E-commerce faz disparar poluição: emissões de gases podem subir 30%

A procura por serviços de entrega em casa deverá aumentar 78% até 2030, de acordo com dados do Fórum Económico Mundial. Está a subir o número de consumidores interessados em comprar online e receber as suas encomendas em casa ou no local de trabalho. Por vezes, no mesmo dia ou num prazo ainda mais curto.

Exigências como estas fazem com que também aumente a polução associada ao comércio electrónico, uma vez que o número de carrinhas a circular nas cidades aumenta. O Fórum Económico Mundial deixa o alerta: as emissões de carbono associadas a e-commerce poderão crescer mais de 30%, ao longo dos próximos 100 anos, nas 100 principais cidades do planeta.

«As cidades estão, agora, num ponto crítico em que não só têm de descobrir como responder às exigências dos consumidores, e permitir a inovação, como também têm de estar de olho no trânsito e na redução de emissões», afirma Richa Sahay, uma das autoras do relatório do Fórum Económico Mundial. Citada pela Fast Company, a responsável reconhece que os consumidores tenderão sempre para a conveniência. A responsabilidade está, por isso, do lado das empresas.

Sem intervenção, o trânsito nas cidades deverá aumentar mais de 21%, o equivalente a mais 11 minutos passados no carro ou transportes públicos a caminho do trabalho, todos os dias.

A solução estará na forma como as encomendas feitas online são entregues. Sem sacrificar o lado positivo desta explosão do e-commerce, as empresas poderão optar, por exemplo, por uma frota de veículos eléctricos: esta mudança levaria a uma quebra de 60% nas emissõess de carbono.

No que ao trânsito diz respeito, o Fórum Económico Mundial sugere que as plataformas de comércio eléctrónico peçam aos clientes para levantarem as suas encomendas em pontos de recolha pré-definidos – em vez de receberem em casa. Esta medida reduziria as emissões em 28%.

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