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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 15 Jul 2026 18:04:35 +0000</lastBuildDate>
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		<title>“Se nada mudar, não sobreviveremos”: Toyota pede união às marcas japonesas contra avanço chinês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 18:02:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[ Koji Sato, presidente da Toyota e responsável máximo da Associação Japonesa de Fabricantes de Automóveis, fez o apelo durante uma reunião anual com fornecedores]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O rápido crescimento dos fabricantes chineses está a obrigar a indústria automóvel japonesa a repensar a forma como desenvolve e produz os seus veículos. A Toyota quer agora que marcas concorrentes partilhem padrões para algumas peças, numa tentativa de reduzir custos e libertar recursos para tecnologias consideradas decisivas.</p>
<p>“Se nada mudar, não sobreviveremos”, afirmou Koji Sato, presidente da Toyota e responsável máximo da Associação Japonesa de Fabricantes de Automóveis, durante uma reunião anual com fornecedores, segundo o &#8216;Motor1&#8217;, que cita a &#8216;Automotive News&#8217;.</p>
<p>A proposta passa por uniformizar componentes pouco visíveis para os clientes, como certos tipos de aço, plásticos e cablagens elétricas. Em vez de cada fabricante desenvolver inúmeras versões próprias, as marcas japonesas poderiam adotar soluções comuns e concentrar mais investimento em software, baterias, carregamento rápido e sistemas de assistência à condução.</p>
<p>A dimensão do problema é ilustrada pelas cablagens. De acordo com Sato, os fornecedores produzem atualmente cerca de 70 mil variantes diferentes apenas deste componente, uma diversidade que aumenta a complexidade industrial e os custos de produção.</p>
<p>A Toyota pretende criar aquilo a que chama um novo “padrão japonês”, que poderia também ser adotado por fornecedores internacionais. A lógica é simples: poupar em peças que o comprador não distingue para investir nos elementos que hoje pesam mais na decisão de compra.</p>
<p>O alerta surge num momento em que as marcas chinesas estão a ganhar terreno em mercados tradicionalmente dominados pelos fabricantes japoneses. Em maio, ultrapassaram-nos pela primeira vez em volume de vendas na Europa.</p>
<p>Dados da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis indicam que Geely, SAIC Motor, BYD, Chery e Leapmotor venderam, em conjunto, 138.140 automóveis naquele mês. Toyota, Suzuki, Honda, Nissan, Mazda e Mitsubishi ficaram pelas 130.424 unidades.</p>
<p>A pressão é ainda maior na China. Os fabricantes japoneses demoraram a apostar em força nos veículos elétricos e enfrentam agora concorrentes locais com modelos mais baratos, arquiteturas definidas por software, baterias avançadas e carregamentos mais rápidos.</p>
<p>As vendas da Toyota no mercado chinês caíram 17% no primeiro semestre, enquanto a Honda registou uma quebra de 35%, segundo os dados citados pelo Motor1. A mesma tendência começa a notar-se no Sudeste Asiático e na Austrália, onde os elétricos chineses estão a conquistar compradores.</p>
<p>A iniciativa enfrenta, contudo, obstáculos consideráveis. Alinhar marcas rivais, diferentes plataformas, fornecedores, fábricas e milhares de variantes em torno dos mesmos componentes exigirá uma coordenação difícil e poderá limitar algumas soluções específicas de cada fabricante.</p>
<p>Ainda assim, Sato considera que a indústria japonesa atravessa um momento decisivo. “Estamos plenamente conscientes da crise”, afirmou, defendendo que o setor precisa de acelerar reformas e abandonar práticas que já não respondem à nova concorrência.</p>
<p>Para a Toyota, a resposta ao avanço chinês poderá começar longe dos elementos mais visíveis de um automóvel: menos versões de cabos, plásticos e peças estruturais, para sobrar mais dinheiro para aquilo que hoje distingue realmente um modelo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789810]]></sapo:autor>
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		<title>UE quer limitar redes sociais a menores. Especialista avisa: “É uma porta trancada num edifício com todas as janelas abertas”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 18:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Elsa Veloso]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Elsa Veloso, CEO da DPO Consulting e especialista em redes sociais, indicou que existem várias questões que devem anteceder qualquer debate europeus, sobre idades mínimas, proibições ou controlos parentais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“As plataformas que os menores usam não nasceram por acaso desenhadas para captar atenção.” Para Elsa Veloso, CEO da DPO Consulting e especialista em redes sociais, esta é a questão que deve anteceder qualquer debate sobre idades mínimas, proibições ou controlos parentais.</p>
<p>Em entrevista à &#8216;Executive Digest&#8217;, a especialista sustenta que as principais funcionalidades das redes sociais foram deliberadamente construídas para explorar os circuitos de recompensa do cérebro e prolongar o tempo passado nas plataformas. O problema, defende, não se resolve apenas impedindo crianças e adolescentes de criarem uma conta antes de determinada idade.</p>
<p>“O scroll infinito elimina a sugestão natural de paragem que existe num livro ou numa revista. O autoplay retira à criança a decisão de continuar. A notificação com o pontinho vermelho é desenhada especificamente para gerar ansiedade até ser tocada”, afirma.</p>
<p>Elsa Veloso aponta ainda para os gostos, comentários e recomendações sucessivas como exemplos de um sistema baseado em recompensas imprevisíveis, capaz de estimular comportamentos compulsivos.</p>
<p>“O mecanismo central assenta em reforço intermitente variável, o mesmo princípio que torna as máquinas de jogo tão viciantes”, explica a advogada. “Isto não é retórica alarmista, é desenho de produto documentado pelos próprios ex-engenheiros destas empresas.”</p>
<p><strong>Proibir pode apenas esconder os menores</strong></p>
<p>A discussão ganhou força depois de a presidente da Comissão Europeia ter defendido restrições progressivas ao acesso de menores às redes sociais. Ursula von der Leyen comparou estas plataformas ao álcool e à condução, argumentando que a sociedade também deve definir uma idade a partir da qual as crianças possam entrar legalmente no universo digital.</p>
<p>Bruxelas pretende apresentar propostas depois do verão. Entre as hipóteses em estudo está o acesso limitado e acompanhado até aos 13 anos, seguido de uma abertura gradual, com verificação da idade pelos operadores.</p>
<p>Elsa Veloso considera, porém, que uma proibição isolada pode ser facilmente contornada através de contas falsas, perfis de familiares ou plataformas menos controladas.</p>
<p>“Proibir o acesso sem mais nada resolve tão pouco quanto proibir o açúcar sem regular a indústria alimentar”, afirma. “O menor contorna a barreira, mas o modelo de negócio que o vicia continua intacto, só que agora a operar sobre uma conta falsa, sem qualquer proteção adicional.”</p>
<p>Na sua avaliação, uma idade mínima pode funcionar como sinal político e social, mas terá pouco efeito enquanto as plataformas continuarem a oferecer aos menores exatamente os mesmos mecanismos destinados a aumentar a permanência e o envolvimento.</p>
<p>“Se o acesso aos 16 anos continuar exposto ao mesmo desenho viciante, ganhámos pouco.”</p>
<p><strong>“Uma porta trancada num edifício com todas as janelas abertas”</strong></p>
<p>A segunda ideia central defendida pela especialista é que a responsabilidade não pode ser deslocada para os pais enquanto as próprias plataformas conservam modelos de funcionamento que tornam a supervisão familiar particularmente difícil.</p>
<p>Elsa Veloso critica o discurso político de “devolver o controlo aos pais”, considerando que este permite às empresas tecnológicas afastarem-se da responsabilidade pelo desenho dos seus produtos.</p>
<p>“A responsabilidade parental só faz sentido depois de a União garantir que o campo de jogo não está estruturalmente viciado contra os pais”, sustenta.</p>
<p>Para a advogada, o foco deve passar da fiscalização de quem entra para a transformação daquilo que os menores encontram depois de entrarem.</p>
<p>“Sem isso, qualquer idade mínima é uma porta trancada num edifício com todas as janelas abertas.”</p>
<p>A especialista defende contas privadas por defeito para menores, o fim do scroll infinito e do autoplay, a supressão de notificações destinadas a provocar respostas compulsivas e a exclusão dos jovens dos sistemas de recomendação concebidos para maximizar a retenção.</p>
<p>“É aqui que se ataca a causa, e não o sintoma”, afirma. “É preciso desmontar o que foi construído para viciar quem já está dentro.”</p>
<p><strong>Europa escreve leis, mas falha na aplicação</strong></p>
<p>A terceira crítica de Elsa Veloso dirige-se à capacidade europeia de aplicar as regras já existentes. A UE dispõe do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados e do Regulamento dos Serviços Digitais, mas a especialista considera que a fiscalização continua lenta, fragmentada e insuficientemente dissuasora.</p>
<p>“A Europa tem hoje um problema de aplicação da lei, não apenas de legislação”, afirma. “Escrevemos regulamentos sofisticados, mas a fiscalização efetiva, com meios, celeridade e sanções que doam, continua a ser o elo mais fraco.”</p>
<p>A especialista questiona a utilidade de estabelecer uma idade mínima de 16 anos quando as autoridades não conseguem investigar e sancionar rapidamente empresas sediadas fora da União Europeia.</p>
<p>“De que serve fixar os 16 anos ou impor um consentimento digital reforçado se depois não há capacidade para verificar, investigar e sancionar em tempo útil?”</p>
<p>Elsa Veloso defende que, em casos graves e persistentes, as autoridades europeias devem poder suspender ou impedir a operação de plataformas que explorem deliberadamente menores através de mecanismos de design viciante.</p>
<p>“Se uma plataforma é identificada e notificada, persiste nessa exploração e não corrige o desenho, a União e os Estados-Membros têm de ter — e usar — o poder de suspender ou proibir a sua atuação no mercado europeu.”</p>
<p><strong>Reino Unido avança com proibições durante a madrugada</strong></p>
<p>O debate europeu acompanha medidas mais duras adotadas noutros países. O Reino Unido anunciou a proibição das redes sociais entre a meia-noite e as seis da manhã para adolescentes de 16 e 17 anos, além da interdição prevista para os menores de 16.</p>
<p>A medida deverá entrar em vigor no início de 2027 e abranger plataformas como TikTok, Instagram, Snapchat, YouTube e Facebook. O governo britânico justifica a decisão com a necessidade de proteger o sono, o rendimento escolar e a convivência familiar.</p>
<p>Também estão previstos controlos sobre os chatbots de inteligência artificial, que deverão obrigar os menores de 18 anos a fazer pausas regulares.</p>
<p>A Austrália foi o primeiro país a proibir o acesso às redes sociais aos menores de 16 anos, tendo sido seguida pela Indonésia. França e Canadá anunciaram igualmente restrições semelhantes.</p>
<p>Elsa Veloso considera, contudo, que a comparação entre redes sociais, álcool e condução ignora diferenças fundamentais.</p>
<p>“O álcool e a condução são atos discretos, físicos, com um ponto de verificação presencial. As redes sociais são um ambiente contínuo, sem fronteiras físicas, desenhado precisamente para nunca ter um ponto de saída natural.”</p>
<p>E acrescenta: “O álcool não persegue ativamente a criança depois de ela sair do bar. As redes sociais perseguem-na através de notificações para a trazer de volta. É uma diferença de género, não de grau.”</p>
<p><strong>Verificar a idade pode criar novos riscos</strong></p>
<p>Outro dos problemas está na forma de comprovar a idade dos utilizadores. Entre os métodos possíveis encontram-se o envio de documentos de identificação, a análise facial por inteligência artificial ou a utilização de cartões bancários.</p>
<p>Para Elsa Veloso, nenhuma destas soluções oferece atualmente uma resposta satisfatória sem criar riscos adicionais para a privacidade.</p>
<p>“Todas resolvem o problema da idade criando um problema maior: recolha excessiva de dados sensíveis, criação de novos perfis de identificação e exclusão de utilizadores legítimos.”</p>
<p>A advogada recorda que a Comissão Nacional de Proteção de Dados já alertou para a necessidade de qualquer sistema respeitar os princípios da proporcionalidade e da minimização de dados.</p>
<p>“Há uma ironia que vale a pena sublinhar: pedir às mesmas plataformas que constroem vício por design que agora construam também a verificação de idade é entregar a raposa ao guarda do galinheiro.”</p>
<p>Soluções como a estimativa de idade realizada apenas no dispositivo ou provas digitais que confirmem a idade sem revelar a identidade podem reduzir os riscos, mas ainda não estão suficientemente desenvolvidas nem são exigidas de forma uniforme.</p>
<p><strong>Pressão digital afeta saúde mental e finanças</strong></p>
<p>Os efeitos das redes sociais não se limitam aos menores. Dados da Intrum indicam que quase um em cada quatro consumidores portugueses admite sentir-se pior consigo próprio ou com o seu estilo de vida devido aos conteúdos que vê nestas plataformas.</p>
<p>Entre os consumidores financeiramente mais frágeis, 38% afirmam que os estilos de vida promovidos por influenciadores prejudicaram a sua saúde mental. A percentagem desce para 19% entre os consumidores considerados mais resilientes.</p>
<p>Os jovens são particularmente vulneráveis. Cerca de 19% dos membros da geração Z dizem ter contraído dívidas para tentar reproduzir estilos de vida vistos nas redes sociais, enquanto 46% associam a essa pressão uma deterioração da saúde mental.</p>
<p>Além disso, 76% dos portugueses consideram que as redes sociais promovem expectativas financeiras pouco realistas. Mais de um terço, 34%, admite ter realizado compras por impulso depois de ver publicidade nestas plataformas, e 14% diz ter contraído dívidas devido à pressão de influenciadores.</p>
<p>Para Elsa Veloso, estes dados mostram que o modelo económico das redes sociais não se limita a vender publicidade no presente. As plataformas recolhem informação para antecipar desejos, emoções e decisões futuras.</p>
<p>“A criança não é só o produto de hoje”, afirma. “É a matéria-prima de um modelo preditivo que se vende a anunciantes sobre aquilo que ela vai querer, sentir ou comprar amanhã.”</p>
<p><strong>O debate não acaba numa data de nascimento</strong></p>
<p>A especialista considera que a escolha entre os 13, os 15 ou os 16 anos deve ser informada pela ciência, mas não tratada como uma fronteira biológica absoluta.</p>
<p>O desenvolvimento cerebral e a vulnerabilidade à recompensa prolongam-se durante a adolescência, o que pode justificar a opção pelos 16 anos. Ainda assim, o resultado dependerá sobretudo das regras impostas às plataformas e da capacidade das autoridades para as fazer cumprir.</p>
<p>“Não há um número mágico”, resume Elsa Veloso. “O número importa menos do que aquilo que o acompanha.”</p>
<p>Na sua perspetiva, a discussão não deve ser reduzida a uma escolha entre liberdade e proteção, nem transformada numa transferência de responsabilidade para as famílias.</p>
<p>“Uma democracia robusta não pode aceitar esse falso dilema quando o verdadeiro adversário é um modelo de negócio construído para explorar a vulnerabilidade neurológica de quem ainda está em formação.”</p>
<p>Para Elsa Veloso, será nesse modelo económico e tecnológico — e não apenas na idade indicada num documento — que a futura legislação europeia terá de intervir.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789635]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Euro sobe ligeiramente com escalada do conflito no Médio Oriente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 17:49:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[dólar]]></category>
		<category><![CDATA[Euro]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O euro subiu hoje ligeiramente, mantendo-se no patamar dos 1,14 dólares, numa altura em que se intensifica o conflito no Médio Oriente e após a divulgação de dados sobre a produção industrial na União Europeia (UE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O euro subiu hoje ligeiramente, mantendo-se no patamar dos 1,14 dólares, numa altura em que se intensifica o conflito no Médio Oriente e após a divulgação de dados sobre a produção industrial na União Europeia (UE).</P><br />
<P>Pelas 18:00 (hora de Lisboa), o euro seguia a negociar a 1,1442 dólares, face aos 1,1428 dólares de terça-feira.</P><br />
<P>O Banco Central Europeu (BCE) fixou o câmbio de referência do euro em 1,1406 dólares.</P><br />
<P>A produção industrial recuou em maio 1,2% na zona euro e 0,3% na União Europeia (UE), face ao mês homólogo, divulga hoje o gabinete europeu de estatísticas, Eurostat.</P><br />
<P>No que se refere à comparação com abril, a produção industrial desceu 0,2% na área do euro e 0,1% na EU.</P><br />
<P>As Forças Armadas norte-americanas anunciaram terem realizado hoje uma nova série de ataques contra alvos militares iranianos que, reivindicaram, &#8220;reduziram ainda mais a capacidade&#8221; do Irão para atacar o estreito de Ormuz.</P><br />
<P>Segunda-feira, Trump anunciou o restabelecimento do bloqueio naval e que Washington cobraria uma taxa de 20% pela proteção dos navios que atravessassem o estreito.</P><br />
<P>Contudo, um dia depois, recuou e afirmou que a medida seria substituída por acordos comerciais e de investimento com os Estados do Golfo.</P><br />
<P>A escalada, iniciada há sete dias com confrontos em Ormuz, alastrou ao Médio Oriente com três noites de bombardeamentos sobre o Irão e a resposta iraniana através de ataques na região.</P><br />
<P> </P><br />
<P>Divisas&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..hoje&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..terça-feira</P><br />
<P> </P><br />
<P>Euro/dólar&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. 1,1442&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.1,1428</P><br />
<P> </P><br />
<P>Euro/libra&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..0,84592&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;0,85387</P><br />
<P> </P><br />
<P>Euro/iene&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;185,56&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.185,33</P><br />
<P> </P><br />
<P>Dólar/iene&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..162,17&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.162,16</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789803]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Trump agita as eleições intercalares com alegadas novas provas de fraude em 2020</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 17:47:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[eleições presidenciais]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Donald Trump deverá fazer esta quinta-feira uma declaração televisiva em direto, acompanhado por responsáveis das principais estruturas de segurança e informações dos Estados Unidos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump deverá fazer esta quinta-feira uma declaração televisiva em direto, acompanhado por responsáveis das principais estruturas de segurança e informações dos Estados Unidos, para abordar uma das suas maiores obsessões políticas: as alegadas irregularidades nas eleições presidenciais de 2020.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Mundo&#8217;, o discurso deverá centrar-se sobretudo na política interna, apesar de o agravamento do conflito com o Irão ter levado inicialmente muitos americanos a antecipar um anúncio relacionado com política externa. Trump estará acompanhado por dirigentes da CIA e do FBI, pelo secretário da Segurança Interna e por Bill Pulte, atual responsável interino pela direção dos serviços de informações.</p>
<p>A Casa Branca terá criado uma equipa para analisar milhares de páginas de documentos confidenciais de informações e das forças policiais à procura de elementos relacionados com as eleições americanas. De acordo com o jornal, citando o &#8216;MS NOW&#8217;, parte dessa documentação poderá começar a ser divulgada nas próximas semanas.</p>
<p>Trump nunca reconheceu plenamente a derrota perante Joe Biden e continua a alegar que existiu fraude generalizada, apesar de dezenas de processos judiciais terem sido rejeitados e de não terem sido apresentadas provas capazes de alterar o resultado. Vários dos seus aliados enfrentaram ainda condenações ou acordos judiciais por acusações falsas dirigidas a responsáveis eleitorais.</p>
<p>Nos círculos próximos do movimento MAGA aumentaram entretanto as especulações sobre o conteúdo do anúncio. Alguns influencers chegaram a sugerir que Trump poderá questionar a legitimidade dos senadores democratas da Geórgia Jon Ossoff e Raphael Warnock, embora não exista confirmação oficial de que essa acusação faça parte do discurso.</p>
<p><strong>Comissão eleitoral fica sem qualquer responsável</strong></p>
<p>O anúncio surge poucos dias depois da saída dos últimos três membros ativos da Comissão de Assistência Eleitoral dos Estados Unidos. Dois comissários democratas foram afastados por correio eletrónico pela Casa Branca e a única representante republicana demitiu-se, deixando o organismo sem qualquer membro em funções.</p>
<p>Criada pelo Congresso depois da controversa eleição presidencial de 2000, a comissão não organiza os atos eleitorais, que são da responsabilidade dos estados. Tem, contudo, funções na certificação de sistemas e máquinas de voto, na distribuição de fundos federais e na definição de normas técnicas.</p>
<p>A reorganização ocorre poucos meses antes das eleições intercalares de novembro. A administração Trump argumenta que os responsáveis afastados não estavam alinhados com o objetivo de reforçar a segurança eleitoral, enquanto os críticos temem uma tentativa de controlar uma agência concebida para funcionar de forma independente e bipartidária.</p>
<p>O &#8216;El Mundo&#8217; refere ainda que responsáveis do Departamento de Justiça têm pressionado vários estados a fornecer dados eleitorais e advertido as autoridades sobre a contagem de votos de pessoas sem cidadania americana — uma prática já proibida por lei, mas frequentemente utilizada por Trump para alimentar suspeitas sobre o sistema.</p>
<p><strong>Teorias sobre interferência estrangeira voltam a circular</strong></p>
<p>Meios conservadores e figuras próximas do presidente recuperaram também antigas teorias sobre uma alegada conspiração estrangeira para manipular as eleições de 2020. Essas acusações envolveram países como Venezuela, Cuba e China e empresas de sistemas eleitorais, mas foram repetidamente rejeitadas pelos tribunais por falta de provas.</p>
<p>Segundo o jornal espanhol, circularam mesmo rumores sobre uma eventual negociação com Nicolás Maduro para que o dirigente venezuelano confirmasse algum tipo de interferência. Não foram, contudo, apresentados elementos que sustentem a existência desse acordo ou das alegadas manipulações.</p>
<p>Trump voltou recentemente a defender alterações ao voto por correspondência e a exigência de prova de cidadania, afirmando que as eleições americanas são “corruptas” e precisam de ser corrigidas. Os seus aliados têm igualmente sugerido uma presença mais intensa das autoridades federais junto dos locais de voto.</p>
<p>David Becker, antigo advogado do Departamento de Justiça especializado em direitos eleitorais, considera que as eleições de 2020 foram das mais escrutinadas da história. O seu receio, citado pelo &#8216;El Mundo&#8217;, é que a própria Casa Branca se transforme num dos principais amplificadores de desinformação destinada a desacreditar o sistema democrático americano.</p>
<p>O discurso poderá, assim, marcar uma nova fase da campanha de Trump para reabrir uma disputa encerrada nas urnas e nos tribunais há quase seis anos, agora com o poder do governo federal e com as eleições intercalares de novembro cada vez mais próximas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789798]]></sapo:autor>
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		<title>Porto e Gaia passam a ter duas travessias fluviais a partir de 22 de julho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 17:37:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A Transportes Metropolitanos do Porto (TMP) vai arrancar com duas travessias fluviais entre o Porto e Vila Nova de Gaia, com partidas a cada meia hora, a partir do dia 22 de julho, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Transportes Metropolitanos do Porto (TMP) vai arrancar com duas travessias fluviais entre o Porto e Vila Nova de Gaia, com partidas a cada meia hora, a partir do dia 22 de julho, foi hoje anunciado.</P><br />
<P>Uma das travessias vai ligar o Cais do Ouro (Porto) à Afurada (Gaia) e a outra a Ribeira do Porto ao Cais de Gaia.</P><br />
<P>A partir de 22 de julho, de segunda-feira a quinta-feira, as travessias começam às 07:30 e acabam às 20:00, às sextas-feiras começam às 07:30 e acabam às 22:00.</P><br />
<P>Quanto ao fim-de-semana, o primeiro barco começa a atravessar o rio Douro às 09:30 e o último às 22:00 e aos domingo o primeiro parte às 09:30 e o último às 20:00.</P><br />
<P>Estas travessias estão integradas no sistema Andante, mas podem ser adquiridos bilhetes a bordo, com custo de três euros para viagem simples ou cinco euros para ida e volta (válido apenas no mesmo dia). Serão gratuitas para residentes do Porto com o respetivo cartão Porto. e para os gaienses portadores do cartão Gaia Amiga.</P><br />
<P>Citado em comunicado enviado hoje, o presidente da TMP, Nuno Neves de Sousa, afirma que estas travessias são &#8220;mais um passo na construção de uma rede de transportes públicos cada vez mais integrada, acessível e sustentável&#8221;.</P><br />
<P>No ano passado, entre o final de junho e outubro, a ligação entre o Cais do Ouro e a Afurada foi retomada no âmbito de um projeto-piloto da TMP, que teve como objetivo testar a sua viabilidade e avaliar o interesse do público por esta nova opção de transporte entre Porto e Gaia.</P><br />
<P>Durante o projeto-piloto, os passageiros podiam utilizar o Andante, mas também comprar um título a bordo com o custo de 2,25 euros.</P><br />
<P>Segundo dados oficiais da TMP facultados à Lusa em outubro, que contabilizam o período desde 01 de julho a 26 de outubro de 2025 (embora a travessia tenha começado no dia 27 de junho), no total foram transportados 25.873 passageiros, estando em causa uma média de 212 passageiros por dia.</P><br />
<P>A travessia original entre o Cais do Ouro e a Afurada, efetuada pela embarcação Flor do Gás, foi suspensa em 2020, mas a travessia foi retomada no verão de 2022, em regime excecional, durante as festas de São Pedro e o Festival Marés Vivas.</P><br />
<P>Já em 2016, foi iniciado um serviço de táxis fluvial a ligar as ribeiras de Gaia e Porto a cada 15 minutos, assegurada por duas Rabelas (embarcações inspiradas no desenho do tradicional barco Rabelo) e promovido pela empresa The Fladgate Parnership.</P><br />
<P>O serviço funcionava numa lógica de ida e volta, com cada viagem de 230 metros a demorar três minutos e a ter o custo de três euros. Cada Rabela tinha 15 metros de comprimento e capacidade para 28 passageiros.</P><br />
<P>O arranque deste serviço implicou então a montagem de um cais de acostagem com cerca de 12 metros em cada uma das margens do Douro &#8211; em frente ao Clube Fluvial Portuense, do lado de Gaia, e frente à Praça da Ribeira, no topo montante do Cais da Estiva, do lado do Porto &#8211; tendo as duas Rabelas sido batizadas &#8220;Serra do Pilar&#8221; e &#8220;Casa do Infante&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789790]]></sapo:autor>
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		<title>Nova Provedora de Justiça quer ser &#8220;voz assertiva&#8221; na defesa de direitos fundamentais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 17:36:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Luísa Neto]]></category>
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		<category><![CDATA[provedora da Justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[A nova Provedora de Justiça afirmou hoje na tomada de posse o compromisso de liderar a instituição com "voz assertiva" na defesa de direitos fundamentais, que "pode reconstruir a confiança na democracia", sem transcender a separação de poderes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A nova Provedora de Justiça afirmou hoje na tomada de posse o compromisso de liderar a instituição com &#8220;voz assertiva&#8221; na defesa de direitos fundamentais, que &#8220;pode reconstruir a confiança na democracia&#8221;, sem transcender a separação de poderes.</p>
<p>Na tomada de posse que hoje decorreu no Salão Nobre da Assembleia da República, na presença da ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, e do procurador-geral da República, Amadeu Guerra, Luísa Neto afirmou-se como jurista &#8220;do dever ser e da norma, mas da norma que se quer aplicada, da Constituição que não é semântica&#8221;.</p>
<p>&#8220;Tenho sempre entendido que a vitalidade normativa do texto constitucional permanece como a gramática comum da liberdade, do modo democrático de exercer o poder, de prevenir o conflito. É esta a convicção que empenho no mandato que inicio&#8221;, disse.</p>
<p>A professora de Direito da Universidade do Porto e até agora presidente do Instituto Nacional de Administração (INA) assumiu como compromisso ter na Provedoria de Justiça &#8220;um inevitável espaço de escuta, mas sobretudo de voz assertiva e consequente a relembrar que uma proteção reforçada dos direitos fundamentais pode reconstruir a confiança na democracia&#8221;.</p>
<p>&#8220;Uma oportunidade, enfim, para que a Provedoria não se reconheça apenas pela monitorização da patologia, mas pela afirmação da norma, pelo impacto público. (&#8230;) Num tempo em que parece que só a ameaça externa nos une, a resposta pode ser diferente. Em democracia não há poder sem responsabilidade, nem responsabilidade sem confiança&#8221;, disse.</p>
<p>Sublinhando que o Provedor de Justiça &#8220;não transcende nunca a separação de poderes&#8221;, frisou que &#8220;serve o Estado de direito democrático&#8221; e não a &#8220;mera legalidade&#8221;, e que não se deve limitar a chegar aos mais vulneráveis, mas a &#8220;tentar sempre&#8221; que o Estado altere as condições que provocam essa vulnerabilidade.</p>
<p>A nova provedora reafirmou o papel da instituição na &#8220;proteção informal, não jurisdicional, dos cidadãos face à administração pública&#8221;, uma missão que se mantém &#8220;extraordinariamente atual&#8221; em tempos de &#8220;aceleração tecnológica, de fragmentação do espaço público, de tensões geopoliticamente difusas, mas também de oportunidades inéditas, para reconstruir pontes, para reforçar a competência da confiança e reinventar a cooperação&#8221;.</p>
<p>Luísa Neto agradeceu ainda &#8220;a quem neste último ano soube garantir a permanência da instituição&#8221;, depois de o lugar de provedor ter sido deixado vago por mais de um ano, depois de a anterior ocupante, Maria Lúcia Amaral, ter saído para ser ministra da Administração Interna.</p>
<p>O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, elogiou também a provedora-adjunta Estrela Chaby, que liderou a instituição no último ano: &#8220;Comandou uma instituição que é de todos nós. Foi o rosto da Provedoria de Justiça. Fê-lo com a discrição e com a competência que a enobrecem e em nada falhou à República&#8221;.</p>
<p>A nomeação de um sucessor esteve envolta em polémica, depois de um primeiro nome indicado pelo PS, o do antigo secretário de Estado de António Costa, Tiago Antunes, não ter reunido os votos necessários e ter recusado reapresentar-se à eleição pelos deputados.</p>
<p>Luísa Neto, o segundo nome indicado pelo PS, não conseguiu ela própria ser eleita à primeira tentativa, sendo apenas confirmada numa segunda eleição, já depois de o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, ter afirmando que era também a candidata indicada pelo partido.</p>
<p>Aguiar-Branco disse que com a nomeação de Luísa Neto &#8220;a fasquia está elevada&#8221; na liderança de uma instituição que &#8220;se tornou central no nosso país&#8221;, notório até &#8220;nas dificuldades que há em chegar a um consenso na nomeação de um provedor&#8221;.</p>
<p>Afirmando que &#8220;nos últimos 50 anos o país aprendeu a prestar atenção às decisões e aos pronunciamentos deste órgão&#8221;, Aguiar-Branco disse a Luísa Neto que &#8220;a sua palavra tem a partir de hoje outro peso&#8221;, pedindo-lhe que não a deixe de usar sempre que isso se justifique.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789789]]></sapo:autor>
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		<title>75 mil músicas criadas por IA chegam por dia ao streaming — e quase metade dos novos uploads já é artificial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 17:34:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Deezer]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[Spotify]]></category>
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					<description><![CDATA[Problema começa quando o processo é repetido milhares de vezes para inundar plataformas como Spotify e Deezer e tentar lucrar com reproduções e direitos de autor]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Criar uma canção deixou de exigir músicos, estúdio ou sequer conhecimentos de composição. Com ferramentas de inteligência artificial generativa, basta indicar um género, um tema e algumas instruções para produzir uma faixa em poucos segundos. O problema começa quando o processo é repetido milhares de vezes para inundar plataformas como Spotify e Deezer e tentar lucrar com reproduções e direitos de autor.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, a Deezer recebe atualmente cerca de 75 mil faixas geradas por inteligência artificial por dia. O número equivale a aproximadamente 44% de todos os conteúdos enviados diariamente para a plataforma e continua a aumentar.</p>
<p>“A música gerada por IA deixou de ser um fenómeno marginal”, afirma Alexis Lanternier, presidente executivo da Deezer. Ainda assim, a maioria destas faixas quase não encontra público: um estudo da Universidade de Chicago concluiu que 93% recebem um número residual de reproduções.</p>
<p><strong>Milhares de músicas lançadas à espera de um sucesso</strong></p>
<p>A estratégia consiste em produzir grandes volumes de canções, distribuí-las por vários géneros e esperar que algumas sejam recomendadas pelos algoritmos. Os investigadores descrevem o método como uma tentativa de “atirar para todos os lados e rezar”.</p>
<p>O objetivo não é necessariamente criar música com valor artístico, mas gerar receitas ao menor custo possível. Este modelo está a alimentar aquilo que os especialistas classificam como “fazendas de conteúdo”, “spam musical” ou simplesmente “lixo de IA”.</p>
<p>O problema não está na utilização da tecnologia como ferramenta criativa. A inteligência artificial pode ajudar músicos a experimentar novos sons, desenvolver arranjos ou encontrar públicos. O risco surge quando permite produzir automaticamente quantidades quase ilimitadas de conteúdo de baixa qualidade.</p>
<p>O Spotify reconhece que este tipo de material pode degradar a experiência dos utilizadores e desviar direitos de autor para agentes que tentam manipular o sistema.</p>
<p><strong>Ouvir uma faixa aumenta a probabilidade de receber outra</strong></p>
<p>Os algoritmos de recomendação podem agravar o fenómeno. De acordo com a investigação citada pelo &#8216;El Economista&#8217;, depois de um utilizador ouvir uma primeira música gerada por IA, a probabilidade de a recomendação seguinte também ser artificial pode atingir 39,39%.</p>
<p>Isto significa que uma única reprodução pode introduzir o ouvinte num circuito de conteúdos semelhantes, dando maior visibilidade a obras produzidas em massa e retirando espaço a músicos reais.</p>
<p>Antonio Cerdán, diretor de Hiperautomação da Excelia, alerta que a superabundância de conteúdo pode sobrecarregar os sistemas de recomendação, sobretudo quando o volume começa a pesar mais do que critérios como autoria, diversidade, qualidade ou relevância.</p>
<p>Neste cenário, os algoritmos deixam de ser apenas ferramentas de descoberta musical. Passam a determinar que artistas conseguem chegar aos ouvintes e que conteúdos ficam praticamente invisíveis.</p>
<p><strong>Deezer diz que 85% das músicas artificiais eram fraudulentas</strong></p>
<p>A componente fraudulenta já é significativa. Em 2025, a Deezer concluiu que até 85% das músicas totalmente geradas por inteligência artificial enviadas para a plataforma estavam associadas a comportamentos fraudulentos.</p>
<p>Apesar de representarem entre 1% e 3% das reproduções, a escala dos uploads sugere que muitos autores apostam na quantidade, na manipulação de recomendações ou em reproduções artificiais para obter rendimentos.</p>
<p>As gravadoras também levaram o conflito aos tribunais. Várias empresas acusam os criadores de modelos de inteligência artificial de utilizarem catálogos protegidos por direitos de autor para treinar os seus sistemas sem autorização ou compensação.</p>
<p>Ao mesmo tempo, grandes grupos como Sony, Universal, Warner, Merlin e Believe estabeleceram parcerias com o Spotify para desenvolver ferramentas de inteligência artificial destinadas aos artistas, mostrando que o setor não rejeita a tecnologia, mas exige regras sobre a sua utilização.</p>
<p><strong>Sistemas de deteção ainda podem ser enganados</strong></p>
<p>Spotify e Deezer estão a desenvolver mecanismos para identificar a origem das faixas. O Spotify utiliza o selo de “artista verificado”, enquanto a Deezer afirma dispor de um dos sistemas de deteção mais avançados do setor.</p>
<p>De acordo com Alexis Lanternier, a tecnologia da Deezer alcança uma precisão de 99,8%, o que significa que poderá deixar passar cerca de duas em cada mil músicas artificiais. A probabilidade de classificar erradamente uma gravação humana como sendo gerada por IA será inferior a uma em dez mil.</p>
<p>O sistema procura sinais específicos deixados pelos modelos generativos. Estes elementos são geralmente impercetíveis para o ouvido humano, mas pouco comuns em gravações convencionais. A ferramenta consegue, em alguns casos, identificar até o modelo utilizado para criar a faixa.</p>
<p>Ainda assim, os controlos não são infalíveis. Alterações simples, como pequenas mudanças no tom, adição de reverberação ou compressão do áudio, podem dificultar a deteção. As músicas que combinam elementos humanos com partes geradas por IA são igualmente mais difíceis de classificar.</p>
<p><strong>Ouvintes querem saber quem fez a música</strong></p>
<p>A transparência surge como uma das principais exigências. Uma pesquisa realizada pela Deezer e pela Ipsos, com nove mil participantes de oito países, revelou que 80% defendem a identificação clara das músicas totalmente geradas por IA.</p>
<p>Além disso, 73% dos utilizadores de plataformas de streaming querem saber quando uma recomendação algorítmica corresponde a uma obra artificial.</p>
<p>A maioria dos ouvintes parece, por enquanto, continuar a preferir música criada por pessoas ou, pelo menos, quer conhecer a origem da faixa antes de decidir ouvi-la.</p>
<p>Para Antonio Cerdán, as plataformas devem informar de forma clara quando uma obra foi gerada ou manipulada por inteligência artificial. A responsabilidade não pode depender apenas da capacidade do utilizador para detetar a diferença.</p>
<p><strong>IA pode transformar spam musical num negócio rentável</strong></p>
<p>Os investigadores da Universidade de Chicago alertam que o custo de criação de música artificial continuará a cair. Sem sistemas de controlo eficazes, a produção em massa de faixas de baixa qualidade poderá tornar-se uma indústria autossustentável.</p>
<p>Quanto mais barato for produzir milhares de músicas, menor será o número de reproduções necessário para recuperar o investimento. Mesmo que quase todas fracassem, algumas podem gerar receita suficiente para financiar a criação de novos lotes.</p>
<p>O Spotify defende que combater o spam, a fraude e a imitação de artistas é essencial para permitir utilizações legítimas da inteligência artificial. A empresa considera que os músicos devem decidir se querem integrar a tecnologia nos seus processos criativos.</p>
<p>A Deezer optou por detetar, identificar e retirar músicas totalmente artificiais das recomendações algorítmicas. Para Lanternier, não é possível confiar na divulgação voluntária por parte de quem utiliza a tecnologia com intenções fraudulentas.</p>
<p>A batalha central já não é, portanto, entre música humana e música artificial. É entre ferramentas usadas para criar e sistemas usados para inundar plataformas, manipular recomendações e desviar receitas. Sem regras claras e mecanismos de rastreabilidade, o spam musical poderá deixar de ser apenas ruído e transformar-se num negócio altamente lucrativo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789783]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia: UE prolonga teto ao preço do petróleo russo até 23 de julho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 17:25:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[sançoes]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia concordou hoje em prolongar o teto ao preço do petróleo russo até dia 23 de julho, enquanto não chega a acordo sobre o 21.º pacote de sanções a Moscovo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A União Europeia concordou hoje em prolongar o teto ao preço do petróleo russo até dia 23 de julho, enquanto não chega a acordo sobre o 21.º pacote de sanções a Moscovo.</P><br />
<P>A decisão de prolongar esta medida foi tomada esta tarde durante uma reunião dos embaixadores da União Europeia (UE), em Bruxelas, indicaram fontes europeias.</P><br />
<P>Caso esta medida não tivesse sido prolongada, o teto ao preço do petróleo russo teria expirado hoje, o que elevaria o preço do barril dos atuais 44,10 dólares para quase 60 dólares, um incremento que, na prática, permitiria aumentar as fontes de rendimento de Moscovo. </P><br />
<P>A prorrogação do teto ao preço do petróleo estava a ser negociada no âmbito do 21.º pacote de sanções à Rússia, apresentado pela Comissão Europeia em junho, e que se esperava inicialmente que fosse aprovado esta segunda-feira na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE).</P><br />
<P>No entanto, têm surgido várias divergências sobre este pacote entre os Estados-membros, que têm impedido a sua aprovação. </P><br />
<P>Entre os pontos mais contenciosos está o facto de a proposta da Comissão Europeia sugerir restrições às pescas russas, designadamente proibir a importação de bacalhau, ou medidas que, na prática, impediriam o trânsito de gás natural liquefeito para países terceiros através do bloco comunitário.</P><br />
<P>A versão inicial incluía também a proibição de entrada em solo europeu de russos que tenham combatido na guerra na Ucrânia ou ainda a imposição de sanções a personalidades de relevo, como o patriarca de Moscovo Cirilo.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789778]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>“Estamos cercados pelo fogo”: comboio atravessa incêndio no Canadá e tripulação pede resgate. Veja as imagens</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/estamos-cercados-pelo-fogo-comboio-atravessa-incendio-no-canada-e-tripulacao-pede-resgate-veja-as-imagens/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 17:22:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Canadian National Railway informou que todos os trabalhadores ficaram a salvo, embora não tenha explicado de que forma foi feita a retirada. As operações ferroviárias na região foram temporariamente suspensas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um comboio de mercadorias atravessou uma zona cercada por chamas no Canadá, enquanto os trabalhadores a bordo pediam um resgate de emergência e alertavam que o incêndio poderia alcançá-los a qualquer momento.</p>
<p>“Estamos cercados pelo fogo. Isto pode apanhar-nos aqui, a situação ficou um pouco assustadora”, ouve-se dizer um dos elementos da tripulação num vídeo divulgado pela &#8216;BBC&#8217;, enquanto a composição passa junto a árvores em chamas perto de Armstrong, na província de Ontário.</p>
<p>A Canadian National Railway informou que todos os trabalhadores ficaram a salvo, embora não tenha explicado de que forma foi feita a retirada. As operações ferroviárias na região foram temporariamente suspensas.</p>
<p>Ontário enfrenta mais de uma centena de incêndios florestais, vários deles próximos de comunidades do noroeste da província. Em todo o Canadá, estavam ativos 838 fogos, segundo o Canadian Interagency Forest Fire Centre.</p>
<p>O fumo chegou também a Toronto, onde os habitantes acordaram com o céu amarelado e fortes restrições devido à qualidade do ar. A plataforma IQAir chegou a colocar a maior cidade canadiana no topo da lista mundial das cidades com o ar mais poluído.</p>
<p>Segundo a &#8216;BBC&#8217;, foram cancelados eventos ao ar livre relacionados com o jogo entre Inglaterra e Argentina no Mundial e encerradas piscinas infantis, numa semana em que Toronto também enfrentou temperaturas extremas.</p>
<p>As autoridades recomendaram que a população permanecesse dentro de casa, evitasse esforços físicos no exterior e reduzisse atividades que provoquem respiração intensa. Crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde são considerados os grupos mais vulneráveis.</p>
<p>O fumo deverá deslocar-se para várias cidades dos Estados Unidos nos próximos dias. Entre as regiões sob vigilância está Nova Jérsia, onde está marcada a final do Mundial no domingo.</p>
<p>Mais de uma dezena de incêndios estão igualmente ativos no estado americano do Minnesota, junto à fronteira canadiana, favorecidos pelo calor extremo, pela vegetação seca e pelos ventos fortes.</p>
<p>As autoridades admitem sintomas como irritação nos olhos, nariz e garganta, dores de cabeça ou tosse ligeira. Pieira, dores no peito e tosse intensa podem exigir assistência médica urgente.</p>
<p>Nova Iorque anunciou a distribuição gratuita de máscaras KN95 em bibliotecas públicas, embora as previsões não apontem, para já, para uma repetição da crise de 2023, quando o fumo dos incêndios do Quebec cobriu grande parte da costa leste dos Estados Unidos.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">This was in Northern ontario and listen to this. ( copy n paste from a friend but still.) </p>
<p>Apparently they had cut off from the train but went back to rescue a foreman. </p>
<p>They couldn’t see their own train in the smoke and flames and they crashed into it so hard it shut the… <a href="https://t.co/jMCW6TX6iy">pic.twitter.com/jMCW6TX6iy</a></p>
<p>&mdash; @Shitty_Edits_Archives (@shittyeditsarc) <a href="https://x.com/shittyeditsarc/status/2077160814105022815?ref_src=twsrc%5Etfw">July 14, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789779]]></sapo:autor>
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		<title>Caso Luís Neves: faturas revelam 23 mil euros em obras e deixam pagamentos por esclarecer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 17:00:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Informação consta de uma lista enviada pelo Ministério da Administração Interna ao 'Observador']]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As obras no terreno do ministro da Administração Interna, Luís Neves, em São Teotónio, Odemira, deram origem a 108 faturas emitidas por 13 empresas, num total de 23.118,19 euros. Apesar da divulgação detalhada das despesas, continuam por apresentar os respetivos comprovativos de pagamento.</p>
<p>A informação consta de uma lista enviada pelo Ministério da Administração Interna ao &#8216;Observador&#8217;. As faturas foram emitidas entre fevereiro de 2024 e junho de 2026 à Alcampos Unipessoal, empresa detida pela mulher do governante e responsável pela contratação dos trabalhos.</p>
<p>A Construbarcelos, pertencente ao empreiteiro João Carvalho, surge como a empresa com o maior valor faturado. Foram emitidas duas faturas de 2.500 euros, num total de 5.000 euros, correspondente a cerca de 21,6% das despesas conhecidas.</p>
<p>A ligação desta construtora à Polícia Judiciária está no centro da polémica. Entre 2019 e 2025, a empresa celebrou vários contratos de obras com a PJ, período em que Luís Neves exercia funções como diretor nacional daquela polícia.</p>
<p>O ministro rejeita qualquer favorecimento e afirma que só conheceu João Carvalho em 2024, devido aos atrasos numa obra da PJ na Guarda. Luís Neves sustenta ainda que mais de 70% dos contratos com a construtora foram celebrados entre 2019 e 2022, antes de conhecer pessoalmente o empresário.</p>
<p>O Observador assinala, contudo, que cerca de 30% das adjudicações ocorreram entre 2024 e 2025, quando já existia uma relação de proximidade entre ambos. Nesse período, a PJ atribuiu à empresa contratos no valor global de 688 mil euros, integrados num total de cerca de 2,1 milhões de euros.</p>
<p>Entre as restantes empresas, a Os Gregos — Transportes e Móveis faturou 4.521,84 euros, enquanto a Matonio Materiais Construção emitiu 47 das 108 faturas, no valor conjunto de 4.143,19 euros. A M. Rodrigues &#038; Filhos faturou 4.037,20 euros.</p>
<p>A lista inclui ainda despesas com empresas como IKEA, Leroy Merlin, Robert Mauser e vários fornecedores locais de materiais de construção, eletricidade, rega, transportes e produtos agrícolas.</p>
<p>As obras começaram em 2024 e continuam por concluir. O caso está igualmente sob escrutínio por não ter sido apresentada, segundo a informação conhecida, comunicação prévia ou pedido de licenciamento à Câmara Municipal de Odemira.</p>
<p>A questão dos pagamentos permanece por esclarecer. Luís Neves tem defendido que o registo das faturas no portal e-fatura constitui comprovativo suficiente e afirmou que 90% das despesas com materiais foram liquidadas por transferência bancária ou multibanco.</p>
<p>Essa explicação não abrange, porém, de forma inequívoca, o pagamento dos 5.000 euros faturados pela Construbarcelos, o que mantém dúvidas sobre a relação financeira entre a empresa da mulher do ministro e o empreiteiro.</p>
<p>Fonte oficial do Ministério da Administração Interna indicou que toda a documentação considerada relevante será reunida e disponibilizada quando a intervenção estiver concluída. Até lá, o ministério não prevê prestar novos esclarecimentos sobre o caso.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789770]]></sapo:autor>
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		<title>Ormuz volta a fechar e petróleo dispara: “Queimámos todas as reservas que tínhamos”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 16:51:33 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Rutura da trégua entre Washington e Teerão voltou a paralisar grande parte do estreito, interrompendo a breve recuperação dos carregamentos através de uma rota por onde passa habitualmente cerca de um quinto do petróleo mundial]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo agravamento das tensões no Estreito de Ormuz ameaça provocar outra crise de abastecimento de petróleo, mas agora sem as reservas que ajudaram a proteger a economia mundial durante a primeira fase da guerra entre os Estados Unidos e o Irão.</p>
<p>A rutura da trégua entre Washington e Teerão voltou a paralisar grande parte do estreito, interrompendo a breve recuperação dos carregamentos através de uma rota por onde passa habitualmente cerca de um quinto do petróleo mundial.</p>
<p>“Queimámos todas as almofadas que tínhamos. Tudo. Agora desapareceu”, afirmou um operador ao &#8216;Financial Times&#8217;, resumindo a preocupação que regressou aos mercados energéticos.</p>
<p>A Agência Internacional de Energia revelou que os países-membros já libertaram quase três quartos dos 400 milhões de barris previstos no plano de emergência anunciado em março. Restam apenas algumas semanas até que esse petróleo suplementar deixe de chegar ao mercado.</p>
<p><strong>Petróleo sobe 11% numa semana</strong></p>
<p>O preço do Brent tinha caído de cerca de 100 dólares por barril, aproximadamente 87,67 euros, para pouco mais de 70 dólares, perto de 61,37 euros, depois do anúncio da trégua.</p>
<p>A inversão foi rápida. O Brent ultrapassou os 87 dólares na terça-feira, cerca de 76,28 euros, atingindo o valor mais elevado em mais de um mês. Na quarta-feira, seguia próximo dos 84,50 dólares, aproximadamente 74,08 euros, acumulando uma valorização semanal de 11%.</p>
<p>As conversões são aproximadas e têm por base a taxa de referência do Banco Central Europeu de 15 de julho, segundo a qual um euro correspondia a 1,1406 dólares.</p>
<p>Durante os quatro meses de encerramento anteriores ao acordo entre os Estados Unidos e o Irão, governos ocidentais e asiáticos recorreram praticamente a todas as medidas disponíveis para evitar uma crise económica mais profunda.</p>
<p>Foram libertados volumes recorde das reservas estratégicas, a China reduziu para metade as importações de petróleo e obrigou empresas estatais a utilizar combustível armazenado. A Casa Branca chegou também a admitir uma possível intervenção nos mercados de futuros caso os preços escapassem ao controlo.</p>
<p>Apesar daquela que a Agência Internacional de Energia classificou como a maior perturbação de abastecimento da história, o Brent atingiu um máximo de 126 dólares por barril em abril, aproximadamente 110,47 euros, permanecendo abaixo do seu recorde histórico.</p>
<p><strong>“Agora temos quase nada”</strong></p>
<p>Antes do início da guerra, o mercado dispunha de cerca de 400 milhões de barris em inventários excedentários, sem contar com as reservas estratégicas dos governos.</p>
<p>“Agora temos quase nada”, alertou Amrita Sen, diretora de informação de mercado da Energy Aspects, citada pelo &#8216;Financial Times&#8217;. A especialista considera que a confiança na manutenção dos fluxos através de Ormuz está agora a ser severamente testada.</p>
<p>Caso o novo bloqueio dure vários meses, não é claro de onde poderá vir o petróleo necessário para compensar a quebra. Alguns operadores suspeitam que o Irão pretende manter a pressão sobre Donald Trump até às eleições intercalares de novembro.</p>
<p>O impacto já chegou aos consumidores. Desde o início da guerra, os preços da gasolina e do gasóleo têm subido mais rapidamente — e descido mais lentamente — do que o petróleo bruto.</p>
<p><strong>Gasóleo europeu dispara 14%</strong></p>
<p>O mercado dos combustíveis refinados está particularmente pressionado. A situação agravou-se depois de ataques ucranianos de longo alcance terem atingido o sistema de refinação da Rússia, o segundo maior exportador mundial de gasóleo.</p>
<p>A Agência Internacional de Energia alertou para um possível défice de gasolina e gasóleo, enquanto os futuros grossistas do gasóleo na Europa subiram 14% numa semana.</p>
<p>Os países ocidentais, que reduziram as compras de combustível russo depois da invasão da Ucrânia, enfrentam agora a concorrência de mercados como a Turquia e o Brasil. Estes países continuaram a comprar gasóleo russo, mas também procuram alternativas devido às perturbações na produção.</p>
<p>Os receios de que as companhias aéreas pudessem ficar sem combustível para aviões ainda não se concretizaram. As refinarias ajustaram a produção e algumas transportadoras reduziram voos menos rentáveis.</p>
<p>Ainda assim, os inventários deverão cair durante o pico da procura no verão e serão difíceis de recompor antes da época de viagens do inverno.</p>
<p><strong>Superpetroleiros atacados em Ormuz</strong></p>
<p>A descida do petróleo após a trégua resultou parcialmente de um excesso temporário de oferta. Os produtores do Golfo aproveitaram a reabertura de Ormuz para esvaziar depósitos e enviar milhões de barris para o mercado.</p>
<p>Só a Adnoc, petrolífera estatal dos Emirados Árabes Unidos, colocou à venda 84 milhões de barris. A empresa organizou ainda um sistema de transporte através do estreito para abastecer superpetroleiros que continuavam receosos de entrar no Golfo.</p>
<p>Dois desses navios, cada um com capacidade para cerca de dois milhões de barris, foram atacados pelo Irão na terça-feira enquanto atravessavam Ormuz. Pelo menos um tripulante morreu.</p>
<p>Alguns produtores conseguiram criar rotas alternativas. A Arábia Saudita aumentou as exportações pelos portos do mar Vermelho para cerca de cinco milhões de barris diários, abaixo dos sete milhões que enviava através de Ormuz antes da guerra.</p>
<p>Países como o Iraque e o Kuwait, contudo, permanecem praticamente isolados, por disporem de poucas alternativas para escoar a produção.</p>
<p><strong>Mar Vermelho pode agravar crise</strong></p>
<p>Os operadores acompanham também o mar Vermelho, depois de ataques dos houthis contra a Arábia Saudita em resposta a um bombardeamento sobre o aeroporto de Sana.</p>
<p>O grupo apoiado pelo Irão conseguiu interromper grande parte da navegação no mar Vermelho durante mais de um ano, a partir do final de 2023.</p>
<p>O regresso dessa campanha poderia comprometer o acesso ao porto saudita de Yanbu, a principal rota de exportação de petróleo da Arábia Saudita fora do Estreito de Ormuz.</p>
<p>“O mercado estava a antecipar uma trajetória otimista para os fluxos, mas é agora evidente que essa possibilidade já não está em cima da mesa, pelo menos até existir uma nova ronda diplomática”, afirmou Joel Hancock, analista sénior de matérias-primas do Natixis.</p>
<p>Sem um novo acordo, a economia mundial enfrenta uma combinação particularmente perigosa: uma das suas principais rotas petrolíferas novamente bloqueada, reservas de emergência perto do fim e mercados de gasolina e gasóleo já sob forte pressão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789766]]></sapo:autor>
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		<title>BES: Fundo de Resolução dispõe de 630 M€ para reembolsar credores a partir de dezembro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 16:40:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Banco de Portugal (BdP) colocou hoje em consulta pública um projeto de aviso sobre as regras das compensações aos credores do Banco Espírito Santo (BES), dispondo de 630 milhões de euros para iniciar os reembolsos a partir de 01 de dezembro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Banco de Portugal (BdP) colocou hoje em consulta pública um projeto de aviso sobre as compensações do Fundo de Resolução aos credores do BES, dispondo este de 630 milhões de euros para pagar a partir de 01 de dezembro.</p>
<p>A atribuição das compensações aos credores vai decorrer ao abrigo do princípio &#8220;no creditor worse off&#8221;, um princípio legal que estabelece que nenhum credor pode suportar perdas maiores numa resolução &#8211; neste caso do BES &#8211; do que teria se o banco tivesse entrado em processo de liquidação.</p>
<p>Caso o montante de 630 milhões de euros, provisionado no final de 2025, venha a revelar-se insuficiente para reembolsar os credores do BES, o Fundo de Resolução (FdR) poderá vir a ter de reforçar aquele valor.</p>
<p>De acordo com um relatório da consultora Deloitte encomendado pela instituição, a perspetiva de reembolso dos credores comuns do BES ascende a 31,7% dos créditos que venham a ser reconhecidos pela justiça.</p>
<p>Neste momento, os créditos de 1.079 credores, no valor de cerca de 2,2 mil milhões de euros, estão já reconhecidos judicialmente, o que ultrapassa em cerca de 300 milhões de euros o montante de 1,9 mil milhões de euros que se encontrava reconhecido no final de 2025.</p>
<p>A confirmar-se a existência de pedidos de reembolso no valor de 2,2 mil milhões de euros, o valor de 31,7% a pagar pelo FdR ascenderá a cerca de 700 milhões de euros, acima dos 630 milhões já provisionados no final de 2025.</p>
<p>Antes de começar a receber os pedidos dos credores, o BdP vai aguardar até 15 de setembro os resultados da consulta pública sobre o princípio &#8220;no creditor worse off&#8221;, de forma a ultimar o aviso antes da sua publicação.</p>
<p>O lançamento do processo de reembolso aos credores deverá, assim, ter início em 01 de dezembro, ainda antes do final da liquidação do BES, por o banco central entender que esse processo pode ainda demorar vários anos.</p>
<p>Além disso, as sentenças judiciais já transitadas em julgado nesse ano deram à instituição uma clarificação sobre o reconhecimento dos créditos elegíveis para reembolso, o que levou o BdP a antecipar o procedimento.</p>
<p>Assim, podem candidatar-se os credores do BES cujos créditos tenham sido reconhecidos pelo tribunal, os seus herdeiros ou os titulares de uma cessão de posição.</p>
<p>No caso em que os credores se encontram em litigação contra a resolução do BES, podem ser elegíveis, mas se o pedido for aceite, o FdR exigirá uma caução ou garantia por parte do credor, ou em alternativa efetuará uma transferência para uma conta &#8216;escrow&#8217; (conta-garantia).</p>
<p>Se mais tarde o tribunal não der razão ao credor, a garantia, ou a transferência da conta &#8216;escrow&#8217;, serão revertidas a favor do FdR.</p>
<p>O pagamento aos credores deverá ser feito em 15 dias úteis, após a comunicação da aprovação, não havendo limite temporal para pedir a compensação ao FdR.</p>
<p>A resolução do BES decorreu em agosto de 2014, e pouco depois a consultora Deloitte, a pedido do Banco de Portugal, concluiu que os credores comuns recuperariam 31,7% dos seus créditos caso o banco tivesse ido para liquidação, em vez de resolução, pelo que o FdR terá de agora assumir esse valor. Os acionistas e os credores subordinados não receberão qualquer compensação.</p>
<p>Nos tribunais, decorrem ainda muitos processos judiciais colocados por investidores contra várias entidades (Banco de Portugal, Novo Banco, Estado, etc).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789738]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Bolsa de Lisboa acompanha tendência de congéneres europeias e fecha em queda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 16:38:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa fechou hoje a cair 0,46%, para 9.084,95 pontos, acompanhando a tendência dos principais mercados europeus, e com a Teixeira Duarte a recuar 2,07%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa fechou hoje a cair 0,46%, para 9.084,95 pontos, acompanhando a tendência dos principais mercados europeus, e com a Teixeira Duarte a recuar 2,07%.</P><br />
<P>Das 16 cotadas que integram o índice PSI, 10 desceram e seis subiram.</P><br />
<P>As principais praças europeias fecharam maioritariamente em queda, com exceção de Paris, que subiu 0,19%.</P><br />
<P>Londres caiu 0,13%, Frankfurt 0,59%, Madrid 0,42% e Milão 0,85%.</P></p>
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		<item>
		<title>Operação policial no Brasil vê possível conexão de fações brasileiras com Al-Qaeda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 16:37:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[PPC]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma operação policial no Brasil identificou hoje uma possível conexão financeira entre um esquema de lavagem de dinheiro para três fações criminosas brasileiras e um integrante de uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma operação policial no Brasil identificou hoje uma possível conexão financeira entre um esquema de lavagem de dinheiro para três fações criminosas brasileiras e um integrante de uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda.</p>
<p>Segundo informou hoje a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), a estrutura financeira para lavar dinheiro para o tráfico de drogas, chefiada por pessoas de origem libanesa, movimentou 100 milhões de reais (17,2 milhões de euros).</p>
<p>Os serviços eram prestados para as fações criminosas Terceiro Comando Puro (TCP), Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).</p>
<p>&#8220;Durante as apurações, os agentes identificaram ainda uma possível conexão financeira internacional com um integrante de uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaida&#8221;, informou, em nota, a PCRJ.</p>
<p>A ação de hoje, chamada &#8220;Operação Hawala&#8221;, que resultou na prisão de 10 pessoas, foi realizada pela PCRJ com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do estado do Rio de Janeiro.</p>
<p>Segundo a investigação, entre 2021 e 2024 a organização movimentou mais de 100 milhões de reais através de dezenas de empresas de fachada criadas em vários estados brasileiros.</p>
<p>As autoridades alegam que essas empresas eram utilizadas para dar aparência legal a dinheiro proveniente do tráfico de droga, da receptação qualificada e da comercialização de produtos falsificados.</p>
<p>Na investigação concluíram que o mesmo mecanismo financeiro servia diferentes organizações criminosas, funcionando como uma prestadora de serviços para o TCP, o CV e o PCC.</p>
<p>Segundo os investigadores, o esquema recorria a empresas de fachada, transferências sucessivas entre sociedades relacionadas, depósitos fracionados em numerário, testas de ferro e operações incompatíveis com a capacidade financeira declarada pelos suspeitos.</p>
<p>Foi também identificado um núcleo de empresários de origem libanesa que alegadamente ampliava a circulação nacional e internacional dos recursos ilícitos através de empresas sediadas nos estados de São Paulo e Minas Gerais.</p>
<p>As autoridades referem que encontraram indícios de atuação desse núcleo na região da Tríplice Fronteira entre o Brasil, Paraguai e Argentina, considerada por &#8220;organismos nacionais e internacionais uma área historicamente monitorizada por suspeitas de financiamento do terrorismo&#8221;.</p>
<p>Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi ainda identificada uma relação comercial entre uma empresa ligada aos investigados e um indivíduo sancionado pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC), do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.</p>
<p>Segundo as autoridades brasileiras, esse indivíduo integra uma estrutura de financiamento da Al-Qaida.</p>
<p>No comunicado, a Polícia afirma que &#8220;esse vínculo será aprofundado a partir da análise das provas apreendidas durante a operação&#8221;.</p>
<p>As investigações envolveram inteligência financeira, cruzamento de dados fiscais, societários e telemáticos, além da reconstrução do fluxo dos recursos utilizados para ocultar valores de origem ilícita, informou a corporação.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789756]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Putin pode usar drones ucranianos para fabricar pretexto contra a NATO, avisa Varsóvia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 16:25:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[drones]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[NATO]]></category>
		<category><![CDATA[Radoslaw Sikorski]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[Chefe da diplomacia polaca considera que Vladimir Putin poderá recorrer a uma provocação deste tipo por estar “desesperado e a perder”, usando o incidente como justificação política e militar para uma nova escalada]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia poderá estar a preparar uma operação de falsa bandeira com drones ucranianos para justificar uma escalada contra a NATO ou reforçar a mobilização interna, alertou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, Radosław Sikorski.</p>
<p>Segundo o &#8216;Kyiv Post&#8217;, Varsóvia suspeita que Moscovo possa lançar drones de origem ucraniana contra um país da NATO — ou até contra território russo — e atribuir depois o ataque a Kiev.</p>
<p>“Suspeitamos que planeia preparar drones ucranianos e utilizá-los para atacar um país da NATO ou a própria Rússia, respondendo depois a esse ataque”, afirmou Sikorski, citado pela agência polaca &#8216;PAP&#8217;.</p>
<p>O chefe da diplomacia polaca considera que Vladimir Putin poderá recorrer a uma provocação deste tipo por estar “desesperado e a perder”, usando o incidente como justificação política e militar para uma nova escalada.</p>
<p>Outros serviços de informações europeus têm igualmente admitido que a Rússia poderá testar a capacidade de resposta da NATO através de provocações limitadas na região do Báltico.</p>
<p>Alguns observadores consideram ainda que uma crise deliberada com a Aliança Atlântica poderia ajudar o Kremlin a justificar uma mobilização geral, numa altura em que as forças russas enfrentam dificuldades de recrutamento.</p>
<p>Sikorski reconheceu, contudo, que Moscovo não terá atualmente capacidade militar suficiente para lançar um ataque convencional contra um Estado-membro da NATO.</p>
<p>O ministro alertou, ainda assim, que a guerra híbrida conduzida pela Rússia contra a Europa continua ativa, incluindo ciberataques, campanhas de desinformação e interferência em processos eleitorais.</p>
<p>As declarações surgem depois de Washington ter avisado Varsóvia, no início de julho, de que a Rússia poderia estar a considerar uma provocação armada em território polaco nos próximos meses, com o objetivo de testar a determinação da NATO.</p>
<p>O &#8216;Kyiv Post&#8217; recorda que a Polónia já foi alvo de uma provocação direta em setembro de 2025, quando 19 drones russos entraram no seu espaço aéreo e se despenharam no país.</p>
<p>As forças polacas abateram quatro desses aparelhos e Varsóvia invocou posteriormente o artigo 4.º da NATO, que permite consultas entre os aliados quando um deles considera ameaçada a sua segurança.</p>
<p>O incidente levou a novas discussões sobre o reforço da defesa aérea europeia e sobre a criação de uma “muralha de drones”, mas não resultou num confronto militar direto com a Rússia.</p>
<p>Sikorski procurou, apesar de tudo, afastar cenários de pânico. O ministro afirmou que a Polónia se prepara para escaladas com a Rússia “há cerca de 500 anos”, embora tenha insistido que qualquer provocação deve ser levada a sério.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789751]]></sapo:autor>
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		<title>Infarmed manda retirar do mercado protetor solar Perfect Skin FPS 50</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 16:17:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[infarmed]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Perfect Skin FPS 50]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[Infarmed determinou a suspensão imediata da comercialização e retirada do mercado nacional do produto e apela às entidades que eventualmente disponham deste protetor solar para não o disponibilizar ou utilizar]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Infarmed mandou retirar do mercado o protetor solar Perfect Skin FPS 50 após detetar discrepâncias entre o fator de proteção indicado e o valor apurado em laboratório, apelando aos consumidores para que deixem de utilizar o produto.</p>
<p>No âmbito de uma ação de fiscalização no mercado nacional e após análise da informação disponibilizada, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) concluiu que o produto &#8220;Perfect Skin 50 FPS Protetor Solar&#8221;, da empresa ACBB Nails, Import &#038; Export, não cumpre as normas legais.</p>
<p>&#8220;[O produto] não se encontra em conformidade, uma vez que foi colocado no mercado nacional sem que tenha sido previamente acautelado o cumprimento das normas legais em vigor, nomeadamente foram verificadas discrepâncias entre o valor do Fator de Proteção Solar (SPF) determinado laboratorialmente e o aposto na rotulagem do produto e ausência de fundamentação para o UVA&#8221;, refere o Infarmed numa circular informativa publicada no &#8220;site&#8221;.</p>
<p>Por outro lado, foi constatada a existência da alegação &#8220;atua 100% contra os raios solares&#8221; que não cumpre com os critérios de veracidade, honestidade e tomada de decisão informada, pelo que o produto não cumpre com os requisitos legalmente previstos no Regulamento da Comissão (UE) n.º 655/2013, de 10 de julho, acrescenta.</p>
<p>Na sequência da fiscalização, o Infarmed determinou a suspensão imediata da comercialização e retirada do mercado nacional do produto e apela às entidades que eventualmente disponham deste protetor solar para não o disponibilizar ou utilizar.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789747]]></sapo:autor>
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		<title>Fisco suspeita de faturas falsas nas plataformas digitais e quer reforçar controlos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 16:09:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Autoridade Tributária e Aduaneira]]></category>
		<category><![CDATA[evasão fiscal]]></category>
		<category><![CDATA[fisco]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[plataformas digitais]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A administração tributária quer reforçar os controlos sobre o funcionamento das plataformas digitais, por suspeitar da existência de faturação falsa com o objetivo de reduzir o IVA a entregar ao Estado, indica um relatório do Governo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A administração tributária quer reforçar os controlos sobre o funcionamento das plataformas digitais, por suspeitar da existência de faturação falsa com o objetivo de reduzir o IVA a entregar ao Estado, indica um relatório do Governo.</p>
<p>O objetivo de melhorar a monitorização deste setor de atividade é elencado no relatório sobre o combate à fraude e evasão fiscais e aduaneiras em 2025, elaborado pelo gabinete da secretária de Estado dos Assuntos Fiscais, Cláudia Reis Duarte, e entregue pelo Governo em junho na Assembleia da República.</p>
<p>O executivo refere que, em 2025, a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) fez um estudo sobre os modelos de negócio das plataformas digitais e concluiu que é necessário reforçar o acompanhamento fiscal para detetar as irregularidades precocemente.</p>
<p>O setor é identificado no relatório como tendo um elevado risco de fraude.</p>
<p>&#8220;No ano de 2025, na sequência da monitorização efetuada aos novos modelos de negócio e setores/áreas que configuram um maior risco de fraude, foram desenvolvidas análises que incidiram sobre o modo de funcionamento da prestação de serviços de plataformas eletrónicas e a caracterização da situação tributária dos seus intervenientes&#8221;, diz o Governo no relatório.</p>
<p>As análises feitas pela AT tiveram como objetivo &#8220;identificar riscos ou fragilidades, relacionadas com a organização e estrutura dos modelos, face aos indícios existentes de utilização de &#8216;faturas falsas&#8217; por parte dos intervenientes a montante das plataformas&#8221;.</p>
<p>Os esquemas de fraude implicam o &#8220;envolvimento de longas cadeias de sujeitos passivos, cujo intuito é reduzir o IVA a entregar nos cofres do Estado daqueles que diretamente se relacionam com as plataformas (parceiros)&#8221;, detalha o relatório.</p>
<p>Ao fazer essas análises, a AT concluiu &#8220;pela necessidade de acompanhar e monitorizar continuamente estes novos modelos de negócio, criando indicadores de risco que permitam a identificação precoce de situações irregulares, bem como a realização de ações a desenvolver no terreno, de âmbito nacional&#8221;.</p>
<p>No mesmo documento, o Governo refere que a administração tributária tem acompanhado a atividade inicial de novos operadores económicos com &#8220;um risco potencial de envolvimento em situações de fraude&#8221; e encontrou &#8220;fortes indícios&#8221; de que algumas empresas visadas emitem faturas falsas &#8220;no âmbito de circuitos de fraude fiscal&#8221; no IVA e nos impostos sobre o rendimento (caso do IRC).</p>
<p>O relatório refere ainda, noutro ponto, que a AT identificou, &#8220;numa fase muito precoce, uma sociedade nacional que recorrendo à utilização de &#8216;faturas falsas&#8217;, emitidas por fornecedores sem atividade real, deduzia o IVA&#8221; (nunca entregue nos cofres do Estado)&#8221;.</p>
<p>Com esse ganho, a empresa conseguia &#8220;praticar preços mais baixos junto dos seus clientes, obtendo assim vantagens concorrenciais através do prejuízo causado ao Estado&#8221;, lê-se no relatório.</p>
<p>A AT também encontrou &#8220;oito situações de emissão/utilização de &#8216;faturas falsas&#8217; que se traduziram na interposição de sociedades emitentes de faturação&#8221; com o único objetivo de &#8220;dotar as principais clientes&#8221; de IVA dedutível &#8220;que não era posteriormente entregue nos cofres do Estado&#8221; pelas primeiras empresas.</p>
<p>Dos oito casos, três envolviam práticas noutros países da União Europeia, através de um esquema conhecido como &#8220;fraude carrossel&#8221;, situa o relatório.</p>
<p>As irregularidades encontradas aconteceram em vários setores de atividade económica, que &#8220;vão desde a prestação de serviços de logística a construção de edifícios, a extração de rochas e o comércio por grosso de bens de consumo&#8221;, lê-se no relatório.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789721]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Caso Lyhanna: assassinato de menina de 11 anos leva França a rever 69 mil processos e a deter 675 suspeitos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 16:06:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[abuso sexual]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Lyhanna]]></category>
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					<description><![CDATA[Auditoria nacional foi lançada depois do assassinato de Lyhanna, uma menina de 11 anos, num caso que expôs falhas graves na atuação policial e judicial]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As autoridades francesas identificaram 970 casos considerados prioritários entre dezenas de milhares de denúncias de violência sexual contra menores revistas nas últimas semanas. A auditoria nacional foi lançada depois do assassinato de Lyhanna, uma menina de 11 anos, num caso que expôs falhas graves na atuação policial e judicial.</p>
<p>Segundo o 20 Minutos, a revisão abrangeu 69.626 processos, correspondentes a 85.047 denúncias, analisadas pelos gabinetes do Ministério Público em todo o país.</p>
<p>O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, explicou no Parlamento que 38,5% dos processos dizem respeito a crimes e 61,5% a infrações de menor gravidade. Em 83,5% dos casos, o presumível autor já tinha sido identificado.</p>
<p>A maioria dos investigados, 91,4%, não apresentava antecedentes criminais. Ainda assim, 36% das vítimas continuam a ser menores, enquanto as restantes só denunciaram os factos depois de atingirem a idade adulta, por vezes décadas mais tarde.</p>
<p>Os 970 processos classificados como prioritários representam 1,14% do universo analisado. Foram selecionados por reunirem três fatores: autor identificado, existência de antecedentes criminais e vítima ainda menor de idade.</p>
<p>A revisão teve efeitos imediatos. Desde 8 de junho, foram abertas 1.350 investigações judiciais, um aumento de 309%, e detidas 675 pessoas, mais 173% do que antes do início da operação, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Justiça.</p>
<p>O 20 Minutos refere que os processos permanecem, em média, 14,2 meses nas mãos dos procuradores antes da abertura de uma investigação judicial. Darmanin considera este prazo excessivo e quer acelerar a resposta das autoridades.</p>
<p>O ministro anunciou ainda reuniões individuais com os 36 procuradores-gerais franceses até ao final de julho, com o objetivo de avaliar os resultados em cada jurisdição, identificar bloqueios e definir novas prioridades.</p>
<p>Darmanin voltou também a defender o fim do prazo de prescrição para os crimes sexuais cometidos contra menores, tendo em conta que muitas vítimas só conseguem denunciar os abusos vários anos depois.</p>
<p>O caso que desencadeou a revisão provocou forte indignação em França. O corpo de Lyhanna foi encontrado num moinho abandonado perto de Toulouse, num local onde o principal suspeito, pai de uma amiga da criança, tinha trabalhado anos antes.</p>
<p>O homem, de 41 anos, já estava associado a vários casos de abuso sexual de menores, mas nunca tinha sido detido nem chamado a prestar declarações. A situação alimentou críticas severas à polícia e à Justiça pela forma como acompanharam denúncias anteriores.</p>
<p>Para o governo francês, a auditoria pretende agora impedir que processos com risco elevado permaneçam parados e reforçar a proteção das vítimas menores, numa altura em que o caso Lyhanna continua a pressionar as autoridades a explicar como um suspeito reincidente escapou durante tanto tempo ao escrutínio judicial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789730]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>“As empresas enriquecem, nós derretemos”: estátuas de gelo expõem trabalhadores ao calor extremo em Roma</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/as-empresas-enriquecem-nos-derretemos-estatuas-de-gelo-expoem-trabalhadores-ao-calor-extremo-em-roma/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 15:55:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Coliseu]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
		<category><![CDATA[Romã]]></category>
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					<description><![CDATA[As esculturas representavam um agricultor, um ciclista e um operário da construção civil. Segundo a 'Euronews', o protesto foi organizado pela Greenpeace Itália e pela central sindical CGIL, esta quarta-feira]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Três figuras humanas feitas de gelo começaram a derreter junto ao Coliseu, em Roma, numa ação destinada a mostrar o impacto das ondas de calor sobre quem trabalha ao ar livre.</p>
<p>As esculturas representavam um agricultor, um ciclista e um operário da construção civil. Segundo a &#8216;Euronews&#8217;, o protesto foi organizado pela Greenpeace Itália e pela central sindical CGIL, esta quarta-feira.</p>
<p>Ao lado das figuras, os ativistas exibiam cartazes com a mensagem: “As empresas de combustíveis fósseis enriquecem, nós derretemos”.</p>
<p>A iniciativa procurou chamar a atenção para os riscos enfrentados por milhares de trabalhadores expostos durante várias horas a temperaturas extremas, sobretudo nos setores da agricultura, construção e entregas.</p>
<p>Simona Abbate, da Greenpeace Itália, defendeu o abandono progressivo dos combustíveis fósseis e uma tributação mais elevada sobre as empresas de petróleo e gás.</p>
<p>A ativista considera que essa receita deve ser utilizada para financiar medidas de adaptação às alterações climáticas e reforçar a proteção das populações e dos trabalhadores mais vulneráveis.</p>
<p>Natale Di Cola, representante da CGIL, afirmou que as ondas de calor não estão apenas a prejudicar o planeta, mas também a destruir empregos e a degradar as condições de trabalho.</p>
<p>De acordo com a &#8216;Euronews&#8217;, a manifestação decorreu depois de várias semanas de temperaturas elevadas em diferentes países europeus, num verão marcado por sucessivas ondas de calor desde o final de maio.</p>
<p>Em junho, quando os termómetros se aproximaram dos 40 graus, Roma instalou canhões de água e sistemas de nebulização junto ao Coliseu para ajudar turistas e trabalhadores a suportar o calor.</p>
<p>A Europa está a aquecer a um ritmo próximo do dobro da média mundial, segundo o Serviço Copernicus para as Alterações Climáticas.</p>
<p>Para os organizadores, as esculturas a desaparecer lentamente ao sol pretendiam transformar esse fenómeno numa imagem direta: enquanto a temperatura sobe, quem trabalha no exterior é dos primeiros a sentir os efeitos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789709]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Receitas do grupo OLX sobem 28% para 853 M€ no exercício terminado em março</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 15:24:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[OLX]]></category>
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					<description><![CDATA[O grupo OLX, de classificados online, registou, no exercício terminado em 31 de março de 2026, receitas de 992 milhões de dólares (cerca de 853 milhões de euros), um aumento homólogo de 28%, adiantou, num comunicado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O grupo OLX, de classificados online, registou, no exercício terminado em 31 de março de 2026, receitas de 992 milhões de dólares (cerca de 853 milhões de euros), um aumento homólogo de 28%, adiantou, num comunicado.</P><br />
<P>Segundo a empresa, o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) ajustado &#8220;aumentou mais de 50% face ao ano anterior, com a margem EBITDA a crescer oito pontos percentuais&#8221;.</P><br />
<P>Em Portugal, o grupo opera os portais OLX, Standvirtual e Imovirtual, tendo ainda presença na Bulgária, França, Polónia, Roménia, África do Sul e Ucrânia.</P><br />
<P>Segundo a empresa, no mercado nacional a inteligência artificial &#8220;passou a assumir um papel central nos segmentos automóvel e imobiliário.</P><br />
<P>&#8220;O Imovirtual aumentou em 60% o número de &#8216;downloads&#8217; da aplicação [baixar a aplicação] face ao ano anterior e registou um crescimento de 10% nas respostas aos anúncios&#8221;, referiu.</P><br />
<P>No último exercício fiscal, o OLX investiu 30 milhões de dólares (26,2 milhões de euros) em capacidades de IA, subindo para mais de 200 milhões de dólares (175,2 milhões de euros) o investimento realizado nesta área desde 2018.</P><br />
<P>No exercício fiscal de 2026, o grupo &#8220;reforçou a sua presença na Europa Ocidental com a aquisição da plataforma francesa de automóveis La Centrale , complementando o seu portefólio num mercado considerado estratégico&#8221;, adiantou.</P><br />
<P>A empresa &#8220;também alienou ativos não estratégicos no Uzbequistão e no Cazaquistão, bem como a plataforma polaca de serviços Fixly e a plataforma romena de financiamento imobiliário Kiwi Finance&#8221;, rematou.</P></p>
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