É “altamente improvável” que a Europa consiga deixar de lado a sua dependência do gás russo até 2027, garante ministro russo

Nikolai Shulginov, ministro da Energia da Rússia, garantiu que seria “uma vida totalmente nova para os europeus”

Francisco Laranjeira
Setembro 6, 2022
11:58

É “altamente improvável” que a Europa consiga deixar de lado a sua dependência do gás russo até 2027, garantiu esta terça-feira o ministro da Energia russo, Nikolai Shulginov. “Para conseguir isso, têm de ter a certeza de que podem fazê-lo até 2027”, explicou, acrescentando que a situação atual “mostra que não é algo tão simples”.

“Dificilmente a Europa pode recorrer a alguém, exceto aos Estados Unidos, que estão a aumentar a produção de gás natural liquefeito”, argumentou.

Desta forma, Shulginov explicou que “no próximo inverno mostrará o quão real é a sua crença na possibilidade de rejeitar o gás russo” e apontou que “isso levaria a uma suspensão da indústria, incluindo produtos químicos, e geração de gás”, frisou, em declarações à agência de notícias russa ‘TASS’.

“Esta seria uma vida totalmente nova para os europeus. Acho que é mais provável que eles não consigam abandonar (a dependência do gás russo), já que é insustentável para eles”, afirmou, em comunicado, no âmbito do Fórum Económico Oriental realizado em Vladivostok.

O Kremlin culpou no último domingo a União Europeia pela paralisação dos embarques de gás através do gasoduto Nord Stream 1, apontando que “os europeus se recusam a manter os seus sistemas”, uma medida que eles têm de realizar devido a obrigações contratuais. A Alemanha questionou este raciocínio, tal como a empresa fabricante de equipamentos de gás Siemens, e considera que estas fugas são comuns e não obrigam a parar os carregamentos de gás.

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