Putin garantiu, esta sexta-feira, que não tem qualquer arrependimento em relação à invasão da Ucrânia e insistiu que a Rússia está a fazer a coisa certa, durante uma conferência de imprensa na capital do Cazaquistão, Astana. “O que está a acontecer hoje é desagradável, mas estamos a fazer o que está certo”, sublinhou.
“[caso a Rússia não tivesse atacado a Ucrânia em 24 de fevereiro], estaríamos na mesma situação um pouco mais tarde, e com condições mais nefastas para nós”, considerou.
Nesta perspetiva, o líder do Kremlin assinalou que a Rússia está a fazer “tudo o que é necessário” na Ucrânia após oito meses de combates, e num momento em que as forças russas têm registado diversos reveses.
O chefe de Estado russo ameaçou ainda fechar os corredores humanitários – que estão servir para retirar civis – caso estes sejam usados para “atos de terror”.
Questionado sobre as declarações de Stoltenberg e Borrel, que garantiram ontem que não se deixarão “intimidar” pelas ameaças russas e que um potencial ataque nuclear da Rússia à Ucrânia desencadearia uma “resposta militar” ocidental tão “poderosa” que “aniquilaria” o exército russo, o responsável atirou: “Espero que sejam espertos o suficiente para não tomar esse passo”, até porque um confronto com a NATO conduziria a uma “catástrofe global.”
O conflito entre a Ucrânia e a Rússia começou com o objetivo, segundo Vladimir Putin, de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. A operação foi condenada pela generalidade da comunidade internacional.





