Donald Trump quer dois mil milhões do Pentágono para muro com México

O Presidente norte-americano, Donald Trump, planeia desviar dois biliões de dólares do orçamento do Pentágono para a construção do muro com o México, o projecto de combate à entrada de imigrantes ilegais pela fronteira sul dos Estados Unidos.

Executive Digest

O Presidente norte-americano, Donald Trump, planeia desviar dois biliões de dólares do orçamento do Pentágono para a construção do muro com o México, o projecto de combate à entrada de imigrantes ilegais pela fronteira sul dos Estados Unidos, avança o “The Washington Post”, que cita documentos oficiais.

Este verba é substancialmente menor do que havia sido anunciado em 2019. Em Dezembro, o Congresso dos Estados Unidos aprovou um pacote orçamental de 1,4 biliões de dólares, com verbas de 1,375 mil milhões de dólares para a construção do muro com o México. A verba é a mesma que o Congresso aprovou em 2018 e que levou Trump a não assinar o documento, impondo ao país uma longa paralisação administrativa, tendo depois declarado uma emergência nacional para desviar fundos de outras áreas. Na altura, o Governo reatribuiu ao muro cerca de 6,6 mil milhões de dólares do Pentágono e do Departamento do Tesouro.

Recorde-se que nos Estados Unidos é o Congresso que decide o orçamento. Os democratas opõem-se à construção do muro e têm exercido pressão para impedir a promessa de Trump.

No seu terceiro discurso anual do Estado da Nação, na semana passada, Trump assegurou que no início de 2021 o muro na fronteira com o México terá mais de 800 quilómetros construídos. Até agora, foram concluídos mais de 165 quilómetros de muro e «haverá mais» 805 quilómetros construídos «no início do próximo ano», salientou, garantindo, por outro lado, que apoia «as esperanças» de cubanos, nicaraguenses e venezuelanos «para restaurar a democracia» nos seus países.

«À medida que restauramos a liderança dos Estados Unidos no mundo, continuamos a apoiar a liberdade no nosso hemisfério. É por isso que a meu Governo revogou as políticas falidas da administração anterior sobre Cuba. Estamos a apoiar as esperanças de cubanos, nicaraguenses e venezuelanos para restaurar a democracia», declarou.

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