que a IA faz parte do dia a dia das organizações?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não vejo este desafio como uma questão geracional. A liderança sempre exigiu adaptação a novas realidades. O importante não é tornar os líderes especialistas técnicos, mas dar-lhes conhecimento, confiança e sentido crítico.</p>
<p style="text-align: justify;">Os líderes precisam de compreender o que a IA permite fazer, onde cria valor, onde falha, que riscos introduz e que perguntas devem colocar às equipas. Liderar com IA depende menos do domínio da tecnologia e mais da capacidade de perceber como esta transforma decisões, processos, modelos de trabalho e fontes de vantagem competitiva.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Num contexto em que qualquer profissional pode usar IA generativa, qual é o valor destas formações numa escola de negócios?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O valor já não está no acesso à ferramenta, mas na capacidade de transformar uma utilização individual numa competência estratégica da organização.</p>
<p style="text-align: justify;">Numa escola de negócios, não se trata apenas de ensinar funcionalidades, mas de fornecer contexto e visão de negócio. A questão deixa de ser como usar melhor a ferramenta e passa a ser como melhorar decisões, redesenhar processos e criar valor.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, a formação em IA deve ir além da produtividade individual, focando-se na tomada de decisão, na transformação organizacional e na criação de vantagem competitiva.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que diferencia programas como o Managing with AI e o Maximizing Business Impact with AI de outras formações em transformação digital?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A principal diferença é que não são programas sobre tecnologia, mas sobre o impacto da IA na gestão, na liderança e na criação de valor. Muitas organizações já experimentam IA, mas continuam a ter dificuldade em transformar essa utilização em resultados concretos.</p>
<p style="text-align: justify;">O objectivo é ajudar líderes e equipas a passar de iniciativas dispersas para uma abordagem estruturada, alinhada com o negócio e orientada para resultados. O Managing with AI foca-se na gestão de empresas, pessoas, processos e produtos com IA, enquanto o Maximizing Business Impact with AI aborda a transformação dos modelos de negócio e operacionais. A oferta inclui ainda programas mais práticos, centrados na produtividade individual.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Estes programas surgiram em resposta às necessidades das empresas ou de uma visão estratégica da Nova SBE?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Resultam das duas dimensões: da proximidade ao mercado e de uma visão antecipatória sobre as transformações que irão marcar as organizações nos próximos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">O objectivo não foi apenas criar programas sobre IA, mas ajudar líderes a reflectir sobre o impacto desta tecnologia na liderança, cultura organizacional, tomada de decisão, inovação e modelos de trabalho. A parceria com o Digital, Data &amp; Design Institute de Harvard reforça esta ambição, combinando conhecimento internacional com aplicação prática e reflexão estratégica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que resistências continuam a existir nas organizações portuguesas à adopção da IA e como pode a formação ajudar a ultrapassá-las?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As principais resistências à IA são hoje culturais e organizacionais, mais do que tecnológicas. Muitas empresas continuam numa fase de experimentação isolada e persistem dúvidas sobre o impacto da IA no futuro do trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">A formação é essencial para acelerar esta transformação, ajudando líderes e equipas a desenvolver pensamento crítico, capacidade de interpretação e tomada de decisão em contextos cada vez mais complexos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que papel têm as escolas de negócios na era da inteligência artificial, quando o conhecimento está mais acessível do que nunca?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As escolas de negócios já não podem limitar-se a transmitir conhecimento. Quando a informação está disponível em segundos, o verdadeiro valor está na capacidade de a interpretar, contextualizar e transformar em acção.</p>
<p style="text-align: justify;">O seu papel passa por ajudar a distinguir o essencial do acessório, desafiar modelos mentais e ligar conhecimento, tecnologia e aplicação prática. Mais do que fornecer conteúdos, devem preparar os líderes para aplicar esse conhecimento a problemas reais com sentido crítico, responsabilidade e visão estratégica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>As empresas portuguesas estão preparadas para desenvolver uma cultura de decisão baseada em dados e IA?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Existem empresas portuguesas muito avançadas, mas continua a haver uma diferença significativa entre ter dados e decidir com base neles.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas organizações já dispõem de dashboards, plataformas e projectos de IA, mas isso não significa que tenham alterado as suas rotinas de decisão. Uma verdadeira cultura de decisão baseada em evidência exige capacidade para formular boas perguntas, interpretar informação, questionar pressupostos e integrar dados nos momentos críticos de decisão.</p>
<p style="text-align: justify;">Exige também lideranças dispostas a deixar que a evidência influencie e desafie as suas decisões.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde deve estar a fronteira entre o apoio da IA e o discernimento humano na tomada de decisão?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A IA deve reforçar a capacidade de reflexão e decisão dos líderes, mas não substituir o discernimento humano. O principal risco não está na tecnologia, mas na tentação de delegar o pensamento crítico.</p>
<p style="text-align: justify;">A IA consegue analisar padrões, gerar cenários e acelerar o processamento de informação. No entanto, continua a caber às pessoas interpretar contextos, avaliar consequências, gerir compromissos e tomar decisões. A responsabilidade e o julgamento final devem permanecer humanos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O maior impacto da IA estará nos ganhos de eficiência ou na reinvenção dos modelos de trabalho e de negócio?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os ganhos de eficiência são apenas o ponto de partida. O verdadeiro impacto surge quando as empresas utilizam a IA para repensar processos, funções, modelos de serviço e formas de criar valor.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a IA for usada apenas para acelerar modelos existentes, estará a ser aproveitada apenas uma parte do seu potencial. O grande desafio é redesenhar processos e modelos de negócio, integrando a IA como uma capacidade central da organização.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quais são os principais desafios humanos, éticos e organizacionais que os líderes não podem ignorar na adopção da IA?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os maiores desafios da IA são humanos e organizacionais. Mais do que perceber o que a tecnologia consegue fazer, importa definir como a utilizar de forma responsável. A IA irá alterar modelos de decisão e formas de trabalho, tornando essenciais a confiança, a transparência e o pensamento crítico.</p>
<p style="text-align: justify;">Os líderes e as business schools têm um papel central em garantir que esta transformação é conduzida de forma ética e estratégica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Que papel poderá a formação executiva em IA desempenhar na competitividade digital de Portugal nos próximos anos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nos próximos anos, a IA tornar-se-á uma competência transversal de liderança e gestão. A competitividade dependerá da capacidade das organizações para aprender, adaptar-se e transformar a tecnologia em valor.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que ensinar ferramentas, será necessário preparar líderes para tomar melhores decisões e redesenhar processos. É nesse contexto que a Nova SBE Executive Education procura apoiar as organizações na ligação entre tecnologia, inovação e negócio.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como surge o IA Nation e de que forma ajuda as empresas a investir em competências de IA através dos Fundos de Compensação do Trabalho?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O IA Nation surgiu para acelerar a capacitação das empresas e das pessoas em inteligência artificial, ajudando a transformar a tecnologia em qualificação, execução e competitividade.</p>
<p style="text-align: justify;">O projecto permite utilizar os Fundos de Compensação do Trabalho como um investimento estratégico nas competências do futuro, promovendo produtividade, inovação e crescimento sustentável.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>E</em><em>ste artigo faz parte do Caderno Especial “Transformação Digital”, publicado na edição de Junho (n.º 243</em><em>) da Executive Digest.</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781079]]></sapo:autor>
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		<title>Grupo Casais e construtora espanhola ACR criam empresa conjunta para construir edifícios mais depressa e com menos desperdício</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 11:51:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Grupo Casais e a construtora espanhola ACR criaram a CREE Iberia, uma empresa detida em partes iguais pelas duas organizações, com o objetivo de acelerar a adoção da construção industrializada e sustentável em Portugal e Espanha.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Grupo Casais e a construtora espanhola ACR criaram a CREE Iberia, uma empresa detida em partes iguais pelas duas organizações, com o objetivo de acelerar a adoção da construção industrializada e sustentável em Portugal e Espanha.</p>
<p>A nova sociedade passa a deter a licença exclusiva do sistema híbrido CREE Buildings na Península Ibérica, reforçando a aposta das duas empresas em soluções construtivas mais eficientes e com menor impacto ambiental.</p>
<p>A CREE Iberia será responsável pelo desenvolvimento comercial, técnico e operacional do sistema CREE Buildings na região, trabalhando tanto em projetos promovidos diretamente pelo Grupo Casais e pela ACR como em iniciativas desenvolvidas em conjunto com clientes, promotores e parceiros locais.</p>
<p>Segundo as empresas, a parceria pretende responder a alguns dos principais desafios que o setor enfrenta, como o aumento da produtividade, a redução dos prazos de execução, a melhoria da qualidade da construção, a utilização mais eficiente de materiais e a descarbonização do ambiente construído.</p>
<p>O Grupo Casais contribui para esta parceria com a sua experiência em pré-fabricação, engenharia, modelação BIM, integração de sistemas MEP e desenvolvimento de soluções industrializadas. Já a ACR acrescenta o seu conhecimento do mercado espanhol e a experiência em modelos de construção colaborativos e sustentáveis.</p>
<p>As duas empresas já tinham colaborado anteriormente no desenvolvimento do B&amp;B Hotel Madrid Tres Cantos, projeto que serviu para demonstrar o potencial do sistema CREE Buildings na otimização do planeamento, da coordenação técnica, da sustentabilidade e da execução das obras.</p>
<p>O CEO do Grupo Casais, António Carlos Rodrigues, afirma que a criação da CREE Iberia representa &#8220;uma nova fase da aposta na industrialização&#8221;, sublinhando que a construção necessita de sistemas &#8220;mais previsíveis, colaborativos e com menor impacto ambiental&#8221;. Já Michel Elizalde, presidente e CEO da ACR, considera que a parceria permitirá reforçar a capacidade de desenvolver projetos industrializados e sustentáveis no mercado ibérico.</p>
<p>A atividade da nova empresa estará especialmente direcionada para segmentos como hotéis, residências de estudantes, senior living, habitação e flex living, áreas onde a rapidez de execução, a repetição de processos, a qualidade e a sustentabilidade assumem um papel determinante.</p>
<p>Além da promoção do sistema CREE Buildings, a CREE Iberia irá desenvolver iniciativas de investigação em certificações de sustentabilidade, coordenar fornecedores, promover a melhoria contínua da solução construtiva e reforçar a colaboração técnica entre as equipas das duas empresas.</p>
<p>O sistema CREE Buildings baseia-se numa estrutura híbrida que combina madeira, betão e componentes pré-fabricados, permitindo integrar desde as fases iniciais do projeto a conceção, a engenharia, o fabrico, a logística e a execução da obra, aumentando a previsibilidade e a eficiência dos processos construtivos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787964]]></sapo:autor>
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		<title>Vendas do grupo BMW caem 4,2% até junho penalizadas pelo mercado chinês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 11:34:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O grupo alemão BMW vendeu 1.156.742 veículos das marcas BMW, Mini e Rolls-Royce no primeiro semestre, menos 4,2% do que no mesmo período do ano anterior, penalizado pela quebra das vendas no mercado chinês.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O grupo alemão BMW vendeu 1.156.742 veículos das marcas BMW, Mini e Rolls-Royce no primeiro semestre, menos 4,2% do que no mesmo período do ano anterior, penalizado pela quebra das vendas no mercado chinês.</p>
<p>O grupo BMW informou hoje que as vendas da marca principal, a BMW, diminuíram entre janeiro e junho para 1.004.681 unidades (6,2%), enquanto as da Mini aumentaram para 149.538 unidades (11,7%).</p>
<p>As vendas da marca de luxo Rolls-Royce diminuíram no mesmo período para 2.523 unidades, uma queda homóloga de 9,8%.</p>
<p>Da mesma forma, as vendas de modelos elétricos e híbridos caíram para 295.407 unidades, menos 7,4% do que no mesmo período de 2025.</p>
<p>O responsável do Conselho de Administração pelas vendas do grupo, Jochen Goller, salientou que, apesar dos desafios a nível mundial, conseguiram aumentar as vendas nos Estados Unidos da América (EUA) e na Europa.</p>
<p>As vendas das marcas BMW e Mini aumentaram no primeiro semestre na Europa em 5,4%, para 496.651 unidades, das quais 149.135 unidades foram vendidas na Alemanha (10,2%).</p>
<p>Nos EUA, as vendas aumentaram 3,9%, para 200.661 unidades, mas diminuíram na China 20,4%, para 261.773 unidades.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787950]]></sapo:autor>
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		<title>Conselho da UE aprova novo PRR da Hungria de 10 mil milhões de euros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 11:34:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Conselho da União Europeia aprovou hoje o novo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) da Hungria, permitindo que o país aceda a 10 mil milhões de euros que foram bloqueados durante o mandato do anterior primeiro-ministro, Viktor Orbán.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho da União Europeia aprovou hoje o novo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) da Hungria, permitindo que o país aceda a 10 mil milhões de euros que foram bloqueados durante o mandato do anterior primeiro-ministro, Viktor Orbán.</p>
<p>&#8220;O Conselho aprovou hoje um novo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para a Hungria. O novo plano deverá permitir o desembolso de 10 mil milhões de euros, dos quais cerca de 6,5 mil milhões sob a forma de subvenções e cerca de 3,5 mil milhões em empréstimos&#8221;, refere em comunicado a instituição que representa os governos dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE).</p>
<p>Este PRR tinha sido negociado em maio pelo novo Governo húngaro, liderado pelo conservador Péter Magyar, e a Comissão Europeia, com o intuito de aceder aos 10 mil milhões bloqueados desde 2022 porque Bruxelas considerava que as políticas do anterior primeiro-ministro, Viktor Orbán, violavam os princípios do Estado de Direito.</p>
<p>No comunicado, o Conselho da UE indica que o anterior plano da Hungria tinha deixado de ser exequível, &#8220;devido ao aumento dos custos resultante da volatilidade dos preços da energia, a mudanças inesperadas no contexto geopolítico, a desafios imprevistos na execução, a atrasos causados por limitações de tempo, bem como a outros desenvolvimentos&#8221;.</p>
<p>A instituição afirma que o novo PRR vai reforçar o &#8220;quadro de combate à corrupção&#8221;, aumentará a &#8220;transparência na utilização dos recursos públicos e na contratação pública&#8221; e inclui igualmente &#8220;medidas destinadas a reforçar a independência do poder judicial e o Estado de direito&#8221;.</p>
<p>O Conselho da UE ressalva, contudo, que, &#8220;à semelhança do que acontece com todos os planos nacionais&#8221;, os pagamentos ao abrigo deste novo PRR só serão feitos à medida que a Hungria for cumprindo as metas estabelecidas no plano.</p>
<p>&#8220;Isto significa que a Comissão apenas desembolsa os montantes destinados a cada país quando este tiver cumprido os marcos e metas acordados para a concretização das reformas e dos investimentos incluídos no respetivo plano&#8221;, reforça a instituição.</p>
<p>Com a &#8216;luz verde&#8217; do Conselho da UE, a Hungria entra agora em contrarrelógio para conseguir aceder aos 10 mil milhões de euros do plano, uma vez que termina, em 31 de agosto, o prazo dado a todos os Estados-membros para cumprirem os marcos definidos nos seus respetivos PRR nacionais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_787949]]></sapo:autor>
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		<title>Pânico a bordo da Ryanair: passageiro quase é sugado para fora e acaba hospitalizado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 11:16:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ryanair]]></category>
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					<description><![CDATA[A companhia aérea irlandesa confirmou o incidente em comunicado, adiantando que uma pessoa teve de receber assistência médica. A Ryanair não avançou detalhes adicionais sobre a causa do problema nem sobre a gravidade dos ferimentos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um avião da Ryanair foi forçado a regressar de emergência ao aeroporto de Salónica, na Grécia, esta sexta-feira, pouco depois da descolagem, depois de uma janela da cabine de passageiros se ter desprendido durante o voo. A aeronave seguia para Memmingen, na Alemanha.</p>
<p>A companhia aérea irlandesa confirmou o incidente em comunicado, adiantando que uma pessoa teve de receber assistência médica. A Ryanair não avançou detalhes adicionais sobre a causa do problema nem sobre a gravidade dos ferimentos.</p>
<p>“A aeronave aterrou normalmente e os passageiros regressaram ao terminal”, informou a companhia, que acrescentou ter disponibilizado outro avião para transportar os restantes passageiros até Memmingen.</p>
<p>Segundo meios de comunicação locais na Grécia, a janela terá sido atingida por um fragmento que se desprendeu de um dos motores do avião. As mesmas informações indicam que o incidente provocou uma despressurização da cabine e que um passageiro foi parcialmente sugado para fora pela abertura.</p>
<p>Duas fontes com conhecimento do caso relataram à &#8216;Reuters&#8217; detalhes semelhantes. O passageiro, descrito como um turista sérvio, foi hospitalizado com queimaduras por atrito, mas encontrava-se, de resto, em boas condições, segundo as autoridades citadas.</p>
<p>Uma passageira contou à Rádio Thessaloniki que muitos dos ocupantes estavam a dormir quando ouviram “um barulho, como o de um pneu a rebentar”. “Percebemos imediatamente que havia ocorrido uma descompressão. Ouvimos gritos. Por um momento, pensei que alguém tivesse aberto acidentalmente a porta de emergência”, relatou.</p>
<p>A mesma passageira afirmou que as máscaras de oxigénio caíram e que havia um cheiro forte no interior da cabine. Segundo o seu testemunho, a cabeça e os ombros de um passageiro ficaram fora da janela, mas o homem não tinha retirado o cinto de segurança, o que terá evitado consequências mais graves.</p>
<p>Outros passageiros que estavam sentados perto do homem ajudaram a puxá-lo de volta para dentro do avião. O incidente terá ocorrido quando a aeronave sobrevoava a Macedónia do Norte, de acordo com a imprensa grega.</p>
<p>Vídeos não verificados publicados nas redes sociais, alegadamente gravados no interior do avião, mostram uma janela partida e máscaras de oxigénio penduradas no teto da cabine. As imagens circularam rapidamente, aumentando a dimensão pública do caso.</p>
<p>A Ryanair limitou-se, para já, a confirmar que o voo regressou a Salónica pouco depois da descolagem devido ao desprendimento de uma janela da cabine de passageiros, que a aterragem decorreu normalmente e que os passageiros regressaram ao terminal. As causas exatas do incidente deverão agora ser apuradas pelas autoridades competentes.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="en" dir="ltr">BREAKING: Ryanair passenger reportedly saved from being sucked out the cabin after window fails during a flight from Thessaloniki to Memmingen.</p>
<p>According to local media Ryanair flight FR1879, a Boeing 737-8AS, returned safely to Greece on Friday after part of a damaged engine… <a href="https://t.co/YPgRodjPFp">pic.twitter.com/YPgRodjPFp</a></p>
<p>&mdash; Breaking Aviation News &amp; Videos (@aviationbrk) <a href="https://x.com/aviationbrk/status/2075494035792285793?ref_src=twsrc%5Etfw">July 10, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
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