Durante o encerramento da LlamaCon, Mark Zuckerberg fez uma declaração surpreendente sobre o futuro do trabalho na Meta, sugerindo que a Inteligência Artificial (IA) poderá substituir, em breve, metade da equipa de desenvolvimento da empresa.
Questionado sobre o papel da IA na escrita de código, o CEO da Meta revelou que “talvez metade do desenvolvimento será feito pela IA em vez de pessoas, e isso vai aumentar a partir daí”. A afirmação foi interpretada como um possível indício de que a tecnológica poderá reduzir significativamente as suas equipas de engenharia, substituindo tarefas humanas por sistemas automatizados, revela o ‘Unilad Tech’.
Apesar do tom preocupante, Zuckerberg insistiu que a mudança deverá aumentar a produtividade, com a IA a funcionar como apoio aos engenheiros: “Todo o engenheiro acabará por se tornar mais como um líder técnico”, afirmou, explicando que cada colaborador trabalhará com “um pequeno exército de agentes” inteligentes.
A declaração gerou debate sobre o impacto real destas tecnologias no emprego e sobre o futuro da segurança no desenvolvimento de IA. Dario Amodei, CEO da Anthropic – empresa apoiada por Jeff Bezos – alertou para os riscos da autonomia total das máquinas, sublinhando que, se a IA puder conduzir investigação e desenvolvimento de forma independente, será necessário elevar os protocolos de segurança.
A visão de Zuckerberg soma-se a outras previsões otimistas – como a de Bill Gates, que acredita que a IA permitirá semanas de trabalho de apenas dois ou três dias –, mas levanta também preocupações éticas e sociais sobre a substituição em larga escala de profissionais qualificados.






