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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 01 Jun 2026 12:33:05 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Pete Hegseth e a &#8220;guerra interna&#8221;: o pensamento do secretário da Defesa que está a moldar a nova América</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:32:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Estados Unidos atravessam um período de profunda transformação política, militar e ideológica sob a Administração do presidente Donald Trump.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos atravessam um período de profunda transformação política, militar e ideológica sob a Administração do presidente Donald Trump. Entre os protagonistas dessa mudança encontra-se o secretário da Defesa, Pete Hegseth, cuja visão para o país e para as forças armadas ganhou particular relevância desde a sua chegada ao Pentágono.</p>
<p>Grande parte dessa visão encontra-se condensada em The War on Warriors: Behind the Betrayal of the Men Who Keep Us Free, o livro publicado por Hegseth poucos meses antes de assumir a liderança do Departamento da Defesa. A obra, segundo a análise publicada pelo El Confidencial, funciona como uma espécie de manifesto ideológico que ajuda a compreender a direção seguida pela atual política de defesa norte-americana e a forma como o secretário interpreta os desafios enfrentados pelos Estados Unidos.</p>
<p>A reflexão sobre o pensamento de Hegseth surge num momento em que Washington tem vindo a adotar uma série de medidas que apontam para um reforço significativo da sua capacidade militar.</p>
<p>Entre elas encontra-se a proposta de aumentar o orçamento da Defesa para 1,5 biliões de dólares, representando uma subida próxima dos 50% face aos níveis atuais. A iniciativa surge numa altura em que a dívida pública norte-americana ultrapassa o valor do Produto Interno Bruto, uma situação que não se verificava desde o período imediatamente posterior à Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>Paralelamente, o Pentágono solicitou a grandes grupos industriais, incluindo fabricantes automóveis como a Ford e a General Motors, a adaptação de parte das suas capacidades produtivas para o fabrico de munições e outros equipamentos militares, numa estratégia que recorda os programas de mobilização industrial da década de 1940.</p>
<p>Outra medida destacada é a alteração do sistema de registo para eventual recrutamento militar. A partir de dezembro, todos os homens entre os 18 e os 26 anos passarão a ser automaticamente incluídos na base de dados das forças armadas, eliminando a necessidade de inscrição voluntária que existia até agora.</p>
<p><strong>Acusações de politização das forças armadas</strong><br />
O artigo aponta igualmente para um processo de crescente politização da estrutura militar norte-americana.</p>
<p>Entre os exemplos referidos estão o afastamento de 24 generais e almirantes, a redução das ligações institucionais entre as forças armadas e universidades de elite e o enfraquecimento de mecanismos internos destinados a garantir o cumprimento das normas internacionais sobre conflitos armados previstas nas Convenções de Genebra.</p>
<p>Segundo a análise, estas medidas inserem-se numa estratégia mais ampla de alinhamento das instituições militares com a visão política do movimento liderado por Donald Trump.</p>
<p>Ao mesmo tempo, é destacada a redução do peso da diplomacia norte-americana. Dos 195 cargos de embaixador dos Estados Unidos espalhados pelo mundo, 115 permanecem vagos, numa altura em que Washington privilegia cada vez mais demonstrações de força nas relações internacionais.</p>
<p><strong>A ideia do “inimigo interno”</strong><br />
É neste contexto que o livro de Pete Hegseth assume especial importância.</p>
<p>Antigo comandante de pelotão da Guarda Nacional no Iraque, instrutor de contrainsurgência no Afeganistão e apresentador da cadeia televisiva Fox News, Hegseth sustenta que os Estados Unidos enfrentam simultaneamente uma ameaça externa e uma ameaça interna.</p>
<p>Na sua interpretação, o país terá sido capturado por uma ideologia que descreve como “marxista radical”, responsável por corroer os valores cristãos e republicanos que considera fundamentais para a identidade norte-americana.</p>
<p>Ao longo do livro, estabelece uma distinção clara entre os “inimigos externos”, categoria onde inclui organizações jihadistas e o Partido Comunista Chinês, e os “inimigos internos”, expressão utilizada para designar a esquerda norte-americana.</p>
<p>Para Hegseth, ambas as ameaças fazem parte da mesma batalha.</p>
<p><strong>Da guerra externa à “guerra civil fria”</strong><br />
Segundo o secretário da Defesa, os Estados Unidos vivem atualmente uma espécie de “guerra civil fria”.</p>
<p>No livro, acusa movimentos como Antifa, Black Lives Matter e grupos pró-palestinianos de terem contribuído para a degradação da ordem social em várias cidades norte-americanas.</p>
<p>Referindo-se a locais como Portland, Chicago, Mineápolis, Seattle, Nova Iorque e São Francisco, Hegseth escreve que estes movimentos procuraram criar versões domésticas dos cenários de conflito que conheceu durante o serviço militar no Iraque.</p>
<p>A crítica estende-se muito além dos grupos radicais. Na definição apresentada pelo autor, a chamada “esquerda radical” inclui figuras políticas como Barack Obama e Joe Biden, jornalistas dos meios de comunicação tradicionais, professores universitários, funcionários públicos e até alguns oficiais superiores das forças armadas.</p>
<p>Entre os exemplos citados por Hegseth encontram-se Wesley Clark e Mark Milley, ambos apresentados como representantes de uma elite militar afastada dos valores que o autor considera essenciais.</p>
<p><strong>O dever de defender a Constituição</strong><br />
Um dos argumentos centrais do livro assenta na interpretação do juramento prestado pelos militares norte-americanos.</p>
<p>Segundo Hegseth, as forças armadas comprometem-se a defender a Constituição dos Estados Unidos contra todos os inimigos, sejam eles estrangeiros ou domésticos.</p>
<p>É neste contexto que o autor afirma explicitamente que considera os marxistas como inimigos da nação.</p>
<p>A partir dessa premissa, defende que os patriotas norte-americanos não podem limitar-se a combater ameaças externas, devendo também enfrentar aqueles que, na sua visão, colocam em risco os fundamentos ideológicos do país.</p>
<p><strong>Críticas à política identitária</strong><br />
Outro dos temas centrais da obra é a rejeição das políticas identitárias que ganharam destaque na sociedade norte-americana durante a década passada.</p>
<p>Hegseth apresenta-se como defensor de uma visão “cega à cor da pele”, considerando que o exército representa um exemplo de integração bem-sucedida.</p>
<p>O secretário da Defesa elogia a dessegregação das forças armadas e destaca a participação de militares afro-americanos em todos os grandes conflitos da história dos Estados Unidos.</p>
<p>Ao recordar as suas próprias experiências militares, descreve unidades compostas por pessoas de múltiplas origens raciais, unificadas pelo uso do mesmo uniforme e pelo cumprimento da mesma missão.</p>
<p><strong>Mulheres nas forças armadas</strong><br />
Entre as posições mais polémicas defendidas por Hegseth encontra-se a oposição à presença de mulheres em unidades de combate.</p>
<p>No livro, argumenta que homens e mulheres possuem características distintas e que a integração feminina nas forças de combate pode afetar a eficácia operacional.</p>
<p>Segundo a sua perspetiva, as mulheres são naturalmente vocacionadas para a maternidade e desempenham um papel diferente na sociedade, razão pela qual considera inadequada a sua participação em determinadas funções militares.</p>
<p>Estas posições têm sido alvo de forte contestação por parte de críticos que as consideram incompatíveis com os princípios modernos de igualdade de género.</p>
<p><strong>O episódio dos tatuagens e as acusações de extremismo</strong><br />
Hegseth admite que parte da motivação para escrever o livro teve origem numa experiência pessoal.</p>
<p>Em janeiro de 2021, após o ataque ao Capitólio por apoiantes de Donald Trump, o então membro da Guarda Nacional foi afastado das operações de segurança associadas à tomada de posse de Joe Biden.</p>
<p>A decisão surgiu depois de um colega ter alertado os superiores para a existência de tatuagens consideradas extremistas.</p>
<p>Entre elas encontrava-se a expressão latina Deus Vult (“Deus o quer”), associada historicamente às Cruzadas e posteriormente adotada por alguns grupos da extrema-direita norte-americana.</p>
<p>Hegseth interpreta esse episódio como um exemplo daquilo que considera ser a marginalização de americanos conservadores e cristãos dentro das próprias instituições do país.</p>
<p><strong>Nacionalismo cristão e influência religiosa</strong><br />
O artigo destaca ainda a ligação do secretário da Defesa ao movimento do nacionalismo cristão.</p>
<p>Hegseth integra a Comunhão de Igrejas Evangélicas Reformadas (CREC), uma organização religiosa influente em determinados círculos conservadores dos Estados Unidos.</p>
<p>Já enquanto secretário da Defesa, partilhou conteúdos da organização nas redes sociais e convidou um dos seus fundadores, o pastor Douglas Wilson, para dirigir uma cerimónia religiosa no Pentágono.</p>
<p>Wilson defende posições fortemente conservadoras, incluindo a oposição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, restrições à presença pública do Islão e a criação de uma república explicitamente cristã baseada em princípios bíblicos.</p>
<p><strong>A história bíblica de Gedeão como modelo político</strong><br />
Nos capítulos finais do livro, Hegseth recorre à figura bíblica de Gedeão para explicar a sua visão sobre os desafios contemporâneos enfrentados pelos Estados Unidos.</p>
<p>O secretário da Defesa recorda a narrativa do Antigo Testamento em que Gedeão lidera um pequeno exército israelita contra os midianitas, alcançando uma vitória considerada improvável.</p>
<p>Contudo, para Hegseth, a principal lição da história não está na derrota do inimigo externo.</p>
<p>O autor enfatiza que, antes de enfrentar os adversários estrangeiros, Gedeão teve de combater aqueles que, dentro da própria comunidade israelita, tinham abandonado a fé e passado a venerar outros deuses.</p>
<p>Essa leitura serve de metáfora para a situação atual dos Estados Unidos, onde o secretário da Defesa considera que a batalha pela identidade nacional começa dentro de casa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770502]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>&#8216;Limpeza&#8217; na Hungria: Novo primeiro-ministro promete afastar presidente e &#8220;fantoches&#8221; nomeados por Viktor Orbán</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:05:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O novo primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, anunciou uma profunda revisão constitucional destinada a remover dos principais cargos do Estado várias figuras nomeadas durante os anos de governação de Viktor Orbán, incluindo o atual presidente da República, Tamás Sulyok.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, anunciou uma profunda revisão constitucional destinada a remover dos principais cargos do Estado várias figuras nomeadas durante os anos de governação de Viktor Orbán, incluindo o atual presidente da República, Tamás Sulyok.</p>
<p>A iniciativa representa um dos primeiros grandes confrontos institucionais desde a chegada ao poder de Magyar e sinaliza a intenção do novo executivo de reformular profundamente estruturas que considera terem sido moldadas para servir a agenda política do anterior Governo.</p>
<p>Em declarações aos jornalistas esta segunda-feira, Péter Magyar afirmou que Tamás Sulyok não reúne condições para continuar a exercer as funções de chefe de Estado, descrevendo-o como um “fantoche” de Viktor Orbán e acusando-o de ter contribuído para a implementação da agenda política do antigo líder húngaro.</p>
<p>Segundo Magyar, o atual presidente, que ocupa o cargo desde 2024, recusou um pedido para abandonar voluntariamente as funções até ao final de maio.</p>
<p>O chefe do Governo argumentou que a mudança política ocorrida na Hungria exige igualmente uma renovação das principais instituições do Estado, defendendo que estas devem voltar a funcionar de acordo com princípios democráticos e de Estado de direito.</p>
<p>Nesse contexto, afirmou que “a Hungria não pertence a Tamás Sulyok, nem pertence a Viktor Orbán”, acrescentando que o seu executivo pretende alterar a Constituição para restaurar “o Estado de direito e a democracia húngara”.</p>
<p><strong>Presidente recusa abandonar o cargo</strong><br />
Tamás Sulyok, jurista especializado em direito constitucional antes de assumir a Presidência da República, rejeitou as exigências para a sua saída e garantiu que irá contestar qualquer tentativa de afastamento.</p>
<p>O presidente anunciou igualmente que pretende solicitar a intervenção da Comissão de Veneza, o órgão consultivo do Conselho da Europa especializado em matérias constitucionais, para avaliar a legalidade das alterações propostas pelo novo Governo.</p>
<p>Apesar da disputa institucional, Sulyok assegurou que continuará a cooperar com o executivo de Péter Magyar enquanto permanecer em funções.</p>
<p>Entre os compromissos assumidos está a assinatura da legislação necessária para cumprir as condições acordadas com a União Europeia na semana passada, medidas consideradas essenciais para desbloquear mais de 16 mil milhões de euros em fundos comunitários que permaneceram congelados durante os últimos anos devido a preocupações relacionadas com o Estado de direito na Hungria.</p>
<p><strong>Chefe de Estado considera críticas “politicamente motivadas”</strong><br />
Numa declaração feita durante o fim de semana, o presidente insistiu que exerce o mandato de acordo com os princípios constitucionais e afirmou que está a surgir uma nova interpretação política do papel presidencial.</p>
<p>Sulyok considerou que os pedidos de demissão são motivados por razões políticas e, por isso, não possuem relevância constitucional.</p>
<p>Na sua perspetiva, este tipo de pressão pode criar problemas preocupantes para a estabilidade institucional do país.</p>
<p>Ao mesmo tempo, procurou tranquilizar os receios de um eventual bloqueio político, afirmando que não existe qualquer motivo para recear que o presidente impeça ou dificulte a atividade do parlamento democraticamente eleito.</p>
<p><strong>Presidência pode atrasar legislação</strong><br />
Embora o cargo presidencial tenha sobretudo funções representativas e protocolares no sistema político húngaro, o chefe de Estado dispõe de alguns instrumentos que lhe permitem influenciar o processo legislativo.</p>
<p>Entre esses poderes está a possibilidade de recusar a promulgação imediata de leis aprovadas pelo parlamento e enviá-las para apreciação do Tribunal Constitucional.</p>
<p>Contudo, esses mecanismos apenas permitem atrasar a entrada em vigor da legislação, não sendo suficientes para impedir definitivamente a sua aprovação.</p>
<p>O próprio Tribunal Constitucional é atualmente composto maioritariamente por magistrados nomeados durante o período de governação de Viktor Orbán, circunstância frequentemente apontada pelos críticos como um dos exemplos da influência duradoura do antigo primeiro-ministro sobre as instituições do Estado.</p>
<p><strong>Reforma vai além da Presidência</strong><br />
O plano de reorganização institucional defendido por Péter Magyar não se limita ao cargo de presidente da República.</p>
<p>Beneficiando de uma supermaioria parlamentar conquistada pelo seu partido conservador, o Tisza, o primeiro-ministro dispõe dos votos necessários para promover alterações constitucionais sem depender do apoio da oposição.</p>
<p>Entre os responsáveis cuja saída já foi publicamente defendida pelo chefe do Governo encontra-se o procurador-geral e presidente do Supremo Tribunal, Péter Polt, apontado por Magyar como um aliado político de Viktor Orbán.</p>
<p>O primeiro-ministro pretende igualmente substituir as atuais lideranças do Tribunal de Contas e da entidade reguladora dos meios de comunicação social, entre outras instituições consideradas próximas do anterior poder político.</p>
<p><strong>Governador do banco central escapa à vaga de substituições</strong><br />
Uma das poucas exceções à estratégia de renovação institucional anunciada pelo novo executivo é o governador do banco central húngaro, Mihály Varga.</p>
<p>Apesar de também ter sido nomeado durante a era Orbán, Varga deverá permanecer em funções.</p>
<p>Péter Magyar justificou essa decisão com a necessidade de preservar a independência do banco central, que classificou como um princípio “sagrado”.</p>
<p>O primeiro-ministro e o governador reuniram-se esta segunda-feira pela primeira vez desde a formação do novo Governo para discutir a situação económica do país e os desafios que a Hungria enfrenta após a mudança de poder.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770501]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia: Rússia admite escassez de gasolina na Crimeia após ataques ucranianos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:01:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Kremlin admitiu hoje um problema de escassez de combustível na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, onde a venda de gasolina foi restringida após ataques ucranianos à rede logística.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Kremlin admitiu hoje um problema de escassez de combustível na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, onde a venda de gasolina foi restringida após ataques ucranianos à rede logística.</p>
<p>&#8220;Os problemas atuais têm solução. São questões prioritárias. O Governo está a trabalhar a todos os níveis para resolver o problema&#8221;, declarou o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, na habitual conferência de imprensa telefónica diária.</p>
<p>Em plena preparação da época turística, os postos de abastecimento da Crimeia começaram, desde sexta-feira, a limitar a 20 litros por cliente a quantidade de combustível vendida, na sequência dos ataques ucranianos à estrada que liga o norte da região, através de território ucraniano ocupado por Moscovo, à área russa de Rostov.</p>
<p>Entretanto, o governador da Crimeia, Serguei Aksionov, assegurou que a situação deverá estabilizar no prazo de 30 dias.</p>
<p>No porto de Sebastopol, o racionamento de gasolina de 92 e 95 octanas começou no domingo através de cupões, anunciou o governador da cidade, Mikhail Razvozhaiev, devido a interrupções no abastecimento que tiveram início na passada sexta-feira por &#8220;problemas logísticos&#8221;.</p>
<p>As restrições provocaram longas filas nos postos de combustível da região banhada pelos mares Negro e de Azov, tendo responsáveis políticos admitido que o combustível disponibilizado se esgotou em poucas horas no sábado.</p>
<p>Desde o meio-dia de hoje, muitos postos de abastecimento da península ficaram sem gasolina de 92 octanas, segundo meios de comunicação locais.</p>
<p>As últimas restrições ao abastecimento de combustível ocorreram há cerca de seis meses, quando as interrupções no fornecimento se prolongaram durante várias semanas.</p>
<p>Por isso, espera-se que os automobilistas atuem como em ocasiões anteriores, transportando combustível em recipientes nos seus veículos particulares a partir de regiões russas.</p>
<p>Estima-se que, em 2026, este tradicional destino de férias da antiga União Soviética receba até 7,5 milhões de turistas, sendo a acessibilidade e os transportes os principais desafios enfrentados pelos visitantes.</p>
<p>Perante a inexistência de ligações aéreas, a península encontra-se apenas ligada ao território russo através da ponte que a une, a leste, à Rússia, o que provoca frequentes congestionamentos, uma vez que a infraestrutura foi já várias vezes alvo de ataques ucranianos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770499]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Do guarda-chuva nuclear francês aos caças suecos: as iniciativas europeias de autodefesa que estão a enfurecer a Rússia</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/do-guarda-chuva-nuclear-frances-aos-cacas-suecos-as-iniciativas-europeias-de-autodefesa-que-estao-a-enfurecer-a-russia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:01:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[NATO]]></category>
		<category><![CDATA[roménia]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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					<description><![CDATA[Vladimir Solovyov, um dos principais rostos do regime na televisão estatal, defendeu ataques nucleares a Londres e Paris, a “recaptura” da Polónia e a “ocupação de Berlim”, referindo-se às nações europeias como “escumalha”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A NATO e a União Europeia condenaram a queda de um drone militar russo num prédio de apartamentos em Galati, na Roménia, incidente que provocou ferimentos ligeiros numa mulher e numa criança e aumentou a tensão no flanco leste da Aliança Atlântica. Segundo recordou o &#8216;El Español&#8217;, esta foi a primeira vez que um drone militar russo se despenha numa área urbana densamente povoada de um país membro da NATO.</p>
<p>Segundo o Ministério da Defesa romeno, o drone entrou pelo sudeste do país e atingiu o telhado de um edifício de dez andares. A incursão fez parte de um ataque russo contra a vizinha Ucrânia, mas acabou por atingir território romeno, num momento em que as violações do espaço aéreo nos países da Europa de Leste e do Báltico se tornam cada vez mais frequentes.</p>
<p>O Kremlin recusou esclarecer se a entrada do drone no espaço aéreo romeno foi deliberada ou resultado de erro. Dmitry Peskov, porta-voz de Vladimir Putin, limitou-se a dizer que o Presidente russo tinha sido informado.</p>
<p><strong>NATO fala em comportamento “imprudente”</strong></p>
<p>O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, condenou o incidente e garantiu que a Aliança está preparada para defender o território dos seus membros. “O comportamento imprudente da Rússia coloca-nos a todos em risco”, escreveu numa mensagem na rede social &#8216;X&#8217;.</p>
<p>Rutte falou também por telefone com o presidente romeno, Nicusor Dan, a quem transmitiu o compromisso da NATO em reforçar as defesas contra qualquer ameaça, incluindo drones.</p>
<p>A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que “a guerra de agressão da Rússia ultrapassou mais uma linha”. Já António Costa, presidente do Conselho Europeu, classificou a crescente beligerância russa como “imprudente e irresponsável”.</p>
<p>Kaja Kallas, Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, descreveu o ataque como “uma violação flagrante e grave da soberania da Roménia e do espaço aéreo europeu”. E acrescentou: “A Rússia deixou de respeitar as fronteiras há muito tempo.”</p>
<p><strong>Portugal entre os países que condenaram o incidente</strong></p>
<p>Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Portugal, Espanha, Hungria e os países bálticos manifestaram também condenação individual ao incidente.</p>
<p>A Roménia anunciou que vai levar o caso à NATO, à União Europeia e ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. Bucareste pretende ainda solicitar à Aliança Atlântica o destacamento de equipamento antidrone.</p>
<p>O país enviou dois caças F-16 com ordens de interceção, mas o drone atingiu a zona urbana em apenas quatro minutos, antes de poder ser abatido. Residentes das zonas de Braila, Galati e Tulcea receberam alertas para se abrigarem.</p>
<p>Segundo as informações citadas pelo &#8216;El Español&#8217;, o aparelho seria um drone Geran-2 de fabrico russo e fazia parte de um grupo de 43 drones que sobrevoou a Ucrânia. O alvo do ataque seria o porto de Izmail, na região de Odessa, perto da fronteira romena.</p>
<p><strong>Roménia expulsa diplomata russo</strong></p>
<p>Na sequência do incidente, o Governo romeno declarou persona non grata o cônsul russo em Constança, cidade situada a cerca de 190 quilómetros do local da queda do drone. O diplomata terá de abandonar o país.</p>
<p>Um residente americano em Galati, citado pela &#8216;Reuters&#8217;, resumiu o sentimento local: “Ninguém acredita que isto tenha sido um acidente; já aconteceu muitas vezes antes. Ou isso, ou são incrivelmente incompetentes na condução de uma guerra. De qualquer forma, a NATO precisa de fazer alguma coisa.”</p>
<p><strong>Europa reforça acordos de defesa fora da NATO</strong></p>
<p>O incidente ocorreu numa semana marcada por novos acordos de defesa entre países europeus, fora do quadro formal da NATO. França e Noruega assinaram o chamado Acordo de Narvik, que estabelece um princípio de assistência mútua, intensifica a cooperação militar e reforça áreas como defesa aérea, segurança no Ártico, espaço e apoio à Ucrânia.</p>
<p>A Noruega deverá ainda aderir à iniciativa francesa de “dissuasão nuclear avançada” contra ameaças militares dirigidas a Estados europeus, anunciada por Emmanuel Macron durante a visita do primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, a Paris.</p>
<p>Também o Reino Unido e a Polónia assinaram um acordo de defesa e segurança para proteger fronteiras, combater o crime organizado, reforçar defesas coletivas e aprofundar a cooperação militar. As forças armadas dos dois países deverão trocar conhecimento especializado no desenvolvimento e fabrico de armamento avançado.</p>
<p><strong>Ucrânia receberá caças suecos a partir de 2030</strong></p>
<p>A Ucrânia deverá receber novos caças Gripen suecos a partir de 2030, graças à libertação de um empréstimo concedido pela União Europeia. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, durante uma visita do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.</p>
<p>Até lá, Kiev receberá 16 modelos mais antigos como doação.</p>
<p>Estes movimentos militares europeus, somados à ausência de progressos significativos da Rússia na frente ucraniana e à pressão económica provocada por ataques ucranianos a infraestruturas de petróleo e gás, levaram o Kremlin a reagir com irritação.</p>
<p>Peskov acusou a Europa de participar no conflito ao lado da Ucrânia, afirmando que armas europeias estão a ser disparadas contra a Rússia. “A Europa não pode, de forma alguma, fingir ser mediadora”, declarou.</p>
<p><strong>Propaganda russa intensifica ameaças</strong></p>
<p>A retórica da propaganda russa tornou-se ainda mais agressiva. Vladimir Solovyov, um dos principais rostos do regime na televisão estatal, defendeu ataques nucleares a Londres e Paris, a “recaptura” da Polónia e a “ocupação de Berlim”, referindo-se às nações europeias como “escumalha”.</p>
<p>As ameaças ecoam declarações de Dmitri Medvedev, antigo presidente russo e atual vice-chefe do Conselho de Segurança da Rússia, que já tinha ameaçado diplomatas europeus que permaneceram em Kiev após avisos russos relacionados com ataques à capital ucraniana.</p>
<p>Depois do incidente em Galati, Medvedev voltou a provocar os europeus: “Europeus, a vossa paz de espírito acabou.”</p>
<p>A queda do drone na Roménia não provocou vítimas graves, mas reforçou a perceção de que a guerra na Ucrânia continua a transbordar para o espaço da NATO. Para Bucareste e para os aliados, o caso reabre a discussão sobre defesa aérea, sistemas antidrone e capacidade de resposta rápida no flanco leste.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770476]]></sapo:autor>
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		<title>Banco de Fomento com 500M€ este ano para financiar cooperativas de habitação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:00:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Banco Português de Fomento tem disponíveis 500 milhões de euros este ano para financiar cooperativas de habitação, disse hoje o presidente do banco em conferência de imprensa em Lisboa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Banco Português de Fomento tem disponíveis 500 milhões de euros este ano para financiar cooperativas de habitação, disse hoje o presidente do banco em conferência de imprensa em Lisboa.</P><br />
<P>Os 500 milhões de euros são o valor da garantia que o Banco de Fomento presta à banca comercial no financiamento destes projetos, para que esta tenha mais &#8216;conforto&#8217; em conceder crédito a cooperativas de habitação.</P><br />
<P>Ainda este ano, Gonçalo Regalado afirmou que o Banco de Fomento tem disponíveis 1.000 milhões de euros para parcerias público-privadas de construção de habitação acessível.</P><br />
<P>Em janeiro, à margem de um evento em Lisboa, Regalado tinha falado no total de 4.000 milhões de euros para apoiar a construção e reabilitação de casas a custos acessíveis, incluindo cooperativas de habitação, mas então ainda não era conhecido qual o valor destinado a cada área.</P><br />
<P>Hoje, explicou que o BPF espera mobilizar 1.500 milhões de euros para a habitação este ano (500 milhões para cooperativas de habitação e 1.000 milhões para parcerias público-privadas) e que o valor de 4.000 milhões de euros é o previsto até 2028.</P><br />
<P>&#8220;Começamos com as cooperativas de habitação que são mais ágeis, depois as parcerias público-privadas e depois de forma musculada o financiamento de habitação pública&#8221;, disse Regalado aos jornalistas.</P><br />
<P>Em 2025, não houve financiamento do Banco de Fomento destinado à habitação.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770485]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal é o 3.º país da UE onde PME têm mais dificuldade em recrutar trabalhadores habilitados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:58:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Portugal é o terceiro país da União Europeia onde as pequenas e médias empresas (PME) mais dizem ter dificuldade em recrutar trabalhadores com as competências necessárias e entre os que mais recorre à contratação estrangeira, apesar de se manter minoritária.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Portugal é o terceiro país da União Europeia onde as pequenas e médias empresas (PME) mais dizem ter dificuldade em recrutar trabalhadores com as competências necessárias e entre os que mais recorre à contratação estrangeira, apesar de se manter minoritária.</P><br />
<P>De acordo com um Eurobarómetro hoje divulgado, 35% das PME inquiridas em Portugal dizem ter &#8220;muita dificuldade&#8221; em recrutar pessoas com as competências necessárias, a terceira taxa mais elevada em toda a União Europeia (UE), igual à do Luxemburgo, e apenas ultrapassada por Malta (38%) e Chipre (39%).</P><br />
<P>Para tentar mitigar essa dificuldade, 15% das empresas portuguesas dizem ter tentado recrutar mão-de-obra fora da UE nos últimos dois anos, e outras 18% dentro da UE, ambas entre as taxas mais elevadas do bloco, apesar de a grande maioria (71%) afirmar que não tenta contratar trabalhadores fora do país.</P><br />
<P>Entre as empresas portuguesas que não contratam trabalhadores de fora da UE, 55% dizem não o fazer por não terem essa necessidade, 8% consideram que os procedimentos administrativos e de imigração são &#8220;demasiado complexos&#8221; e outros 8% dizem não ter a informação necessária para o conseguirem fazer. </P><br />
<P>Já entre as empresas que contratam fora da UE, 18% dizem procurar trabalhadores na área da construção, 12% engenheiros industriais ou mecânicos e 9% trabalhadores informáticos.</P><br />
<P>Nesse grupo de empresas, 44% afirmam que as experiências de pessoas de fora da UE foram &#8220;relativamente fáceis&#8221;, enquanto 28% as consideraram &#8220;muito difíceis&#8221; e 21% &#8220;difíceis&#8221;.</P><br />
<P>A maioria (46%) diz não ter encontrado &#8220;nenhum obstáculo particular&#8221; à contratação de mão-de-obra de fora da UE, enquanto 23% indica que a principal dificuldade foi a de encontrar candidatos adequados e outros 18% afirmam não ter pessoal de recursos humanos suficiente para gerir esse tipo de processos. </P><br />
<P>No geral, cerca de uma em sete PME da UE tentou contratar trabalhadores fora da UE nos últimos dois anos (14%) e a grande maioria (85% a 90%) opta por gerir sozinha esses processos de recrutamento, apesar de estar &#8220;pouco sensibilizada&#8221; para o fazer.</P><br />
<P>Cerca de 31% das empresas inquiridas na UE consideram que a contratação de trabalhadores fora da UE poderia ser melhorada com mais apoio financeiro, 25% pedem mais informação e orientação e outros 23% uma maior assistência na procura de candidatos.</P><br />
<P>Citada num comunicado divulgado em conjunto com este Eurobarómetro, a vice-presidente da Comissão Europeia, Roxana Mînzatu, com a pasta dos Direitos Sociais, Competências, Emprego de Qualidade e Preparação, afirma que as &#8220;PME são vitais para a economia da UE&#8221; e precisam de &#8220;encontrar pessoas com as competências adequadas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Ao capacitar as PME com os canais de informação e apoio adequados, podemos facilitar a contratação de trabalhadores estrangeiros qualificados para atenuar a escassez de mão-de-obra e de competências na UE&#8221;, defende.</P><br />
<P>Este Eurobarómetro baseou-se em inquéritos feitos por telefone, entre 01 e 17 de dezembro de 2025, a 12.900 pequenas e médias empresas da União Europeia, com até 249 empregados. Em Portugal, foram entrevistadas 500 empresas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770481]]></sapo:autor>
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		<title>PSP realiza operação de reforço policial nas escolas no final do ano letivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:57:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Esforço policial será concentrado nas alturas do final do ano letivo, que ocorrem a 5 de junho, no caso do 9.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade, a 12, para os 5.º ao 8.º e 10.º anos, e a 30 de junho, no que se refere à educação pré-escolar e ao 1.º ciclo do ensino básico]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia de Segurança Pública (PSP) inicia hoje uma operação em todo o país de reforço policial nas escolas e nos percursos entre a casa e a escola, tendo em conta o final do ano letivo.</p>
<p>A operação &#8220;Escola Segura &#8211; Final do Ano Letivo 2025/2026&#8221;, que decorre até ao próximo dia 26, inclui o &#8220;aumento da presença policial, do diálogo e comunicação com a comunidade escolar&#8221;, adianta a PSP em comunicado.</p>
<p>A &#8220;identificação e deteção de suspeitos de tráfico de estupefacientes, de uso de porte de armas, roubos, burlas e furtos nas imediações das escolas&#8221; e a &#8220;fiscalização de estabelecimentos de restauração e bebidas, designadamente no que concerne à venda de álcool a menores&#8221; são outras das ações previstas, assim como a sensibilização dos alunos para comportamentos violentos e consumos perigosos, sem esquecer a segurança rodoviária.</p>
<p>O esforço policial será concentrado nas alturas do final do ano letivo, que ocorrem a 5 de junho, no caso do 9.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade, a 12, para os 5.º ao 8.º e 10.º anos, e a 30 de junho, no que se refere à educação pré-escolar e ao 1.º ciclo do ensino básico.</p>
<p>Apelando à &#8220;denúncia de qualquer tipo de abuso ou crime, na qualidade de vítima ou testemunha&#8221;, a PSP recorda ainda a possibilidade de adesão ao programa gratuito Estou Aqui! Crianças, que distribui pulseiras que ajudam a sinalizar crianças desaparecidas.</p>
<p>Desde que este programa foi criado, em 2012, foram distribuídas mais de 708 mil pulseiras e encontradas mais de 60 crianças.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770471]]></sapo:autor>
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		<title>Tecnológicas europeias pedem ambição à UE para impulsionar alternativas aos EUA e China</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:56:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Cerca de 20 tecnológicas e organizações não governamentais europeias pediram hoje à União Europeia (UE) uma maior "ambição", visando impulsionar a indústria digital do continente, que concorre com os gigantes norte-americanos e chineses.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Cerca de 20 tecnológicas e organizações não governamentais europeias pediram hoje à União Europeia (UE) uma maior &#8220;ambição&#8221;, visando impulsionar a indústria digital do continente, que concorre com os gigantes norte-americanos e chineses.</P><br />
<P>&#8220;O ecossistema digital da UE continua a enfrentar condições em que os fornecedores não europeus operam com uma vantagem estrutural que os isenta dos padrões que a Europa espera dos seus próprios intervenientes&#8221;, afirmaram, em comunicado de imprensa, tecnológicas como Ecosia, Proton e Mastodon, alternativas europeias para motores de busca, email e redes sociais, respetivamente.</P><br />
<P>Na sua opinião, os regulamentos que a UE aprovou nos últimos anos no setor tecnológico, como os relativos à inteligência artificial [IA] e aos serviços e mercados digitais que regulam os conteúdos nas redes sociais e a livre concorrência entre plataformas, &#8220;refletem o compromisso da Europa com tecnologias fiáveis, centradas nas pessoas e que respeitem a privacidade&#8221;, mas &#8220;continuam insuficientes&#8221;.</P><br />
<P>Por isso, &#8220;é a hora que a UE deve atuar com ambição&#8221; para &#8220;fortalecer as bases digitais da Europa&#8221;, lê-se no comunicado que também é assinado por ONG como a Defend Democracy e a Save Social, bem como por eurodeputados do Partido Verde.</P><br />
<P>Dois dias antes de a Comissão Europeia apresentar uma proposta para incentivar a criação de centros de dados e serviços de &#8216;cloud&#8217; [nuvem] europeus, com o objetivo de impulsionar a &#8220;soberania tecnológicaA da UE, os signatários salientaram que &#8220;a prosperidade, a resiliência democrática e a competitividade económica da Europa dependem de tecnologias e infraestruturas digitais fiáveis&#8221;.</P><br />
<P>Empresas, ONG e eurodeputados afirmaram que a &#8220;dependência&#8221; da UE no sector tecnológico &#8220;não são meras vulnerabilidades: representam uma exposição estratégica numa era de tensa competição geopolítica e de desvinculação tecnológica&#8221;.</P><br />
<P>E &#8220;restringem a autonomia política europeia, limitam a capacidade das organizações públicas e privadas, bem como dos cidadãos, de tomar decisões soberanas e recuperar o controlo sobre os seus próprios dados e sistemas, ao mesmo tempo que dificultam a implementação de fornecedores de tecnologia europeus que não conseguem competir em condições de igualdade&#8221;.</P><br />
<P>Por isso, apelaram para que as autoridades aplicassem a Lei dos Mercados Digitais com maior rigor, permitindo às startups e PME europeias estabelecerem-se e competirem com os gigantes norte-americanos e chineses.</P><br />
<P>Neste sentido, exigiram ainda que as administrações públicas deem prioridade às empresas europeias na contratação pública.</P><br />
<P>&#8220;As compras públicas devem contribuir para a criação de mercados viáveis para soluções e infraestruturas digitais europeias que respeitem princípios e valores como a abertura, a colaboração, a privacidade e a eficiência energética, bem como os direitos sociais e ambientais&#8221;, afirmaram.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770482]]></sapo:autor>
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		<title>Sargentos criticam &#8220;medidas superficiais&#8221; para recrutar jovens e alertam para atrasos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:56:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Associação Nacional de Sargentos (ANS) considerou hoje que as medidas do programa civico-militar proposto pela AD são "superficiais e de cariz publicitário" e defendeu que não vão resolver o problema da retenção de efetivos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Associação Nacional de Sargentos (ANS) considerou hoje que as medidas do programa civico-militar proposto pela AD são &#8220;superficiais e de cariz publicitário&#8221; e defendeu que não vão resolver o problema da retenção de efetivos. </P><br />
<P>&#8220;A retenção de efetivos não se resolve apenas com medidas superficiais de cariz publicitário. Resolve-se com o respeito pelo estatuído na Lei das Bases Gerais do Estatuto da Condição Militar&#8221;, argumentou a ANS, em comunicado, numa reação à aprovação de uma recomendação do PSD/CDS-PP para que seja criado um programa de atração de jovens às Forças Armadas.</P><br />
<P>Segundo a recomendação, aprovada na sexta-feira passada, o programa teria a duração de três a seis semanas, prevendo uma retribuição única de 439 euros no final, e a possibilidade de os jovens tirarem a carta gratuitamente.</P><br />
<P>Para a ANS, os militares &#8220;não precisam de oferendas para se alistarem&#8221; mas sim de &#8220;perspetivas de futuro&#8221;, estabilidade e repeito.</P><br />
<P>&#8220;O respeito pela condição militar vale mais que 439 euros! O bloqueio das carreiras, a ausência de perspetivas de progressão, a degradação das condições assistenciais, entre tantas outras preocupações dos sargentos portugueses têm de assumir prioridade pelos que foram mandatados pelos eleitores, entre os quais se encontram estes cidadãos e trabalhadores em uniforme&#8221;, alertam.</P><br />
<P>Salientando que têm vindo a alertar para a gravidade do problema da retenção de efetivos, os sargentos consideram que &#8220;esse problema não se conseguirá resolver com medidas como estas&#8221;.</P><br />
<P>A associação recorda que já alertou para o facto de ainda não ter sido publicado o decreto que fixa os efetivos para o triénio 2025-2027, mantendo-se em vigor o decreto anterior, relativo ao período 2022-2024.</P><br />
<P>&#8220;Nesse sentido, e uma vez que as promoções estão dependentes da fixação dos efetivos, se esse diploma se mantém em vigor, porque é que, a um curto espaço temporal de finalizarmos o primeiro semestre do ano, os militares com vaga a 01 de janeiro ainda não vislumbram a progressão vertical no horizonte? São já cinco meses de esbulho remuneratório, que já dava uma ajuda a pagar a carta de condução a um filho&#8221;, ironizam. </P><br />
<P>&#8220;Que mensagem se transmite aos militares no ativo quando o Estado não consegue assegurar, atempadamente, a gestão regular das suas carreiras? Que confiança podem ter os jovens numa instituição onde a progressão profissional permanece dependente de atrasos administrativos sucessivos com consequências financeiras imediatas e que se irão refletir no cálculo da sua pensão de reforma?&#8221;, questionam.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770460]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mais de 60 repartições de Finanças encerradas durante a manhã devido a reunião sindical</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:55:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 60 repartições de Finanças encerraram hoje de manhã em vários pontos do país e há serviços a funcionar de forma parcial enquanto decorre uma reunião de trabalhadores do fisco, segundo dados do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Mais de 60 repartições de Finanças encerraram hoje de manhã em vários pontos do país e há serviços a funcionar de forma parcial enquanto decorre uma reunião de trabalhadores do fisco, segundo dados do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos.</P><br />
<P>O plenário de trabalhadores, convocado por esta estrutura sindical para discutir reivindicações laborais, decorre hoje, em formato &#8216;online&#8217;, entre as 09:00 e as 13:00, tendo levado ao encerramento de diversos serviços de atendimento locais em vários distritos.</P><br />
<P>A partir da lista de encerramentos totais disponibilizada pelo sindicato, referente a dados recolhidos até às 12:00, a Lusa contabilizou mais de 60 serviços de Finanças que se encontravam de portas fechadas nos distritos do Porto, Braga, Guarda, Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Lisboa, Faro e nos Açores.</P><br />
<P>Há &#8220;serviços totalmente encerrados e alguns a funcionar apenas com atendimento mínimo ou cobrança aberta&#8221;, adiantou à Lusa fonte do sindicato.</P><br />
<P>A estrutura sindical referiu hoje, em comunicado, que o plenário conta com mais de 2.000 inscrições, num sinal que considera ser de &#8220;determinação dos trabalhadores em defender carreiras dignas, previsíveis e juridicamente sustentadas&#8221; junto do Ministério das Finanças, a quem o sindicato apela para que &#8220;assuma responsabilidades e apresente soluções concretas&#8221;.</P><br />
<P>No comunicado, o sindicato &#8220;recorda que a reunião se realiza ao abrigo da alínea b) do n.º 1 do artigo 341.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, que permite aos trabalhadores reunir-se em horário laboral até ao limite de 15 horas anuais, contabilizadas como tempo de serviço efetivo&#8221;, à semelhança do que está consagrado no Código do Trabalho.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770451]]></sapo:autor>
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		<title>Apoio férreo a Trump faz negócio de família ruir: senadora dos EUA defende mão dura na imigração&#8230; num setor onde 90% dos trabalhadores são imigrantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:44:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Glenneda Zuiderveld]]></category>
		<category><![CDATA[Idaho]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Partido Republicano]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Glenneda Zuiderveld é uma senadora estadual republicana e defensora de leis mais duras contra a imigração ilegal, cuja família perdeu clientes no setor dos lacticínios depois de assumir posições contra a contratação de trabalhadores indocumentados]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No sul do Idaho, a mais de mil quilómetros da fronteira com o México, a imigração tornou-se uma disputa política com impacto direto nas explorações leiteiras. O &#8216;El Español&#8217; relata o caso de Glenneda Zuiderveld, senadora estadual republicana e defensora de leis mais duras contra a imigração ilegal, cuja família perdeu clientes no setor dos lacticínios depois de assumir posições contra a contratação de trabalhadores indocumentados.</p>
<p>A história passa-se em Magic Valley, uma das regiões agrícolas mais conservadoras dos Estados Unidos. Ali, muitos eleitores apoiam medidas mais restritivas contra a imigração ilegal. Mas a economia local depende fortemente de trabalhadores imigrantes, muitos deles sem autorização legal para trabalhar, para garantir tarefas diárias nas vacarias, incluindo a ordenha, em turnos difíceis e pouco procurados por trabalhadores locais.</p>
<p>O conflito atingiu diretamente a família Zuiderveld quando três explorações leiteiras romperam contratos com Tom Zuiderveld, marido da senadora, que vende óleo sintético a produtores locais. Segundo o relato, a decisão não teve origem em problemas com o produto ou com o serviço, mas nas posições políticas de Glenneda Zuiderveld.</p>
<p>Essas três contas representavam cerca de 80% do rendimento familiar, aproximadamente 125 mil dólares por ano, cerca de 107 mil euros. A perda colocou a família numa situação financeira delicada e transformou uma disputa política abstrata num problema económico dentro de casa.</p>
<p><strong>Uma republicana contra parte do seu próprio mundo</strong></p>
<p>Glenneda Zuiderveld cresceu no Magic Valley, filha de produtores de batata, e casou com Tom, oriundo de uma família ligada à produção de leite. A vida do casal foi construída dentro da rede de quintas, igrejas e empresas familiares que sustenta grande parte da América rural.</p>
<p>Por isso, a reação do setor leiteiro teve também um peso simbólico. A senadora diz que nunca imaginou que pessoas do seu próprio vale lhe virassem as costas. Uma das famílias que frequentava a mesma igreja que os Zuiderveld deixou inclusivamente de comprar na loja de Tom.</p>
<p>Para o marido, tratou-se de uma “emboscada”, já que, segundo afirma, ninguém o avisou previamente nem lhe deu oportunidade de se explicar. Os produtores que romperam com ele veem a situação de forma diferente. Arie Roeloffs, proprietário da Riverbend Dairy, defende que, num país livre, cada empresário pode escolher com quem trabalha.</p>
<p>O produtor acrescenta que Tom não é uma figura alheia à carreira política da mulher: é o tesoureiro da campanha de Glenneda e apoia-a publicamente.</p>
<p><strong>A direita agrícola contra a direita ideológica</strong></p>
<p>O caso expõe uma fratura interna no Partido Republicano do Idaho. De um lado está a direita ideológica, que exige uma aplicação mais dura das leis migratórias. Do outro, a direita agrícola, que sabe que muitas explorações dependem de trabalhadores imigrantes para funcionar.</p>
<p>No Magic Valley, a indústria dos lacticínios não é apenas um setor económico. É emprego, terra, fábricas de processamento, fornecedores, transporte e trabalho diário nas explorações. A Associação de Produtores de Leite de Idaho estima que os seus membros empreguem cerca de 4.500 pessoas, das quais 90% são imigrantes. Muitos desses trabalhadores não têm autorização legal para trabalhar.</p>
<p>Os produtores dizem que esta realidade não resulta de uma preferência política, mas de uma dificuldade prática: há anos que afirmam não conseguir encontrar trabalhadores locais ou legalmente autorizados em número suficiente para garantir o funcionamento das explorações.</p>
<p>É por isso que medidas como a obrigatoriedade de uso do E-Verify, sistema federal americano que permite verificar a documentação de novos trabalhadores, são vistas por muitos empresários agrícolas como uma ameaça direta aos negócios.</p>
<p>O argumento do setor é pragmático: se Washington não criar uma via legal para contratar trabalhadores durante todo o ano, o Idaho não resolverá o problema obrigando os empresários a agir como fiscais de imigração.</p>
<p><strong>Quando a política atinge os próprios eleitores</strong></p>
<p>Rick Naerebout, diretor da Associação de Produtores de Leite de Idaho, considera que o estado vive um momento decisivo. A sua preocupação é ver republicanos em confronto aberto com agricultores, algo que até há pouco tempo seria difícil de imaginar numa região tão conservadora.</p>
<p>A questão já não é apenas o que fazer com os trabalhadores indocumentados. É também que tipo de Partido Republicano irá dominar o Idaho: um partido disposto a moderar a doutrina quando esta ameaça a economia local, ou um partido determinado a aplicar a linha dura mesmo quando isso prejudica os seus próprios eleitores.</p>
<p>Glenneda Zuiderveld mantém-se firme. A senadora afirma que sabia que as suas posições poderiam afetar o rendimento da família e defende algum tipo de programa de patrocínio para trabalhadores estrangeiros, mas acompanhado por uma penalização e por “alguma forma de justiça”.</p>
<p>Tom Zuiderveld concorda. Para ele, mesmo que as explorações precisem de trabalhadores indocumentados, isso não altera a questão essencial: estão a violar a lei.</p>
<p>Enquanto Glenneda continua em campanha, a família vive com parte das poupanças. Tom perdeu mais um cliente. A senadora acredita que poderá manter o lugar, mas resume o custo político e pessoal da disputa numa frase: “Posso ganhar as eleições, mas teremos perdido a nossa casa.”</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770459]]></sapo:autor>
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		<title>Polémica banana de &#8216;Comedian&#8217; que vale milhões foi roubada em museu francês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:44:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma banana colada à parede, elemento central da célebre obra conceptual Comedian, do artista italiano Maurizio Cattelan, foi roubada de um museu no leste de França, levando a instituição a apresentar uma queixa-crime às autoridades. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma banana colada à parede, elemento central da célebre obra conceptual Comedian, do artista italiano Maurizio Cattelan, foi roubada de um museu no leste de França, levando a instituição a apresentar uma queixa-crime às autoridades. O desaparecimento do fruto, que integra uma das obras de arte contemporânea mais mediáticas e controversas dos últimos anos, foi detetado durante o fim de semana no Museu Pompidou-Metz.</p>
<p>A instituição cultural, uma extensão do famoso Centro Pompidou de Paris, anunciou este domingo que comunicou o caso à polícia e formalizou uma queixa por furto contra desconhecidos, após a banana ter desaparecido da exposição.</p>
<p>Segundo o museu, a ausência do fruto foi inicialmente detetada por um vigilante no sábado. Apesar do incidente, a obra não deixou de estar exposta ao público, uma vez que a banana foi rapidamente substituída, seguindo o procedimento habitual associado à própria conceção artística de Comedian.</p>
<p>A substituição regular da banana faz parte integrante do conceito desenvolvido por Maurizio Cattelan. O fruto utilizado na instalação é perecível e é trocado a cada três dias para garantir que a obra mantém a sua aparência original e continua a refletir a ideia de contemporaneidade pretendida pelo artista.</p>
<p>Por esse motivo, embora o elemento físico tenha desaparecido, a obra em si não foi considerada destruída.</p>
<p>Ainda assim, o Museu Pompidou-Metz optou desta vez por avançar com uma queixa formal. A direção justificou a decisão explicando que o autor do furto permanece desconhecido, o que impossibilita qualquer forma de contacto ou diálogo sobre o sucedido.</p>
<p>Além disso, a instituição recordou que este não é o primeiro incidente envolvendo a peça e considerou que a situação levanta também uma questão de respeito pela obra artística.</p>
<p><strong>Não é a primeira vez que a banana desaparece</strong><br />
A instalação já tinha sido alvo de um episódio semelhante em julho do ano passado, quando um visitante decidiu retirar a banana da parede e comê-la.</p>
<p>Na altura, os vigilantes intervieram rapidamente e colocaram uma nova banana no local, permitindo que a exposição continuasse sem interrupções significativas.</p>
<p>O próprio Maurizio Cattelan reagiu então com humor ao sucedido, afirmando estar desapontado pelo facto de o visitante ter consumido apenas a banana e não também a fita adesiva utilizada para a fixar à parede.</p>
<p>Nesse episódio anterior, o museu optou por não avançar judicialmente contra o visitante.</p>
<p><strong>Uma obra que divide opiniões desde a estreia</strong><br />
Comedian tornou-se um fenómeno mundial desde a sua apresentação inicial na feira de arte Art Basel Miami Beach, em 2019.</p>
<p>A obra consiste, de forma aparentemente simples, numa banana presa a uma parede com fita adesiva prateada. Contudo, o conceito criado por Cattelan pretende questionar a própria definição de arte contemporânea, bem como a perceção do valor atribuído às obras artísticas.</p>
<p>A instalação estreou-se com um preço de venda de 120 mil dólares, gerando imediatamente debates intensos entre críticos, colecionadores e o público em geral sobre os limites da arte conceptual.</p>
<p>Também nessa ocasião a obra foi alvo de uma intervenção mediática quando o artista performativo David Datuna retirou a banana da parede e a comeu diante dos visitantes, justificando o gesto com uma explicação simples: estava com fome.</p>
<p>Longe de prejudicar a notoriedade da peça, o episódio contribuiu para aumentar ainda mais a sua fama internacional.</p>
<p><strong>Valor disparou para milhões de dólares</strong><br />
Ao longo dos anos, o valor comercial de Comedian continuou a crescer significativamente.</p>
<p>Um dos exemplos mais mediáticos ocorreu em 2024, quando o empresário do setor das criptomoedas e fundador de projetos ligados à blockchain, Justin Sun, adquiriu uma das versões da obra por 5,2 milhões de dólares.</p>
<p>Dias depois da compra, Sun voltou a colocar a instalação nas manchetes internacionais ao comer publicamente a banana perante jornalistas e câmaras durante um evento realizado em Hong Kong.</p>
<p>O episódio reforçou a natureza performativa da obra e demonstrou, uma vez mais, como o valor artístico atribuído à peça ultrapassa largamente o valor material dos seus componentes.</p>
<p><strong>O artista por detrás de algumas das obras mais polémicas do mundo</strong><br />
Maurizio Cattelan é amplamente reconhecido como um dos artistas contemporâneos mais provocadores da atualidade.</p>
<p>Além de Comedian, o italiano ganhou notoriedade internacional com America, uma sanita totalmente funcional produzida em ouro de 18 quilates.</p>
<p>A obra chegou a ser oferecida ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o seu primeiro mandato na Casa Branca.</p>
<p>A peça voltaria a ocupar o centro da atenção mediática depois de ter sido roubada em 2020 de uma mansão histórica do século XVIII no Reino Unido, conhecida por ser o local de nascimento de Winston Churchill.</p>
<p>Em março deste ano, um tribunal britânico considerou dois homens culpados pelo furto da sanita de ouro. As investigações concluíram que a peça foi desmontada e dividida em partes após o roubo. Até hoje, nenhuma parte do ouro utilizado na obra foi recuperada.</p>
<p>O desaparecimento da banana do Museu Pompidou-Metz constitui assim o mais recente episódio de uma longa série de incidentes envolvendo Comedian, uma obra que continua a suscitar reações, debates e ações inesperadas vários anos após a sua criação.</p>
<p>Entre visitantes que comem o fruto, colecionadores que pagam milhões por uma instalação temporária e agora um novo furto que motivou uma investigação policial, a peça de Maurizio Cattelan mantém intacta a capacidade de desafiar as convenções artísticas e de alimentar a discussão sobre aquilo que pode, ou não, ser considerado arte.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770434]]></sapo:autor>
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		<title>Quando a tecnologia aproxima: a nova era dos seguros</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/quando-a-tecnologia-aproxima-a-nova-era-dos-seguros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:41:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Emérico Gonçalves, Diretor Comercial da Hiscox em Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Emérico Gonçalves, Diretor Comercial da Hiscox em Portugal</strong></em></p>
<p>Durante muito tempo, habituámo-nos à ideia de que falar de seguros era sinónimo de processos longos, formulários intermináveis e até de alguma distância entre o cliente e o serviço. Quem já precisou de contratar um seguro ou de alterar uma apólice sabe bem do que se fala: nem sempre era simples, nem sempre era rápido. Mas, inevitavelmente, essa realidade está a mudar.</p>
<p>A verdade é que vivemos num momento em que quase tudo acontece de forma imediata. Pedimos um transporte em segundos, gerimos contas bancárias no telemóvel e resolvemos grande parte das tarefas do dia através de uma aplicação. Naturalmente, as expectativas em relação aos serviços &#8211; seguradoras incluídas &#8211; também evoluíram com a maior exigência do consumidor. As pessoas querem rapidez, clareza e autonomia, sem abdicar da confiança e do aconselhamento especializado.</p>
<p>Hoje, o verdadeiro luxo já não é apenas ter acesso a um serviço, mas sim conseguir resolvê-lo sem fricção. E isso aplica-se também (senão principalmente) aos seguros. Num quotidiano cada vez mais acelerado, ninguém quer perder tempo com burocracias desnecessárias ou processos difíceis de interpretar. O cliente atual espera uma experiência intuitiva, transparente e ajustada ao seu ritmo de vida, que seja o mais invisível possível.</p>
<p>É aqui que a digitalização tem vindo a ganhar o seu espaço também neste setor. Sabemos que a modernização dos serviços já não é uma opção, mas sim uma obrigatoriedade. Mas quando bem aplicada, não se trata apenas de uma questão de tecnologia, é sobretudo uma forma de simplificar processos.</p>
<p>Plataformas digitais permitem reduzir etapas, tornar os procedimentos mais transparentes e acelerar decisões que antes podiam demorar dias ou semanas. Tanto para mediadores como para clientes finais, isso traduz-se numa experiência mais fluida e menos burocrática.</p>
<p>Mas talvez o maior ganho até seja outro: a tecnologia devolve tempo à relação humana. O setor segurador sempre foi visto como algo mais distante e excessivamente técnico. Hoje, a proximidade mede-se também pela capacidade de comunicar de forma clara, responder rapidamente e oferecer soluções personalizadas. E ao automatizar tarefas administrativas e processos repetitivos, os profissionais do setor podem concentrar-se no que realmente faz diferença: compreender as reais necessidades, esclarecer dúvidas e ajudar cada cliente a encontrar a solução mais adequada para si.</p>
<p>Num setor cujo propósito principal é proteger património e fornecer uma maior sensação de tranquilidade, tornar os seguros mais fáceis de compreender e de contratar é um passo imperativo. E não deve ser visto apenas como uma modernização operacional, é também uma oportunidade para tornar os seguros mais próximos das pessoas, menos complexos, mais rápidos e mais acessíveis.</p>
<p>E esta mudança já começa a refletir-se de forma concreta no mercado, através de iniciativas como a plataforma MyHiscox. Mais do que novidades tecnológicas, estas iniciativas são um reflexo de um setor que procura tornar os seus processos mais ágeis e alinhados com as expectativas atuais.</p>
<p>Porque, a bem dizer, os seguros existem para proteger aquilo que mais valorizamos. E quando o acesso a essa proteção é simples e transparente, a confiança, que sempre foi o pilar principal deste setor, só tende a crescer.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Emérico Gonçalves, Diretor Comercial da Hiscox em Portugal]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Pequenas, discretas e aditivas: bolsas de nicotina crescem em Portugal num mercado ainda por regular</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:35:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[bolsas de nicotina]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Nico]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Tabaqueira]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante meses, foram vendidos em tabacarias e quiosques num vazio legal. A situação começou a mudar este ano, depois de as bolsas de nicotina passarem a ser incluídas na lista de produtos tabágicos e com nicotina sujeitos a imposto especial de consumo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pequenas, discretas e sem fumo, as bolsas de nicotina estão a ganhar espaço em Portugal, mesmo antes de existir um enquadramento legal completo para a sua comercialização e publicidade. A &#8216;Euronews&#8217; escreve que estes produtos, colocados entre a gengiva e o lábio, libertam nicotina sem combustão e estão no centro de um debate crescente entre indústria, autoridades e especialistas em saúde pública.</p>
<p>Durante meses, foram vendidos em tabacarias e quiosques num vazio legal. A situação começou a mudar este ano, depois de as bolsas de nicotina passarem a ser incluídas na lista de produtos tabágicos e com nicotina sujeitos a imposto especial de consumo.</p>
<p>Foi nesse contexto que a Tabaqueira, subsidiária da Philip Morris International, avançou com a comercialização oficial destes produtos em Portugal.</p>
<p>“Estes produtos existiam no mercado português, não regulamentados. A partir do início deste ano em Portugal passou a existir uma fiscalidade para estes produtos, pagam imposto especial de consumo”, explicou à &#8216;Euronews&#8217; Marcelo Nico, diretor-geral da Tabaqueira.</p>
<p>Segundo o responsável, antes da entrada em vigor da fiscalidade, os produtos disponíveis no mercado estavam “numa situação de limbo legal”, motivo pelo qual a empresa não tinha entrado no segmento.</p>
<p><strong>Indústria fala em alternativa ao cigarro</strong></p>
<p>A Tabaqueira enquadra as bolsas de nicotina numa estratégia mais ampla de substituição do tabaco tradicional. Marcelo Nico defende que a visão da empresa é criar “um mundo sem fumo”, em que alternativas sem combustão substituam o cigarro convencional.</p>
<p>O responsável insiste que estes produtos se destinam a fumadores adultos que procuram uma alternativa. Ainda assim, reconhece que a nicotina é uma substância aditiva e defende a necessidade de regulamentação.</p>
<p>“Os produtos de nicotina têm que ser regulamentados todos, porque a nicotina é aditiva”, afirmou. Para Marcelo Nico, o ponto central é criar regras que permitam a comercialização para fumadores adultos, mas que impeçam o acesso de menores e evitem que estes produtos sejam apelativos para esse público.</p>
<p><strong>Sabores e redes sociais preocupam especialistas</strong></p>
<p>As bolsas de nicotina são vendidas com sabores como menta, frutos vermelhos ou manga, o que tem levantado preocupações entre especialistas. O receio principal é que estes produtos se tornem apelativos para jovens e não fumadores.</p>
<p>Sofia Belo Ravara, médica pneumologista na Unidade Local de Saúde da Cova da Beira e professora de Medicina Preventiva na Universidade da Beira Interior, acusa a indústria de ter introduzido estes produtos com “marketing extremamente agressivo”, embalagens apelativas e forte presença nas redes sociais.</p>
<p>“Tudo isto contribuiu para um aumento do consumo, sobretudo entre jovens”, afirmou à &#8216;Euronews&#8217;.</p>
<p>A especialista considera que os aromas desempenham um papel central na dependência e defende que a sua proibição pode ser decisiva para travar o consumo. “Os sabores tornam a experiência mais agradável, aumentam a absorção da nicotina e potenciam a dependência”, explicou.</p>
<p><strong>Risco para o cérebro dos jovens</strong></p>
<p>Apesar de não conterem tabaco, as bolsas de nicotina mantêm potencial de dependência. Em Portugal, cada bolsa pode conter até 12 miligramas de nicotina. Para comparação, um cigarro contém aproximadamente oito miligramas, embora apenas cerca de um miligrama seja absorvido ao fumar.</p>
<p>Sofia Belo Ravara alerta que a nicotina é absorvida rapidamente pela mucosa oral e também de forma contínua através da saliva, mantendo níveis constantes no organismo e aumentando o potencial aditivo.</p>
<p>A preocupação é particularmente forte entre crianças, adolescentes e jovens adultos. “A nicotina prejudica o desenvolvimento do cérebro, interfere com as capacidades cognitivas e provoca alterações do comportamento”, avisou a pneumologista.</p>
<p>Segundo a médica, a substância pode afetar a memória, a atenção e o controlo dos impulsos, além de aumentar o risco de ansiedade e depressão. Para a especialista, a discussão não deve limitar-se à comparação com o cigarro tradicional.</p>
<p>“A pergunta não é se são menos perigosas do que o tabaco, mas sim se são seguras — e não são. São produtos tóxicos e altamente aditivos”, afirmou.</p>
<p><strong>Dinamarca mostra como o consumo pode disparar</strong></p>
<p>A experiência da Dinamarca é apresentada como um alerta para Portugal. Charlotta Pisinger, médica dinamarquesa especializada em questões de saúde relacionadas com o tabaco, contou à &#8216;Euronews&#8217; que as bolsas de nicotina começaram a ser promovidas no país por volta de 2018 e 2019, numa altura em que não existia legislação específica.</p>
<p>Segundo a especialista, os produtos estavam presentes nas redes sociais e em festivais, muitas vezes distribuídos gratuitamente. O resultado foi uma rápida popularização entre os jovens.</p>
<p>Em 2025, cerca de 14% dos jovens entre os 15 e os 29 anos na Dinamarca utilizavam bolsas de nicotina. A resposta regulatória acabou por chegar mais tarde, com medidas como limitação de sabores, embalagens neutras, restrições à publicidade e limites no teor de nicotina.</p>
<p>Mesmo assim, persistem dificuldades, sobretudo nas vendas online e na verificação da idade dos consumidores. “É essencial agir rapidamente. Quanto mais tempo se espera, mais difícil será controlar o fenómeno”, advertiu Charlotta Pisinger.</p>
<p><strong>OMS alerta para marketing agressivo junto dos jovens</strong></p>
<p>A Organização Mundial da Saúde também deixou este mês um alerta sobre estes produtos, sublinhando que as bolsas de nicotina “não devem ser consideradas isentas de riscos” e que a nicotina é “extremamente aditiva e prejudicial”, sobretudo para crianças e adolescentes.</p>
<p>Segundo a OMS, a exposição precoce à nicotina pode afetar a atenção e a aprendizagem, aumentar a probabilidade de dependência a longo prazo e elevar os riscos cardiovasculares.</p>
<p>Num relatório divulgado no âmbito do Dia Mundial Sem Tabaco, assinalado a 31 de maio, a OMS acusou a indústria de comercializar agressivamente estes produtos junto de adolescentes e jovens. Entre as táticas identificadas estão embalagens que imitam doces, sabores a pastilha elástica, promoção nas redes sociais, recurso a influenciadores e patrocínios em concertos, festivais, eventos desportivos e Fórmula 1.</p>
<p><strong>Portugal prepara enquadramento legal</strong></p>
<p>Em Portugal, o Governo aprovou no início do mês, em Conselho de Ministros, uma proposta de lei para criar um enquadramento legal para as bolsas de nicotina. Entre as medidas em estudo estão restrições à publicidade, limitações nos pontos de venda e a possível proibição de sabores e embalagens apelativas.</p>
<p>A OMS recomenda medidas como fortes restrições a aromatizantes, proibição de publicidade e patrocínios, incluindo nas redes sociais, verificação rigorosa da idade, advertências sanitárias claras, embalagens padronizadas, limites máximos de nicotina e tributação para reduzir a acessibilidade financeira entre os jovens.</p>
<p>A indústria defende uma regulação equilibrada, que mantenha o acesso dos fumadores adultos a alternativas ao cigarro. Já especialistas em saúde pública pedem uma abordagem mais restritiva.</p>
<p>“Temos de aplicar o princípio da precaução. Sabemos que a nicotina faz mal e que estes produtos estão a chegar aos mais jovens. Isso deve ser suficiente para agir”, afirmou Sofia Belo Ravara, alertando que o caminho entre a experimentação e o consumo regular pode ser “extremamente rápido”.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770450]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>UNICEF Portugal alerta para o papel do brincar no desenvolvimento infantil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:20:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[DIa Mundial da Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Unicef Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A UNICEF Portugal lança hoje a campanha "Brincar nunca é só brincar", destacando o papel desta atividade no desenvolvimento infantil e na criação de vínculos afetivos seguros entre crianças, pais e cuidadores nos primeiros anos de vida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A UNICEF Portugal lança hoje a campanha &#8220;Brincar nunca é só brincar&#8221;, destacando o papel desta atividade no desenvolvimento infantil e na criação de vínculos afetivos seguros entre crianças, pais e cuidadores nos primeiros anos de vida.</p>
<p>Lançada no âmbito do Mês da Parentalidade, a campanha é dedicada à importância das relações seguras entre pais, cuidadores e crianças nos primeiros anos de vida, refere a organização. A iniciativa foi apresentada no Dia Mundial da Criança e prolonga-se durante o mês de junho, tendo como destaque o Dia Internacional do Brincar, a 11 de junho.</p>
<p>&#8220;A campanha pretende alertar para o papel essencial de brincar no desenvolvimento infantil, reforçando a importância das interações quotidianas entre crianças e adultos, enquanto base para a aprendizagem, o desenvolvimento emocional e a construção de vínculos seguros&#8221;, explica.</p>
<p>A organização sublinha que nos primeiros anos de vida, sobretudo entre os 0 e os 6 anos, o cérebro das crianças desenvolve-se mais rapidamente do que em qualquer outra fase. &#8220;É através da relação com quem cuida delas e das experiências partilhadas no quotidiano, que as crianças aprendem a comunicar, a relacionar-se, a resolver problemas, a lidar com emoções e a descobrir o mundo à sua volta&#8221;, salienta.</p>
<p>Com esta campanha, a UNICEF Portugal pretende &#8220;reforçar a mensagem de proximidade e descomplicação aos pais e cuidadores: brincar não exige brinquedos caros, atividades complexas ou longos períodos de tempo&#8221;.</p>
<p>Realça ainda que &#8220;pequenos momentos de atenção, presença e interação têm um impacto significativo no desenvolvimento infantil&#8221;.</p>
<p>&#8220;Brincar é muito mais do que entretenimento. Quando uma criança brinca com os pais ou outros cuidadores, está a desenvolver competências essenciais para a vida e a fortalecer relações fundamentais para o seu desenvolvimento e bem-estar, sustenta a organização.</p>
<p>A UNICEF defende ainda ser fundamental garantir que existe espaço no quotidiano de todos para promover este momento de encontro, com &#8220;brincadeiras simples, que permitam a atenção e a interação&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não é preciso planear programas altamente elaborados, em locais especiais: o que importa é o encontro diário, simples, próximo, seguro&#8221;, afirma a diretora de Políticas de Infância e Juventude da UNICEF Portugal, Francisca Magano, citada no comunicado.</p>
<p>Ao longo da campanha, a UNICEF Portugal irá partilhar conteúdos informativos e orientações práticas sobre a importância do brincar nos primeiros anos de vida e sobre formas simples de integrar momentos de brincadeira na rotina diária das famílias.</p>
<p>As dicas estão disponíveis no &#8216;site&#8217; www.parentalidade.unicef.pt nas redes sociais da UNICEF Portugal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770424]]></sapo:autor>
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		<title>Aulas acabam esta semana para milhares de alunos: Diretores escolares alertam que greve vai ter &#8220;impacto brutal&#8221; e deixam aviso sério ao Governo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:19:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O final do ano letivo aproxima-se para milhares de alunos portugueses, mas a reta final do calendário escolar poderá ficar marcada por fortes perturbações devido à greve convocada para esta quarta-feira, numa altura em que decorrem provas, exames e avaliações finais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O final do ano letivo aproxima-se para milhares de alunos portugueses, mas a reta final do calendário escolar poderá ficar marcada por fortes perturbações devido à greve convocada para esta quarta-feira, numa altura em que decorrem provas, exames e avaliações finais. O alerta é deixado por Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), que antecipa um impacto muito significativo da paralisação no funcionamento das escolas.</p>
<p>Em entrevista exclusiva à Executive Digest, o responsável faz também um balanço do ano letivo que agora termina, apontando a persistência da escassez de professores, as dificuldades criadas pela profunda reforma administrativa em curso na Educação e a crescente preocupação em torno das negociações do novo Estatuto da Carreira Docente.</p>
<p>O encerramento das atividades letivas acontece já nos próximos dias para vários níveis de ensino. Os alunos do 9.º, 11.º e 12.º anos terminam as aulas a 6 de junho, seguindo-se os estudantes dos 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos a 13 de junho.</p>
<p><strong>Ano letivo ficou marcado pela falta de professores</strong><br />
Questionado sobre o balanço do ano escolar, Filinto Lima identifica desde logo a escassez de docentes como um dos principais problemas que continuaram a afetar o sistema educativo português.</p>
<p>“O ano foi marcado pela escassez de professores”, afirma, acrescentando que as escolas continuam igualmente a sentir os efeitos da reforma que o Estado está a implementar no setor da Educação.</p>
<p>Segundo o presidente da ANDAEP, o processo de reorganização em curso tem provocado dificuldades no funcionamento quotidiano dos estabelecimentos de ensino.</p>
<p>“Está a trazer alguns transtornos ao quotidiano das nossas escolas”, refere, apontando como exemplo uma situação que considera recorrente ao longo do último ano: a dificuldade dos diretores em obter apoio junto do Ministério da Educação.</p>
<p>“Há uma dificuldade, por exemplo, em contactar com alguém do Ministério da Educação que preste apoio e auxílio aos diretores. É uma queixa recorrente que temos ouvido este ano”, sublinha.</p>
<p><strong>Reforma da Educação levanta dúvidas, mas também expectativas</strong><br />
Apesar das dificuldades sentidas, Filinto Lima reconhece que o Governo está a conduzir uma transformação profunda da máquina administrativa da Educação, admitindo que se trata de uma mudança estrutural sem precedentes recentes.</p>
<p>Recorrendo a uma comparação com declarações feitas anos antes pelo antigo ministro Nuno Crato, o dirigente afirma que atualmente está a ocorrer uma mudança profunda no funcionamento do Ministério.</p>
<p>“O Nuno Crato, há uns anos atrás, queria implodir o edifício do Ministério da Educação. Ora, penso que neste momento está-se a fazer isso”, observa.</p>
<p>Ainda assim, manifesta esperança de que o resultado final venha a beneficiar o sistema educativo.</p>
<p>“Espero que seja para melhor. Espero que esta reforma seja para melhor e para melhorar o sistema educativo nacional.”</p>
<p><strong>Final do ano será “atribulado”</strong><br />
Para Filinto Lima, a combinação entre provas de avaliação, exames nacionais, testes de monitorização e paralisações laborais cria um cenário particularmente delicado para as próximas semanas.</p>
<p>“O final do ano não vai ser menos facilitado”, avisa.</p>
<p>O responsável lembra que, além das habituais exigências associadas ao encerramento do ano escolar, as escolas enfrentam simultaneamente greves de professores e de trabalhadores não docentes, bem como a incerteza relacionada com as negociações do Estatuto da Carreira Docente.</p>
<p>“Penso que vamos ter um final de ano, ou podemos ter um final de ano, um pouco atribulado”, afirma, atribuindo essa possibilidade às greves em curso, às provas finais e exames e também à reforma do sistema educativo.</p>
<p>Apesar disso, garante que os diretores continuam empenhados em assegurar a normalidade possível no funcionamento das escolas. “Nós o que queríamos é que de facto as coisas decorressem dentro da normalidade.”</p>
<p><strong>Falta de professores continua sem solução definitiva</strong><br />
A escassez de docentes permanece, na perspetiva da ANDAEP, como um dos maiores desafios estruturais da escola pública.</p>
<p>Filinto Lima reconhece que o Ministério da Educação procurou atenuar o problema durante este ano letivo, nomeadamente através da atribuição de horas extraordinárias aos professores.</p>
<p>“O Governo, o Ministério da Educação, está a tentar atenuar esse constrangimento”, refere.</p>
<p>Contudo, alerta que a medida está longe de resolver um problema que considera estrutural e acumulado ao longo de vários anos. “É um problema que não é deste ano, é de há uns anos a esta parte, e não está ainda resolvido.”</p>
<p>Segundo explica, as maiores dificuldades continuam concentradas em Lisboa, no Alentejo e no Algarve, regiões onde muitos alunos continuam sem professores em determinadas disciplinas. “Não há dúvida que, sobretudo em Lisboa cidade, também no Alentejo e no Algarve, sente-se a ausência de professores.”</p>
<p>O dirigente alerta ainda para o alastramento gradual desta realidade a outras zonas do país. “Esse mal, esse vírus, já está a transportar-se para o Centro e para o Norte do país”, afirma, explicando que também nessas regiões se torna cada vez mais difícil encontrar docentes para substituições em determinadas áreas disciplinares.</p>
<p><strong>Apelo ao Governo para preservar a estabilidade alcançada</strong><br />
Apesar dos problemas identificados, Filinto Lima faz uma avaliação positiva do clima vivido nas escolas nos últimos anos e atribui ao atual ministro da Educação um papel importante na recuperação da estabilidade do setor.</p>
<p>“Este ministro trouxe de facto a paz e a estabilidade ao sistema educativo”, afirma.</p>
<p>No entanto, deixa um aviso ao Executivo relativamente ao processo negocial do novo Estatuto da Carreira Docente.</p>
<p>“Espero que não seja o seu Governo a roubar-nos essa paz e essa estabilidade.”</p>
<p>Para o presidente da ANDAEP, o novo estatuto terá obrigatoriamente de representar uma melhoria efetiva para os professores.</p>
<p>“Tem que ser algo positivo para a classe docente”, defende.</p>
<p>Caso contrário, considera inevitável uma forte contestação.</p>
<p>“Cerca de 150 mil professores vão revoltar-se contra um documento que não merece a sua validação.”</p>
<p><strong>“Todos prejudicaram os professores”</strong><br />
Filinto Lima considera que a profissão docente foi desvalorizada ao longo de sucessivos governos, independentemente da sua orientação política.</p>
<p>“Os profissionais cuja carreira foi desprezada ao longo dos últimos anos, quer em relação aos bancos da direita, quer em relação aos bancos da esquerda.”</p>
<p>“Todos prejudicaram os professores na sua carreira”, acrescenta.</p>
<p>Por isso, apela ao bom senso das partes envolvidas nas negociações e, em particular, ao Ministério das Finanças. “Espero que desta vez tenham bom senso e, sobretudo, o ministro das Finanças tenha bom senso e olhe para a classe docente como a classe fundamental de qualquer país democrata.”</p>
<p>A expectativa da associação é que o processo negocial seja concluído o mais rapidamente possível. “No mais curto espaço de tempo possível. Eu até queria que fosse este ano.”</p>
<p>Segundo explica, o prolongamento das negociações está a aumentar a ansiedade entre os profissionais. “Isso cria muita ansiedade aos professores e ao seu dia-a-dia de trabalho.”</p>
<p>Os docentes, sustenta, merecem exercer a sua atividade num ambiente de tranquilidade e estabilidade. “Os professores merecem ter de facto um dia de trabalho, uma semana de trabalho, um mês de trabalho sossegados.”</p>
<p><strong>“A greve vai ter um impacto brutal”</strong><br />
A poucos dias da paralisação marcada para quarta-feira, Filinto Lima não tem dúvidas quanto às consequências que a mesma poderá provocar.</p>
<p>“Eu acho que a greve de quarta vai ter um impacto brutal no setor da Educação, não tenho a mínima dúvida”, indica à Executive Digest. Ao contrário de outras paralisações registadas anteriormente, o presidente da ANDAEP acredita que desta vez a adesão dos professores será particularmente elevada. “Vamos ter uma greve brutal, uma grande adesão.”</p>
<p>Segundo explica, em greves anteriores muitas escolas encerraram sobretudo devido à ausência de funcionários não docentes. Desta vez, acredita que haverá também uma participação expressiva dos professores.</p>
<p>“Muitos professores [vão] fazer a greve e obrigar, de facto, a que os nossos alunos possam não ter aulas”, alerta o responsável. O resultado poderá traduzir-se em escolas encerradas ou com atividade letiva fortemente condicionada em vários pontos do país.</p>
<p><strong>Prova de Português coincide com dia de greve</strong><br />
Uma das maiores preocupações prende-se com a coincidência entre a greve e a realização da prova de monitorização de Português.</p>
<p>O ministro da Educação já anunciou que os alunos que não consigam realizar a prova devido à paralisação terão uma nova oportunidade.</p>
<p>Filinto Lima considera a decisão legítima, mas pede rapidez na definição do calendário. “O ministro da Educação já disse, e com toda a legitimidade, que vai dar uma segunda oportunidade a esses alunos.”</p>
<p>Contudo, insiste que a nova data deve ser comunicada sem demora. “O que eu quero dizer ao senhor ministro é que diga qual é a data rapidamente.”</p>
<p>Na perspetiva do dirigente, a definição imediata da nova calendarização é essencial para permitir a organização das escolas e das famílias. “Não há tantos dias quanto isso, e as direções executivas têm que saber para preparar o trabalho.”</p>
<p>O processo, lembra, implica um elevado esforço administrativo. Além das escolas, também os encarregados de educação necessitam de conhecer rapidamente os novos prazos para poderem organizar a sua vida familiar. “Os pais também têm que saber para preparar as suas vidas”, lamenta Filinto Lima.</p>
<p><strong>Um ano de estabilidade relativa, mas com desafios longe de resolvidos</strong><br />
No balanço global do ano letivo, Filinto Lima reconhece que as escolas viveram um período de maior estabilidade comparativamente com anos anteriores. Ainda assim, considera que persistem problemas estruturais que continuam sem solução definitiva.</p>
<p>A falta de professores, as dificuldades decorrentes da reforma administrativa em curso, a incerteza em torno do Estatuto da Carreira Docente e a onda de greves que marca o encerramento do ano escolar constituem, na visão do presidente da ANDAEP, os principais desafios enfrentados pela escola pública portuguesa.</p>
<p>E é precisamente a greve desta quarta-feira que surge agora como o teste mais imediato à capacidade do sistema educativo para concluir o ano letivo sem perturbações de maior, numa semana decisiva para milhares de alunos que se aproximam do final das aulas e do período de avaliações.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770435]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>INEM atendeu mais de 60.000 chamadas na 2.ª quinzena de maio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:19:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[inem]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo o instituto, entre 15 e 27 de maio foram atendidas pelos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) mais de 60 mil chamadas, uma média diária de 4.700 contactos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O INEM atendeu na última quinzena de maio mais de 60 mil chamadas de socorro, um número que tem vindo a aumentar nos últimos dias, parte significativa devido ao agravamento de doenças crónicas.</p>
<p>Na semana passada, depois de dias de intenso calor, a ministra da Saúde disse que já se notava uma subida na procura nos serviços de saúde. Questionado pela Lusa, o INEM corroborou o aumento da procura, mas disse que não é possível ainda identificar com rigor quais as situações que têm o calor como causa direta.</p>
<p>Segundo o instituto, entre 15 e 27 de maio foram atendidas pelos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) mais de 60 mil chamadas, uma média diária de 4.700 contactos.</p>
<p>Parte significativa da atividade está relacionada com o agravamento de situações de doença crónica e com &#8220;quadros clínicos de sintomatologia diversa&#8221;, acrescentou o INEM.</p>
<p>Entre as situações mais frequentes incluem-se a dificuldade respiratória, o agravamento de doenças cardiovasculares, episódios de desidratação e outras situações clínicas que &#8220;podem ser potenciadas pela exposição prolongada a temperaturas elevadas&#8221;.</p>
<p>O INEM disse que mantém um acompanhamento permanente da evolução da situação e que tem vindo a ajustar a resposta operacional em função das necessidades identificadas.</p>
<p>Para reforçar a capacidade operacional, o INEM adjudicou este ano a compra de 275 novos veículos &#8211; dos quais 163 ambulâncias e 85 Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação -, num processo que levou mais de dois anos.</p>
<p>Segundo o instituto, está previsto que o processo de entrega seja faseado, prolongando-se até 2027. As primeiras viaturas deverão ser entregues na primeira semana de agosto.</p>
<p>Esta renovação permitirá substituir progressivamente os veículos mais antigos e reforçar a robustez da frota, contribuindo para uma maior disponibilidade dos meios de emergência médica em todo o território continental.</p>
<p>A distribuição dos novos veículos será feita de acordo com o planeamento operacional definido pelo INEM, tendo em consideração critérios como o estado da frota existente, a intensidade de utilização dos meios e as necessidades assistenciais identificadas em cada região.</p>
<p>O INEM tem atualmente uma frota de 614 veículos operacionais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770414]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Consultora Roland Berger atinge faturação recorde de 1.000 M€ em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:18:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[ia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Roland Berger]]></category>
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					<description><![CDATA[O volume de negócios da consultora Roland Berger subiu 3,9% em 2025 e atingiu um valor recorde histórico de mil milhões de euros, impulsionado por projetos focados na integração de soluções de Inteligência Artificial (IA).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O volume de negócios da consultora Roland Berger subiu 3,9% em 2025 e atingiu um valor recorde histórico de mil milhões de euros, impulsionado por projetos focados na integração de soluções de Inteligência Artificial (IA).</p>
<p>Na região da Europa, Médio Oriente e África (EMEA), a empresa cresceu cerca de 0,4% em relação ao ano anterior, na Ásia avançou 19% e nas Américas11%.</p>
<p>&#8220;O crescimento foi impulsionado por projetos focados na integração de soluções de IA, digitalização de processos e otimização de cadeias de abastecimento&#8221;, lê-se no comunicado.</p>
<p>Em 2025, a Roland Berger expandiu a sua presença internacional e está agora presente em todos os continentes, após a abertura do seu escritório em Sydney, Austrália.</p>
<p>A presença nos EUA foi também reforçada com um quinto escritório, em Houston, localizado num &#8220;polo global para os setores da energia e da química&#8221;.</p>
<p>&#8220;Acredito firmemente que foi por isso que 2025 foi o ano mais bem-sucedido da história da nossa empresa e olhamos agora para 2026, ano em que a Roland Berger celebra o seu 40.º aniversário na Península Ibérica, conscientes dos desafios que enfrentamos, mas com foco na rentabilidade e no desenvolvimento sustentável&#8221;, afirmou o sócio gerente em Portugal, Pedro Galhardas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770425]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Centro de cibersegurança continua a realizar ações forenses sobre ataque a SNS com PJ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:15:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[cibersegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[PJ]]></category>
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		<category><![CDATA[SNS]]></category>
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					<description><![CDATA[Em 25 de maio, a PJ informou que o acesso indevido a dados de utentes do SNS através de credenciais comprometidas de um médico fez, pelo menos, mais de 100.000 vítimas e admitiu que pode ter sido usada inteligência artificial (IA)]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), juntamente com o SPMS e em articulação com a PJ, continua a realizar ações forenses, no âmbito do acesso indevido de dados do SNS, disse hoje à Lusa fonte oficial.</p>
<p>&#8220;O Centro Nacional de Cibersegurança foi notificado, no dia 21 de maio, do incidente que afetou os sistemas de informação na área da prestação de cuidados de saúde do Sistema Nacional de Saúde [SNS]&#8221;, disse a mesma fonte, quando questionad apela Lusa.</p>
<p>O CERT.PT, que é a equipa de resposta a incidentes nacional, que funciona no âmbito do CNCS, &#8220;no exercício das suas atribuições legais e operacionais, tem acompanhado a situação junto dos responsáveis pelo funcionamento destes sistemas de informação, bem como junto das autoridades&#8221;, salienta o Centro Nacional de Cibersegurança.</p>
<p>Neste momento, &#8220;a situação está contida por ação da SPMS [Serviços Partilhados do Ministério da Saúde], com a desativação das contas associadas ao incidente&#8221;.</p>
<p>O CNCS, &#8220;juntamente com a SPMS, e em articulação com a Polícia Judiciária [PJ], continua a recolher informação e a realizar as ações forenses consideradas necessárias para identificar os vetores de ataque utilizados neste caso&#8221;, remata fonte oficial.</p>
<p>Em 25 de maio, a PJ informou que o acesso indevido a dados de utentes do SNS através de credenciais comprometidas de um médico fez, pelo menos, mais de 100.000 vítimas e admitiu que pode ter sido usada inteligência artificial (IA).</p>
<p>José Ribeiro, diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica (UNC3T), explicou em conferência de imprensa, que o ataque informático que permitiu recolher &#8220;um grande volume&#8221; de informação decorreu no espaço de dias, permitindo extrair informação que &#8220;há poucos meses levaria três meses&#8221; a obter, pelo que admitiu que se tenha recorrido a IA.</p>
<p>O diretor da unidade de cibercrime da PJ disse também que as mais de 100.000 vítimas de acesso indevido a dados pessoais estão espalhadas por todo o território nacional, incluindo ilhas, e afirmou que as indicações iniciais de que o roubo de dados incidia de forma expressiva sobre informação de crianças e menores foram feitas &#8220;de forma precipitada&#8221;.</p>
<p>Os utentes do SNS afetados pela situação não podem fazer nada para garantir mais segurança dos seus dados, uma vez que a responsabilidade da plataforma de dados é dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.</p>
<p>Segundo informação que a PJ obteve junto dos serviços do Ministério da Saúde, as credenciais que permitiram o acesso indevido foram desativadas, a exfiltração de dados estancada e foram recolhidas máquinas para análise e estão em curso medidas adicionais de reforço de segurança.</p>
<p>O caso surgiu após denúncias e relatos de utentes nas redes sociais sobre notificações de acesso aos seus processos através do SNS 24, o que levou à apresentação de queixas junto de várias entidades de saúde.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770427]]></sapo:autor>
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		<title>Da nova Guerra Fria à semana de 3 dias de trabalho: Estes são os cenários para a economia mundial em 2050</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:14:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A economia mundial em 2050 poderá assumir configurações profundamente distintas da atual, desde um cenário de forte fragmentação geopolítica e retração do comércio global até um contexto de elevada cooperação tecnológica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A economia mundial em 2050 poderá assumir configurações profundamente distintas da atual, desde um cenário de forte fragmentação geopolítica e retração do comércio global até um contexto de elevada cooperação tecnológica que poderá permitir semanas de trabalho de três ou quatro dias. A conclusão é de um novo estudo do Boston Consulting Group, através do BCG Henderson Institute, que traça quatro cenários macroeconómicos para as próximas duas décadas e meia.</p>
<p>O relatório, intitulado <em>Beyond Tomorrow: Four Scenarios for the World of 2050</em>, resulta da análise de mais de 100 megatendências globais e de um século de dados históricos. O objetivo, sublinha a consultora, não é prever o futuro, mas identificar sinais de mudança que permitam às empresas antecipar diferentes trajetórias possíveis da economia mundial.</p>
<p>Entre os principais eixos de transformação destacam-se o comércio internacional, a transição energética, a despesa em defesa e a reorganização do trabalho. De acordo com o estudo, o comércio global poderá representar apenas 35% do PIB mundial num cenário de blocos geopolíticos rivais — níveis semelhantes aos da Guerra Fria — ou manter-se próximo dos atuais 60%, caso prevaleça a cooperação internacional.</p>
<p>A despesa em defesa poderá igualmente sofrer uma forte expansão, atingindo até 7% do PIB global num contexto de rivalidade entre blocos. Já a eletricidade de baixo carbono poderá representar entre 55% e 90% da produção energética mundial, dependendo da velocidade da transição climática.</p>
<p>Pedro Pereira, Managing Director &amp; Senior Partner da BCG em Lisboa, sublinha que nenhum dos cenários é mais provável do que outro, mas todos são plausíveis e relevantes para o planeamento estratégico das empresas.</p>
<p>“Portugal, como economia aberta, exportadora e profundamente integrada no mercado europeu, está particularmente exposto ao rumo que o mundo vier a tomar. Um cenário de ‘Battling Blocs’, com colapso do comércio global, seria devastador para setores como o turismo, a indústria exportadora e os serviços. Já um cenário de ‘AI Abundance’ pode representar uma oportunidade de reinvenção, mas apenas para empresas que tenham investido em resiliência operacional, talento e flexibilidade digital. O erro estratégico é planear para um único futuro”, afirma.</p>
<p>O estudo organiza o futuro em quatro grandes trajetórias possíveis:</p>
<p>No cenário de <strong>“Abundância de Inteligência Artificial”</strong>, a cooperação global em torno de normas de IA acelera a produtividade e a transição energética. O PIB mundial mais do que triplica até 2050, com crescimento médio anual de cerca de 5%. As horas de trabalho caem cerca de 25%, com semanas de três ou quatro dias a tornarem-se mais comuns em várias regiões. A neutralidade carbónica torna-se uma trajetória credível, ainda que tardia.</p>
<p>No cenário de <strong>“Blocos em confronto”</strong>, o mundo fragmenta-se em blocos rivais, com queda da cooperação internacional e reorganização das cadeias de valor. O comércio global desce para cerca de 35% do PIB e a despesa militar sobe para aproximadamente 7% do produto mundial. O crescimento económico abranda para cerca de 1,8% ao ano.</p>
<p>No cenário de <strong>“Coligação climática”</strong>, eventos climáticos extremos no final da década de 2020 levam governos e empresas a acelerar a ação climática. O aquecimento global estabiliza em torno de 1,8 °C e os mercados de carbono tornam-se globais. A quota dos combustíveis fósseis cai para 35% em 2050, enquanto a eletricidade de baixo carbono domina o sistema energético. O PIB cresce em média 2,5% ao ano.</p>
<p>Já no cenário de <strong>“Darwinismo digital”</strong>, a inovação tecnológica avança rapidamente com pouca regulação, impulsionando o crescimento económico, mas agravando desigualdades. O PIB global quase triplica, com crescimento médio de 4% ao ano, mas o 1% mais rico poderá concentrar quase metade da riqueza mundial. A gig economy expande-se e a automação substitui funções de natureza repetitiva e cognitiva.</p>
<p>Pedro Pereira reforça ainda que, independentemente do cenário, existem tendências transversais: maior volatilidade geopolítica, transformação do trabalho pela inteligência artificial, pressão demográfica e custos climáticos crescentes.</p>
<p>“Para as empresas portuguesas, muitas delas PMEs com recursos limitados, o essencial não é prever qual destes futuros se concretiza, mas desenvolver agilidade para reconhecer rapidamente a direção da mudança e ajustar a estratégia a tempo”, conclui.</p>
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