Do investimento de 25.000 milhões ao recrutamento de 3.000 trabalhadores: Estes são os objetivos da EDP

A EDP apresentou o seu plano estratégico 2023-2026. Do investimento de 25 milhões ao recrutamento de 3.000 trabalhadores, estes são os objetivos da elétrica nacional para o próximo triénio.

Executive Digest com Lusa

A EDP apresentou o seu plano estratégico 2023-2026. Do investimento de 25 milhões ao recrutamento de 3.000 trabalhadores, estes são os objetivos da elétrica nacional para o próximo triénio.

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Prevê contratar mais 3.000 trabalhadores até 2026

A EDP prevê contratar mais 3.000 trabalhadores até 2026, aumentando o total para 14.000, de acordo com o plano estratégico 2023-2026, hoje enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“O Plano Estratégico agora atualizado prevê 3.000 novas contratações até 2026 para um total líquido de 14.000 colaboradores e a meta de ter 31% de mulheres em posições de liderança”, informou o grupo esta madrugada, em comunicado ao mercado, horas antes de apresentar o plano, em Londres.

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Segundo a elétrica, “os colaboradores da EDP – mais de 13.000 pessoas de 63 nacionalidades em todo o mundo – continuarão a suportar os ambiciosos objetivos do grupo através do seu dinamismo e diversidade”.

O plano estratégico agora atualizado mantém ainda o compromisso da EDP em ser neutra em carvão até 2025, o que implica o fecho de centrais termoelétricas que usem aquele combustível fóssil, e de ser 100% ‘verde’ até 2030 e neutra em carbono até 2040.

 

Alcançar lucro recorrente de 1.400 a 1.500 milhões de euros em 2026

A elétrica pretende alcançar um lucro recorrente de 1.400 a 1.500 milhões de euros em 2026, correspondendo a um crescimento médio anual do lucro de 12% a 14%.

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“Com a previsão de rendimento líquido recorrente na ordem dos 1.400 1.500 milhões de euros até 2025, o limite mínimo de dividendos por ação aumentará gradualmente de 0,19 para 0,20 euros, enquanto o objetivo de pagamento deverá ser revisto para 60-70%”, comunicou a EDP à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esta madrugada, horas antes de apresentar o novo plano estratégico para 2023-2026, em Londres.

No plano anterior, apresentado em fevereiro de 2021, para os anos 2021-2025, a EDP previa atingir os 1.000 milhões de euros em 2023, adiando a meta dos 1.000 milhões em um ano, e subir até aos 1.200 milhões de euros em 2025.

O anterior plano previa também o pagamento de dividendos de pelo menos 19 cêntimos por ação, até 2025.

Na EDP Renováveis, a política de dividendos foi também melhorada para um rácio de pagamento de 30-50% “a fim de proporcionar uma remuneração flexível e competitiva aos seus acionistas e alinhada com o mercado”, indicou a EDP.

O novo plano prevê também que o grupo atinja um EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente de 5.700 milhões de euros em 2026, com o investimento anual a crescer 6% entre 2022 e 2026.

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Adicionalmente, “a EDP irá alavancar o seu modelo de rotação de ativos para potenciar ainda mais o seu crescimento”, indicou, salientando os “2.000 milhões de euros em rotação de ativos na última década” e indicando que “espera agora alcançar 8.000 milhões de euros em receitas e ganhos de capital até 2026”.

 

Investimento de 25.000 milhões de euros até 2026, 85% dos quais em renováveis

O grupo EDP prevê investir 25.000 milhões de euros até 2026, segundo o plano estratégico 2023-2026 hoje divulgado, dos quais 21.000 milhões em renováveis (85%), com um investimento bruto anual de 6.200 milhões, mais 30% do que no anterior plano.

De acordo com um comunicado divulgado esta madrugada, o grupo EDP, que apresenta hoje em Londres o novo plano estratégico para o período entre 2023 e 2026, está previsto um “investimento de 25.000 milhões de euros até 2026 para potenciar renováveis e suportar os compromissos de neutralidade carbónica do grupo”.

Assim, 21.000 milhões de euros serão alocados às energias renováveis e 4.000 milhões às redes elétricas, o que representa um investimento bruto anual de cerca de 6.200 milhões de euros, ou seja, mais 30% face ao anterior plano de negócios.

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No anterior plano estratégico, apresentado em fevereiro de 2021, para o triénio 2021-2025, a EDP previa investir 24.000 milhões de euros na transição energética, dos quais 19.200 milhões (80%) em renováveis.

No novo plano, o ritmo de adição de nova capacidade renovável aumenta para 4,5 gigawatts (GW) por ano, para um total de 18 GW até 2026, prevendo uma capacidade instalada de renováveis de 33 GW até ao fim do plano e a ambição de atingir mas de 50 GW até 2030.

Desta forma, 40% do investimento será em energia eólica ‘onshore’, 40% em solar de grande escala, 12% em solar distribuído, 5% em eólica ‘offshore’ e 3% em armazenamento e hidrogénio.

No que diz respeito às redes, está prevista a expansão das linhas de distribuição para 400.000 quilómetros, nove milhões de contadores inteligentes (mais 500.000 face a 2022) e 12 milhões de pontos de acesso (mais 2,5 milhões do que em 2022).

Tal como no anterior plano, 80% do investimento destina-se à Europa e América do Norte (40% cada), 15% na América do Sul e 5% na região da Ásia-Pacífico.

 

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Lançamento de OPA sobre EDP Brasil financiada por aumento de capital de 1.000 milhões de euros

A EDP anunciou hoje o lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) de 100% sobre a EDP Brasil, financiada por um aumento de capital de 1.000 milhões de euros, dos quais 600 milhões estão já assegurados por principais acionistas.

Em comunicado enviado esta madrugada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a EDP anunciou o lançamento de uma OPA de 100% sobre a sua subsidiária cotada EDP Brasil, detida a 56,05% (posição consolidada de 57,55%), “visando a sua retirada de bolsa numa transação que gera valor”.

“Centrada nas redes renováveis e elétricas, esta operação visa também simplificar a organização empresarial”, explicou a EDP.

A OPA será financiada por um aumento de capital de 1.000 milhões de euros, colocado junto de investidores institucionais, e 600 milhões de euros têm já o compromisso de investimento dos principais acionistas, incluindo o grupo China Tree Gorges (CTG).

Segundo o comunicado ao mercado, o preço oferecido aos acionistas minoritários da EDP Brasil é de 24 reais por ação (cerca de 4,4 euros), correspondendo, assim, a um investimento potencial total de 5.770 milhões de reais (cerca de 1.040 milhões de euros).

A retirada bolsista da EDP Brasil deverá estar concluída no segundo semestre de 2023.

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A EDP Renováveis Brasil foi fundada em 2009 e tem 1,1 gigawatts (GW) de renováveis em atividade.

“Esta operação irá reforçar o foco nos segmentos de energias renováveis e redes, ao mesmo tempo que reduz a exposição à geração hídrica e prevê saída da produção termoelétrica”, apontou a EDP.

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