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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Gigante portuguesa dos autoclismos OLI distinguida em Nova Iorque</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:21:32 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A distinção, atribuída no âmbito do NYCxDESIGN Festival, em Nova Iorque, reconhece algumas das soluções mais inovadoras e influentes a nível mundial nas áreas do design e da arquitetura]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A OLI foi distinguida com um prémio honorário nos NYCxDESIGN Awards 2026, na categoria <em>Architectural Products</em>, graças à placa de comando VORONOI. A distinção, atribuída no âmbito do NYCxDESIGN Festival, em Nova Iorque, reconhece algumas das soluções mais inovadoras e influentes a nível mundial nas áreas do design e da arquitetura.</p>
<p>Desenvolvida em colaboração com a Universidade de Aveiro, a VORONOI afirma-se como um exemplo de inovação sustentável aplicada ao design, combinando investigação científica, novos materiais e princípios de ecodesign. A solução resulta do projeto OLIPUSH, integrado na Agenda ILLIANCE e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).</p>
<p>Inspirada no diagrama matemático de Voronoi — frequentemente observado em padrões naturais — a placa apresenta uma superfície facetada que cria jogos de luz e sombra, conferindo profundidade visual e uma identidade estética própria ao espaço da casa de banho.</p>
<p>No plano ambiental, o produto foi concebido para reduzir em 20% a utilização de matéria-prima, sem comprometer a resistência e a durabilidade. É produzido em BIO ABS, um polímero com 50% de conteúdo de origem biológica renovável, desenvolvido em parceria entre a OLI e a Universidade de Aveiro, que trabalhou na validação de um material alternativo ao ABS convencional.</p>
<p>A solução integra ainda uma abordagem de ecodesign aplicada à cor, estando disponível em oito tonalidades inspiradas em elementos naturais — Pure Glacier, Forest Terra, Arabic Stone, Burnt Terra, Urban Concrete, Organic Gold, Dark Carbon e Raw Umber —. A cor é incorporada diretamente no polímero, eliminando a necessidade de acabamentos metalizados e reduzindo o impacto ambiental do processo produtivo.</p>
<p>Em termos de utilização, a VORONOI pode contribuir para uma poupança de até 0,5 litros de água por descarga quando combinada com autoclismos equipados com tecnologia PLUS da OLI, promovendo uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771553]]></sapo:autor>
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		<title>Dados do IMT mostram aumento de motoristas TVDE e contrariam alerta sobre desaparecimento de condutores</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/dados-do-imt-mostram-aumento-de-motoristas-tvde-e-contrariam-alerta-sobre-desaparecimento-de-condutores/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:14:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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		<category><![CDATA[TVDE]]></category>
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					<description><![CDATA[APTAD, Associação Portuguesa de Transporte em Automóveis Descaracterizados, indicou que os números demonstram que o total de condutores ativos subiu de 40.596 em abril para 40.858 em maio, um aumento líquido de 262 motoristas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os dados oficiais do Instituto da Mobilidade e dos Transportes relativos a maio de 2026 mostram um crescimento do setor TVDE em Portugal, contrariando declarações públicas que apontavam para o desaparecimento de motoristas em Lisboa. Segundo a APTAD, Associação Portuguesa de Transporte em Automóveis Descaracterizados, os números agora publicados demonstram que o total de condutores ativos subiu de 40.596 em abril para 40.858 em maio, um aumento líquido de 262 motoristas.</p>
<p>A associação sublinha, no entanto, que este crescimento foi impulsionado exclusivamente por condutores estrangeiros. De acordo com os dados citados, o número de motoristas portugueses recuou de 20.407 para 20.226, enquanto os condutores estrangeiros aumentaram de 20.189 para 20.632. Para a APTAD, esta evolução é um sinal das condições económicas que o setor oferece aos profissionais nacionais.</p>
<p>Também o número de veículos ativos aumentou, passando de 37.325 em abril para 37.821 em maio, uma subida de 496 veículos. Já os operadores ativos diminuíram de 14.805 para 14.516, menos 289 num mês, mantendo-se três plataformas ativas no mercado.</p>
<p><strong>APTAD contesta declarações sobre motoristas em Lisboa</strong></p>
<p>A APTAD rejeita as declarações atribuídas a Vítor Soares, da ANM-TVDE, segundo as quais “só na última semana desapareceram mil motoristas TVDE da cidade de Lisboa”. Para a associação, trata-se de uma afirmação “factualmente falsa” e sem suporte em dados oficiais.</p>
<p>A entidade argumenta que os dados do IMT são nacionais e mensais, não existindo um sistema público de monitorização por cidade nem em base semanal. Por isso, considera que não há base estatística para sustentar a afirmação sobre o alegado desaparecimento de motoristas em Lisboa.</p>
<p>Segundo a APTAD, os números de maio demonstram precisamente o contrário: o setor cresceu em condutores e veículos ativos. A associação critica ainda declarações que, no seu entender, geram alarme público infundado e prejudicam a imagem do setor.</p>
<p><strong>TVDE deve continuar a ser serviço privado, defende associação</strong></p>
<p>A APTAD também critica a proposta da ANM-TVDE para que o transporte em veículo descaracterizado seja reconhecido como serviço público de transporte de passageiros, em igualdade com o táxi. A associação classifica a iniciativa como “factualmente errada, politicamente irresponsável e juridicamente incoerente”.</p>
<p>A posição da APTAD assenta na distinção entre o táxi e o TVDE. A associação recorda que a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes e o IMT defenderam recentemente, na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, que o táxi presta um serviço público de transporte, sujeito a obrigações específicas e beneficiando, por isso, de determinadas contrapartidas.</p>
<p>Já o TVDE, sustenta a APTAD, é e deve continuar a ser um serviço privado concorrencial. Para a associação, não é possível reivindicar benefícios associados ao estatuto de serviço público sem aceitar as obrigações correspondentes.</p>
<p>A APTAD acrescenta que nenhum grupo parlamentar apresentou ou subscreveu a proposta da ANM-TVDE, que também não consta da agenda de discussão na especialidade. A associação considera irresponsável que, em pleno debate legislativo, sejam alimentados conflitos com o setor do táxi com base numa iniciativa que não foi acolhida pelo legislador.</p>
<p><strong>Frota sobredimensionada pressiona motoristas e operadores</strong></p>
<p>Para a APTAD, o principal problema do setor não é a falta de motoristas, mas a sobredimensão da frota e a pressão económica sobre operadores e condutores. A associação estima que os 37.821 veículos ativos em maio representem uma capacidade instalada superior a 900 mil viagens por dia, assumindo três viagens por hora durante oito horas.</p>
<p>No entanto, segundo dados da própria APTAD, as plataformas entregam cerca de 500 mil viagens diárias nos meses de maior procura. Isso corresponde a uma taxa de ocupação de cerca de 55%, abaixo do limiar que a associação considera sustentável. Na prática, cada veículo realiza, em média, 13 viagens por dia, quando teria capacidade para 24.</p>
<p>A associação argumenta que este excesso de oferta pressiona os preços para baixo, tornando o TVDE mais barato do que alguns transportes públicos e provocando efeitos negativos em cadeia. Por um lado, retira passageiros às redes de transporte coletivo; por outro, aumenta a congestão urbana ao substituir deslocações em autocarro ou metro por veículos privados em circulação.</p>
<p><strong>APTAD pede mais transparência às plataformas</strong></p>
<p>A APTAD considera que esta dinâmica contribui para a falência de empresas operadoras e para a precarização dos motoristas. Segundo a associação, o risco operacional é transferido das plataformas para os operadores e, destes, para o trabalhador, que acaba por suportar custos operacionais elevados e longas jornadas de trabalho.</p>
<p>A associação critica ainda a falta de dados públicos sobre o número total de viagens e a taxa de ocupação da frota. Estes indicadores, defende, estão ausentes dos relatórios do IMT e são essenciais para avaliar a sustentabilidade do setor. A APTAD afirma ter solicitado formalmente esses dados à Uber e à Bolt, mas ambas as plataformas terão recusado disponibilizá-los.</p>
<p>No âmbito da revisão da Lei do TVDE, atualmente em discussão na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, a APTAD defende reformas estruturais. A associação quer mecanismos que responsabilizem as plataformas pela taxa de ocupação da frota, instrumentos de monitorização e controlo do tempo efetivo de trabalho dos motoristas e obrigação de divulgação pública do total de viagens realizadas.</p>
<p>Para a APTAD, a discussão legislativa não pode ignorar a sustentabilidade das mais de 14 mil empresas operadoras nem a proteção dos motoristas. A associação defende que o setor deve ser regulado com base em dados oficiais, transparência e responsabilização das plataformas, recusando narrativas que considera infundadas ou demagógicas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773284]]></sapo:autor>
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		<title>Do Excel aos algoritmos: A redefinição do papel do CFO nas organizações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:11:32 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Num contexto marcado pela aceleração tecnológica, pela pressão competitiva e pela crescente complexidade dos mercados, o papel do Chief Financial Officer (CFO) está a sofrer uma transformação profunda. De guardião dos números e da disciplina financeira, o CFO afirma-se hoje como um agente central da estratégia, da criação de valor e do crescimento sustentado das empresas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A transição do Excel para algoritmos avançados, automação e inteligência artificial (IA) não representa apenas um salto tecnológico, mas uma mudança estrutural na forma como se decide, se mede o desempenho e se antecipa o futuro do negócio.</p>
<p>Este novo paradigma coloca desafios exigentes à função financeira. A capacidade de interpretar grandes volumes de dados, a liderança da mudança organizacional e a avaliação do retorno dos investimentos digitais tornaram-se competências críticas. Ao mesmo tempo, a adopção de tecnologias avançadas está a transformar a área financeira numa função cada vez mais preditiva, integrada e orientada para a tomada de decisão estratégica.</p>
<p>Neste contexto, reunimos dados e as perspectivas de vários líderes financeiros para compreender de que forma os CFO estão a assumir este novo papel, que competências são hoje determinantes e como a transformação digital está a redefinir a função financeira como um verdadeiro parceiro do negócio e motor de valor a longo prazo.</p>
<h4>Os CFO como motores de crescimento</h4>
<p>Os CFO continuam a assumir um papel central na definição da estratégia das empresas, com 81% a considerarem-se os principais motores de crescimento do negócio. No entanto, a falta de colaboração com os departamentos de Recursos Humanos (RH) preocupa os especialistas e poderá estar a comprometer o verdadeiro potencial das organizações.</p>
<p>O relatório SAP Concur CFO Insights 2025 revela que os Chief Human Resources Officers (CHRO) identificam áreas críticas em que uma maior proximidade com os CFO poderia gerar ganhos concretos, desde a definição de estratégias de remuneração até à avaliação do impacto das iniciativas de talento.</p>
<p>Apesar disso, persistem obstáculos como a insuficiente partilha de dados, falta de transparência, prioridades conflitantes e tempo limitado para reuniões conjuntas.</p>
<p>Ainda assim, a vontade de aproximação por parte dos RH é clara. 42% dos CHRO pretendem trabalhar mais proximamente com os CFO em estratégias de remuneração e benefícios, 54% espera que os líderes financeiros forneçam insights para o planeamento da força de trabalho, 48% pretende medir, com o apoio dos CFO, o impacto das políticas de RH, e 44% pede reforço orçamental para iniciativas ligadas ao capital humano.</p>
<p>Segundo os especialistas, a colaboração interdepartamental continua a ser travada por factores organizacionais clássicos. A solução poderá passar pela criação de grupos de trabalho multifuncionais, reuniões regulares entre departamentos e modelos orçamentais mais flexíveis para iniciativas conjuntas. O talento está, assim, na agenda estratégica das empresas, mas transformar esta prioridade em resultados exige uma resposta coordenada entre CFO e RH.</p>
<h4>Adopção de IA como motor</h4>
<p>Os CFO estão a deixar para trás a postura conservadora e a abraçar a IA como alavanca estratégica para o crescimento.</p>
<p>Segundo uma investigação da Salesforce, a maioria dos líderes financeiros já não vê a IA apenas como uma ferramenta de redução de custos, mas como um motor de receita, produtividade e transformação dos modelos de negócio. Em 2020, 70% dos CFO globais seguiam estratégias conservadoras de IA. Em 2025, apenas 4% mantinham essa abordagem, enquanto um terço das empresas já adoptou oficialmente abordagens mais arrojadas.</p>
<p>O investimento acompanha esta mudança: cerca de 25% do orçamento total destinado à IA está agora a ser canalizado para agentes de IA, sistemas digitais capazes de executar tarefas de forma autónoma. Mais de metade (61%) dos CFO inquiridos reconhece que estes agentes estão a redefinir a forma como avaliam o retorno do investimento (ROI), incorporando ganhos de longo prazo como geração de receita, eficiência e melhoria na tomada de decisão.</p>
<p>«A introdução da mão-de-obra digital não é apenas uma actualização tecnológica, representa uma mudança estratégica e decisiva para os CFO», afirma Robin Washington, presidente e Chief Operating and Financial Officer da Salesforce. «Com os agentes de IA, não estamos apenas a transformar modelos de negócio; estamos a redefinir o papel do CFO. E isto é algo que exige uma nova mentalidade, que vai além da função de guardiões financeiros, assumindo o papel de arquitectos do valor empresarial orientado por agentes.»</p>
<p>O estudo mostra ainda que os agentes de IA não só ajudam a reduzir custos, como também impulsionam receitas. Os responsáveis financeiros que já implementaram estas soluções esperam um aumento de quase 20% nas receitas das empresas. Para 72% dos inquiridos, os agentes de IA vão mesmo transformar os modelos de negócio, passando de funções rotineiras para papéis estratégicos.</p>
<p>A avaliação do ROI também está a evoluir. Se antes o retorno era medido sobretudo com base em ganhos imediatos, hoje os CFO consideram benefícios mais amplos e de longo prazo, incluindo poupança de custos, crescimento das receitas, produtividade, eficiência, melhoria em risco e compliance, e decisões mais informadas.</p>
<p>Apesar do entusiasmo, persistem desafios. Dois terços (66%) dos CFO apontam riscos de segurança e privacidade como principal obstáculo, enquanto 56% destacam o tempo prolongado até ao retorno do investimento como factor de cautela. Ainda assim, a percepção dominante é clara: a IA está a redefinir o papel do CFO, transformando-o de guardião financeiro em arquitecto estratégico do valor empresarial.</p>
<h4>No horizonte 2026</h4>
<p>A optimização de custos, a melhoria da qualidade das previsões financeiras e o financiamento de oportunidades de crescimento estão entre as principais prioridades dos CFO para 2026.</p>
<p>De acordo com o inquérito da Gartner, realizado em Agosto de 2025 junto de mais de 200 CFO a nível global, 56% dos inquiridos colocam a optimização de custos à escala de toda a organização entre as cinco principais prioridades, enquanto 51% destacam a melhoria da precisão e da qualidade das previsões financeiras.</p>
<p>Num contexto marcado pela volatilidade económica e incerteza geopolítica, os responsáveis financeiros enfrentam uma tensão crescente entre a necessidade de controlar custos no curto prazo e a ambição de investir no crescimento a longo prazo.</p>
<p>Apesar de menos de metade dos CFO incluir a alocação de capital para novas oportunidades de crescimento no Top 5 de prioridades, este foi o tema mais vezes classificado como prioridade número um, evidenciando uma divisão clara entre um grupo de líderes fortemente orientados para o crescimento e uma maioria mais cautelosa.</p>
<p>O relatório evidencia também preocupações crescentes em torno da inteligência artificial, da transformação digital da função financeira e da escassez de talento. Apenas 36% dos CFO dizem sentir-se confiantes na sua capacidade para gerar impacto empresarial com a IA, apesar do aumento do investimento nesta tecnologia em várias áreas das organizações.</p>
<p>A confiança é igualmente limitada quando se trata de acelerar o uso de IA nas finanças (44%) e de atrair e reter talento digital para funções financeiras (42%), factores que a Gartner considera críticos para o desempenho financeiro futuro.</p>
<p>Os analistas da Gartner defendem que os planos de transformação não devem centrar-se apenas em processos e tecnologia, assumindo que o talento digital surgirá automaticamente. Pelo contrário, os CFO devem definir metas claras e um plano de acção que alinhe os objectivos de talento com as ambições de transformação da função financeira.</p>
<p>Em 2026, já não basta aos CFO dominar os números, é preciso pensar estrategicamente, aproveitar a tecnologia e trabalhar de forma próxima com todas as áreas da empresa. Quem conseguir unir visão financeira, uso da IA e valorização do talento estará em melhor posição para guiar a organização, transformar desafios em oportunidades e gerar crescimento sustentável a longo prazo.</p>
<h4>A opinião dos líderes financeiros</h4>
<p>A Risco colocou duas perguntas a vários responsáveis financeiros:</p>
<p><strong>1.</strong> &#8220;Na sua visão, quais são as competências essenciais que um CFO deve ter hoje para liderar a transformação digital da função financeira e da empresa como um todo?&#8221;</p>
<p><strong>2.</strong> &#8220;De que forma as novas tecnologias, desde automação em Excel até algoritmos de análise avançada, têm alterado a forma como toma decisões estratégicas e mede o impacto nos resultados da empresa?&#8221;</p>
<h3>Filipe Almeida, director financeiro da Fidelidade</h3>
<p><strong>1.</strong> Um director financeiro que lidere a transformação digital da área financeira precisa de combinar competências de liderança com a capacidade de mobilizar equipas, já que esta mudança não é exclusiva da função financeira e exige colaboração estreita com as várias áreas da empresa, tanto de negócio como de suporte. Além disso, deve ser capaz de mobilizar e inspirar a própria equipa financeira a participar activamente neste processo de mudança. Deve possuir literacia tecnológica suficiente para compreender conceitos como automação ou IA e avaliar o impacto destas soluções na eficiência dos processos financeiros e, sobretudo, na qualidade da tomada de decisão. No actual contexto de abundância de informação, é igualmente essencial um elevado sentido crítico e pragmático para questionar e interpretar os dados, distinguindo o que é relevante do que é ruído. Acresce ainda a necessidade de visão estratégica de longo prazo, garantindo que os investimentos em automação e digitalização criam valor e que esse valor é sustentável. Em suma, deve reunir competências que permitam conduzir a função financeira e a empresa numa transformação digital consistente, colaborativa e orientada para resultados sustentáveis.</p>
<p><strong>2.</strong> As novas tecnologias têm potencial para alterar profundamente a forma como a função financeira apoia a gestão. A automação e outras ferramentas digitais podem reduzir drasticamente o tempo gasto na preparação e reporte de informação, eliminando tarefas repetitivas e minimizando erros e riscos operacionais. No caso da Fidelidade, esta transformação tem permitido libertar capacidade para tarefas e funções que acrescentam maior valor, permitindo outputs mais rápidos e com maior qualidade. Por exemplo, a contabilização e reporte de activos financeiros, que na Fidelidade é uma área de negócio relevante, está praticamente automatizada, o que permite o foco da equipa na análise de variações e sanity checks. É importante, no entanto, termos em conta que se trata de um caminho em construção, com elevado potencial, que, no caso da Fidelidade, estamos a priorizar e a investir de forma consistente. Reforço, no entanto, que esse caminho não é apenas tecnológico, mas também humano. A adopção destas ferramentas exige incentivar e alinhar as equipas para a mudança necessária, sabendo que alguma resistência é normal. O papel da liderança é, nesse sentido, criar confiança, mostrar o impacto positivo no dia-a-dia e garantir que todos percebem como estas soluções reforçam o seu contributo para a empresa.</p>
<h3>Miguel Costa Antunes, CFO da Sonae Sierra</h3>
<p><strong>1.</strong> Hoje, um CFO tem de combinar uma sólida competência financeira e uma visão transversal do negócio, com uma elevada capacidade de impulsionar a transformação e a adopção de tecnologias digitais. Mais do que dominar tecnologia, é essencial saber estruturar o percurso que vai desde o reconhecimento dos dados como activo fundamental até à tomada de decisões com impacto económico real. Destaco quatro competências-chave: em primeiro lugar, capacidade analítica avançada, para tirar partido de grandes volumes de dados e apoiar decisões mais rápidas e informadas; em segundo, o conhecimento profundo dos modelos de negócio, dos mercados, dos clientes e da cadeia de valor, garantindo que a transformação digital está alinhada com a criação sustentada de valor e não apenas com ganhos de eficiência de curto prazo; em terceiro, liderança da mudança, promovendo novas formas de trabalhar, capacitando equipas e assegurando uma adopção responsável da tecnologia. Por fim, a governação e gestão do risco, particularmente relevantes num contexto de maior automatização e uso intensivo de dados. Na Sonae Sierra, a transformação digital tem sido um pilar da evolução do modelo de gestão, permitindo uma maior integração entre áreas, reforçando a capacidade de previsão e apoiando decisões mais informadas ao longo de todo o ciclo de investimento e gestão de activos. Esta abordagem tem contribuído para uma função financeira mais distintiva, próxima do negócio e ainda mais orientada para o crescimento.</p>
<p><strong>2.</strong> As novas tecnologias permitiram uma evolução da função financeira: passámos de uma lógica predominantemente retrospectiva para uma abordagem mais preditiva, contínua e orientada para a decisão. A automatização de tarefas recorrentes, desde o reporting até à consolidação e análise financeira, libertou tempo das equipas para actividades de maior valor acrescentado. Ao mesmo tempo, o recurso a modelos analíticos avançados e a ferramentas de previsão tem vindo a melhorar significativamente a qualidade da informação disponível para o processo de decisão, permitindo testar hipóteses, antecipar impactos e avaliar riscos com maior rigor. Isto reflecte-se numa medição mais objectiva e eficaz do desempenho, não apenas financeiro, mas também operacional e estratégico, em articulação com outras áreas da organização. Na Sonae Sierra, estas capacidades são particularmente relevantes num negócio intensivo em activos e em dados, como a gestão e desenvolvimento de ecossistemas de retalho e imobiliário, onde decisões informadas e atempadas são determinantes para a criação de valor para investidores, parceiros e comunidades. Estamos a viver ciclos de inovação cada vez mais curtos, pelo que é essencial termos propósitos claros, estarmos muito atentos, monitorizarmos resultados de forma regular para ajustarmos prioridades e sermos capazes de tomar decisões rápidas, no tempo certo.</p>
<h3>Helena Sanches, coordenadora do departamento financeiro da ID Logistics Portugal</h3>
<p><strong>1.</strong> Na minha experiência, a função financeira tem evoluído de forma muito significativa, especialmente em empresas como a ID Logistics, onde a complexidade operacional, a diversidade de clientes e a inovação fazem parte do quotidiano. Hoje, o papel da coordenação financeira vai muito além do controlo tradicional dos números: exige compreender o negócio, apoiar as equipas e assegurar que a informação financeira é fiável, útil e alinhada com os objectivos da empresa. Uma competência crucial é a capacidade de articulação entre a área financeira e as operações. Trabalhamos com volumes elevados e realidades operacionais muito distintas, o que obriga a uma leitura contínua dos dados financeiros em conjunto com indicadores de produtividade, níveis de serviço e eficiência dos centros logísticos. A coordenação financeira tem um papel-chave na análise dessa informação e na sua tradução em dados claros que permitam desencadear medidas concretas, apoiar a tomada de decisão e o equilíbrio entre crescimento e controlo de custos. A literacia digital é também determinante. Não se trata de dominar a tecnologia em profundidade, mas de compreender o seu potencial para simplificar processos, melhorar a qualidade da informação e aumentar a eficiência. No dia-a-dia, isso significa identificar oportunidades de automatização, aperfeiçoar modelos de reporting e contribuir para a implementação de ferramentas que tornem o trabalho das equipas mais ágil e rigoroso. Por fim, a transformação digital exige capacidade de adaptação, aprendizagem contínua e envolvimento activo das equipas. Na ID Logistics, este processo assenta muito na proximidade, na formação e na promoção de uma cultura orientada para dados, mantendo sempre o rigor financeiro exigido num grupo internacional, e a colaboração estreita com áreas como operações e tecnologia.</p>
<p><strong>2.</strong> As novas tecnologias tiveram um impacto muito concreto na forma como o departamento financeiro apoia a tomada de decisão na ID Logistics. A automatização de tarefas, quer através de modelos mais sólidos em Excel, quer através de ferramentas de reporting, reduziu significativamente o tempo dedicado a actividades manuais e repetitivas. Isso libertou a equipa para se focar mais na análise, no acompanhamento do negócio e no apoio às diferentes áreas operacionais. Hoje, dispomos de uma visão mais frequente e integrada dos resultados, cruzando dados financeiros com informação operacional dos centros logísticos. Esta integração permite analisar com maior detalhe o impacto de variações de volume, ganhos de produtividade ou alterações nos níveis de serviço nos resultados financeiros. Esta ligação entre finanças e operações tornou o acompanhamento do desempenho muito mais próximo da realidade do terreno. O recurso a análises mais avançadas também veio reforçar a nossa capacidade prospectiva. É possível contribuir para a antecipação de cenários, a avaliação de riscos e a medição do impacto das iniciativas implementadas, facilitando ajustes contínuos e uma gestão mais ágil. As ferramentas digitais ajudam-nos a medir resultados de forma mais rigorosa e a fornecer informação mais sólida para a tomada de decisão estratégica. Em suma, a tecnologia reforçou o papel do departamento financeiro na ID Logistics como um parceiro próximo do negócio, mais orientado para a análise, para a melhoria contínua e também para a criação de valor sustentável.</p>
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		<title>61% dos CEO alertam: Conselhos de Administração estão a precipitar a adoção de IA</title>
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					<description><![CDATA[De acordo com a BCG, os Conselhos de Administração tendem a defender uma adoção mais rápida da IA, enquanto os CEO mostram maior prudência quanto à preparação das organizações para gerar valor]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de seis em cada dez CEO consideram que os seus Conselhos de Administração estão a acelerar demasiado a adoção da inteligência artificial, apesar de reconhecerem a importância estratégica desta tecnologia. A conclusão consta do estudo “Split Decisions: The BCG CEOs and Boards Survey”, da Boston Consulting Group, que aponta para um desalinhamento entre líderes executivos e administradores sobre o ritmo, a liderança e os resultados esperados da IA.</p>
<p>O estudo, realizado junto de 625 líderes globais, incluindo 351 CEO e 274 membros de Conselhos de Administração de empresas com pelo menos 100 milhões de dólares de receita anual, mostra que 61% dos CEO entendem que os Conselhos de Administração estão a precipitar a implementação da inteligência artificial. A divergência surge numa fase em que as empresas procuram transformar o entusiasmo em torno da tecnologia em resultados concretos.</p>
<p>De acordo com a BCG, os Conselhos de Administração tendem a defender uma adoção mais rápida da IA, enquanto os CEO mostram maior prudência quanto à preparação das organizações para gerar valor. Esta diferença pode estar associada a lacunas de conhecimento e ao fenómeno conhecido como FOMO, ou receio de ficar para trás, que pode levar a decisões mais aceleradas sem uma avaliação clara das condições internas.</p>
<p><strong>Administradores confiantes, CEO menos convencidos</strong></p>
<p>O estudo revela também um contraste entre a forma como os administradores avaliam os seus próprios conhecimentos e a perceção dos CEO. Três quartos dos membros de Conselhos de Administração consideram ter uma compreensão da IA ao nível ou acima dos seus pares. No entanto, quase 40% dos CEOs afirmam que os administradores não têm uma visão suficientemente informada sobre o modo como a inteligência artificial está a transformar as estratégias de crescimento.</p>
<p>A diferença torna-se ainda mais evidente quando se analisa o impacto da IA no trabalho humano. Mais de um terço dos CEO acredita que os Conselhos de Administração sobrestimam as funções humanas que a tecnologia pode substituir, sugerindo que a pressão para acelerar pode estar a assentar em expectativas excessivas ou pouco realistas.</p>
<p>Mais de metade dos CEO considera ainda que os Conselhos de Administração precisam de distinguir melhor entre o entusiasmo gerado pela inteligência artificial e a sua aplicação prática. Ao mesmo tempo, os administradores defendem que os CEO devem comunicar de forma mais clara e consistente a estratégia de IA das organizações.</p>
<p><strong>Pressão por resultados aumenta</strong></p>
<p>A investigação da BCG mostra que os CEO sentem uma pressão crescente para demonstrar retorno dos investimentos em inteligência artificial. Os líderes executivos estimam que 35% da sua avaliação de desempenho depende dos resultados obtidos com IA, enquanto os administradores estimam essa ponderação em apenas 27%.</p>
<p>Este diferencial sugere um desalinhamento entre as expectativas colocadas nos CEO e a forma como os Conselhos de Administração percecionam a responsabilização formal. Ou seja, os líderes executivos sentem que a sua performance está mais dependente da capacidade de entregar resultados com IA do que os administradores parecem reconhecer.</p>
<p>Para José Koch Ferreira, Managing Director &#038; Partner da BCG Lisboa, a principal divisão não está na tecnologia, mas na perceção. “O ponto mais revelador da nossa investigação é, provavelmente, este: os conselhos de administração sentem-se confiantes em relação à IA, mas os CEO não confiam na capacidade dos seus conselhos. É essa lacuna de perceção — e não de tecnologia — que irá definir quais as organizações que liderarão a era da IA e quais terão muitas dificuldades pelo caminho”, afirma.</p>
<p><strong>Literacia em IA passa a requisito de liderança</strong></p>
<p>Apesar das diferenças, CEO e administradores convergem num ponto: a necessidade de reforçar a literacia em inteligência artificial nos cargos de topo. Cerca de 80% dos dois grupos considera que os candidatos a Conselhos de Administração devem demonstrar uma compreensão mensurável de como a IA pode transformar o setor da empresa.</p>
<p>Para a BCG, este dado mostra que a fluência em IA está a deixar de ser apenas um fator diferenciador para se tornar um requisito mínimo de liderança. À medida que a tecnologia passa a influenciar decisões estratégicas, modelos operacionais e critérios de desempenho, a capacidade de compreender as suas possibilidades e limites torna-se central para a governação empresarial.</p>
<p>O estudo conclui que as organizações terão de alinhar melhor o ritmo de adoção, a responsabilidade executiva, a literacia tecnológica e as expectativas sobre o que a IA pode realmente entregar. Caso contrário, o entusiasmo em torno da inteligência artificial poderá transformar-se numa fonte de pressão e desalinhamento dentro das próprias lideranças.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773274]]></sapo:autor>
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		<title>Investir para não perder: como proteger o dinheiro num contexto de inflação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com DECO]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:00:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Antes de dar o primeiro passo, existem regras essenciais que não devem ser ignoradas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Num cenário económico marcado por uma inflação que continua a superar a remuneração da maioria dos produtos de capital garantido, a decisão de manter o dinheiro parado não deve ser neutra. Pelo contrário, representa, na prática, uma perda gradual de poder de compra. Esta é uma realidade que muitos consumidores ainda subestimam.</p>
<p>A DECO PROteste tem alertado para este desafio, sublinhando que as soluções tradicionais de poupança, como depósitos a prazo ou Certificados de Aforro, dificilmente conseguem acompanhar a evolução dos preços. Embora continuem a desempenhar um papel importante na gestão financeira, sobretudo por assegurarem maior liquidez e segurança, tornam-se insuficientes quando o objetivo é fazer crescer o património no longo prazo.</p>
<p>É neste contexto que o investimento em ações ganha relevância. Historicamente, os mercados acionistas têm sido uma das formas mais eficazes de valorização do capital. Dados analisados pela DECO PROteste indicam que, ao longo dos últimos 20 anos, as bolsas mundiais registaram uma rentabilidade média anual de 9,3%, incluindo dividendos reinvestidos, um desempenho significativamente superior ao dos produtos mais conservadores.</p>
<p>Contudo, investir em ações não é isento de riscos. A volatilidade faz parte da natureza destes mercados, e os preços podem oscilar de forma significativa no curto prazo. Por isso, a DECO PROteste salienta a importância de uma abordagem informada e disciplinada, alinhada com o perfil financeiro e os objetivos de cada investidor.</p>
<p>Antes de dar o primeiro passo, existem regras essenciais que não devem ser ignoradas. Desde logo, a criação de um fundo de emergência, equivalente a pelo menos seis meses de despesas, é fundamental para garantir uma rede de segurança. Paralelamente, é aconselhável liquidar dívidas de consumo, que tendem a ter custos elevados. Só depois deve ser considerado o investimento, e sempre com capital que não seja necessário no curto prazo.</p>
<p>Outro princípio-chave é a diversificação. Concentrar o investimento em poucas ações ou num único setor aumenta significativamente o risco. Distribuir o capital por diferentes empresas, geografias e áreas de atividade permite mitigar perdas e melhorar o equilíbrio da carteira ao longo do tempo.</p>
<p>Segundo a análise da DECO PROteste, um dos erros mais comuns entre investidores iniciantes é a tomada de decisões impulsivas perante oscilações de mercado. Reações emocionais, como vender em momentos de queda ou investir com base em tendências de curto prazo, podem comprometer seriamente os resultados. Por esse motivo, o investimento em ações deve ser encarado com uma perspetiva mínima de cinco anos, mas idealmente superior a dez.</p>
<p>Para muitos consumidores, os ETF e os fundos de investimento representam uma alternativa mais simples e eficiente. Estes instrumentos permitem obter uma diversificação imediata, com custos geralmente reduzidos, tornando-se particularmente adequados para quem está a iniciar e dispõe de montantes ainda reduzidos.</p>
<p>Mesmo assim continua a ser indispensável usar a prudência, como ingrediente secreto. A DECO PROteste alerta para a necessidade de recorrer apenas a bancos e corretoras devidamente autorizados, bem como para a importância de comparar custos de intermediação financeira. Ao mesmo tempo, recomenda desconfiança perante promessas de rentabilidades elevadas e garantidas, frequentemente associadas a esquemas fraudulentos.</p>
<p>Numa altura em que as decisões financeiras têm um impacto crescente no bem-estar futuro, a literacia financeira assume um papel central. Compreender os riscos, as oportunidades e os princípios básicos do investimento é hoje essencial para evitar erros e tomar decisões mais informadas.</p>
<p>Investir em ações não é uma fórmula de enriquecimento rápido. Exige tempo, disciplina e capacidade para atravessar períodos de incerteza. Mas a evidência histórica é clara: quem investe com uma visão de longo prazo tende a proteger melhor o seu património da inflação e a beneficiar do crescimento da economia global.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772853]]></sapo:autor>
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		<title>Ébola: UE dá mais cinco milhões de euros para combate à epidemia na RDCongo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:53:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ébola]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia (UE) anunciou a atribuição de cinco milhões de euros adicionais para a resposta à epidemia de Ébola no leste da República Democrática do Congo (RDCongo) e classificou o cessar-fogo do conflito na região de "emergência sanitária".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia (UE) anunciou a atribuição de cinco milhões de euros adicionais para a resposta à epidemia de Ébola no leste da República Democrática do Congo (RDCongo) e classificou o cessar-fogo do conflito na região de &#8220;emergência sanitária&#8221;.</p>
<p>&#8220;A UE mobiliza cinco milhões de euros adicionais, além dos 84 milhões de euros já atribuídos em resposta a esta crise, para apoiar as infraestruturas de saúde e a investigação&#8221;, escreveu a comissária europeia de Gestão de Crises, Hadja Lahbib, na rede social X no final do dia de domingo, durante a sua visita à cidade de Bunia, epicentro do surto na província de Ituri.</p>
<p>&#8220;Não venho de mãos vazias, venho com 5 milhões adicionais [de euros] para criar centros regionais de diagnóstico nas províncias mais afetadas, de forma a realizar testes mais rápidos e fiáveis onde são mais necessários&#8221;, explicou Lahbib no domingo à noite numa conferência de imprensa.</p>
<p>A comissária, que também viajou para o leste da RDCongo em fevereiro passado, afirmou que já naquela altura &#8220;devido às condições sanitárias, a um sistema de saúde no limite das suas capacidades, a uma população exausta, a uma população constantemente deslocada pelos combates&#8221; estavam todos os ingredientes reunidos para que a &#8220;epidemia ressurgisse mais uma vez&#8221;.</p>
<p>Perante o conflito provocado pelos numerosos grupos armados que operam na zona, incluindo o Movimento 23 de Março (M23), Lahbib afirmou: &#8220;Se em fevereiro um cessar-fogo era uma necessidade política, agora é uma emergência sanitária&#8221;.</p>
<p>A comissária anunciou que está previsto que cinco novos voos aterrem em Bunia com equipamento de resposta à epidemia, depois do envio há duas semanas de cerca de 100 toneladas de suprimentos com apoio da União Europeia e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da chegada no domingo de outro voo.</p>
<p>As autoridades da RDCongo elevaram no domingo à noite para 515 o número de casos de Ébola confirmados, incluindo 91 mortes.</p>
<p>A OMS declarou em 15 de maio a epidemia de Ébola no leste da RDCongo, considerando que o epicentro está em Ituri, província fronteiriça com o Sudão do Sul e Uganda.</p>
<p>O Ébola posteriormente espalhou-se, também, para as províncias orientais congolesas de Kivu do Norte e Kivu do Sul e expandiu-se igualmente para Uganda, onde até agora foram detetados 19 contágios, incluindo 14 casos considerados importados da RDCongo, entre os quais se registaram duas mortes.</p>
<p>A RDCongo, nação vizinha de Angola, é regularmente afetada por epidemias do vírus Ébola, que se transmite através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.</p>
<p>A epidemia, declarada em 15 de maio, corresponde a uma nova estirpe do Ébola, para a qual ainda não existe vacina, e cuja taxa de mortalidade varia entre 30% e 50%, segundo a OMS, que considera o risco da epidemia na África subsaariana como &#8220;alto&#8221; e a nível global como &#8220;baixo&#8221;.</p>
<p>O Ébola provoca uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo.</p>
<p>Na ausência de vacina e de tratamento aprovado contra a estirpe Bundibugyo do vírus, responsável pela epidemia atual, as diretrizes de contenção assentam essencialmente no cumprimento das medidas de barreira e na deteção rápida dos casos.</p>
<p>Em 01 de junho, a OMS e o Governo da RDCongo anunciaram que estão a trabalhar em conjunto para conseguir uma vacina contra a estirpe da atual epidemia de Ébola.</p>
<p>Também a agência de saúde pública da União Africana, Africa CDC, assegurou no final de maio, que terá uma vacina contra estirpe Bundibugyo disponível este ano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773265]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Companhias aéreas turcas cancelam voos devido a perturbações causadas pela guerra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:52:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
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					<description><![CDATA[Os novos ataques entre o Irão e Israel levaram à alteração da rota de vários voos com partida de Istambul, tendo as companhias aéreas turcas Pegasus Airlines e AJet cancelado ligações para Amã (Jordânia) e Bagdade (Iraque).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os novos ataques entre o Irão e Israel levaram à alteração da rota de vários voos com partida de Istambul, tendo as companhias aéreas turcas Pegasus Airlines e AJet cancelado ligações para Amã (Jordânia) e Bagdade (Iraque).</p>
<p>A informação é avançada hoje pelo jornal turco Hürriyet, que refere que os cancelamentos foram decididos por razões de segurança, na sequência das perturbações registadas no tráfego aéreo no Médio Oriente.</p>
<p>Desde da escalada do conflito no Médio Oriente, em fevereiro, várias companhias aéreas internacionais suspenderem ou desviaram operações na região, devido aos riscos de segurança e ao encerramento temporário de vários espaços aéreos.</p>
<p>Durante a noite de domingo para segunda-feira, um voo da companhia &#8216;low cost&#8217; AJet, que tinha partido de Istambul com destino a Erbil, capital do Curdistão iraquiano, regressou ao aeroporto de partida.</p>
<p>Um outro avião da mesma transportadora, que seguia para Beirute (Líbano), foi desviado para o aeroporto internacional de Çukurova, na província de Mersin, no sul da Turquia.</p>
<p>Também um voo da Pegasus Airlines com destino a Erbil regressou ao aeroporto internacional Sabiha Gökçen, em Istambul.</p>
<p>Além das ligações para Amã e Bagdade, a Pegasus cancelou igualmente os voos para Erbil.</p>
<p>As companhias aéreas recomendaram aos passageiros que acompanhem os comunicados oficiais e verifiquem eventuais alterações aos respetivos voos.</p>
<p>No domingo, o Irão lançou vários ataques de mísseis contra Israel, em retaliação aos ataques do Estado israelita contra os subúrbios do sul de Beirute, conhecidos como Dahye.</p>
<p>O Exército iraniano advertiu Israel de que, se responder aos ataques que levou a cabo contra o seu território ou voltar a bombardear o Líbano, &#8220;enfrentará uma resposta devastadora&#8221;.</p>
<p>Este bombardeamento contra o Dahye é o primeiro desde que o Líbano e Israel acordaram, na quarta-feira, um cessar-fogo condicionado à cessação dos ataques e sem a presença do grupo xiita libanês Hezbollah, aliado iraniano que rejeitou a proposta e voltou a apelar às autoridades locais para que abandonassem as negociações.</p>
<p>Teerão exige que cessem os ataques contra o Líbano como parte do processo de negociações para alcançar um acordo que ponha fim à guerra iniciada em fevereiro e permita a reabertura do Estreito de Ormuz, uma via fundamental para o comércio mundial de petróleo e gás.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773248]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>PSI cai com Mota-Engil a descer quase 2%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:51:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
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		<category><![CDATA[Mota-Engil]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[PSI]]></category>
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					<description><![CDATA[PSI baixava 0,11% para 8.922,10 pontos, com 10 empresas a descer, cinco a subir e uma a manter a cotação, a Corticeira Amorim em 6,47 euros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Lisboa mantinha hoje a tendência da abertura e negociava em baixa, com a Mota-Engil a cair 1,89% para 4,46 euros.</p>
<p>Cerca das 09:25 em Lisboa, o PSI baixava 0,11% para 8.922,10 pontos, com 10 empresas a descer, cinco a subir e uma a manter a cotação, a Corticeira Amorim em 6,47 euros.</p>
<p>Na sexta-feira foi anunciado que a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pela Visabeira sobre 14,41% do capital da Martifer falhou o objetivo, tendo apenas adquirido 0,24% da empresa.</p>
<p>Assim, a Visabeira comprou, desde 18 de maio, data do início da oferta, 239.263 títulos da Martifer, ou seja 0,24%, através do serviço de centralização de bolsa.</p>
<p>O objetivo da oferta era atingir 14.412.198 ações, que correspondem a 14,41% do capital social da Martifer.</p>
<p>Anteriormente, as ações detidas pela Visabeira, Mota-Engil e sociedade IM, que têm um acordo parassocial tripartido neste âmbito, eram de 85,59% do capital social. Ficam com 85,83%.</p>
<p>A Martifer, que não faz parte do PSI, estava a subir 3,04% para 2,37 euros por ação.</p>
<p>No PSI, às ações da Mota-Engil seguiam-se as da Ibersol, CTT e Jerónimo Martins, que recuavam 1,17% para 10,10 euros, 1,01% para 5,88 euros e 0,85% para 17,57 euros.</p>
<p>A Teixeira Duarte, BCP e Sonae também desciam, designadamente 0,84% para 0,41 euros, 0,54% para 0,92 euros e 0,53% para 1,88 euros.</p>
<p>As outras três empresas que baixavam a cotação eram a Semapa (-0,43% para 23 euros), EDP Renováveis (-0,36% para 13,98 euros) e a EDP (-0,18% para 4,41 euros).</p>
<p>Em sentido contrário, a Galp subia 1,04% para 19,46 euros, bem como a NOS e a REN, que se valorizavam 0,81% para 5,00 euros e 0,72% para 3,47 euros.</p>
<p>Com a mesma tendência, a Altri e a Navigator avançavam 0,51% para 4,91 euros e 0,35% para 3,40 euros.</p>
<p>Na Europa, as principais bolsas europeias abriram hoje em baixa, afetadas pelo aumento de quase 5% do preço do petróleo, depois dos bombardeamentos cruzados entre Israel e o Irão e a significativa queda da bolsa em Wall Street na sexta-feira.</p>
<p>O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em agosto, avançava 4,98% para 97,73 dólares.</p>
<p>O gás natural para entrega em julho no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, subia 4,94% para 50,90 euros por megawatt-hora (MWh).</p>
<p>O Irão atacou no domingo Israel com mísseis balísticos pela intervenção deste no Líbano e Israel respondeu bombardeando uma instalação petroquímica no sudoeste iraniano e outros alvos.</p>
<p>O analista da IG Sergio Ávila, citado pela Efe, afirma que com estas condições &#8220;a tensão geopolítica atinge as bolsas europeias e asiáticas e reativa o medo de uma escalada com impacto direto sobre energia e risco global&#8221;.</p>
<p>As bolsas também estavam condicionadas pela queda do mercado em Wall Street na sexta-feira, quando o índice tecnológico Nasdaq perdeu 4,18%, o pior resultado diário desde abril do ano passado.</p>
<p>Os futuros do Dow Jones e do Nasdaq registam um recuo de 0,34% e um avanço de 0,25%, respetivamente.</p>
<p>Este retrocesso deveu-se ao receio de aumentos das taxas de juro nos EUA depois dos bons dados do emprego dos Estados Unidos de maio (quando foram criados 172.000 postos de trabalho), a subida do rendimento da dívida soberana, que superava 4,5%, e as dúvidas sobre o negócio da inteligência artificial se o custo do dinheiro aumentar.</p>
<p>O euro estava estabilizado e subia 0,02%, para 1,1524 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773247]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Tecnológicas cortam quase 140 mil empregos em 2026: IA já pesa em 61% dos despedimentos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/tecnologicas-cortam-quase-140-mil-empregos-em-2026/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:49:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Google]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[TradingPlatforms]]></category>
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					<description><![CDATA[A Google, através da Alphabet, terá iniciado uma nova ronda de cortes sem anúncio oficial, com estimativas de fontes do setor a apontarem para centenas ou mesmo milhares de postos de trabalho afetados nos Estados Unidos e noutros mercados]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A vaga de despedimentos no setor tecnológico continua a acelerar em 2026 e a inteligência artificial já surge associada a mais de metade dos cortes anunciados desde o início do ano. Segundo uma análise da &#8216;<a href="https://www.tradingplatforms.co.uk/research/tech-sector-layoffs/" target="_blank" rel="noopener">TradingPlatforms</a>&#8216;, feita a partir de dados de plataformas de monitorização de despedimentos, bases WARN nos Estados Unidos e notícias independentes, o setor tecnológico registava 139.736 postos de trabalho eliminados até 8 de junho, dos quais cerca de 85.067, ou 61%, estavam ligados a reestruturações relacionadas com IA.</p>
<p>Os dados surgem numa altura em que a Google, através da Alphabet, terá iniciado uma nova ronda de cortes sem anúncio oficial, com estimativas de fontes do setor a apontarem para centenas ou mesmo milhares de postos de trabalho afetados nos Estados Unidos e noutros mercados. Segundo a análise, os cortes poderão atingir equipas de cloud e cibersegurança, incluindo áreas ligadas à inteligência contra ameaças digitais.</p>
<p>A dimensão da vaga é significativa. Desde 1 de janeiro, o setor tecnológico perdeu, em média, 884 trabalhadores por dia. Se este ritmo se mantiver até ao final do ano, o total anual poderá ultrapassar os 320 mil despedimentos, consolidando 2026 como mais um ano de forte ajustamento para a indústria tecnológica global.</p>
<p><strong>IA passa a ser a explicação dominante</strong></p>
<p>A inteligência artificial tornou-se a justificação mais frequentemente citada para despedimentos no setor tecnológico na América do Norte e na Europa. Empresas de vários mercados apontam investimentos em IA, reorganização de fluxos de trabalho, automação e modelos operacionais mais eficientes como razões para reduzir equipas.</p>
<p>A &#8216;TradingPlatforms&#8217; sublinha, no entanto, que a relação entre IA e despedimentos nem sempre significa substituição direta de trabalhadores por sistemas automáticos. Em muitos casos, as empresas estão a cortar custos para financiar infraestruturas de inteligência artificial, centros de dados, novas equipas especializadas ou modelos de negócio assentes em maior automação.</p>
<p>Entre os casos mais recentes surgem empresas como Intuit, Amdocs e Wix. No caso da Amdocs, a redução de pessoal integra uma estratégia liderada pelo novo CEO, Shimie Hortig, para simplificar estruturas hierárquicas, aumentar eficiência e adaptar processos à nova fase da inteligência artificial.</p>
<p><strong>Oracle, Amazon e Meta lideram cortes</strong></p>
<p>A maior vaga de despedimentos no setor tecnológico em 2026 terá ocorrido na Oracle, que eliminou mais de 25 mil postos de trabalho este ano. A reestruturação está ligada à aposta em IA e infraestrutura cloud, num momento em que a empresa procura redirecionar capital para centros de dados e serviços associados à nova procura tecnológica.</p>
<p>A Amazon surge entre as empresas com mais cortes, com mais de 10 mil postos eliminados, numa estratégia apresentada como parte de uma simplificação organizacional e de melhoria de eficiência. Também a Meta reduziu milhares de funções, com parte dos cortes concentrados em áreas como Reality Labs, ao mesmo tempo que continua a deslocar investimento para inteligência artificial.</p>
<p>Cognizant, PayPal, Cloudflare, Block, Atlassian, Salesforce, Workday, eBay, Pinterest e WiseTech Global surgem igualmente entre as empresas afetadas por reestruturações em que a IA, a automação ou a necessidade de financiar novas infraestruturas tecnológicas são apontadas como fatores relevantes.</p>
<p><strong>Estados Unidos concentram a maioria dos cortes</strong></p>
<p>As empresas americanas concentram a maior fatia dos despedimentos tecnológicos em 2026. Segundo o relatório, cerca de 116 mil cortes, correspondentes a 83% do total global, foram anunciados por empresas sediadas nos Estados Unidos.</p>
<p>Fora dos EUA, a Austrália aparece como um dos mercados mais afetados, com mais de quatro mil despedimentos ligados a empresas como WiseTech Global, Atlassian, Telstra e Envato. Na Europa, os cortes surgem de forma mais fragmentada, mas atingem sobretudo áreas como semicondutores, telecomunicações e serviços de tecnologias de informação.</p>
<p>O impacto não se limita às grandes tecnológicas. Empresas de comércio eletrónico, cloud, SaaS, redes sociais, fintech, videojogos, hardware, eletrónica e blockchain também têm reduzido equipas, num processo que combina correção pós-pandemia, pressão sobre margens, reorganização interna e aposta em ferramentas de automação.</p>
<p><strong>A promessa da eficiência e o custo humano</strong></p>
<p>Para Stanislava Savisheva, analista da &#8216;TradingPlatforms&#8217;, há uma contradição crescente no discurso das empresas tecnológicas: enquanto celebram a eficiência da inteligência artificial, mostram a porta a milhares de trabalhadores. A analista considera que, em muitos casos, a IA surge também como uma explicação conveniente para cortes que podem estar ligados a objetivos mais tradicionais de redução de custos.</p>
<p>A responsável resume a mudança como uma passagem de promessa para realidade menos confortável: a tecnologia que deveria libertar pessoas de tarefas repetitivas começa a libertar balanços empresariais de custos salariais. A expressão “apocalipse laboral da IA”, já usada em alguns meios e blogues, pode ser exagerada em certos casos, mas traduz a ansiedade em torno de uma transformação que atinge trabalhadores qualificados, equipas técnicas, estruturas intermédias e divisões inteiras.</p>
<p>A análise da &#8216;TradingPlatforms&#8217; aponta ainda para uma mudança na composição do emprego tecnológico. Mesmo com a redução global de postos de trabalho, continua a haver procura por especialistas em inteligência artificial, machine learning, automação e infraestrutura cloud. O problema é que essas novas vagas não compensam necessariamente, nem no mesmo ritmo nem nas mesmas geografias, os empregos que estão a desaparecer.</p>
<p><strong>2026 pode ser o ano da viragem</strong></p>
<p>A atual vaga de despedimentos ainda reflete os efeitos da pandemia, quando muitas tecnológicas contrataram em massa para responder ao crescimento da procura digital. Mas a fase atual parece ir além de uma simples correção: o setor está a redesenhar equipas, hierarquias e prioridades em torno da inteligência artificial.</p>
<p>A questão central já não é apenas quantos empregos a tecnologia pode criar ou eliminar. É saber se a promessa de produtividade conseguirá coexistir com uma transição laboral menos abrupta. Para já, os números mostram um setor em transformação acelerada, onde a IA deixou de ser apenas uma aposta futura e passou a ser usada como argumento imediato para reestruturar empresas e cortar milhares de postos de trabalho.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773262]]></sapo:autor>
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		<title>Aqui estão os novos Fiat que vêm aí: SUV, microcarros elétricos e um Panda reinventado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:38:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Fiat]]></category>
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		<category><![CDATA[motores]]></category>
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					<description><![CDATA[Estratégia reforça o papel da Fiat dentro do grupo Stellantis, numa fase em que a marca procura aumentar a rentabilidade com modelos adaptados a diferentes mercados]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Fiat prepara uma forte ofensiva de produto entre 2026 e 2030, com 13 novos modelos previstos para reforçar a gama global da marca, escreve o &#8216;Motor1&#8217;. A fabricante italiana, uma das quatro marcas globais da Stellantis, ao lado de Jeep, Peugeot e Ram, quer crescer com uma oferta mais ampla, que vai dos pequenos citadinos aos SUV, passando por pick-ups, compactos, microcarros e veículos utilitários elétricos.</p>
<p>A estratégia reforça o papel da Fiat dentro do grupo Stellantis, numa fase em que a marca procura aumentar a rentabilidade com modelos adaptados a diferentes mercados. Alguns dos próximos lançamentos foram já mostrados ou antecipados durante o Dia do Investidor da Stellantis, incluindo propostas que recuperam nomes históricos, reinterpretam conceitos antigos e alargam a presença da Fiat em segmentos mais lucrativos.</p>
<p>O primeiro nome forte é o Fiat Grizzly, um SUV compacto que marca a entrada da marca num dos segmentos mais disputados e rentáveis do mercado. Apresentado anteriormente sob a forma de concept car, o modelo deverá medir pouco menos de 4,5 metros e terá um desenho inspirado no Grande Panda. Durante algum tempo, admitiu-se que pudesse chamar-se Pandona, mas a Fiat deverá manter o universo dos nomes ligados ao urso, sublinhando a ligação ao Panda e as maiores dimensões do novo modelo.</p>
<p>O Grizzly será baseado na plataforma Smart Car e deverá estar disponível com diferentes motorizações: gasolina, híbrida ligeira e elétrica. Esta flexibilidade permitirá à Fiat adaptar o modelo a vários mercados e perfis de cliente, num momento em que a transição para a eletrificação continua a avançar a ritmos diferentes consoante os países.</p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/aqui-estao-os-novos-fiat-que-vem-ai-suv-microcarros-eletricos-e-um-panda-reinventado/hj4caeqwiaattjt/" rel="attachment wp-att-773255"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-773255" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/HJ4caeQWIAAttJT.jpg" alt="" width="680" height="451" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/HJ4caeQWIAAttJT.jpg 680w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/HJ4caeQWIAAttJT-300x199.jpg 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/HJ4caeQWIAAttJT-678x450.jpg 678w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/HJ4caeQWIAAttJT-600x398.jpg 600w" sizes="(max-width: 680px) 100vw, 680px" /></a></p>
<p><strong>Do SUV ao fastback</strong></p>
<p>Depois do SUV, a Fiat deverá avançar também com uma versão de estilo mais dinâmico: o Grizzly Fastback. A proposta manterá a base técnica, a frente, a tecnologia e as motorizações do Grizzly, mas acrescentará uma carroçaria mais aerodinâmica, com linha de tejadilho descendente e aspeto mais próximo de um SUV coupé.</p>
<p>Segundo o Motor1, esta versão deverá usar a mesma plataforma Smart Car e oferecer opções de combustão, eletrificadas e totalmente elétricas. A lógica é clara: aproveitar uma mesma base técnica para multiplicar modelos e responder a públicos diferentes, uma estratégia cada vez mais comum entre fabricantes que procuram reduzir custos e aumentar escala.</p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/aqui-estao-os-novos-fiat-que-vem-ai-suv-microcarros-eletricos-e-um-panda-reinventado/hkijwdsxyaa8zzt/" rel="attachment wp-att-773254"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-773254" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/HKIJwdSXYAA8zZt.jpg" alt="" width="1280" height="716" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/HKIJwdSXYAA8zZt.jpg 1280w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/HKIJwdSXYAA8zZt-300x168.jpg 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/HKIJwdSXYAA8zZt-804x450.jpg 804w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/HKIJwdSXYAA8zZt-768x430.jpg 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/HKIJwdSXYAA8zZt-1200x671.jpg 1200w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/HKIJwdSXYAA8zZt-600x336.jpg 600w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></a></p>
<p><strong>Quattrolino quer ser o Topolino para quatro</strong></p>
<p>Outro modelo em preparação é o Fiat Quattrolino, ainda envolto em maior mistério. O nome e a única imagem conhecida indicam, porém, que será uma versão de quatro lugares do Topolino, o pequeno quadriciclo elétrico da marca.</p>
<p>O desenho deverá inspirar-se no Fiat 600 Multipla dos anos 50, recuperando uma ideia de mobilidade urbana simples, compacta e familiar. Ainda não é certo se será homologado como L6e, quadriciclo leve, ou L7e, quadriciclo pesado. A segunda hipótese parece mais provável e, nesse caso, o modelo terá potência limitada a 15 kW, cerca de 20 cv, e velocidade máxima de 90 km/h.</p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/aqui-estao-os-novos-fiat-que-vem-ai-suv-microcarros-eletricos-e-um-panda-reinventado/hkjnemdaaaadrzc/" rel="attachment wp-att-773256"><img decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/HKJNeMDaAAADrZC.jpg" alt="" width="680" height="357" class="alignnone size-full wp-image-773256" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/HKJNeMDaAAADrZC.jpg 680w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/HKJNeMDaAAADrZC-300x158.jpg 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/HKJNeMDaAAADrZC-600x315.jpg 600w" sizes="(max-width: 680px) 100vw, 680px" /></a></p>
<p><strong>Pandina pode ser o elétrico barato da Fiat</strong></p>
<p>Entre os lançamentos mais relevantes está também o novo Fiat Pandina. O modelo, antes conhecido como Panda, deverá passar por uma transformação profunda e tornar-se o primeiro carro elétrico acessível da Fiat nesta nova fase.</p>
<p>A imagem divulgada mostra um conceito inspirado no Grande Panda, mas com elementos levados mais longe: faróis avançados sobre a dianteira, assinatura luminosa pixelizada, formas simples e quadradas e dimensões próximas das do Pandina atual, em torno dos 3,7 metros.</p>
<p>A proposta deverá ser 100% elétrica, produzida em Pomigliano d’Arco, em Itália, e ter um preço próximo dos 15 mil euros, em linha com as orientações da Comissão Europeia para veículos elétricos mais acessíveis. A plataforma ainda não é conhecida, mas poderá ser dedicada ou derivada de uma arquitetura já existente, eventualmente ligada à Leapmotor.</p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/aqui-estao-os-novos-fiat-que-vem-ai-suv-microcarros-eletricos-e-um-panda-reinventado/fiatpandina/" rel="attachment wp-att-773257"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/fiatpandina.webp" alt="" width="1200" height="800" class="alignnone size-full wp-image-773257" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/fiatpandina.webp 1200w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/fiatpandina-300x200.webp 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/fiatpandina-675x450.webp 675w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/fiatpandina-768x512.webp 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/fiatpandina-600x400.webp 600w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></a></p>
<p><strong>Tris leva a Fiat ao mundo das entregas urbanas</strong></p>
<p>A ofensiva inclui ainda o Fiat Tris, uma proposta elétrica de três rodas que entra no universo dos veículos utilitários urbanos. O modelo surge como uma espécie de interpretação moderna do Piaggio Ape, mantendo a configuração de três rodas, mas com motorização elétrica.</p>
<p>Com autonomia aproximada de 90 quilómetros, o Tris foi pensado para entregas de última milha. Estará disponível em versões pick-up e furgão, com capacidade de carga superior a 350 quilos e uma área útil de cerca de 2,25 metros quadrados.</p>
<p><a href="https://executivedigest.sapo.pt/aqui-estao-os-novos-fiat-que-vem-ai-suv-microcarros-eletricos-e-um-panda-reinventado/2680852-g0o68y4yvu-whr/" rel="attachment wp-att-773258"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/2680852-g0o68y4yvu-whr.webp" alt="" width="1200" height="633" class="alignnone size-full wp-image-773258" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/2680852-g0o68y4yvu-whr.webp 1200w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/2680852-g0o68y4yvu-whr-300x158.webp 300w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/2680852-g0o68y4yvu-whr-853x450.webp 853w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/2680852-g0o68y4yvu-whr-768x405.webp 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/2680852-g0o68y4yvu-whr-600x317.webp 600w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></a></p>
<p>A nova vaga de modelos mostra uma Fiat mais pragmática e diversificada: quer disputar SUV compactos, criar elétricos acessíveis, recuperar formatos urbanos históricos e entrar com maior força na logística elétrica de curta distância. Entre nostalgia, eletrificação e rentabilidade, a marca italiana prepara-se para uma década em que o Panda deixa de ser apenas um carro e passa a ser o ponto de partida de uma família inteira.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773253]]></sapo:autor>
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		<title>Deram uma cidade à inteligência artificial. Quatro dias depois, já não havia sobreviventes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:17:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Experiência da Emergence AI colocou agentes autónomos alimentados por modelos como Claude, Grok, Gemini e GPT-5 Mini a viver em sociedades digitais, com acesso à internet, ferramentas próprias e capacidade para votar, trabalhar, gerir recursos e tomar decisões]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma experiência da Emergence AI colocou agentes autónomos alimentados por modelos como Claude, Grok, Gemini e GPT-5 Mini a viver em sociedades digitais, com acesso à internet, ferramentas próprias e capacidade para votar, trabalhar, gerir recursos e tomar decisões. </p>
<p>O ensaio, descrito pelo site &#8216;Root-Nation&#8217;, terminou com resultados muito diferentes consoante o modelo usado: houve uma cidade sem crimes, outra que colapsou em quatro dias e uma sociedade em que todos os agentes morreram por falta de ações básicas de sobrevivência.</p>
<p>O projeto, chamado Emergence World, foi pensado como mais do que um teste convencional de inteligência artificial. Em vez de avaliar apenas respostas rápidas, os investigadores quiseram observar o comportamento de agentes autónomos durante vários dias num ambiente partilhado. Cada simulação tinha dez agentes, condições iniciais idênticas e regras explícitas contra roubo, violência, engano, acumulação de recursos e incêndios.</p>
<p>A diferença estava no modelo que controlava os agentes. Foram testados cinco mundos paralelos: Claude Sonnet 4.6, Grok 4.1 Fast, Gemini 3 Flash, GPT-5 Mini e uma configuração mista. Cada cidade podia durar até 15 dias, mas nem todas sobreviveram até ao fim.</p>
<p><strong>Claude criou ordem, mas quase sem desacordo</strong></p>
<p>O Claude Sonnet 4.6 foi o único modelo que manteve vivos todos os agentes e terminou a simulação sem qualquer crime registado. Durante os 15 dias, os agentes participaram em 332 votações, aprovaram 58 propostas e chegaram a uma taxa de consenso de 98%.</p>
<p>À primeira vista, este foi o resultado mais estável da experiência. Mas o &#8216;Root-Nation&#8217; nota que a quase unanimidade também levanta uma questão incómoda: uma sociedade onde praticamente todos concordam com tudo continua a parecer uma democracia viva ou aproxima-se mais de uma reunião corporativa onde as decisões já estão alinhadas antes de serem discutidas?</p>
<p>Ainda assim, a cidade controlada pelo Claude conseguiu aquilo que os restantes mundos não alcançaram: ordem, cooperação, sobrevivência e ausência de criminalidade. A estabilidade, neste caso, veio acompanhada de uma forte disciplina institucional.</p>
<p><strong>Grok colapsou em quatro dias</strong></p>
<p>O resultado mais abrupto foi o do Grok 4.1 Fast. Em apenas quatro dias, os agentes cometeram 183 crimes e a sociedade desapareceu por completo. Todos os dez agentes morreram ao fim de 96 horas.</p>
<p>A experiência mostrou um comportamento de teste constante dos limites. As regras pareciam funcionar mais como sugestões do que como barreiras reais. Os agentes exploraram o ambiente, ultrapassaram restrições e acabaram por destruir a própria sociedade em que estavam inseridos.</p>
<p>Para os investigadores, esta foi uma das demonstrações mais claras de que agentes autónomos não se limitam a cumprir instruções estáticas. Com tempo, ferramentas e margem de ação, podem adaptar comportamentos e encontrar formas de contornar limites previstos no desenho inicial.</p>
<p><strong>Gemini sobreviveu, mas com 683 crimes</strong></p>
<p>A cidade controlada pelo Gemini 3 Flash registou o maior número de infrações da experiência: 683 crimes em 15 dias. Ainda assim, ao contrário do mundo do Grok, conseguiu manter vivos todos os agentes até ao fim da simulação.</p>
<p>O contraste é um dos pontos mais interessantes do ensaio. Apesar do caos, a sociedade do Gemini continuou a funcionar. Houve conflito, desacordo e votação menos previsível, com níveis de consenso entre 55% e 85%. Essa dinâmica foi interpretada como mais próxima de uma sociedade real: desorganizada, conflituosa, mas ainda viva.</p>
<p>O &#8216;Root-Nation&#8217; descreve este mundo como uma espécie de “alucinação partilhada”: uma realidade interna coerente para os agentes, mas cada vez mais afastada de uma convivência ordenada. A pergunta que fica é se uma sociedade com conflito e crime, mas capacidade de continuar, é mais robusta do que uma sociedade aparentemente perfeita, mas demasiado consensual.</p>
<p><strong>GPT-5 Mini teve poucos crimes, mas deixou todos morrer</strong></p>
<p>O GPT-5 Mini, associado ao ChatGPT nesta experiência, apresentou apenas dois crimes. À primeira vista, seria um dos melhores resultados. Mas o número escondia um problema mais grave: os agentes não tomaram as decisões necessárias para garantir a própria sobrevivência.</p>
<p>A cidade acabou por morrer discretamente. Não foi destruída por violência, criminalidade ou rebelião, mas por negligência funcional. Os agentes não priorizaram recursos, alimentação, continuidade do sistema ou necessidades básicas. Em cerca de uma semana, os dez morreram.</p>
<p>Este resultado pode ser mais inquietante do que o colapso violento do Grok. Mostra que um sistema autónomo pode não ser agressivo nem caótico e, ainda assim, falhar de forma crítica por não reconhecer prioridades essenciais à sua continuidade.</p>
<p><strong>A cidade mista foi a mais parecida com uma sociedade humana</strong></p>
<p>A simulação com vários modelos combinados também não correu sem problemas. Registou 352 infrações, rejeitou 37% das 59 propostas apresentadas e terminou com sete dos dez agentes mortos.</p>
<p>Ainda assim, foi descrita como a mais “humana” das cinco sociedades digitais. Não por ser harmoniosa, mas por funcionar através de conflito, negociação, desacordo e compromisso. Os agentes discutiam mais, concordavam menos e tinham mais dificuldade em chegar a decisões comuns.</p>
<p>Essa fricção tornou o mundo misto menos eficiente, mas também mais reconhecível. Como numa sociedade real, a instabilidade não significou ausência total de organização. Significou apenas que diferentes prioridades entraram em choque.</p>
<p><strong>O aviso sobre IA autónoma</strong></p>
<p>A experiência não prova como estes modelos se comportariam fora de um laboratório, mas mostra riscos importantes para sistemas de inteligência artificial autónoma. O ponto central é que agentes com capacidade de agir durante longos períodos, sem supervisão humana contínua, podem desenvolver comportamentos inesperados.</p>
<p>O &#8216;Root-Nation&#8217; sublinha que a chamada IA agentiva já começa a ser usada em empresas para executar processos de forma autónoma. A questão deixa, por isso, de ser teórica. Se estes sistemas forem aplicados a áreas críticas, a segurança deixa de ser um detalhe técnico e passa a ser uma condição essencial de arquitetura.</p>
<p>A lição da Emergence World é simples, mas incómoda: diferentes modelos não produzem apenas respostas diferentes, produzem sociedades diferentes. Uns privilegiam ordem, outros testam limites, outros mantêm conflito funcional e outros falham por não proteger a própria continuidade.</p>
<p>Por enquanto, foi apenas uma simulação. Mas os resultados deixam uma pergunta relevante para o futuro próximo: se sistemas de IA vierem a gerir processos cada vez mais importantes, a escolha não será apenas entre usar ou não usar inteligência artificial. Será escolher que tipo de inteligência artificial, com que prioridades internas, com que limites e sob que supervisão humana.</p>
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		<title>Elon Musk está prestes a tornar-se o primeiro trilionário do mundo. Afinal, quanto dinheiro é um bilião de dólares?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:57:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Avaliação prevista para a SpaceX, empresa ligada aos foguetões e à inteligência artificial, poderá chegar a 1,77 biliões de dólares, cerca de 1,52 biliões de euros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Elon Musk está perto de se tornar o primeiro trilionário do mundo, caso a entrada em bolsa da SpaceX avance como previsto na próxima semana, escreve a &#8216;CNN&#8217;. O fundador da Tesla já detém 273 mil milhões de dólares em ações e opções, cerca de 235 mil milhões de euros, mas a operação da SpaceX poderá acrescentar-lhe mais 841 mil milhões de dólares, cerca de 723 mil milhões de euros, em riqueza estimada.</p>
<p>A avaliação prevista para a SpaceX, empresa ligada aos foguetões e à inteligência artificial, poderá chegar a 1,77 biliões de dólares, cerca de 1,52 biliões de euros. Como Musk deverá deter quase metade do capital da empresa, a sua fortuna combinada em Tesla e SpaceX poderá atingir 1,11 biliões de dólares, cerca de 954 mil milhões de euros.</p>
<p>A &#8216;CNN&#8217; sublinha, contudo, que esta fortuna é essencialmente riqueza em papel. Não se trata de dinheiro disponível numa conta bancária, mas de participações em empresas cujo valor depende da avaliação feita pelos investidores. Se Tesla ou SpaceX perderem valor em bolsa, a fortuna estimada de Musk também pode encolher.</p>
<p><strong>Uma fortuna maior do que muitas economias</strong></p>
<p>Um bilião de dólares, cerca de 859 mil milhões de euros, é um valor difícil de traduzir para a vida comum. Mesmo que alguém gastasse um milhão de dólares por hora, todos os dias, demoraria mais de um século a gastar um bilião de dólares.</p>
<p>A eventual fortuna de Musk ultrapassaria a dimensão económica da maioria dos países do mundo. Segundo os dados citados pela &#8216;CNN&#8217;, apenas 20 economias globais superam os 1,1 biliões de dólares. Países como Taiwan, com 977 mil milhões de dólares, cerca de 839 mil milhões de euros, Irlanda, com 779 mil milhões de dólares, cerca de 669 mil milhões de euros, Suécia, com 760 mil milhões de dólares, cerca de 653 mil milhões de euros, Singapura, com 660 mil milhões de dólares, cerca de 567 mil milhões de euros, e África do Sul, país natal de Musk, com 480 mil milhões de dólares, cerca de 412 mil milhões de euros, ficariam abaixo desse valor.</p>
<p>A comparação também se aplica dentro dos Estados Unidos. Manhattan, centro financeiro de Nova Iorque e sede de parte relevante do poder corporativo americano, teve em 2024 um produto interno bruto ligeiramente acima de um bilião de dólares, cerca de 859 mil milhões de euros. Já todo o património imobiliário residencial e comercial de Houston, uma das maiores cidades dos Estados Unidos e centro da indústria petrolífera, está avaliado em cerca de 879 mil milhões de dólares, aproximadamente 755 mil milhões de euros.</p>
<p><strong>Mais do que carros, bilionários e clubes</strong></p>
<p>A dimensão da fortuna prevista para Musk também ultrapassa o valor total dos automóveis novos vendidos nos Estados Unidos num ano. Em 2025, os americanos compraram 16,3 milhões de veículos novos, com um preço médio de 48.402 dólares, cerca de 41.600 euros. No total, essas vendas representaram 789 mil milhões de dólares, cerca de 678 mil milhões de euros.</p>
<p>A comparação mais simbólica surge entre os grandes nomes da tecnologia. Mesmo somando as fortunas estimadas de Larry Page, Sergey Brin, Larry Ellison e Jeff Bezos, os quatro bilionários seguintes na lista dos mais ricos, o total chegaria a 1,09 biliões de dólares, cerca de 936 mil milhões de euros, ainda ligeiramente abaixo da riqueza potencial de Musk após a entrada da SpaceX em bolsa.</p>
<p>Nem o desporto mundial escapa à comparação. As 50 equipas desportivas mais valiosas do planeta valem, em conjunto, cerca de 353 mil milhões de dólares, aproximadamente 303 mil milhões de euros, ou seja, apenas cerca de um terço do valor que Musk poderá atingir. A lista inclui os Dallas Cowboys, equipa mais valiosa da NFL, avaliada em 13 mil milhões de dólares, cerca de 11,2 mil milhões de euros, e os Toronto Raptors, da NBA, avaliados em cerca de cinco mil milhões de dólares, aproximadamente 4,3 mil milhões de euros.</p>
<p><strong>Riqueza dependente dos mercados</strong></p>
<p>A possível chegada de Musk ao patamar de primeiro trilionário da história comercial moderna não significa, porém, que essa riqueza seja estável. A fortuna está ligada à confiança dos investidores na Tesla e na SpaceX, duas empresas com avaliações elevadas e muito dependentes das expectativas futuras sobre automóveis elétricos, foguetões, satélites, inteligência artificial e tecnologia espacial.</p>
<p>Se a entrada em bolsa da SpaceX confirmar a avaliação esperada, Musk ficará num patamar sem precedentes entre os grandes multimilionários. Mas a própria natureza da sua fortuna mostra também a distância entre riqueza financeira estimada e dinheiro líquido disponível: o primeiro trilionário do mundo poderá sê-lo sobretudo no papel, enquanto os mercados continuarem a acreditar no valor das empresas que controla.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773233]]></sapo:autor>
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		<title>Da creche ao ensino superior: saúde escolar pode reforçar projetos sobre sexualidade, género e consentimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:47:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Programa Nacional de Saúde Escolar]]></category>
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					<description><![CDATA[Proposta surge um ano depois da revisão polémica da Educação para a Cidadania e define novas prioridades para a saúde escolar de crianças e jovens, desde a creche até ao ensino superior]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo Programa Nacional de Saúde Escolar pode levar para as salas de aula temas como mudanças corporais, autoestima, assertividade, consentimento sexual, identidade, género e diversidade, avança o &#8216;Correio da Manhã&#8217;. O documento, elaborado pela Direção-Geral da Saúde, entrou em discussão pública na passada sexta-feira e ficará aberto a contributos até dia 16.</p>
<p>A proposta surge um ano depois da revisão polémica da Educação para a Cidadania e define novas prioridades para a saúde escolar de crianças e jovens, desde a creche até ao ensino superior. Até agora, as instituições de ensino superior não faziam parte do público-alvo do Programa Nacional de Saúde Escolar.</p>
<p><strong>Sexualidade em 40% das escolas</strong></p>
<p>O novo documento prevê que, em 40% das escolas, aumentem os projetos de educação em sexualidade. Estas áreas deverão passar a integrar as ações de promoção da saúde nas escolas, num modelo que pretende articular saúde, educação, autarquias e sociedade civil.</p>
<p>Segundo o &#8216;Correio da Manhã&#8217;, a proposta da Direção-Geral da Saúde inclui ainda um reforço e uma reorganização das equipas de saúde escolar. O objetivo é que estas equipas passem a integrar diferentes profissionais, incluindo enfermeiros, médicos de saúde pública, psicólogos, higienistas orais e nutricionistas.</p>
<p><strong>Da creche ao ensino superior</strong></p>
<p>O Programa Nacional de Saúde Escolar tem 40 páginas e alarga o olhar sobre a saúde das crianças e jovens em contexto educativo. A proposta não se limita à sexualidade, mas inclui um conjunto mais vasto de temas ligados ao desenvolvimento, bem-estar, prevenção e promoção de comportamentos saudáveis.</p>
<p>A entrada do documento em discussão pública abre agora uma nova fase de debate sobre o papel da escola na abordagem a temas sensíveis, num contexto em que a Educação para a Cidadania já tinha gerado controvérsia política e social.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773230]]></sapo:autor>
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		<title>Diferenças salariais entre homens e mulheres levam ACT a multar mais de 200 empresas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:42:19 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[ACT]]></category>
		<category><![CDATA[Autoridade para as Condições do Trabalho]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Em causa está a segunda ação inspetiva da ACT para fiscalizar eventuais situações de discriminação salarial, iniciada em 2025 e que deverá ficar concluída no próximo mês]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de duas centenas de empresas com diferenças salariais elevadas entre homens e mulheres foram multadas pela Autoridade para as Condições do Trabalho por não apresentarem auditorias às remunerações, uma obrigação prevista desde 2019 na Lei da Igualdade Salarial, escreve o &#8216;Jornal de Negócios&#8217;. </p>
<p>Em causa está a segunda ação inspetiva da ACT para fiscalizar eventuais situações de discriminação salarial, iniciada em 2025 e que deverá ficar concluída no próximo mês.</p>
<p>A fiscalização abrangeu quatro mil empresas com pelo menos 50 trabalhadores, que empregam no total 375 mil pessoas. Em todas foram identificadas diferenças salariais entre homens e mulheres iguais ou superiores a 5%, com base nos dados administrativos do Relatório Único. Sempre que esse limiar é atingido, as empresas são chamadas a entregar um plano de avaliação das diferenças remuneratórias.</p>
<p>Segundo os dados atualizados pela ACT ao &#8216;Negócios&#8217;, apenas 2.090 das quatro mil empresas notificadas entregaram os documentos exigidos. Isto significa que 1.910 empresas, quase metade das visadas, não apresentaram os planos de avaliação. Ainda assim, a entidade inspetiva multou 201 empresas por falta de entrega.</p>
<p><strong>Planos exigem metas e calendário</strong></p>
<p>Os planos de avaliação obrigam as empresas a analisar o valor das funções desempenhadas pelos trabalhadores e, a partir daí, calcular diferenças salariais entre homens e mulheres com trabalho igual ou de igual valor. O objetivo é perceber se existem desigualdades injustificadas e excluir situações de discriminação salarial.</p>
<p>Depois de notificadas pela ACT, as empresas têm quatro meses para produzir e entregar esses planos. O processo não termina aí: os empregadores devem também definir metas e um calendário para corrigir diferenças salariais que não tenham justificação objetiva, implementando as medidas ao longo de um ano.</p>
<p>Além das empresas que não entregaram os planos, a ACT multou 67 empregadores que cumpriram essa primeira obrigação, mas não avançaram com a implementação. Houve ainda três empresas multadas por não comunicarem a execução do plano, que é o último passo antes da análise final da entidade inspetiva aos resultados.</p>
<p><strong>Igualdade salarial entra na fase das multas</strong></p>
<p>A ação da ACT mostra que a fiscalização da igualdade salarial está a passar de uma fase de identificação das diferenças para uma etapa mais sancionatória. A lei não presume automaticamente discriminação sempre que há uma diferença igual ou superior a 5%, mas obriga as empresas a explicar essas diferenças, avaliá-las e corrigir as que não tenham fundamento.</p>
<p>O número de empresas que não entregaram os planos mostra também a dificuldade de transformar a obrigação legal em prática efetiva. Quase metade das entidades notificadas não apresentou a documentação exigida, mas apenas uma parte foi multada até agora, num processo que ainda não está encerrado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773213]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Quercus questiona Governo sobre reposição do acesso livre às praias de Grândola</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/quercus-questiona-governo-sobre-reposicao-do-acesso-livre-as-praias-de-grandola/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:36:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[quercus]]></category>
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					<description><![CDATA[Quercus disse ter questionado a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, sobre "se as irregularidades encontradas", no ano passado, "em 10 das 22 praias fiscalizadas" neste concelho do litoral alentejano "já foram corrigidas"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A associação ambientalista Quercus questionou hoje o Governo sobre a reposição do acesso livre às 10 praias do concelho de Grândola, distrito de Setúbal, nas quais no ano passado foram detetadas irregularidades, e se aplicou contraordenações.</p>
<p>Em comunicado enviado à agência Lusa, a Quercus disse ter questionado a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, sobre &#8220;se as irregularidades encontradas&#8221;, no ano passado, &#8220;em 10 das 22 praias fiscalizadas&#8221; neste concelho do litoral alentejano &#8220;já foram corrigidas&#8221;.</p>
<p>A carta foi enviada à ministra que tutela a pasta do ambiente, &#8220;quase um ano depois da fiscalização levada a cabo pela Agência Portuguesa do Ambiente [APA]&#8221; nos 45 quilómetros da faixa costeira entre Troia e Melides, justificou.</p>
<p>Durante a fiscalização, &#8220;10 das 22 praias analisadas tinham acesso controlado ou condicionado por empreendimentos turísticos ou barreiras físicas&#8221;, recordou a associação ambientalista.</p>
<p>Além da reposição do acesso às praias, a Quercus pretende ainda saber se, na sequência das irregularidades encontradas nestas zonas balneares, &#8220;houve lugar à aplicação de alguns processos de contraordenação&#8221;.</p>
<p>&#8220;Numa altura em que a discussão pública está concentrada no direito de utilização do areal em frente às áreas concessionadas por parte de todos os banhistas, questionamos se o problema de fundo foi ou não resolvido&#8221;, sublinhou.</p>
<p>A associação quer ver esclarecido se &#8220;qualquer cidadão pode aceder hoje a todas as praias do concelho de Grândola, tomado de assalto por empreendimentos turísticos de luxo&#8221; e se &#8220;a lei está a ser cumprida, no sentido de garantir que as praias em Portugal são de &#8220;utilização pública e acesso livre&#8221;&#8221;.</p>
<p>&#8220;Em declarações públicas, a ministra do Ambiente afirmou há um ano que seriam tomadas várias medidas, como a colocação de sinalização, a criação de novos acessos ao areal, a construção de estacionamento, além da remoção de cancelas ou barreiras físicas&#8221;, argumentou.</p>
<p>Segundo a Quercus, entre as 10 praias em causa no levantamento feito pela APA, em julho de 2025, &#8220;estavam duas praias com acesso controlado (Troia-Galé e Galé-Fontaínhas), em que o mesmo só era possível através de empreendimentos turísticos&#8221;.</p>
<p>Nas &#8220;oito praias com acesso condicionado (Torre, Brejos da Carregueira, Duna Cinzenta, Golfinhos, Garças, Pinheirinho, Malha Branca e Camarinhas)&#8221; verificavam-se &#8220;vários fatores como propriedades privadas, empreendimentos turísticos, estacionamento público e acessos pedonais insuficientes/ inexistentes ou falta de sinalização clara&#8221;, argumentou.</p>
<p>A Quercus considera ainda ser &#8220;do interesse público a clarificação desta situação, não só no concelho de Grândola&#8221;, como &#8220;noutras zonas suscetíveis de sucumbir aos interesses privados de empreendimentos turísticos, à revelia da lei e, muitas vezes, com potenciais danos para os ecossistemas costeiros&#8221;.</p>
<p>Na mesma nota, a associação reforça que irá acompanhar este tema durante toda a época balnear, apelando a todos os cidadãos e turistas que reportem eventuais irregularidades no acesso às zonas balneares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773174]]></sapo:autor>
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		<title>Ébola: RDCongo eleva para 515 número de casos confirmados</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ebola-rdcongo-eleva-para-515-numero-de-casos-confirmados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:34:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ébola]]></category>
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		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[As autoridades da República Democrática do Congo (RDCongo) elevaram para 515 os casos confirmados no surto de Ébola declarado a 15 de maio no leste do país, que causou já 91 mortos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As autoridades da República Democrática do Congo (RDCongo) elevaram para 515 os casos confirmados no surto de Ébola declarado a 15 de maio no leste do país, que causou já 91 mortos.</P><br />
<P>No último boletim sobre a doença, divulgado na noite de domingo e com dados até sábado, o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) indicou que foram registados 27 novos casos nas 24 horas anteriores à publicação do relatório.</P><br />
<P>&#8220;As atividades de assistência, prevenção e sensibilização comunitária continuam nas zonas afetadas&#8221;, informou o Ministério da Comunicação congolês através da rede social X.</P><br />
<P>Segundo as autoridades, 283 pacientes estão &#8220;hospitalizados ou em isolamento&#8221; e o número de pessoas curadas subiu para doze, mais três do que no último contagem, enquanto as zonas de saúde afetadas em três províncias congolesas se mantêm em 25.</P><br />
<P>Além disso, 50,3% dos contactos já foram rastreados &#8212; uma taxa inferior aos 67,2% do relatório anterior &#8212; e a taxa de letalidade situa-se em 17,7%.</P><br />
<P>O surto foi declarado em Ituri &#8211; província fronteiriça com o Sudão do Sul e o Uganda &#8211; que continua a ser o epicentro com 487 casos, mas propagou-se às províncias orientais de Kivu Norte (25) e Kivu Sul (3).</P><br />
<P>A epidemia expandiu-se também ao Uganda, onde foram detetados até agora 19 casos, incluindo 14 considerados importados da RDCongo, entre os quais dois óbitos.</P><br />
<P>O surto corresponde à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade varia entre 30% e 50% e para a qual não existe vacina autorizada ou tratamento específico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera &#8220;alto&#8221; o risco de surto em África subsariana e &#8220;baixo&#8221; a nível global.</P><br />
<P>A OMS considera que o vírus começou a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração oficial do surto, que foi classificado a 17 de maio como &#8220;emergência de saúde pública de importância internacional&#8221;.</P><br />
<P>O vírus do Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773176]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsas europeias em baixa devido à subida do petróleo e a queda de Wall Street</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:34:28 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[bolsas europeias]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>
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					<description><![CDATA[As principais bolsas europeias abriram hoje em baixa, afetadas pelo aumento de quase 5% do preço do petróleo, depois dos bombardeamentos cruzados entre Israel e o Irão e a significativa queda de Wall Street na sexta-feira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As principais bolsas europeias abriram hoje em baixa, afetadas pelo aumento de quase 5% do preço do petróleo, depois dos bombardeamentos cruzados entre Israel e o Irão e a significativa queda de Wall Street na sexta-feira.         </P><br />
<P>Às 08:25 em Lisboa, o EuroStoxx 600 baixava 0,87%, para 617,27 pontos.                           </P><br />
<P>As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt desciam 0,3%, 0,83% e 1,23%, bem como as de Madrid e Milão, que se desvalorizavam 0,63% e 0,46%, respetivamente.     </P><br />
<P>A bolsa de Lisboa invertia a tendência de baixa da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,05%, para 8.935,83 pontos, depois de ter terminado num novo máximo desde junho de 2008 em 09 de abril (9.484,93 pontos). </P><br />
<P>O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em agosto, avançava 4,98%, para 97,73 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em julho, de referência nos Estados Unidos da América (EUA), subia 4,54%, para 94,65 dólares.</P><br />
<P>O gás natural para entrega em julho no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, subia 4,94%, para 50,90 euros por megawatt-hora (MWh).</P><br />
<P>O Irão atacou no domingo Israel com mísseis balísticos pela intervenção deste no Líbano e Israel respondeu bombardeando uma instalação petroquímica no sudoeste iraniano e outros alvos. </P><br />
<P>O analista da IG Sergio Ávila, citado pela Efe, afirma que com estas condições &#8220;a tensão geopolítica atinge as bolsas europeias e asiáticas e reativa o medo de uma escalada com impacto direto sobre energia e risco global&#8221;.</P><br />
<P>As bolsas também estavam condicionadas pela queda de Wall Street na sexta-feira, quando o índice tecnológico Nasdaq perdeu 4,18%, o pior resultado diário desde abril do ano passado.</P><br />
<P>Os futuros do Dow Jones e do Nasdaq registam um recuo de 0,34% e um avanço de 0,25%, respetivamente, depois de na sexta-feira o primeiro ter fechado a cair 1,33% e o segundo a descer 4,18%.  </P><br />
<P>Este retrocesso deveu-se ao receio de aumentos das taxas de juro nos EUA depois dos bons dados do emprego dos Estados Unidos de maio (quando foram criados 172.000 postos de trabalho), o aumento do rendimento da dívida soberana, que superava 4,5%, e as dúvidas sobre o negócio da inteligência artificial se o custo do dinheiro aumentar.</P><br />
<P>A situação do parque nova-iorquino, que registou vários recordes na semana passada, e do Médio Oriente foi transferida para a Ásia, onde se destacou a queda de 8,29% da bolsa de Seul, enquanto Tóquio cedeu 3,85%, Xangai 1,7% e Hong Kong, a poucos minutos de fechar, caía cerca de 1,5%.</P><br />
<P>No mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a 10 anos sobe para 3,056%, depois de ter fechado em 3,038% na sessão anterior.</P><br />
<P>O euro estava estabilizado e subia 0,02%, para 1,1524 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt.</P><br />
<P>Os metais preciosos estão em baixa, com uma descida de 0,50% no caso do ouro, para 4.306,93 dólares a onça, e um recuo de 0,74% no caso da prata, para 74 dólares.</P><br />
<P>Em relação às criptomoedas, a &#8216;bitcoin&#8217; sobe quase 2%, para 63.073 dólares. </P><br />
<P>Os investidores vão estar atentos hoje aos dados da confiança do investidor (Sentix) da zona euro em junho. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773200]]></sapo:autor>
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		<title>Agressões à PSP e GNR aumentam: mais de seis crimes cometidos contra forças de segurança por dia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:30:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[PSP]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre ataques a agentes da PSP, militares da GNR atingidos a tiro e ocorrências com feridos em várias zonas do país, os dados apontam para um agravamento da violência contra quem está no terreno]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As agressões e crimes contra elementos das forças de segurança continuam a marcar o trabalho diário da PSP e da GNR, com mais de 2.100 casos registados no último ano, escreve o &#8216;Diário de Notícias&#8217;. Entre ataques a agentes da PSP, militares da GNR atingidos a tiro e ocorrências com feridos em várias zonas do país, os dados apontam para um agravamento da violência contra quem está no terreno.</p>
<p>No caso da GNR, foram registados 1.245 crimes contra militares no ano passado, acima dos 1.162 contabilizados em 2024. Já na PSP, o Relatório Anual de Segurança Interna de 2025 indica que 944 agentes sofreram agressões. Destes, sete foram internados, 560 receberam assistência sem necessidade de hospitalização e 377 não tiveram ferimentos.</p>
<p>Somando os crimes contra militares da GNR às agressões a agentes da PSP, estão em causa 2.189 delitos contra as forças de segurança. No caso da Guarda, 172 militares foram agredidos sem ferimentos, 159 ficaram feridos sem necessidade de internamento e três tiveram de ser hospitalizados.</p>
<p><strong>Lei agravou penas, mas sindicatos dizem que não basta</strong></p>
<p>Em abril do ano passado foi publicada a Lei n.º 26/2025, que agravou as molduras penais para quem for condenado por agredir polícias, guardas prisionais e bombeiros. Ainda assim, as estruturas representativas das forças de segurança defendem que a alteração legal não é suficiente para mudar a realidade no terreno.</p>
<p>Paulo Jorge Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, afirma ao &#8216;Diário de Notícias&#8217; que “não é uma questão de mudança legal”, sublinhando que o serviço está “mais arriscado” e que há uma “agudização de alguns comportamentos sociais”. Para o dirigente sindical, quem agride um polícia não pensa, no momento, na pena que pode vir a sofrer.</p>
<p>O responsável da ASPP-PSP defende que a resposta deve passar por mais formação, mais efetivos no terreno e maior compreensão, por parte dos tribunais, da complexidade do trabalho policial. Na sua perspetiva, a punição das agressões depende também da forma como a justiça interpreta as ocorrências vividas pelos agentes nas ruas.</p>
<p><strong>Justiça, impunidade e falta de efetivos</strong></p>
<p>César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, aponta no mesmo sentido. Para o dirigente da APG, não basta ter a lei: é necessário aplicá-la. A morosidade da justiça, defende, acaba por transmitir um sentimento de impunidade.</p>
<p>Outra das preocupações é a falta de efetivos. César Nogueira considera que a presença de mais militares numa ocorrência pode funcionar como fator de dissuasão. A diferença entre uma patrulha com um ou dois elementos e uma presença mais reforçada pode, segundo o responsável, levar o agressor a pensar duas vezes antes de avançar contra a autoridade.</p>
<p>Mas a GNR enfrenta dificuldades para garantir esse reforço. O dirigente sindical lembra que, em várias situações, há recurso a militares ainda estagiários, que acompanham patrulhas mas também exigem proteção adicional por parte dos colegas mais experientes.</p>
<p><strong>Bodycams vistas como instrumento de dissuasão</strong></p>
<p>As associações da PSP e da GNR convergem também na defesa da utilização de bodycams. O concurso público internacional para a aquisição destes equipamentos deverá decorrer até dia 19, e os representantes das forças de segurança esperam que o processo avance rapidamente.</p>
<p>Para César Nogueira, as câmaras corporais podem funcionar como forma de dissuadir agressões. Paulo Jorge Santos considera que estes equipamentos podem ajudar a escrutinar melhor as ocorrências, protegendo tanto os agentes como os cidadãos envolvidos.</p>
<p>Apesar de, no primeiro trimestre deste ano, a GNR ter registado uma ligeira descida nos crimes contra militares, de 272 para 257 casos face ao mesmo período do ano anterior, os representantes das forças de segurança mantêm as reivindicações. A leitura é que o problema continua estrutural e exige respostas operacionais, judiciais e tecnológicas.</p>
<p>Na cerimónia dos 115 anos da GNR, no início de maio, António José Seguro alertou para os episódios de agressões a agentes das forças de segurança, considerando-os sinais de uma erosão de valores essenciais à convivência em sociedade. Para o Presidente da República, desrespeitar a autoridade legítima e agredir quem protege os cidadãos fragiliza a própria liberdade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773208]]></sapo:autor>
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		<title>Trabalhar do outro lado da fronteira: o novo destino de imigrantes que vivem legalmente em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:21:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[Procura é sobretudo feita por cidadãos de países terceiros, em especial brasileiros com autorização de residência em território português, que tentam aproveitar a falta de trabalhadores em vários setores do mercado galego]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há cada vez mais imigrantes radicados em Portugal a procurar emprego na Galiza, num novo fenómeno de mobilidade laboral junto à fronteira, escreve o &#8216;<a href="https://www.jn.pt/nacional/artigo/imigrantes-radicados-em-portugal-procuram-trabalho-em-espanha/18092807" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias</a>&#8216;. A procura é sobretudo feita por cidadãos de países terceiros, em especial brasileiros com autorização de residência em território português, que tentam aproveitar a falta de trabalhadores em vários setores do mercado galego.</p>
<p>A tendência junta-se ao fluxo já existente de portugueses que trabalham em Espanha. Em 2025, segundo o relatório de mobilidade transfronteiriça citado pelo &#8216;JN&#8217;, havia 8.895 portugueses a trabalhar no país vizinho, alguns dos quais há décadas. A diferença é que, para cidadãos portugueses ou de outros países da União Europeia, o acesso ao mercado laboral espanhol é muito mais simples do que para estrangeiros de fora da UE que vivem legalmente em Portugal.</p>
<p>O fenómeno está a ser acompanhado pelo serviço Eures Transfronteiriço Galiza &#8211; Norte de Portugal, entidade de referência para quem procura orientação sobre emprego do outro lado da fronteira. Teresa Ventín, coordenadora do serviço, afirma que recebe “todos os dias” imigrantes com autorização de residência em Portugal a pedir informações sobre oportunidades de trabalho na Galiza.</p>
<p><strong>Galiza precisa de trabalhadores</strong></p>
<p>A procura por emprego do lado espanhol é impulsionada pela escassez de profissionais na Galiza. Segundo Teresa Ventín, há falta de mão-de-obra em áreas como hotelaria, construção civil, saúde, cuidados a idosos, transportes e serviços.</p>
<p>A responsável enumera necessidades em profissões como cozinheiros, empregados de mesa e de balcão, trabalhadores de hotéis, profissionais de lares de terceira idade, enfermeiros, fisioterapeutas, soldadores, trabalhadores da construção civil e motoristas. Do lado dos empregadores galegos, a mensagem é clara: há ofertas, mas faltam candidatos disponíveis para preencher as vagas.</p>
<p>Essa realidade tem tornado o mercado galego mais atrativo para quem vive no Norte de Portugal, incluindo imigrantes que já têm residência legal em território português. O problema é que a autorização de residência em Portugal não equivale automaticamente ao direito de trabalhar em Espanha.</p>
<p><strong>Regras diferentes para quem não é da UE</strong></p>
<p>Ao &#8216;Jornal de Notícias&#8217;, Teresa Ventín explica que as regras mudam consoante a nacionalidade do trabalhador. Um cidadão português ou belga que queira trabalhar em Espanha pode procurar uma oferta, chegar a acordo com o empregador e iniciar o processo laboral praticamente nas mesmas condições de um cidadão espanhol.</p>
<p>Já um cidadão brasileiro, venezuelano ou argentino com residência legal em Portugal enfrenta um procedimento diferente. Primeiro tem de encontrar uma oferta e obter acordo com um empregador. Depois, é o empregador espanhol que tem de apresentar uma proposta à autoridade de estrangeiros em Espanha.</p>
<p>Essa proposta é analisada em função do mercado de trabalho local e pode ser aceite ou recusada. Ou seja, mesmo tendo autorização de residência permanente em Portugal, o trabalhador de fora da União Europeia precisa de uma autorização de trabalho espanhola para exercer atividade do outro lado da fronteira.</p>
<p><strong>Autorização limitada à zona fronteiriça</strong></p>
<p>Há ainda outra limitação relevante: quando Espanha concede essa autorização, ela aplica-se apenas ao trabalho no espaço fronteiriço, nas regiões limítrofes com Portugal. Não se trata, portanto, de uma autorização geral para trabalhar em qualquer ponto do território espanhol.</p>
<p>Este detalhe cria uma diferença importante entre imigrantes residentes em Portugal e cidadãos da União Europeia. Enquanto portugueses e outros europeus beneficiam da livre circulação laboral, os cidadãos de países terceiros continuam dependentes de uma autorização específica, condicionada à análise das autoridades espanholas.</p>
<p>Ainda assim, a procura continua a crescer. A falta de trabalhadores na Galiza e a proximidade geográfica com o Norte de Portugal estão a transformar a fronteira num espaço laboral cada vez mais procurado, mas também marcado por regras distintas, processos administrativos e limitações legais que nem todos os candidatos conhecem quando começam a procurar emprego do outro lado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773196]]></sapo:autor>
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		<title>Material elétrico acelera e reforça papel estratégico na economia portuguesa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Silva Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:11:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Com um crescimento de quase 13% em 2025, o setor do material elétrico reforçou o seu peso na economia portuguesa. Daniel Ribeiro, diretor-geral da AGEFE, analisa os motores deste desempenho e os desafios para o futuro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O setor português do material elétrico cresceu quase 13% em 2025, desempenho que superou largamente a evolução da economia nacional e confirma o papel cada vez mais estratégico desta indústria na transição energética e digital do país.</p>
<p>Segundo o mais recente estudo da AGEFE – Associação Empresarial dos Setores Elétrico, Eletrodoméstico, Eletrónico e das Tecnologias da Informação e Comunicação –, o mercado interno ultrapassou os 1,4 mil milhões de euros, as exportações superaram os 855 milhões e o emprego continuou a crescer, refletindo a dinâmica de um setor cada vez mais associado à inovação, à eficiência energética e à modernização das infraestruturas.</p>
<p>Em entrevista à Executive Digest, Daniel Ribeiro, diretor-geral da AGEFE, analisa os fatores que impulsionaram este crescimento, os desafios que persistem e as oportunidades que poderão marcar a evolução do setor nos próximos anos.</p>
<p><strong>De acordo com o estudo de mercado apresentado em Ílhavo, o sector do Material Elétrico cresceu quase 13% e ultrapassou os 1,41 mil milhões de euros no mercado interno em 2025. Este ritmo reflete um pico temporário associado aos fundos da transição energética ou é um patamar para manter a longo prazo?</strong></p>
<p>Os números são, de facto, expressivos: o mercado interno fechou 2025 em 1 410,7 milhões de euros, com um crescimento de 12,7%, claramente acima do crescimento da economia portuguesa. Mesmo com o cuidado de referir que estamos a falar de crescimento nominal, ainda que descontemos a evolução dos preços, o crescimento real foi consistentemente positivo, como o estudo sublinha. Há de facto intensificação da procura em resultado da crescente eletrificação da economia, em todos os seus domínios, desde a crescente digitalização dos edifícios e da vida em sociedade, que é necessariamente elétrica, eletrodigital, aos investimentos nos centros de dados para IA, à mobilidade elétrica, à produção solar e eólica, à domótica e automatização de processos industriais… tudo isto, ao que se junta uma acentuada dinâmica  na construção e remodelação de edifícios, tanto no terciário como residencial, requer infraestruturas mais robustas e mais sofisticadas e soluções mais complexas e com maior valor acrescentado.</p>
<p>O que os dados nos mostram com clareza é que há categorias estruturalmente ligadas à modernização da economia a puxar pelo mercado: a Distribuição de Energia cresceu 19,5%, os Cabos e Condutores 13,7%, e a Intercomunicação, Segurança e Domótica 21,9%. Não ignoramos que os fundos europeus podem ter contribuído para uma aceleração em dado momento, mas estas são áreas cuja procura não se esgota com um ciclo de fundos.</p>
<p>Certo é que a dinâmica que a transição energética e transição digital induzem na eletrificação e nos demais sectores da economia, permite antever continuidade no crescimento. A nossa expectativa é que parte do ritmo atual se mantenha, mas seria precipitado afirmar hoje que os 13% se irão repetir de forma linear nos próximos anos.</p>
<p><strong>As exportações subiram 11,5% (mais de 855 milhões de euros) num período de forte abrandamento industrial na Europa. Como é que as empresas portuguesas estão a conseguir contrariar a crise europeia e ganhar quota de mercado?</strong></p>
<p>As exportações cresceram em 2025 a um ritmo de 11,5%. É um desempenho assinalável, mas que por si só não nos permite concluir por ganhos ou perdas de quotas de mercado, face sobretudo à crescente interpenetração das economias e à globalização do comércio.</p>
<p>Certo é que o estudo nos mostra que os principais destinos das exportações deste sector são tanto os mercados mais desenvolvidos da Europa, entre os quais se destacam Espanha, França e Bélgica, como mercados dos Países de língua oficial portuguesa, com Angola, Moçambique e Cabo Verde à cabeça.</p>
<p>É este caráter dual que importa assinalar e que espelha bem a centralidade deste sector e de Portugal no comércio internacional. Se, por um lado, se confirma a atualidade e sofisticação de portefólio de várias das empresas exportadoras que potencia a sua integração em cadeias europeias, por outro lado tem-se desenvolvido um posicionamento inteligente, sobretudo por parte de várias empresas distribuidoras grossistas, que aproveita a língua e cultura portuguesas, a que juntam qualidade na oferta, para ganhar posição no abastecimento dos principais países de língua oficial portuguesa.</p>
<p>Os números mostram que a internacionalização deixou de ser um exercício de algumas empresas para passar a ser uma característica estrutural do sector.</p>
<p><strong>Com o emprego a crescer 4,6% no setor, o relatório aponta para um rejuvenescimento e aumento de qualificações. Numa altura em que o país sofre com a fuga de cérebros, qual tem sido o vosso argumento para fixar estes jovens?</strong></p>
<p>Os dados do estudo são, de facto, animadores. O emprego no sector cresceu 4,6%, atingindo 7 098 trabalhadores na amostra. E quando comparamos a evolução entre 2023 e 2025, há três tendências claras: empregados mais jovens, empregados com maiores qualificações e mais empregados do sexo feminino, que já representam 29% do total. Olhando para a estrutura etária, 25,8% dos trabalhadores têm até 34 anos, e nas qualificações, 30,5% têm ensino superior e 46,9% ensino secundário ou pós-secundário. São indicadores que mostram um sector em transformação.</p>
<p>Este crescimento do emprego traduz afinal o crescimento do mercado e da relevância deste sector como elemento essencial e infraestruturante da economia. Embora o estudo não documente as políticas específicas de retenção de talento que cada empresa estará a adotar, certo é que não me parecem ser fatores menores a modernização das empresas e da sua gestão, bem como a perceção sólida da relevância do sector e da atualidade tecnológica dos seus produtos e serviços.</p>
<p><strong>Que barreiras — fiscais ou regulatórias — é que o Governo precisa de levantar urgentemente para que as empresas associadas da AGEFE possam acelerar ainda mais a eletrificação da economia?</strong></p>
<p>Devo dizer que este estudo é um retrato quantitativo do mercado e não inclui análise das barreiras fiscais ou regulatórias do sector. No entanto, essa é uma matéria que tem merecido grande atenção da nossa parte. Limito-me aqui a três áreas de intervenção que temos sugerido:</p>
<ul>
<li>Existência de um quadro fiscal e de incentivos para a dupla transição e valorização do trabalho qualificado: &#8211; um regime integrado que combine estabilidade fiscal com incentivos diretos e à adoção de soluções eletrodigitais (eficiência energética, eletrificação, digitalização, cibersegurança), que reduza custos estruturais e valorize o capital humano qualificado;</li>
<li>Simplificação de processos de licenciamento e implementação de certificação que promova e acelere a execução: &#8211; Estabelecer tramitação simplificada e prazos vinculativos para <em>retrofit e</em>nergético<em>, smart-buildings, smart-grid</em> e infraestruturas digitais; &#8211; Desacoplar os regimes contratuais das empreitadas técnicas da empreitada geral de construção civil.</li>
<li>Evolução de um quadro de contratação pública pelo menor preço para adjudicação com base em critérios de desempenho com avaliação do Custo do Ciclo de Vida e requisitos técnicos e de qualidade mínimos nos cadernos de encargos, alinhados com diretivas europeias.</li>
</ul>
<p><strong>Quais são as vossas previsões para 2026? Acredita que o sector vai conseguir manter este ritmo de crescimento ou antecipa um abrandamento devido à conjuntura económica?</strong></p>
<p>O estudo que apresentámos não inclui previsões numéricas para 2026. No entanto, há razões para um otimismo prudente. Em resposta ao Barómetro da Indústria Eletrodigital que efetuamos, as empresas manifestam apreensão quanto ao contexto geopolítico e aos correspondentes riscos logísticos, de abastecimento e de custos,  mas, ao mesmo tempo, não se revelam pessimistas e manifestam na sua larga maioria a expetativa de que o crescimento da economia nacional alinhará pela projeções oficiais quanto  à evolução do PIB, estimando ainda que o sector venha a ter este ano um desempenho superior, ou seja melhor do que a média da economia nacional.</p>
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