O CEO da Galp, Filipe Silva, advertiu que o projeto Aurora Lithium, que visa a construção de uma refinaria de lítio em Setúbal em parceria com a Northvolt, poderá ficar comprometido sem a mineração de lítio em Portugal. Segundo a empresa, sem apoios financeiros nacionais e europeus, avançar para uma decisão de investimento será desafiante.
O presidente executivo da Galp reforçou a necessidade de incentivos e sublinhou o contexto difícil do mercado, indicando que a decisão final de investimento, anteriormente prevista para 2024, será adiada. Além disso, o início da refinaria foi adiado de 2026 para 2028, levando a Galp a abdicar da candidatura aos fundos do PRR.
A Savannah Resources, proprietária da mina do Barroso, respondeu prontamente à Galp, assegurando que está comprometida com o avanço do seu projeto e com a cadeia de valor do lítio em Portugal, revela o ‘Negócios’. A empresa britânica adiantou que o projeto, inicialmente previsto para 2026, arrancará em larga escala em 2027, citando atrasos burocráticos e dificuldades na aquisição de terrenos como principais entraves.
Em reação, o Governo anunciou que está a preparar uma estratégia para as matérias-primas, que visa atrair e estabilizar investimentos no setor. Fonte do Ministério do Ambiente e Energia garantiu que o plano será revelado em breve, definindo diretrizes para assegurar confiança aos investidores, numa altura em que a competição internacional cresce, com países como Marrocos a captar grandes investimentos na fileira das baterias, revela a mesma fonte.














