A informação é explosiva e abre outra frente de investigação, mostrando que Donald Trump, ex-presidente dos EUA, quis servir-se das agências de segurança nacional com o objetivo de investar o resultado das eleições de 2020, que deu vitória ao seu rival, Joe Biden.
Segundo o que avança hoje o The New York Times, o então ainda presidente dos EUA queria mesmo que o seu advogado, Rudy Giuliani perguntasse se ele poderia legalmente apreender as urnas de voto em estados-chave que não lhe dessem a vitória.
Ao que é público, passado seis semanas desde as presidenciais americanas de 3 de novembro, tinham-se registado duas tentativas diferentes de apreender esses votos, quer através de lobbying junto do Departamento de Defesa, quer fazendo exigências directamente ao procurador-geral, William Barr. Como o Times relata, este último descartou a possibilidade, o que não impediu ainda assim Trump de tentar envolver o Pentágono e a Segurança Interna, enviando-lhes ordens em código.
A informação agora conhecida representa mais um dado no cenário da investigação a ser levada a cabo pela comissão da Câmara dos Representantes – onde vigora uma maioria democrata – para determinar a responsabilidade pelo ataque ao Capitólio, em janeiro do ano passado, em vésperas da confirmação da vitória de Biden.












