O bilionário norte-americano Michael Bloomberg, dono do grupo de informação financeira homónimo, ainda não decidiu se vai concorrer às eleições norte-americanas, mas deixa uma garantia: vai gastar 100 milhões de dólares (cerca de 90,7 milhões de euros) numa campanha online anti-Trump. A notícia está a ser avançada pelo “The New York Times” (NYTimes) e foi partilhada pelo próprio através das redes sociais.
This is an all-hands-on-deck moment.
We're taking the fight to Trump directly.https://t.co/PKDrrakOuF
— Mike Bloomberg (@MikeBloomberg) November 15, 2019
«Este é um momento de empenho total», escreveu Bloomberg no Twitter, onde admitiu que irá «atacar Trump directamente».
Os eleitores dos Estados norte-americanos, vistos como decisivos para o resultado das presidenciais, vão ser o público preferencial destes anúncios com conteúdo anti-Trump, que ficarão online já esta sexta-feira em quatro Estados – Arizona, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin – até ao fim das primárias, mesmo que Bloomberg decida não entrar na corrida.
Mike Bloomberg não irá aparecer nestas campanhas. «Somos muito claros: o argumento que fazemos para o Mike é que ele é o melhor candidato para combater Trump e uma das razões para ele ser o melhor candidato é que pode combatê-lo imediatamente e de forma robusta», adiantou o seu conselheiro, Howard Wolfson, ao “NYTimes”.
Segundo o seu conselheiro Howard Wolfson, em declarações ao NYTimes, o possível candidato não irá aparecer nesses anúncios. “Teremos outros anúncios que irão ter o Michael Bloomberg”, disse, referindo que este aparecerá “muito” no futuro.
O bilionário ainda está a ponderar se irá entrar na corrida à presidência dos Estados Unidos através das primárias do Partido Democrata, após ter sido o presidente da Câmara de Nova Iorque durante 11 anos. A avançar, terá a maior despesa até ao momento com as presidenciais de 2020.
Donald Trump já gastou mais de 27 milhões de dólares em anúncios no Facebook e na Google. Tudo somado, dá mais do que o conjunto dos quatro principais candidatos democratas – Joe Biden, Elizabeth Warren, Bernie Sanders e Pete Buttigieg. No início de Outubro, a campanha do republicano tinha 158 milhões de dólares em dinheiro para gastar.





