E agora Portugal? “Reforçar o grande desígnio nacional de aumento das exportações”: Luís Onofre, Presidente da APICCAPS

A análise dos líderes sobre as reformas que o país necessita para ter um crescimento sustentável. O testemunho de Luís Onofre, Presidente da APICCAPS.

António Sarmento

Na sua opinião, quais deviam ser as prioridades do novo Governo em termos de reformas para que Portugal tenha um crescimento sustentável para o futuro?
Diria que a nossa maior preocupação é de estabilidade. Com estabilidade é mais fácil construir um País mais próspero, mais competitivo na cena internacional e mais solidário.
Para um sector como o calçado que exporta mais de 90% da produção e está habitado a concorrer em cenário de mercado aberto, a maior prioridade deveria passar uma reduzir a carga fiscal que incide sobre as empresas. De outro modo, as nossas empresas continuarão a perder rentabilidade nos mercados externos.
Depois, importa que seja reforçado o grande desígnio nacional de aumento das exportações, para que as empresas possam criar, e depois distribuir, a riqueza. Para isso acontecer, as empresas necessitam de incentivos adicionais à internacionalização.

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Atendendo ao actual contexto, que expectativas a nível macroeconómico para Portugal?
O Banco de Portugal reviu, por estes dias, as previsões económicas para este ano. É um bom sinal, que esperamos que se possa confirmar. O nosso país deve de forma continuada acelerar o crescimento económico para convergir com a União Europeia.

E quais são as expectativas para o seu sector?
Um sector altamente exportador como o calçado estará sempre dependente da evolução dos mercados internacionais. Previsivelmente , este ano, Europa e EUA, os nossos dois mercados de referencia, terão um desempenho modesto. É um sinal de preocupação.
Ainda assim, considerando que o calçado português é comercializado em 173 países,  estimamos que 2024 possa ser um ano de consolidação do calçado português nos mercados externos, em especial no segundo semestre.

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