Christian B. pode ter invadido o resort na Praia da Luz, no Algarve, para raptar Madeleine McCann. No documentário de quatro partes do canal de televisão alemão Sat.1, divulgado na passada 2ª feira, Manfred Seifert, um antigo conhecido do principal suspeito do rapto da menina inglesa, descreveu-o como uma “pessoa horrível”.
“Não o consigo descrever. Desde o início que parecia antipático, desde o primeiro minuto e desde a primeira vez que o vi. No início disse-me que estava a trabalhar como empregado de mesa, mas depois confessou que arrombava lugares e era assim que ganhava dinheiro”, explicou Seifert que, quando questionado pela equipa de investigadores sobre se o abusador sexual condenado teria sido responsável pelo sequestro de Madeleine, respondeu: “Sim, teria sido capaz disso.”
Madeleine McCann desapareceu quando tinha apenas 3 anos, quando a sua família gozava férias no Algarve em 2007. Christian B foi identificado como o principal suspeito no rapto de menina inglesa pelos investigadores em Braunschweig, em junho de 2020. Christian B. sempre negou todas as alegações em relação ao desaparecimento de Madeleine McCann.
No mesmo documentário, outro conhecido, que quis manter o anonimato, garantiu: “Não penso que mataria alguém de forma premeditada, não acho. Posso imaginar que terá invadido – se foi ele quem o fez – porque alguém o avisou que haveria dinheiro ou joias ou o que fosse. A criança acordou e estava no seu caminho. Teve de reagir. Se a matou, ou se a poderia ter morto, não tenho ideia. Não acho que ele simplesmente se sentaria num lugar e decidiria matar uma criança. Mas quem sabe, já estive errado antes.”
O documentário também alegou ter evidências de que Christian B. “trabalhou repetidamente” no resort Ocean Club, onde os McCann ficaram, e estaria “muito familiarizado” com a área.
O Sr. Seifert disse ao Sat.1 que enquanto Christian B. estava na prisão, ele e outro conhecido, Helge B, visitaram a sua casa, onde fizeram descobertas terríveis. “Encontrei a arma, levei-a comigo. Um recipiente cheio de diesel. E aquela câmara de vídeo”.









