Dona da Zara deixa aviso: se quarentena for para além de 15 abril, lay-off afetará 25 mil pessoas

O grupo Inditex esclarece que a decisão afetaria apenas o pessoal da loja e não o das fábricas, logística ou serviços centrais, em Espanha.

Sónia Bexiga

O grupo Inditex tem vindo a ajustar a sua atividade ao ritmo da evolução da pandemia do coronavírus por todo o mundo, e a decisão de encerrar as suas lojas físicas já chegou a Portugal. Contudo, em Espanha, o grupo que detém as marcas Zara, Bershka, Stradivarius, entre outras, estará a ponderar avançar com um lay-off, avançam os media espanhóis.

A empresa já fez saber que assumirá com os seus recursos financeiros o salário de todos os seus funcionários em Espanha, apesar de suas 1.580 lojas no país permanecerem fechadas por um mês. Segundo fontes próximas, o grupo não avançará com um lay-off (redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa das empresas) se o estado de emergência decretado pelo governo não for além do próximo dia 15 de abril.

A empresa assegura que tem como objetivo prioritário “preservar todos os empregos”, e já iniciou conversações com os sindicatos sobre a possibilidade de um lay-off, a quem garantiu que não pretende avnaçar já com esta medida.

Caso se concretize o lay-off, afetaria apenas o pessoal da loja e não o de fábricas, logística ou serviços centrais. O número é equivalente a cerca de 25 mil pessoas e não 37 mil apontados pelos sindicatos já esta sexta-feira.

Embora a empresa possua quase 50 mil funcionários na Espanha, o facto de ter a sede de todas as suas marcas no país significa que muitos de seus funcionários realizam trabalhos transnacionais, prestando serviços a mercados que permanecem abertos. O encerramento de lojas afeta 3.785 lojas, metade das quais o grupo possui, em 39 países.

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Medidas de combate
A Inditex anunciou na quarta-feira uma série de medidas contra o impacto que o Covid-19 pode ter na empresa e que, por enquanto, é difícil de calcular. O grupo provisionou 287 milhões de euros, adiou a decisão sobre seus dividendos até julho e decidiu reduzir a variável de seus gerentes em 2019 para 50%, apesar de a empresa ter um histórico de receita e benefícios durante esse período.

Além disso, a Inditex disponibilizou a sua capacidade logística e comercial ao Estado, especialmente na China, para ajudar o governo a comprar materiais médicos ou têxteis. O próprio grupo entregará 300 mil máscaras antes do final da semana e dedicará parte de sua capacidade de produção à preparação de material têxtil para fins sanitários.

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