Dos Rockefellers aos Kennedy e até uma Disney: os milionários que ‘financiam’ os ataques de ativistas ambientais a obras de arte

Aileen Getty, neta do magnata que fundou a Getty Oil Company, ajudou a fundar o Fundo de Emergência pelo Clima, em 2019, em Los Angeles, e desde então já doou mais de um milhão de euros à causa.

Pedro Zagacho Gonçalves

Depois da sopa de tomate atirada contra os ‘Girassóis’ de Van Gogh, seguiu-se novo ato de outro grupo de ativistas, a ‘Última Geração’, que atirou puré de batata a um quadro de Monet, num museu alemão. O grupo de ativistas ambientais Just Stop Oil tem dado que falar pelas intervenções feitas contra várias obras de arte em todo o mundo, e já começou a influenciar outros grupos. No último ‘episódio’, o grupo atirou bolo de chocolate contra a figura de cera do rei Carlos III, exposta no museu Madame Tussaud.

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Mas, por de trás deste grupo, estão antigas fortunas que ‘financiam’ este tipo de protestos. Aileen Getty, neta do magnata que fundou a Getty Oil Company, parece querer por fim ao legado do avô. Aileen, de 65 anos, é um dos rostos milionários que ajudou a fundar o Fundo de Emergência pelo Clima, em 2019, em Los Angeles, e desde então já doou mais de um milhão de euros à causa.

Mas não é caso único. Segundo o El Mundo, há mais multimilionários envolvidos na luta destes grupos de ativistas que lutam contra o aquecimento global, e no financiamento destas organizações.

Rory Keneddy, filha do senador Robert Kennedy, também se juntou à iniciativa da Aileen Getty, bem como Trevor Nielson, empresário e fundados da WasteFuel, que produz combustíveis renováveis a partir da reciclagem de lixo. Entre os três terão doado mais de sete milhões de dólares para o Fundo de Emergência pelo Clima, financiando 91 grupos de ativistas, como o Just Stop Oil, bem como ter treinado mais de 22 mil membros destes grupos, na Europa, EUA e Canadá. Na ‘educação’ dos ativistas, terão sido investidos mais de quatro milhões de dólares só em 2022.

Em maio, um ataque à Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci, no Louvre. Depois, um quadro de Picasso em exposição em Melbourne foi ‘alvo’ da fúria dos ativistas. Os episódios multiplicam-se por todo o mundo no último ano.

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Também Rebecca Rockefeller, assim como um familiar, Peter Gill Case, descendentes do magnata que foi o homem mais rico dos EUA, contribuem para este tipo de fundos que financiam o que muitos consideram ser “atos de vandalismo” contra obras de arte.

Depois do realizador Adam McCay ter doado mais de quatro milhões de euros para o Fundo de Emergência pelo Clima seguiu-se outro nome sonante: Abigail Disney. A sobrinha-neta do criador do rato mais famoso do mundo investiu mais de 250 mil euros no fundo que financia grupos como o Just Stop Oil. A familiar de Walt Disney, neta do irmão do fundador dos estúdios de animação, tem uma fortuna avaliada em mais de 120 milhões de dólares.

“Não nos vamos esquecer que estamos a falar de extinção. Não temos uma responsabilidade para fazermos tudo o que for possível para proteger a vida na Terra?”, questiona Abigail Getty, fundadora do Fundo de Emergência pelo Clima, que virou as suas atenções da luta contra a sida para o combate contra as alterações climáticas e os sem-abrigo. Getty faz parte de uma das famílias mais ricas dos EUA, com uma fortuna de mais de vinte milhões de dólares.

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