Um novo estudo publicado no site de saúde internacional MedRxiv e assinado por 12 especialistas da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, põe em causa as bases de dados usadas pela Direção Geral da Saúde (DGS), apontando diversos erros e falta de informação, avança a ‘TSF’.
O documento remete concretamente para o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE), no qual a DGS se baseia para tomar decisões e a partir do qual, são fornecidos dados para a comunidade cientifica. Segundo os especialistas, o mecanismo é de baixa qualidade e apresenta muitas inconsistências.
Algumas das falhas chegam mesmo a ser insólitas, como é o caso de pacientes com 134 anos e também três homens ‘grávidos’, para além de 19 utentes que supostamente foram diagnosticados com Covid-19, mesmo antes de a doença ter aparecido em Portugal.
Estas incongruências têm conduzido a outros estudos, que tendo por base informações dispersas e incorretas podem também eles ser falsos, conduzindo à desinformação, nomeadamente no que diz respeito ou maior ou menor risco de determinados doentes terem complicações graves caso contraiam o vírus.
Neste sentido, no artigo em questão é lançado o alerta para que as informações disponibilizadas pela DGS aos investigadores das academias, sejam usadas apenas de forma limitada, uma vez que neste momento são de pouca utilidade no combate à crise de Saúde Pública.




