Pablo Ruiz-Escribano, um dos vice-presidentes da Schneider Eletric Iberia, defende, em entrevista à Lusa, que “é crítico” que o desenvolvimento da rede 5G seja feita “o mais rapidamente possível”, sob pena de perder a corrida.
O processo de atribuição das licenças em Portugal dura há mais de oito meses, tendo a licitação principal arrancado em 14 de janeiro e, atualmente, nos países da União Europeia, só Portugal e a Lituânia é que não têm ofertas comerciais de 5G (quinta geração).
“É crítico que façamos um desenvolvimento do 5G o mais rapidamente possível porque se não vamos chegar tarde e algumas outras economias vão desenvolver muito mais rapidamente as soluções, as aplicações”, tendo uma vantagem competitiva, considera o vice-presidente de ‘secure power & fiel services’ para o mercado ibérico da Schneider Electric.
“Para o mercado informático, [o 5G] é uma grande oportunidade”, sublinhou, salientando que esta tecnologia vai impulsionar a Internet das Coisas (IoT – Internet of Things, em inglês) e algumas aplicações “que hoje parecem um sonho e que vão ser realidade”, salienta Pablo Ruiz-Escribano.
“Há grande oportunidade para desenvolver a era da computação, algumas aplicações que hoje não são possíveis, graças ao 5G e à tecnologia ficarão possíveis daqui a poucos anos”, reitera o responsável da Schneider Electric,
Para Pablo Ruiz-Escribano “é um risco” o atraso na implementação da tecnologia.
Na tecnologia, atualmente, “se não ficamos na ponta do desenvolvimento corremos o risco de que alguém desenvolva mais rápido e assuma a liderança”, alerta.
Por exemplo, os Estados Unidos e a China “tomaram a liderança do comércio eletrónico e dos dados pessoais, agora têm uma posição dominante” com a qual “a Europa não pode competir contra”.
No entanto, “acho que tudo o que tem a ver com dados industriais, dados que tenham a ver com empresas, a Europa ainda tem a possibilidade de ganhar essa batalha” e agora “é o momento de fazer todo esse desenvolvimento”, defende.
“Acredito que o PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] é uma ajuda para desenvolver estas tecnologias e as infraestruturas necessárias”, remata.









