É este o passaporte que lidera o ranking mundial de 2025 (e o português não está muito atrás…)

A Irlanda ocupa, pela primeira vez, o primeiro lugar isolado no Nomad Passport Index 2025, o prestigiado ranking anual elaborado pela consultora fiscal e de imigração Nomad Capitalist, que avalia a “verdadeira força” dos passaportes em termos de liberdade e vantagens internacionais. Portugal também se destaca este ano ao surgir no 4.º lugar, entre os passaportes mais valorizados do mundo.

Pedro Gonçalves

A Irlanda ocupa, pela primeira vez, o primeiro lugar isolado no Nomad Passport Index 2025, o prestigiado ranking anual elaborado pela consultora fiscal e de imigração Nomad Capitalist, que avalia a “verdadeira força” dos passaportes em termos de liberdade e vantagens internacionais. Portugal também se destaca este ano ao surgir no 4.º lugar, entre os passaportes mais valorizados do mundo.

Ao contrário de outros rankings que se centram apenas no número de países que se pode visitar sem visto, o índice da Nomad Capitalist baseia-se numa análise mais abrangente de cinco critérios: viagens sem visto (50%), políticas fiscais (20%), reputação internacional (10%), possibilidade de dupla nacionalidade (10%) e liberdades pessoais (10%). A intenção é avaliar o “valor real” da cidadania de cada país, especialmente para quem considera mudar de nacionalidade ou obter um segundo passaporte.



“A Irlanda abalou a hierarquia graças à sua reputação internacional sólida, políticas fiscais favoráveis ao investimento e flexibilidade em termos de cidadania”, explicou Javier Correa, analista de investigação da Nomad Capitalist, ao canal CNBC Travel.

Uma Europa dominante
Na edição de 2025, os países europeus dominam claramente o topo da lista, ocupando nove dos dez primeiros lugares. A Irlanda é seguida pela Suíça, que partilha o 2.º lugar com a Grécia, num avanço notável deste último país. A Suécia aparece em 3.º lugar, enquanto Portugal surge na 4.ª posição, logo à frente da Finlândia, Países Baixos, República Checa, Luxemburgo e Malta. O único país fora da Europa a entrar no top 10 é a Nova Zelândia, empatada com os Emirados Árabes Unidos (EAU) na 10.ª posição.

O índice abrange 199 países e territórios e utiliza dados de 20 fontes distintas, como as autoridades fiscais nacionais, o Relatório Mundial da Felicidade e o Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas.

Subidas e descidas marcantes
A Grécia protagoniza uma das maiores subidas da edição de 2025, saltando do 6.º para o 2.º lugar, graças a melhorias significativas na sua pontuação fiscal. “Num ano marcado por turbulência geopolítica e alterações políticas, a Grécia reforçou a sua credibilidade entre investidores internacionais, reformados e indivíduos com elevado património”, destacou a Nomad Capitalist em comunicado de imprensa.

Também a Eslovénia (13.º lugar) e a Espanha (32.º lugar) registaram subidas impulsionadas por alterações às suas políticas fiscais.

Em sentido contrário, países como a Lituânia, Países Baixos, Alemanha e Hungria desceram no ranking. A queda mais notória foi a dos Emirados Árabes Unidos, que passaram do 1.º lugar em 2023 e do 6.º lugar em 2024 para o 10.º posto em 2025. A introdução de novos impostos foi apontada como principal razão para a perda de atratividade entre empresários e investidores internacionais.

Portugal entre os melhores
A presença de Portugal no 4.º lugar confirma a valorização crescente da cidadania portuguesa no contexto global. O passaporte português tem-se mantido entre os mais fortes a nível mundial graças à combinação de livre circulação em grande parte do mundo, reputação internacional positiva, liberdades civis estáveis e políticas fiscais equilibradas, especialmente para residentes não habituais.

Além disso, Portugal permite dupla nacionalidade, o que contribui para a sua boa classificação, sobretudo para nómadas digitais, investidores e expatriados à procura de opções seguras e vantajosas.

Japão e Singapura perdem força
Apesar de frequentemente liderarem outros rankings devido ao acesso a um número elevado de países sem visto, Japão e Singapura têm classificações mais modestas no índice da Nomad Capitalist. Estes países apresentam baixa pontuação no critério de dupla nacionalidade — não reconhecida em Singapura e fortemente restrita no Japão —, o que penaliza as suas classificações.

No caso do Japão, a carga fiscal também pesa negativamente. Singapura, por seu lado, tem pontuações médias no que respeita a liberdades pessoais. O país ocupa o 126.º lugar entre 180 no Índice de Liberdade de Imprensa de 2024, publicado pelos Repórteres Sem Fronteiras, e obriga cidadãos e residentes permanentes do sexo masculino a cumprir cerca de dois anos de serviço militar obrigatório aos 18 anos.

Ainda assim, Singapura mantém uma elevada reputação internacional, o que lhe confere boas pontuações no critério da perceção.

No extremo oposto da lista, os passaportes menos poderosos do mundo são os do Paquistão, Iraque, Eritreia, Iémen e Afeganistão, que ocupam os cinco últimos lugares (de 195.º a 199.º). Estes países têm fraca mobilidade internacional, restrições severas a liberdades pessoais e, em muitos casos, sistemas fiscais e políticos instáveis.

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