Dúvidas sobre proteção de algumas máscaras invadem Europa. Já há países a impor uso obrigatório das FFP2

As máscaras tornaram-se um elemento fundamental no nosso dia a dia. Tendo comprovado a sua eficácia na redução do risco de contágio do coronavírus, o Governo português decidiu impor a sua utilização obrigatória nas vias públicas e espaços, sempre que a distância mínima de segurança não possa ser respeitada.

Desde então, dúvidas sobre os diferentes tipos de máscaras e a proteção que cada uma oferece têm assolado os sues utilizadores. Tanto que, dada a abundância de opções e a incerteza sobre as garantias de saúde oferecidas, vários países europeus decidiram nas últimas semanas impor o uso obrigatório da máscara FFP2, que oferece uma maior proteção contra vírus.

Exemplos deste caso são países como Alemanha, Áustria ou França, que decidiram proibir o uso de máscaras artesanais ou de tecido, como uma medida para melhorar a segurança dos cidadãos, por serem mais frágeis, não oferecendo a proteção necessária. No sentido inverso, apenas permitem o uso das FFP2.

O chanceler austríaco, Sebastian Kurz, anunciou no domingo que o uso de máscaras com filtro de uso único, ou as chamadas FFP2, iria passar a ser obrigatório nos transporte públicos e nas lojas, a partir de 25 de janeiro.

Por sua vez, na Baviera, o maior estado da Alemanha, entrou em vigor, na segunda-feira, uma regra semelhante que se aplica a pessoas em comboios, barcos, autocarros e supermercados. Ainda assim, até 24 não haverá fiscalização policial da medida, e existem algumas exceções, nomeadamente motoristas de autocarro e crianças menores de 15 anos.

Quando utilizadas corretamente, as máscaras FFP2 filtram pelo menos 94% das partículas, mas também são mais caras, geralmente custam entre 2 e 5 euros por máscara. Se as máscaras FFP2 se tornarem obrigatórias a nível geral, antes de os fornecedores conseguirem responder à nova procura, espera-se que os preços aumentem ainda mais.

Alguns virologistas alertam que uma nova regra de máscara obrigatória pode acabar por ser contraproducente. “Em teoria, a mudança para máscaras mais profissionais é bem-vinda”, disse Jonas Schmidt-Chanasit, virologista alemão e professor de Arbovirologia na Universidade de Hamburgo, citado pelo ‘The Guardian’. “Mas eu tinha calma antes de simplesmente copiar o modelo alemão sem considerar as possíveis desvantagens”, acrescentou.

“Na maioria dos casos, as máscaras FFP2 serão ineficazes se não forem ajustadas profissionalmente: as pessoas acabam por respirar pelo espaço entre a máscara e o rosto, em vez do filtro designado”, refere. Os virologistas também afirmam que a barba pode impedir que as máscaras se ajustem adequadamente ao rosto.

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