Duas em cada cinco organizações esperam retorno positivo da IA em apenas três anos, revela estudo da Capgemini

A integração de agentes de Inteligência Artificial (Agentic AI) está a ganhar força e deverá acelerar já este ano entre as organizações pioneiras na adoção de Inteligência Artificial Generativa (Gen AI).

Fábio Carvalho da Silva e André Mendes

A integração de agentes de Inteligência Artificial (Agentic AI) está a ganhar força e deverá acelerar já este ano entre as organizações pioneiras na adoção de Inteligência Artificial Generativa (Gen AI).

De acordo com o estudo AI in Action: How Gen AI and Agentic AI redefine business operations, do Research Institute da Capgemini, as empresas que investem em Gen AI e Agentic AI já estão a registar retornos positivos, com uma média de 1,7 vezes o valor aplicado.



O relatório indica que cerca de 30% das organizações que já utilizam Gen AI integram atualmente agentes de IA nas suas operações, prevendo-se que o número de projetos com Agentic AI cresça 48% até ao final de 2025. Globalmente, uma em cada cinco empresas já recorre a agentes ou sistemas multiagente, com ganhos significativos em eficiência, redução de custos e melhoria da experiência do cliente.

Apesar das dúvidas iniciais sobre o retorno dos investimentos em larga escala, 62% das organizações inquiridas afirmam ter aumentado o investimento em Gen AI em relação ao ano passado.

O estudo revela ainda que a Gen AI está a criar as bases para uma adoção mais ampla da Agentic AI, trazendo benefícios em áreas como precisão dos insights, produtividade, prazos de comercialização e satisfação de clientes e colaboradores. As indústrias que mais têm apostado na tecnologia são a alta tecnologia, indústria transformadora, produtos de consumo, energia e utilities, farmacêutica e saúde.

Outro dos pontos destacados é a importância da liderança e da preparação da força de trabalho. Organizações com governação sólida e líderes ativos na defesa da Gen AI conseguem obter retornos até 45% mais rapidamente. A nível operacional, a automação já permitiu reduzir 30% das tarefas em dois anos, sendo esperado um crescimento contínuo até 2028.

À medida que aumenta a interação entre colaboradores e agentes de IA, a Capgemini alerta que a requalificação, a formação e a adaptação de funções serão cruciais para garantir uma colaboração eficaz entre humanos e tecnologia.

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