Donald Trump mantém-se obcecado com a Gronelândia e publica vídeo a lembrar apoio americano na II Guerra Mundial

No seu post, Trump afirmou que, em 1943, quase mil soldados americanos, com quatro capelães, deixaram Nova Iorque em direção à Gronelândia, levando consigo “esperança, dever e medo”

Francisco Laranjeira

Donald Trump não escondeu a ‘obsessão’ em dominar a Gronelândia: o presidente dos Estados Unidos partilhou um vídeo nas redes sociais no qual relembrou como o seu país enviou tropas para proteger a Gronelândia durante a II Guerra Mundial.

O vídeo – num estilo bem cinematográfico – lembrou que “enquanto a Alemanha controlava a Europa, os nazis miravam o Ártico”, razão pela qual as autoridades americanas enviaram tropas “não para conquistar, mas para proteger” o território autónomo dinamarquês, já que “a Gronelândia se tornou um combatente involuntário” na II Guerra Mundial. O vídeo termina com a frase: “Os Estados Unidos apoiam a Gronelândia”.



No seu post, Trump afirmou que, em 1943, quase mil soldados americanos, com quatro capelães, deixaram Nova Iorque em direção à Gronelândia, levando consigo “esperança, dever e medo”.

“Mas o navio deles foi torpedeado por um submarino nazi e as águas geladas do Atlântico Norte tornaram-se um túmulo”, continua o vídeo, destacando os esforços dos capelães para salvar americanos e gronelandeses.

O vídeo aborda as ameaças que a Gronelândia enfrenta, como a agressão russa e a expansão chinesa. “O nosso legado compartilhado vive em cada missão , em cada patrulha no Ártico, em cada aliança forjada na sombra do degelo e das tensões crescentes… Agora é a hora de nos unirmos novamente: pela paz, pela segurança e por um futuro.”

O lançamento do vídeo ocorre após a visita de JD Vance ao país ártico, durante a qual acusou a Dinamarca de não ter feito um “bom trabalho” no território autónomo do Ártico, negligenciando a sua segurança e população durante anos.

“A nossa mensagem é muito simples. Sim, o povo da Gronelândia terá autodeterminação. Mas esperamos que eles escolham os Estados Unidos como um parceiro, porque somos a única nação no planeta que respeitará a sua soberania e respeitará a sua segurança, porque a sua segurança também é, em grande medida, a nossa segurança”, destacou, durante a visita à Base Espacial Pituffik do Exército dos EUA.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.