Dona da Gillette, Oral-B e Pantene contraria previsões e consegue aumentar lucros com subida de 10% nos preços

A Procter & Gamble (P&G), gigante dos produtos de limpeza e higiene, anunciou esta sexta-feira os resultados do primeiro trimestre de 2023 e revelou que foram superadas as projeções e expetativas dos analistas, com um maior lucro do que o previsto.

Pedro Zagacho Gonçalves

A Procter & Gamble (P&G), gigante dos produtos de limpeza e higiene, anunciou esta sexta-feira os resultados do primeiro trimestre de 2023 e revelou que foram superadas as projeções e expetativas dos analistas, com um maior lucro do que o previsto.

A empresa, dona de marcas como Tide, Ariel, Gillette, Braun, Oral-B, Pantene ou Swiffer, Vicks, Ambipur, Old Spice, Head&Shoulders, conseguiu aumentar as projeções anuais de crescimento de vendas orgânicas para 6%, do anterior intervalo de entre 4 a 5%.

Uma sondagem de analistas feita para a Refinitiv, citada pela NBC, calculava uma receita de 19,32 mil milhões de dólares, mas na realidade, até 31 de março, foi de 20,07 mil milhões de dólares.

O lucro da P&G no terceiro trimestre fiscal foi de 3,4 mil milhões de dólares, ou 1,37 dólares por ação, acima dos 3,36 mil milhões de dólares e 1,33 dólares por ação que registava há um ano.

As vendas líquidas aumentaram 4% para 20,07 mil milhões e as orgânicas 7%. No entanto, o volume da empresa caiu 3%, já que os consumidores preferiram as opções mais baratas: É que, para conseguir os bons resultados, a empresa optou por um aumento de preços na ordem dos 10%, em todo o portfólio de marcas e produtos.

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O CFO, Andre Schulten, assinalou que os efeitos representam o quarto trimestre consecutivo de redução de volume, e que deverá levar alguns trimestres a retomar os níveis de antes.

Registaram-se aumentos de volume nos EUA, maior mercado da P&G, seguido da china, segundo maior mercado, que está a recuperar após o levantamento das restrições da Covid-19.

Todas as divisões da P&G registaram queda de volume no primeiro trimestre de 2023, com exceção das relacionadas com saúde e beleza, que tiveram um aumento de 1%.

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Por outro lado, a categoria que viu maior subida de vendas foi a de cuidados de saúde (6%), seguida da de detergentes e cuidados para o lar (5%), e a de produtos de beleza, cuidados para o bebé, mulher e família (3%).

Em termos de preços, o maior aumento, de 13% verificou.se na civisão de detergentes e cuidados para o lar. Segue-se a categoria de cuidados pessoais, com um aumento de 10%, e a de produtos de beleza e a de cuidados para o bebé, mulher e família, ambas com 8% de incremento.

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