O mês de junho chegou e com ele chega também um conjunto de greves e ações de luta, que já estão marcadas por vários sindicatos e setores. Preparámos um resumo com o calendário para este mês:
Rodoviária de Lisboa – 1 de junho
Os trabalhadores da Rodoviária de Lisboa (RL) cumprem hoje uma paralisação de 24 horas, com início às 03:00, para reivindicar melhorias salariais, naquela que é já a 13ª ação da empresa.
A greve é convocada pelo Sindicato Independente dos Trabalhadores da Rodoviária de Lisboa (SITRL) e terá a duração de 24 horas, com início às 03:00 desta quarta-feira, dia 01 de junho.
CP – 1 a 30 de junho
A CP já veio alertar para “perturbações em todos os serviços” durante todo o mês de junho, por motivos de greve. “Preveem-se possíveis perturbações em todos os serviços, entre os dias 3 e 30 de junho de 2022, nomeadamente atrasos e supressões de comboios”.
A ação foi decretada pelos sindicatos dos ferroviários, nos termos do qual é decretada greve: a todo o trabalho extraordinário; ao trabalho em dia feriado; ao trabalho em dia de descanso semanal; ao trabalho com falta de repouso; e a partir da oitava hora de serviço.
Os trabalhadores das bilheteiras estão também em greve de 24 horas esta quarta-feira, 1 de junho.
Metro de Lisboa – todo o mês
Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa entregaram um pré-aviso de greve para todo o mês de junho ao trabalho suplementar e eventos especiais, estando em risco o prolongamento do horário habitual durante os Santos Populares e Rock in Rio.
Na noite de Santo António, de 12 para 13 de junho, a linha verde e azul do metro de Lisboa habitualmente têm o horário prolongado devido às festas populares, que este ano voltam à rua depois de dois anos sem se realizarem devido à pandemia de Covid-19.
CGTP – todo o mês (ações de luta)
Depois de ter começado no dia 27 de maio com uma concentração na Assembleia da República, a CTGP continua com ações e lutas em todos os setores, por todo o País, durante este mês, culminando com uma Ação Nacional em Lisboa, em princípio na primeira semana de julho
O objetivo, revelou em comunicado, é “mobilizar toda a estrutura sindical para aprofundar a ação reivindicativa e a intervenção nas empresas, locais de trabalho e serviços” para exigir o aumento de salários.
Transtejo e Soflusa – 11 a 13 de junho
Os trabalhadores da Transtejo marcaram, em plenário, uma greve para os dias 11 e 12 de junho. No dia seguinte, igualmente em plenário, os trabalhadores da Soflusa decidiram também convocar greve neste caso para 12 e 13 deste mês.
Na Transtejo exige-se “reposição do poder de compra e a valorização dos salários”. Na Soflusa, a necessidade de “melhores condições de trabalho” está em cima da mesa mas a reivindicação central é também a exigência de melhores aumentos salariais.
Ryanair – sem data definida
Apesar de ainda não haver datas concretas, provavelmente durante este mês de junho, os aviões da Ryanair podem não levantar voo devido a uma greve europeia de tripulantes, que deverá afetar Portugal, Espanha, França e Bélgica.
“Os sindicatos que representam a tripulação de cabine da Ryanair não vão hesitar em avançar com uma ação europeia este verão e avançar com greves caso não haja uma resposta por parte da empresa”, revelou a empresa em comunicado.
EMEL – 9 de junho
Os trabalhadores da EMEL decidiram por unanimidade a marcação de nova greve de 24 horas para dia 9 de Junho, que ainda pode ser cancelada caso sejam retomadas as negociações para aumentos salariais.
Um aumento salarial de 90 euros, a atribuição de diuturnidades no valor de 40 euros, 25 dias úteis de férias e dispensa no dia de aniversário, um subsídio de refeição de 8,50 por dia e atribuição de um subsídio de penosidade no valor de 80 euros são algumas das exigências.
SEF – 18 e 19 de junho (ainda a confirmar)
Os trabalhadores da Direção de Fronteiras de Lisboa (DFL) do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) propuseram à direção do Sindicato dos Inspetores de Investigação e Fiscalização das Fronteiras (SIIFF) a convocação de “greve total”, na Direção de Fronteiras de Lisboa, para 18 e 19 de Junho.
Segundo o ‘Público’, o pré-aviso de greve, pedem, só deve terminar, quando as exigências estiverem atendidas, nomeadamente o compromisso escrito do Governo para a manutenção dos direitos dos trabalhadores da carreira de investigação e fiscalização e calendarização e início da negociação coletiva.













