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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Vai viajar este verão? Há um lugar no avião que uma especialista aconselha a evitar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 09:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Com a aproximação da época alta das férias e o aumento da procura por viagens aéreas, muitos passageiros procuram formas de reduzir custos, seja viajando apenas com bagagem de mão, evitando serviços adicionais ou optando pelos lugares mais baratos disponíveis no avião.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a aproximação da época alta das férias e o aumento da procura por viagens aéreas, muitos passageiros procuram formas de reduzir custos, seja viajando apenas com bagagem de mão, evitando serviços adicionais ou optando pelos lugares mais baratos disponíveis no avião. No entanto, uma comissária de bordo com mais de 15 anos de experiência na aviação alerta que uma aparente poupança pode acabar por comprometer significativamente o conforto durante o voo.</p>
<p>A recomendação foi feita por Bárbara Bacilieri, hospedeira de bordo e criadora de conteúdos nas redes sociais, que aconselha os viajantes a evitarem, sempre que possível, os lugares localizados na última fila da cabine.</p>
<p>O conselho surge numa altura em que as viagens aéreas enfrentam uma subida significativa de custos. O aumento do preço do querosene, impulsionado pelas tensões geopolíticas no Médio Oriente e pela guerra no Irão, tem pressionado as companhias aéreas, que têm vindo a repercutir parte desse acréscimo no valor dos bilhetes.</p>
<p>Apesar disso, o setor prepara-se para um verão particularmente movimentado. De acordo com dados da Associação de Linhas Aéreas (ALA) citados no artigo original, as companhias que operam em Espanha têm programados cerca de 258,8 milhões de lugares entre abril e outubro de 2026, num dos períodos mais intensos de sempre para o transporte aéreo.</p>
<p>Perante este cenário, muitos passageiros optam por não pagar suplementos para selecionar um lugar específico. Contudo, para aqueles que escolhem antecipadamente o seu assento, a especialista considera essencial analisar cuidadosamente o mapa da aeronave antes de concluir a reserva.</p>
<p><strong>Lugares sem possibilidade de reclinação</strong><br />
Segundo Bárbara Bacilieri, um dos principais problemas da última fila é a impossibilidade de reclinar o encosto em muitos modelos de avião.</p>
<p>A explicação é simples: atrás desses lugares encontra-se normalmente a parede traseira da aeronave ou áreas de serviço utilizadas pela tripulação, o que impede qualquer inclinação do assento.</p>
<p>“Nunca reserves a última fila do avião”, alerta a comissária. Segundo explica, os passageiros que escolhem estes lugares acabam por passar toda a viagem numa posição completamente vertical, sem possibilidade de ajustar o encosto para descansar.</p>
<p>Embora esta limitação possa ser pouco relevante em voos curtos, torna-se particularmente incómoda em viagens de longa duração ou durante voos noturnos, quando muitos passageiros tentam dormir ou relaxar.</p>
<p><strong>Casas de banho, filas e ruído constante</strong><br />
Outro dos inconvenientes apontados pela profissional está relacionado com a proximidade das instalações sanitárias.</p>
<p>Os lugares da última fila encontram-se frequentemente junto às casas de banho, o que significa uma circulação constante de passageiros durante grande parte do voo.</p>
<p>De acordo com Bacilieri, os ocupantes desses assentos acabam por lidar durante horas com pessoas à espera na fila, portas a abrir e fechar repetidamente e, por vezes, odores desagradáveis provenientes daquela zona da cabine.</p>
<p>“Vai sentir os cheiros, vai ouvir o ruído e terá passageiros à espera mesmo ao seu lado durante praticamente todo o voo”, refere.</p>
<p>Além disso, a parte traseira do avião tende a ser uma das áreas mais ruidosas da aeronave devido à proximidade dos motores. A especialista acrescenta ainda que esta zona costuma ser também uma das mais frias da cabine, o que dificulta ainda mais o descanso.</p>
<p><strong>O mesmo preço por menos conforto</strong><br />
Um dos aspetos mais criticados pela comissária de bordo é o facto de estes lugares serem frequentemente vendidos por valores semelhantes aos de outros assentos mais confortáveis.</p>
<p>Na sua opinião, muitos passageiros acabam por pagar praticamente o mesmo preço sem terem consciência das limitações associadas à última fila.</p>
<p>Por esse motivo, aconselha quem tenha a possibilidade de escolher o lugar a verificar previamente a configuração da aeronave e, se necessário, investir um valor adicional reduzido para mudar de assento.</p>
<p>“Se for a última fila, pague a diferença e mude de lugar. Não se vai arrepender”, conclui.</p>
<p><strong>O que deve verificar antes de escolher um lugar</strong><br />
Segundo os alertas deixados pela profissional, os passageiros devem prestar atenção a vários fatores antes de confirmar um assento:</p>
<ul>
<li>Possibilidade de reclinação do encosto;</li>
<li>Distância às casas de banho;</li>
<li>Proximidade das zonas de serviço da tripulação;</li>
<li>Nível expectável de ruído;</li>
<li>Espaço disponível para as pernas;</li>
<li>Localização relativamente às asas e aos motores.</li>
</ul>
<p>Embora a última fila possa parecer uma opção aceitável à primeira vista, sobretudo quando os restantes lugares disponíveis são mais caros, a experiência de voo pode revelar-se bastante menos confortável do que muitos passageiros imaginam, especialmente em viagens longas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772362]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Papa/Espanha: Mais de um milhão de pessoas em missa no centro de Madrid</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 08:45:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de um milhão de pessoas estão hoje a assistir a uma missa celebrada pelo Papa no centro de Madrid, no arranque do segundo dia da visita de Leão XIV a Espanha, segundo as autoridades locais e a organização.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Mais de um milhão de pessoas estão hoje a assistir a uma missa celebrada pelo Papa no centro de Madrid, no arranque do segundo dia da visita de Leão XIV a Espanha, segundo as autoridades locais e a organização.</P><br />
<P>A organização da visita estima em 1,2 milhões o número de pessoas concentradas na praça Cibeles e imediações, enquanto a Delegação do Governo na região de Madrid calcula 1,1 milhões.</P><br />
<P>Este é o segundo evento de massas do Papa em Espanha, depois de mais de meio milhão de pessoas ter estado numa &#8220;vigília de oração com jovens&#8221; no sábado à noite, também no centro de Madrid, no Passeio da Castelhana.</P><br />
<P>A missa de hoje deverá ser, segundo a organização, o evento com mais participação popular em toda a agenda desta viagem de uma semana de Leão XIV a Espanha, a primeira visita de um Papa ao país em 15 anos.</P><br />
<P>Além de Madrid, o Papa passará também por Barcelona e pelas ilhas Canárias.</P><br />
<P>Uma Espanha menos católica mas mais tolerante e menos anticlerical do que há 15 anos recebe o Papa Leão XIV até 12 de junho.</P><br />
<P>Segundo um estudo do instituto público Centro de Investigações Sociológicas (CIS) publicado no mês passado, a percentagem de pessoas que vivem em Espanha que se dizem católicas caiu 17,4 pontos desde 2011, ano da anterior visita papal a Madrid, por Bento XVI.</P><br />
<P>Cerca de 56% da população espanhola assume-se em 2026 como católica, revelou a sondagem do CIS feita em maio. Os que se dizem agnósticos são 11,8%, enquanto 12,4% dos inquiridos definiu-se como &#8220;indiferente&#8221; ou &#8220;não crente&#8221; e 14,7% como ateu.</P><br />
<P>Em 2011, segundo os dados do CIS, 73,5% dos espanhóis dizia-se católico.</P><br />
<P>&#8220;A sociedade espanhola é hoje é menos católica do que há décadas, há maior secularização, mas ao mesmo tempo há também maior tolerância e isso nota-se especialmente nas gerações mais jovens. Para encontrar posições do tipo anticlerical é preciso ir a gerações já muito velhas e, além disso, a locais muito concretos&#8221;, disse o sociólogo e presidente da empresa de estudos de opinião GAD3, Narciso Michavila, numa conferência de imprensa na semana passada organizada pela Conferência Episcopal Espanhola (CEE) a propósito da visita de Leão XIV.</P><br />
<P>Utilizando uma mensagem da Bíblia, atribuída a Jesus Cristo, Narciso Michavila disse que as gerações mais jovens espanholas e a maioria da sociedade assumem o princípio de &#8220;quem estiver livre de pecado que atire a primeira pedra&#8221;.</P><br />
<P>Segundo dados da CEE, 97% dos inscritos nos dois grandes eventos da viagem do Papa a Madrid são residentes em Espanha.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773076]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ébola: RDCongo eleva para 488 o número de casos confirmados</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ebola-rdcongo-eleva-para-488-o-numero-de-casos-confirmados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 08:04:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A República Democrática do Congo (RDCongo) elevou para 488 o número de casos confirmados na epidemia de Ébola, incluindo 86 mortos, alertando que "pode registar-se um aumento de casos se não forem implementadas medidas adequadas rapidamente".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A República Democrática do Congo (RDCongo) elevou para 488 o número de casos confirmados na epidemia de Ébola, incluindo 86 mortos, alertando que &#8220;pode registar-se um aumento de casos se não forem implementadas medidas adequadas rapidamente&#8221;.</P><br />
<P>No seu último boletim sobre a doença divulgado esta noite, que corresponde aos dados recolhidos até sexta-feira, o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) assinalou que a província de Ituri continua a ser o epicentro, com mais de 94% dos casos (460).</P><br />
<P>O INSP alertou que parte dos casos registados começou a apresentar sintomas entre 14 e 23 de maio e um segundo grupo, entre 25 de maio e 03 de junho, o que indica, em primeiro lugar, um &#8220;provável surto comum&#8221; e, em seguida, &#8220;uma propagação da doença&#8221;, transformando-se numa epidemia.</P><br />
<P>De acordo com o boletim, 267 doentes estão &#8220;hospitalizados ou em isolamento&#8221; e o número de pessoas curadas subiu para nove (mais uma do que na última contagem), enquanto as zonas de saúde afetadas em três províncias congolesas se mantêm em 25.</P><br />
<P>Além disso, 67,2% dos contactos já puderam ser rastreados e a taxa de mortalidade situa-se em 17,6%.</P><br />
<P>O surto foi declarado a 15 de maio em Ituri, província fronteiriça com o Sudão do Sul e o Uganda, mas alastrou-se posteriormente às províncias congolesas de Kivu do Norte e Kivu do Sul, também situadas na região oriental.</P><br />
<P>A epidemia expandiu-se igualmente para o Uganda, onde foram detetados até agora 19 casos, incluindo 14 casos considerados importados da RDCongo, entre os quais se contam duas mortes.</P><br />
<P>A epidemia corresponde à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de mortalidade oscila entre 30% e 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera &#8220;elevado&#8221; o risco de surto na África Subsariana e &#8220;baixo&#8221; à escala global.</P><br />
<P>A OMS acredita que o vírus começou a circular em Ituri cerca de dois meses antes da declaração inicial de surto, que classificou a 17 de maio como &#8220;emergência de saúde pública de importância internacional&#8221;.</P><br />
<P>O vírus Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e causa febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773074]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Explicador. Vou poder saber o salário do meu colega? O que muda com a nova transparência salarial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 07:30:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[salários]]></category>
		<category><![CDATA[Transparência salarial]]></category>
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					<description><![CDATA[Termina hoje o prazo dado pela União Europeia para Portugal transpor para a lei nacional a Diretiva Europeia 2023/970, criada para reforçar o princípio de salário igual para trabalho igual ou de valor igual]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A transparência salarial vai mudar a forma como as empresas recrutam, comunicam salários e justificam diferenças de remuneração. A partir deste domingo, termina o prazo dado pela União Europeia para Portugal transpor para a lei nacional a Diretiva Europeia 2023/970, criada para reforçar o princípio de salário igual para trabalho igual ou de valor igual.</p>
<p>A resposta à pergunta mais direta é esta: não, os trabalhadores não passarão a poder saber exatamente quanto ganha um colega específico. Mas poderão pedir informação sobre os níveis médios de remuneração de trabalhadores que desempenham funções iguais ou de valor igual, com dados agregados e desagregados por sexo.</p>
<p>Na prática, a diretiva quer tornar os salários menos opacos. Os candidatos deverão ter acesso a informação salarial antes de aceitar uma proposta. Os trabalhadores poderão pedir dados comparáveis dentro da empresa. E as empresas terão de justificar diferenças salariais com critérios objetivos, neutros e verificáveis.</p>
<p><strong>O que é a transparência salarial?</strong></p>
<p>A transparência salarial é um conjunto de regras que obriga as empresas a tornar mais clara a forma como definem salários, aumentos, prémios e progressões. O objetivo é combater discriminações, sobretudo entre homens e mulheres, quando desempenham trabalho igual ou de valor igual.</p>
<p>A lógica é simples: se os salários forem totalmente opacos, é mais difícil perceber se há desigualdades injustificadas. Com mais informação, trabalhadores, candidatos, representantes laborais e autoridades podem comparar remunerações e exigir correções quando existam diferenças sem fundamento objetivo.</p>
<p>A remuneração não inclui apenas o salário base. Para efeitos da diretiva, entram também bónus, prémios, subsídios, pagamentos em espécie, horas extraordinárias e outros benefícios ligados ao trabalho.</p>
<p><strong>O que muda nos anúncios de emprego?</strong></p>
<p>Uma das mudanças mais visíveis deverá acontecer no recrutamento. As empresas terão de informar os candidatos sobre a remuneração inicial ou o intervalo salarial da função.</p>
<p>Essa informação poderá surgir no anúncio, antes da entrevista ou por outro meio que permita ao candidato tomar uma decisão informada. O objetivo é acabar com processos em que a pessoa só descobre o salário no fim da seleção ou depois de várias entrevistas.</p>
<p>Esta obrigação se aplica a todas as empresas, independentemente da dimensão. A remuneração ou intervalo salarial terá de assentar em critérios definidos, como responsabilidades, competências, experiência exigida e condições da função.</p>
<p><strong>A empresa pode perguntar quanto ganho atualmente?</strong></p>
<p>Não. A diretiva impede os empregadores de perguntarem aos candidatos quanto ganham no trabalho atual ou quanto receberam em empregos anteriores.</p>
<p>A empresa poderá perguntar expectativas salariais, mas não poderá usar o histórico remuneratório como base para definir a proposta. A regra procura evitar que uma desigualdade antiga acompanhe o trabalhador ao longo da carreira.</p>
<p>Ou seja, se alguém foi mal pago num emprego anterior, esse salário não deve servir de referência para uma nova proposta.</p>
<p><strong>O que muda para quem já trabalha numa empresa?</strong></p>
<p>Os trabalhadores passam a poder pedir, por escrito, informação sobre o seu nível remuneratório individual e sobre os níveis médios de remuneração de colegas que desempenhem trabalho igual ou de valor igual.</p>
<p>A empresa não terá de revelar salários individuais. Terá de disponibilizar informação agregada, como médias ou medianas, desagregada por sexo. A resposta deve ser dada por escrito, de forma clara e fundamentada, no prazo máximo de dois meses.</p>
<p>Além disso, os empregadores terão de informar anualmente os trabalhadores de que este direito existe e de como pode ser exercido.</p>
<p><strong>Vou poder saber o salário do meu colega?</strong></p>
<p>Não de forma individual. A empresa não terá de dizer que o colega A ganha determinado valor ou que a colega B recebe determinado prémio.</p>
<p>O que passa a estar em causa é o acesso a dados comparáveis. Um trabalhador poderá saber, por exemplo, qual é a média ou mediana salarial de pessoas que desempenham funções iguais ou de valor igual, dentro da mesma categoria ou grupo comparável.</p>
<p>A diferença é importante: a diretiva protege a transparência para detetar desigualdades, mas não transforma os salários individuais de todos os trabalhadores em informação pública dentro da empresa.</p>
<p><strong>O que significa trabalho igual ou de valor igual?</strong></p>
<p>A comparação não depende apenas do nome da função. O que conta é o valor real do trabalho desempenhado.</p>
<p>Devem ser avaliados critérios como competências exigidas, esforço, responsabilidade, condições de trabalho e natureza das funções. Duas funções com nomes diferentes podem ter valor semelhante se exigirem níveis comparáveis de responsabilidade e qualificação. E duas funções com o mesmo nome podem ter salários diferentes se houver critérios objetivos que justifiquem essa diferença.</p>
<p>A diretiva não proíbe diferenças salariais. Obriga é a que essas diferenças sejam explicáveis, documentadas e neutras em termos de género.</p>
<p><strong>As empresas vão ter de justificar aumentos e promoções?</strong></p>
<p>Sim. As empresas terão de disponibilizar critérios claros para determinar salários, níveis remuneratórios e progressões de carreira.</p>
<p>Isto significa que aumentos, prémios e promoções não deverão depender de regras informais ou decisões pouco transparentes. A antiguidade, as competências, o desempenho, a responsabilidade ou outras condições objetivas poderão justificar diferenças. Mas essas diferenças terão de ser explicáveis.</p>
<p>Na prática, as empresas vão ter de organizar melhor a informação sobre funções, categorias, intervalos salariais, prémios e critérios de progressão.</p>
<p><strong>Que empresas têm de fazer relatórios salariais?</strong></p>
<p>As obrigações de reporte dependem da dimensão da empresa. As empresas com 250 ou mais trabalhadores terão de prestar informação salarial todos os anos, a partir de 7 de junho de 2027, com dados relativos a 2026.</p>
<p>As empresas com 150 a 249 trabalhadores terão de prestar informação de três em três anos, também a partir de 7 de junho de 2027, com dados de 2026.</p>
<p>As empresas com 100 a 149 trabalhadores terão a mesma obrigação de três em três anos, mas só a partir de 7 de junho de 2031, com informação do ano anterior.</p>
<p>As empresas com menos de 100 trabalhadores não têm obrigação automática de reporte ao abrigo desta regra, mas podem vir a ser abrangidas por legislação nacional ou prestar informação de forma voluntária.</p>
<p><strong>O que acontece se houver diferenças salariais?</strong></p>
<p>Se o relatório revelar uma diferença média de pelo menos 5% entre homens e mulheres numa categoria de trabalhadores, a empresa terá de justificar essa diferença com critérios objetivos e neutros.</p>
<p>Se não conseguir fazê-lo, ou se não corrigir a situação no prazo de seis meses, terá de realizar uma avaliação conjunta das remunerações, envolvendo representantes dos trabalhadores.</p>
<p>Essa avaliação deve identificar as causas das diferenças, definir medidas corretivas e prevenir novas desigualdades. O objetivo não é impedir diferenças salariais legítimas, mas corrigir disparidades sem justificação.</p>
<p><strong>Os trabalhadores podem falar sobre salários?</strong></p>
<p>Sim. A diretiva prevê que os trabalhadores não podem ser impedidos de revelar a sua remuneração quando isso sirva para defender o direito à igualdade salarial.</p>
<p>Na prática, cláusulas contratuais que tentem proibir conversas sobre salários podem deixar de ser válidas à luz das novas regras. A ideia é impedir que o silêncio imposto pelo empregador torne impossível detetar desigualdades.</p>
<p>Isto não significa que todos os salários passem a ser públicos. Significa que o trabalhador não deve ser impedido de falar sobre a sua própria remuneração quando esteja em causa a defesa de direitos salariais.</p>
<p><strong>O que acontece em caso de discriminação salarial?</strong></p>
<p>Quando houver indícios de discriminação remuneratória, o empregador pode ter de provar que não houve discriminação. Essa inversão do ónus da prova torna-se ainda mais relevante se a empresa não cumprir as obrigações de transparência.</p>
<p>Os trabalhadores lesados poderão reclamar compensação ou indemnização. Essa reparação pode abranger salários em atraso, prémios, benefícios, perda de oportunidades, danos não patrimoniais e juros de mora.</p>
<p>A diretiva prevê ainda coimas e sanções para as entidades empregadoras que não cumpram as exigências de igualdade e transparência.</p>
<p><strong>Portugal já tinha regras. O que muda agora?</strong></p>
<p>Portugal já consagra a igualdade de tratamento no Código do Trabalho e tem legislação específica sobre igualdade remuneratória entre mulheres e homens por trabalho igual ou de igual valor.</p>
<p>A diferença é que a diretiva europeia torna a transparência mais concreta e mais operacional. Obriga a dar informação antes da contratação, reforça o direito de acesso a dados salariais, cria reportes periódicos para empresas com pelo menos 100 trabalhadores e prevê mecanismos mais fortes de correção.</p>
<p>A Autoridade para as Condições do Trabalho já tem desenvolvido ações nesta área. No ano passado, quase quatro mil empresas foram notificadas por diferenças salariais, mas só cerca de 100 sanções terão sido aplicadas por incumprimento.</p>
<p><strong>O que falta para entrar em vigor?</strong></p>
<p>O prazo europeu termina este domingo, mas a diretiva ainda tem de ser transposta para a legislação portuguesa. Para isso, é necessária uma proposta de lei do Governo ou iniciativas legislativas aprovadas no Parlamento.</p>
<p>No entanto, ainda não deu entrada qualquer proposta do Governo. Vários partidos apresentaram iniciativas para transpor a diretiva, com propostas do Chega, PCP, CDS e PAN aprovadas na generalidade e em discussão na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão.</p>
<p>As obrigações só entrarão plenamente no sistema jurídico nacional quando a transposição for aprovada. Mas as empresas já devem começar a preparar dados, critérios salariais, processos de recrutamento e mecanismos internos de resposta aos trabalhadores.</p>
<p><strong>O que muda, em resumo?</strong></p>
<p>Para candidatos, muda o acesso à informação antes da contratação: os anúncios ou processos de recrutamento terão de indicar salário ou intervalo salarial.</p>
<p>Para trabalhadores, muda o direito a pedir dados comparáveis sobre remunerações em funções iguais ou de valor igual.</p>
<p>Para empresas, muda a obrigação de justificar critérios salariais, reportar diferenças em empresas com pelo menos 100 trabalhadores e corrigir disparidades injustificadas.</p>
<p>Para o mercado de trabalho, muda sobretudo a relação com o segredo salarial. O salário deixa de ser uma informação totalmente fechada e passa a estar sujeito a regras de transparência quando esteja em causa a igualdade remuneratória.</p>
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		<item>
		<title>Hamas adia para este domingo discussões com mediadores no Egito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 07:15:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
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		<category><![CDATA[Israel]]></category>
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					<description><![CDATA[Este encontro deveria realizar-se em El Alamein, no norte do Egito, entre uma delegação liderada por Khalil al-Hayya, negociador chefe, representantes de outros movimentos palestinianos, incluindo a Jihad Islâmica, e mediadores egípcios, mas também turcos e do Qatar]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O encontro previsto para hoje entre o Hamas e os mediadores no Egito sobre o frágil acordo de cessar-fogo em Gaza foi adiado para este domingo, segundo informações de fonte próxima do movimento islamista palestiniano Hamas.  </p>
<p>Este encontro deveria realizar-se em El Alamein, no norte do Egito, entre uma delegação liderada por Khalil al-Hayya, negociador chefe, representantes de outros movimentos palestinianos, incluindo a Jihad Islâmica, e mediadores egípcios, mas também turcos e do Qatar.  </p>
<p>Porém, o Hamas e os movimentos palestinianos só iniciarão as consultas no Cairo este sábado, antes de reuniões com os mediadores hoje, segundo a mesma fonte citada pela agência noticiosa francesa AFP, que justifica este adiamento pela &#8220;intransigência de Israel&#8221;.  </p>
<p>No final de maio, o recém-nomeado chefe da ala armada do Hamas, Mohammed Odeh, foi morto num ataque israelita, onze dias após o assassinato do seu antecessor.  </p>
<p>&#8220;Os mediadores devem obrigar o ocupante a pôr fim aos assassinatos, aos bombardeamentos e à fome&#8221; na faixa de Gaza e permitir a entrada do Comité Nacional para a Administração de Gaza, conselho de 15 membros que é suposto governar durante um período transitório, enumerou Taher al-Nounou, um dos líderes do Hamas.</p>
<p>O território palestiniano continua a ser palco de violência, com ataques quase diários de Israel e, desde o cessar-fogo em outubro, pelo menos 932 palestinianos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, sob autoridade do Hamas.</p>
<p>Israel e o Hamas acusam-se mutuamente de violar a trégua que entrou em vigor dois anos após a guerra, desencadeada a 7 de outubro de 2023 pelo ataque sem precedentes da organização islâmica contra Israel.</p>
<p>A primeira fase deste acordo foi cumprida com a libertação dos últimos reféns israelitas de Gaza raptados pelo Hamas, em troca de palestinianos detidos por Israel.</p>
<p>Mas, a transição para a segunda fase, que deveria traduzir-se no desarmamento do Hamas e numa retirada progressiva do exército israelita, parece completamente bloqueada.</p>
<p>Na semana passada, o Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse ter ordenado ao exército que tomasse o controlo de 70% da faixa de Gaza, contra os 60% atualmente controlados.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772675]]></sapo:autor>
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		<title>Campanha do Banco Alimentar termina este domingo: ainda pode ajudar nos supermercados ou online</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 07:00:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Participação pode ser feita nas caixas dos supermercados parceiros, através da compra de vales de produtos selecionados, ou online, no site oficial do Banco Alimentar]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A campanha do Banco Alimentar Contra a Fome termina este domingo, mas ainda há tempo para contribuir. Depois da recolha presencial realizada no fim de semana de 30 e 31 de maio, que mobilizou cerca de 40 mil voluntários em supermercados de todo o país, incluindo Madeira e Açores, a iniciativa continua disponível através da campanha ‘Alimente Esta Ideia’.</p>
<p>A participação pode ser feita nas caixas dos supermercados parceiros, através da compra de vales de produtos selecionados, ou online, no site oficial do Banco Alimentar. Entre os produtos abrangidos estão bens essenciais como leite, arroz, massa, azeite, óleo, grão, feijão, atum, salsichas, bolachas e cereais de pequeno-almoço.</p>
<p>A recolha presencial permitiu angariar 1.930 toneladas de alimentos, mais 2,5% do que na campanha homóloga de 2025, quando tinham sido recolhidas 1.878 toneladas nos supermercados. A presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, Isabel Jonet, considerou que o resultado traduz a “sempre reiterada e genuína solidariedade manifestada pelos portugueses”.</p>
<p><strong>Leite, atum e arroz entre os produtos mais recolhidos</strong></p>
<p>A corrente solidária já permitiu reunir toneladas de bens que vão reforçar o apoio a famílias em situação de maior vulnerabilidade. Entre os produtos mais recolhidos nesta fase destacam-se 17.576 litros de leite, 15.803 quilos de atum em lata e 13.985 quilos de arroz.</p>
<p>A generosidade dos doadores traduziu-se ainda na entrega de 12.511 quilos de salsichas, 8.676 litros de azeite e 8.446 litros de óleo alimentar. Estes bens serão agora encaminhados para os armazéns do Banco Alimentar da respetiva região, onde serão pesados, separados e acondicionados.</p>
<p>Depois, os alimentos seguem para cerca de 2.400 entidades beneficiárias, que os fazem chegar à mesa de quem mais precisa através de cabazes ou refeições confecionadas. Atualmente, o apoio alimentar chega a cerca de 370 mil pessoas em situação de pobreza ou com carências alimentares.</p>
<p><strong>Pedidos de ajuda aumentam com custo de vida</strong></p>
<p>O Banco Alimentar sublinha que esta recolha acontece num contexto particularmente exigente, marcado pela instabilidade internacional, pelos conflitos armados, pelas perturbações nas cadeias de abastecimento e pelo aumento dos preços dos bens essenciais e da energia.</p>
<p>Isabel Jonet já tinha alertado para o aumento dos pedidos de apoio de famílias carenciadas, associado à subida dos combustíveis, dos custos com habitação e do preço dos bens alimentares. Para muitas famílias, a pressão do custo de vida deixou de parecer temporária e passou a refletir-se numa necessidade mais constante de ajuda.</p>
<p>É nesse contexto que a campanha mantém aberta, até este domingo, a possibilidade de contribuir. Quem ainda não participou pode fazê-lo sem recolher diretamente produtos nas prateleiras: basta adquirir vales nas caixas dos supermercados aderentes ou doar através da plataforma digital.</p>
<p>Os vales representam unidades de produtos selecionados, como azeite, óleo, leite, salsichas ou atum. Neste modelo, são as próprias cadeias de lojas que entregam os bens ao Banco Alimentar da região, reduzindo a logística associada à recolha, separação e transporte dos alimentos.</p>
<p>A campanha de recolha do Banco Alimentar realiza-se duas vezes por ano, habitualmente nos últimos fins de semana de maio e de novembro. A edição de novembro de 2025 tinha angariado 2.150 toneladas de alimentos, menos 2,8% do que na campanha homóloga de 2024.</p>
<p>Agora, até este domingo, a mensagem é simples: a campanha presencial terminou, mas a recolha ainda não. Quem quiser ajudar tem até este domingo para reforçar o apoio alimentar a milhares de famílias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772678]]></sapo:autor>
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		<title>Domingo traz o calor de volta: interior pode chegar aos 35ºC e praia fica mais apelativa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 06:45:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Este domingo deverá ser marcado por céu pouco nublado ou limpo, apenas com possibilidade de neblinas matinais de rápida dissipação]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O calor regressa este domingo, com o sol a ganhar terreno depois de vários dias marcados por céu mais nublado e possibilidade de aguaceiros, sobretudo no litoral Norte. A previsão aponta para uma subida gradual das temperaturas, num cenário mais estável em Portugal continental.</p>
<p>Este domingo deverá ser marcado por céu pouco nublado ou limpo, apenas com possibilidade de neblinas matinais de rápida dissipação. A subida das máximas será mais evidente no interior, onde alguns locais podem atingir valores entre 33 e 35ºC, sobretudo nas regiões Centro e Sul.</p>
<p>No litoral, a influência atlântica e a nortada deverão manter as temperaturas mais moderadas. Ainda assim, o ambiente será mais quente do que nos últimos dias e mais apelativo para uma ida à praia, embora o índice UV muito elevado obrigue a cuidados redobrados nas horas de maior radiação.</p>
<p>O Algarve será a região menos afetada pelo arrefecimento dos dias anteriores. A partir de domingo, regressam as noites tropicais no litoral algarvio, com mínimas superiores a 20ºC, valor também esperado na temperatura da água do mar no Sotavento.</p>
<p>A tendência é para o calor ganhar força nos dias seguintes. Dentro de uma semana, as temperaturas poderão chegar aos 37ºC em Évora, 36ºC em Beja e Castelo Branco, e 33ºC em Santarém, Braga e Bragança. Para a noite da véspera de Santo António, 12 de junho, não há, por agora, indicação de precipitação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772665]]></sapo:autor>
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		<title>Santo António, mesmo padroeiro, rituais diferentes em Lisboa e na Praia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 06:32:30 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[*** Kívia Rodrigues, da agência Lusa ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>*** Kívia Rodrigues, da agência Lusa ***</P><br />
<P></P><br />
<P>Praia, 07 jun 2026 (Lusa) &#8212; Lisboa celebra o seu padroeiro com um feriado, mas, no mesmo dia 13 de junho, um grupo de moradores de Achada Santo António, na capital de Cabo Verde, Praia, organiza o tradicional &#8220;roubo do santo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O roubo do santo é o principal ritual&#8221; de um programa de festas que se repete anualmente, explica à Lusa Ivanildo Mendes, presidente da Associação Tabanka de Achada Santo António.</P><br />
<P>&#8220;É o momento alto da festa&#8221; e consiste numa encenação em torno da capela que envolve ladrões, guardas e tropas da &#8220;tabanca&#8221;, nome dado à festa e ao grupo popular, guardião das tradições e da solidariedade entre a comunidade.</P><br />
<P>Os chamados &#8220;ladrões&#8221; levam o santo, representado por uma vara e uma bandeira, e percorrem diferentes zonas da cidade até venderem o símbolo, explica Ivanildo, percorrendo um guião que já herdou dos avós.</P><br />
<P>Semanas depois, acontece o desfile de &#8220;busca do santo&#8221;, um cortejo que percorre vários bairros da Praia até se localizar e recuperar o santo.</P><br />
<P>&#8220;É algo lindo. Só vendo para perceber&#8221;, descreve o membro da tabanca, numa altura em que se fazem os últimos preparativos para semanas de música e festa em vários cantos de um dos bairros mais populares da cidade da Praia.</P><br />
<P>Além do roubo e resgate do santo, o programa inclui uma conversa aberta sobre a história da tabanca, almoço comunitário, procissão religiosa e um festival de batuco, ritmo tradicional cabo-verdiano que recorda a mescla cultural da tabanca, símbolo de emancipação no tempo colonial.</P><br />
<P>A festa atrai também visitantes de outras localidades e turistas.</P><br />
<P>Por um lado, é a época escolhida por vários emigrantes para visitarem a terra natal, porque aproveitam &#8220;para participar na festa&#8221;, por outro, há cada vez mais turistas estrangeiros em Cabo Verde e há sempre aqueles &#8220;que visitam a zona durante estes dias&#8221;, refere Ivanildo Mendes.</P><br />
<P>Na Rua da Tabanka, os preparativos já são visíveis.</P><br />
<P>Enquanto Suzete Correia e outras moradoras decoram a rua com bandeirolas coloridas, outros membros da comunidade trabalham na montagem de um palco que vai receber algumas das atividades previstas para os próximos dias de festa e convívio.</P><br />
<P>Doméstica, de 41 anos, Suzete participa, todos os anos: &#8220;Entre as festas tradicionais, Carnaval e outras, eu escolho sempre a tabanca. Desde pequena&#8221;, confessa, apontando as aventuras do santo, entre roubo e resgate, como os momentos preferidos.</P><br />
<P>Mário de Pina, 50 anos, fiscal da Câmara Municipal da Praia e dirigente da associação local, acompanha a tabanca desde a juventude: &#8220;faz parte da minha vida&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O que mais me marca é o desfile&#8221; de busca pelo santo, descreve, classificando-o como algo &#8220;motivante&#8221; que ocorre duas a três semanas depois das festividades para manter o entusiasmo &#8211; &#8220;se ficar para mais tarde, já está perdido aquele ritmo de festa&#8221;.</P><br />
<P>Segundo Mário de Pina, o cortejo chega a reunir entre duas mil a três mil pessoas pelas ruas da cidade, passando por zonas como Plateau, Fazenda, Várzea, Terra Branca, além de Achada Santo António.</P><br />
<P>A renovação geracional tem ajudado a fortalecer a tradição, ou seja, &#8220;os jovens não querem deixar a tabanca morrer&#8221;, porque, além de festa, já manteve a comunidade unida em tempos de necessidade, diz o dirigente.</P><br />
<P>A organização reconhece que a emigração tem criado dificuldades, mas garante que continua a existir envolvimento das famílias, que assumem o papel de juízes das festividades.</P><br />
<P>&#8220;Nós vimos a tabanca em duas fases: a fase da decadência e agora estamos a ver uma fase da ascensão&#8221;, acrescenta Ivanildo.</P><br />
<P>&#8220;A tradição continua viva, continua enraizada e perdurará no tempo, se deus quiser&#8221;, conclui.</P><br />
<P></P><br />
<P>KZR/LFO // MLL</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773068]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Compensa pedir crédito para tornar a casa mais eficiente?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/compensa-pedir-credito-para-tornar-a-casa-mais-eficiente/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com ComparaJá.pt]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 06:30:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[ComparaJá]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A dúvida é simples: faz sentido pedir crédito para fazer estas obras, na expectativa de poupar energia no futuro?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a fatura da energia ainda a pesar no orçamento das famílias, muitas pessoas ponderam investir em melhorias na habitação: trocar janelas, reforçar o isolamento, instalar painéis solares, substituir equipamentos antigos ou apostar em soluções de climatização mais eficientes.</p>
<p>A dúvida é simples: faz sentido pedir crédito para fazer estas obras, na expectativa de poupar energia no futuro?</p>
<p>A resposta depende do tipo de intervenção, do valor financiado, da poupança mensal estimada e do custo total do crédito.<br />
Melhorar a eficiência energética da casa pode reduzir consumos e aumentar o conforto. No entanto, muitas destas intervenções exigem um investimento inicial elevado, que nem sempre cabe no orçamento familiar.</p>
<p>É aqui que entra o recurso ao crédito. Um empréstimo para obras pode permitir avançar com a intervenção mais cedo, mas também cria uma prestação mensal e aumenta o custo total do projeto através de juros e encargos.</p>
<p>Por isso, a decisão não deve ser tomada apenas com base na promessa de uma casa mais eficiente. É preciso comparar o custo da obra com a poupança real que ela pode gerar ao longo do tempo.</p>
<p>Argumentos a favor</p>
<p>O principal argumento a favor é a possibilidade de reduzir a fatura energética. Intervenções como janelas mais eficientes, isolamento térmico ou equipamentos de menor consumo podem baixar os gastos mensais com eletricidade e climatização.</p>
<p>Também há um ganho de conforto. Uma casa mais bem isolada tende a manter melhor a temperatura, reduzindo a necessidade de aquecimento no inverno e arrefecimento no verão.</p>
<p>Outro ponto favorável é a valorização do imóvel. Casas mais eficientes podem tornar-se mais atrativas no mercado, sobretudo num contexto em que os custos energéticos são cada vez mais relevantes para compradores e arrendatários.</p>
<p>Além disso, o crédito pode ser útil quando a obra é necessária e não apenas opcional. Se a habitação tem problemas de isolamento, humidade ou equipamentos obsoletos, adiar a intervenção pode significar continuar a pagar mais todos os meses.<br />
Argumentos contra</p>
<p>O maior risco está no custo do financiamento. Se os juros e encargos forem elevados, a poupança energética pode não ser suficiente para compensar a prestação mensal do crédito.</p>
<p>Também é preciso ter cuidado com estimativas demasiado otimistas. Nem todas as obras geram poupanças imediatas ou fáceis de medir. Em alguns casos, a melhoria é sobretudo de conforto, e não necessariamente de redução expressiva da fatura.</p>
<p>Outro problema é financiar intervenções pouco prioritárias. Trocar equipamentos apenas porque são mais modernos, sem avaliar o consumo real da casa, pode levar a uma despesa elevada com retorno limitado.</p>
<p>Há ainda o risco de aumentar a taxa de esforço da família. Mesmo que a obra faça sentido, o crédito só deve ser contratado se a nova prestação couber no orçamento sem comprometer outras despesas essenciais.</p>
<p>Para quem pode compensar?</p>
<p>Pode compensar para famílias que vivem numa casa com consumos elevados e problemas evidentes de eficiência, como mau isolamento, janelas antigas ou equipamentos de climatização pouco eficientes.</p>
<p>Também pode fazer sentido para quem pretende ficar vários anos na mesma habitação. Quanto mais tempo a família beneficiar da poupança energética, maior a probabilidade de recuperar o investimento.</p>
<p>Outro perfil em que pode compensar é o de quem já tem um orçamento de obra definido e procura apenas perceber qual a forma de financiamento mais adequada. Nestes casos, comparar propostas é essencial: antes de avançar, o consumidor deve analisar a TAEG, a prestação mensal e o montante total a pagar, podendo recorrer ao simulador de crédito para obras do ComparaJá para perceber que soluções existem no mercado.</p>
<p>Quando pode não valer a pena?</p>
<p>Pode não valer a pena se a poupança mensal esperada for baixa face ao valor da prestação. Por exemplo, se a obra permitir poupar alguns euros na fatura, mas o crédito acrescentar uma mensalidade pesada durante vários anos, a decisão deve ser repensada.</p>
<p>Também pode não compensar quando a família já tem outros créditos e pouca margem no orçamento. Nestes casos, mesmo uma obra útil pode aumentar o risco financeiro.</p>
<p>Outra situação a evitar é contratar crédito sem comparar propostas. A diferença entre duas ofertas pode estar não só na prestação, mas também nos juros, comissões, seguros associados e custo total do empréstimo.</p>
<p>Pedir crédito para tornar a casa mais eficiente pode compensar, mas não deve ser visto como uma solução automática.</p>
<p>Faz sentido quando a intervenção reduz consumos relevantes, melhora uma casa onde a família pretende permanecer e o custo total do crédito é equilibrado face à poupança esperada. Não compensa quando a obra é pouco prioritária, a prestação pesa demasiado no orçamento ou a poupança energética é incerta.</p>
<p>A regra é simples: antes de financiar, faça três contas — quanto custa a obra, quanto pode poupar por mês e quanto vai pagar no total pelo crédito. Só se estes três números fizerem sentido é que a eficiência energética passa de boa intenção a boa decisão financeira.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772892]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Advogada chinesa lidera associação internacional de advogados lusófonos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/advogada-chinesa-lidera-associacao-internacional-de-advogados-lusofonos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 06:14:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A nova presidente da Associação Internacional de Jovens Advogados de Língua Portuguesa (JALP) defendeu à Lusa que, perante "desafios geopolíticos complexos", os profissionais jurídicos têm a responsabilidade de "construir pontes entre culturas e sistemas jurídicos distintos".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A nova presidente da Associação Internacional de Jovens Advogados de Língua Portuguesa (JALP) defendeu à Lusa que, perante &#8220;desafios geopolíticos complexos&#8221;, os profissionais jurídicos têm a responsabilidade de &#8220;construir pontes entre culturas e sistemas jurídicos distintos&#8221;.</P><br />
<P>A associação elegeu como presidente, até 2028, Un I Wong, uma advogada chinesa de Macau formada na Universidade Católica Portuguesa e que exerce há nove anos em Portugal.</P><br />
<P>Un recordou ter iniciado o percurso na sociedade Morais Leitão, em Portugal, onde foi, &#8220;durante algum tempo, a única advogada de origem chinesa da equipa&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Mais tarde, passei a integrar [a MdME], uma sociedade com presença em Macau, Hong Kong e Lisboa, tendo ainda realizado uma experiência em Pequim. Estas vivências permitiram-me observar diferentes formas de trabalhar e de encarar a profissão jurídica em contextos distintos&#8221;, explicou.</P><br />
<P>Na China continental, destacou, &#8220;existe uma forte cultura profissional orientada para a rapidez de execução, capacidade de resposta e proatividade&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Costumo dizer, em tom de brincadeira, que na advocacia chinesa parece vigorar o modelo &#8216;007&#8217;, isto é, disponibilidade de meia-noite a meia-noite, sete dias por semana&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Em Portugal, apontou, há &#8220;uma maior valorização do equilíbrio entre vida profissional e pessoal, bem como do debate jurídico e da construção argumentativa&#8221;. </P><br />
<P>Macau, por sua vez, &#8220;ocupa uma posição particularmente interessante&#8221;, conjugando a matriz jurídica portuguesa com um ambiente de trabalho &#8220;mais próximo do modelo português&#8221;, mas que beneficia &#8220;da proximidade ao dinamismo económico da Ásia&#8221;, explicou Un.</P><br />
<P>&#8220;No fundo, esta experiência internacional reforçou a minha convicção de que não existe um único modelo de sucesso. Os melhores profissionais são aqueles que conseguem integrar diferentes formas de pensar e trabalhar e navegar entre culturas, sistemas jurídicos e realidades profissionais distintas&#8221;, concluiu.</P><br />
<P>A advogada apontou que ter estudado e trabalhado entre a Europa e a Ásia reforçou a convicção de que a &#8220;advocacia do futuro não deve limitar-se às fronteiras nacionais&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Hoje, os advogados desempenham também um papel relevante na construção de pontes entre culturas, economias e sistemas jurídicos&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Un sublinhou que os jovens advogados lusófonos possuem &#8220;uma vantagem única&#8221; de integrar uma comunidade que se estende por vários continentes, e &#8220;marcada por diversidade económica e cultural&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Num contexto global cada vez mais interligado, mas também marcado por desafios geopolíticos complexos, acredito que os jovens advogados lusófonos podem afirmar-se como profissionais globais&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Fundada em 2020, a JALP é uma associação sem fins lucrativos que visa apoiar, integrar e representar jovens advogados dos países de língua oficial portuguesa. Reúne atualmente mais de 300 associados. </P><br />
<P>Os novos órgãos sociais, para o triénio 2026-2028, integram representantes de Angola, Brasil, Macau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste. A direção vai ser presidida por Un, tendo como vice-presidentes Pedro Leão Trigo e Lukeno Ribeiro Alkatiri.</P><br />
<P>Un destacou como prioridade &#8220;reforçar a JALP como plataforma ativa de ligação entre jovens advogados lusófonos&#8221; e aprofundar a &#8220;ligação entre diferentes jurisdições&#8221;, &#8220;promovendo a partilha de conhecimento, experiências e boas práticas&#8221;.</P><br />
<P>Outra meta será preparar os jovens advogados para a &#8220;transformação acelerada da profissão&#8221;, com a &#8220;tecnologia, a inteligência artificial e novas exigências dos clientes a redefinir a prática da advocacia&#8221;. </P><br />
<P>Apesar das dificuldades, Un descreveu que &#8220;nunca existiram tantas possibilidades de colaboração internacional&#8221;, ou de acesso ao conhecimento e utilização de tecnologia para potenciar o trabalho dos advogados.</P><br />
<P>A responsável anunciou ainda planos para parcerias da associação com universidades, ordens de advogados e organizações internacionais, e dialogar com entidades ligadas ao ecossistema de tecnologia legal. </P><br />
<P>&#8220;Assumimos o compromisso de reforçar a proximidade entre os jovens advogados lusófonos, promover a inovação na profissão jurídica e contribuir para a construção de uma comunidade jurídica mais internacional, colaborativa e preparada para o futuro&#8221;, concluiu a nova presidente da JALP.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773067]]></sapo:autor>
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		<title>Quase 13 milhões de chineses começam hoje o exame de acesso ao ensino superior</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 05:45:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Cerca de 12,9 milhões de jovens estudantes chineses, segundo o Ministério da Educação, começaram hoje a fazer o 'gaokao', o temido exame nacional de admissão à universidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Cerca de 12,9 milhões de jovens estudantes chineses, segundo o Ministério da Educação, começaram hoje a fazer o &#8216;gaokao&#8217;, o temido exame nacional de admissão à universidade.</P><br />
<P>Este exame altamente seletivo, que ocupa um lugar central na sociedade chinesa, determina o acesso às melhores universidades e, por extensão, as futuras oportunidades de carreira.</P><br />
<P>O &#8216;gaokao&#8217; tem a duração de vários dias e inclui testes de mandarim, matemática, inglês, ciências e humanidades. Os resultados serão anunciados no final de junho.</P><br />
<P>À porta de um centro de exames em Pequim, dezenas de polícias e seguranças mantinham a ordem enquanto os pais, de telemóveis na mão, esperavam filmar os filhos a entrar na sala de provas.</P><br />
<P>Alguns estavam vestidos de vermelho, uma cor da sorte na cultura chinesa.</P><br />
<P>&#8220;Estou um pouco ansioso&#8221;, admite Zhang Xinnan, de 18 anos, com o seu uniforme escolar, momentos antes do início dos exames.</P><br />
<P>&#8220;Mas domino as coisas que precisava de saber&#8221;, acrescenta.</P><br />
<P>O ensino superior desenvolveu-se rapidamente na China nas últimas décadas, à medida que o desenvolvimento económico levou a uma melhoria dos padrões de vida, mas também a maiores expectativas dos pais em relação aos estudos e carreiras dos seus filhos.</P><br />
<P>No entanto, o mercado de trabalho para jovens licenciados já não é tão promissor como antes, sendo a elevada taxa de desemprego jovem uma grande preocupação.</P><br />
<P>De acordo com os dados oficiais, cerca de um em cada seis chineses entre os 16 e os 24 anos, excluindo os estudantes, está desempregado.</P><br />
<P>As atitudes em relação aos exames estão a mudar, com os estudantes e os pais cada vez menos dispostos a sacrificar a saúde física e mental para obter bons resultados.</P><br />
<P>&#8220;Sou bastante liberal&#8221;, diz Deng Ju, de 53 anos, segurando uma pilha de cadernos para a filha, que está a rever até ao último minuto com uma amiga.</P><br />
<P>&#8220;Estou mais preocupada com a saúde física; o exame é apenas uma formalidade&#8221;, acrescenta.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773066]]></sapo:autor>
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		<title>&#8216;Defesa europeia não é igualmente eficaz com ou sem EUA&#8217;, diz ministro da Defesa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 05:22:56 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, manifestou-se hoje contra a criação de um exército europeu e defendeu que faz sentido continuar a olhar para a NATO como a principal frente defensiva da Europa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, manifestou-se hoje contra a criação de um exército europeu e defendeu que faz sentido continuar a olhar para a NATO como a principal frente defensiva da Europa.</P><br />
<P>A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), &#8220;enquanto organização que é de dissuasão e defesa, tem cumprido muito bem o seu papel&#8221;, defendeu Melo, numa entrevista ao Jornal de Notícias e à rádio TSF.</P><br />
<P>&#8220;E tem cumprido muito bem o seu papel também por causa desta opção que é atlantista, juntando um lado e o outro do Atlântico, com os Estados Unidos da América [EUA] na equação&#8221;, sublinhou o ministro.</P><br />
<P>&#8220;Uma defesa europeia não é igualmente eficaz com ou sem Estados Unidos&#8221;, defendeu Melo.</P><br />
<P>O ministro desvalorizou as tensões entre os membros europeus da NATO e a administração dos EUA, liderada pelo Presidente Donald Trump, que já por várias vezes ameaçou abandonar a organização.</P><br />
<P>&#8220;Eu não confundo a administração de um país com esse país e o seu povo. As administrações são transitórias&#8221;, sublinhou Melo.</P><br />
<P>&#8220;Nunca o espaço continental europeu (&#8230;) teve tanto tempo permanente de paz, como tempo que medimos desde o final da Segunda Guerra Mundial, também por causa da NATO&#8221;, disse o ministro, excluindo o conflito na Ucrânia.</P><br />
<P>Já em 12 de maio Nuno Melo se tinha manifestado contra a criação de um exército europeu, frisando que o importante é reforçar o pilar europeu de Defesa na NATO e investir nas Forças Armadas nacionais.</P><br />
<P>&#8220;Tendencialmente sou contra a ideia de um exército europeu, o que não invalida que no espaço da União Europeia (UE) e no contexto europeu, não devamos articular aquilo que são aspetos fundamentais de uma Defesa comum&#8221;, afirmou Melo em declarações aos jornalistas à margem de uma reunião dos ministros da Defesa da UE, em Bruxelas.</P><br />
<P>O ministro da Defesa referiu que a sua oposição a um exército europeu é uma &#8220;posição antiga, de há muitos anos no Parlamento Europeu e não muda no âmbito do Governo&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Eu entendo que nós devemos reforçar aquilo que é o pilar europeu de Defesa da NATO, o que passa por dar melhores condições aos nossos militares, por modernizar e melhorar infraestruturas e equipamentos, por estarmos à altura das missões que nos são pedidas dentro e fora, que é uma coisa diferente de um exército europeu&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>O Governo espanhol tem defendido a criação de um exército europeu, afirmando que isso deve ser feito imediatamente, &#8220;não em dez anos&#8221;, como forma de preservar a sua liberdade num contexto de crescentes tensões com os Estados Unidos.</P><br />
<P>Essa ideia já foi descartada pela Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, que a considerou ilusória, apelando antes a que se reforcem as Forças Armadas dos países europeus.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773065]]></sapo:autor>
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		<title>Abrem as urnas na Arménia para legislativas marcadas por desinformação pró-russa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 04:42:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As urnas abriram hoje na Arménia para as eleições legislativas, marcadas por uma intensa campanha de desinformação atribuída à Rússia, e vistas como um teste à postura pró-europeia do primeiro-ministro Nikol Pashinyan.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As urnas abriram hoje na Arménia para as eleições legislativas, marcadas por uma intensa campanha de desinformação atribuída à Rússia, e vistas como um teste à postura pró-europeia do primeiro-ministro Nikol Pashinyan.</P><br />
<P>O partido de Pashinyan, Contrato Cívico, lidera todas as sondagens, apesar de ser criticado pela perda da região de Nagorno-Karabakh para o Azerbaijão e pelho falhanço em desmantelar o sistema oligárquico da Arménia.</P><br />
<P>Um total de 19 partidos e blocos disputam os 101 lugares no parlamento.</P><br />
<P>O Contrato Cívico enfrenta uma oposição liderada pela coligação Arménia Forte, associada à influência russa nesta antiga república soviética.</P><br />
<P>No sábado, na véspera das eleições, as autoridades arménias anunciaram a detenção de mais de 40 pessoas suspeitas de compra de votos, ligadas ao Arménia Forte.</P><br />
<P>Um candidato a deputado, em conluio com um grupo de pessoas, pagou entre 100 mil e 500 mil drams (entre 230 e 1.140 euros) a mais de uma centena de eleitores para que votassem na Arménia Forte, avançou a agência Armenpress.</P><br />
<P>As forças de segurança continuam a trabalhar para identificar e deter os outros cúmplices do esquema criminoso, bem como os indivíduos que aceitaram os subornos.</P><br />
<P>Nikol Pashinián apelou na sexta-feira, no comício de encerramento da campanha, à polícia, para que detivesse os políticos que se dedicam a falsificar as eleições através do pagamento de subornos.</P><br />
<P>O primeiro-ministro acusou a Arménia Forte e outros partidos de trabalharem para potências estrangeiras, numa clara alusão à Rússia.</P><br />
<P>Segundo meios de comunicação independentes, Moscovo terá investido grandes quantias de dinheiro numa campanha mediática de desprestígio contra Pashinian, o que incluiria o plano de pagar a viagem de avião a milhares de arménios residentes na Rússia para que votassem.</P><br />
<P>Na sexta-feira à noite, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo pôs ontem em causa a legitimidade das eleições arménias, devido ao que considera ser uma perseguição política dos seus opositores por parte das autoridades.</P><br />
<P>Vários partidos da oposição arménia, que criticam o Governo pela aproximação à União Europeia (UE) e aos Estados Unidos, têm sido associados ao Kremlin.</P><br />
<P>A campanha eleitoral foi a mais polarizada dos últimos anos devido às pressões russas, que se opõem à adesão do país à UE, a qual, tal como os Estado Unidos, apoia a reeleição de Pashinian.</P><br />
<P>Na sexta-feira, a comissão eleitoral arménia rejeitou uma petição para impedir a Arménia Forte de participar nas eleições.</P><br />
<P>O presidente da Comissão Eleitoral Central da Arménia, Vahagn Hovakimyan, explicou que, após analisar os argumentos apresentados, não encontrou fundamentos legais para cancelar o registo eleitoral da coligação. </P><br />
<P>O anúncio surgiu após o Ministério Público ter pedido autorização à comissão eleitoral para iniciar processos criminais contra seis candidatos incluídos na lista do Arménia Forte.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773064]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Tiroteio faz 12 feridos em festival no leste dos Estados Unidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 04:09:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Pelo menos 12 pessoas foram baleadas durante um festival na cidade de Toledo, estado Ohio, no leste dos Estados Unidos, informou a polícia local, que ainda não deteve nenhum suspeito do ataque.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Pelo menos 12 pessoas foram baleadas durante um festival na cidade de Toledo, estado Ohio, no leste dos Estados Unidos, informou a polícia local, que ainda não deteve nenhum suspeito do ataque.</P><br />
<P>&#8220;Doze pessoas foram baleadas&#8221;, com idades entre 14 e 61 anos, incluindo duas que ficaram gravemente feridas, disse o vice-chefe da polícia de Toledo, Joseph Heffernan, aos jornalistas, no sábado.</P><br />
<P>As forças de segurança estão à procura de pelo menos dois indivíduos, que parecem ser responsáveis pelo tiroteio, disse Heffernan. Eles &#8220;provavelmente dispararam um contra o outro&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>O tiroteio ocorreu perto do Old West End Festival, um evento anual que inclui concertos, festas de bairro e passeios pelo bairro histórico de Toledo.</P><br />
<P>As autoridades estão a entrevistar testemunhas e a analisar vídeos de telemóveis, tendo pedido ao público qualquer informação que possa ajudar na detenção dos atiradores.</P><br />
<P>Vídeos nas redes sociais mostram pessoas a fugir de bancas de comida e vendedores ambulantes, atirando-se para o chão e escondendo-se atrás de automóveis durante os disparos.</P><br />
<P>De acordo com o tenente da polícia Dan Gerken, a idade média dos feridos é de cerca de 20 anos. &#8220;Já estive em muitos locais de crime, mas este foi realmente fora do comum&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>O governador do Ohio, Mike DeWine, manifestou &#8220;preocupação com a situação&#8221;, afirmando que &#8220;os festivais de verão devem ser espaços seguros para as famílias passarem tempo juntas sem medo de violência&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Estamos confiantes de que os polícias vão encontrar os suspeitos envolvidos neste crime sem sentido&#8221;, escreveu DeWine nas redes sociais. </P><br />
<P>As armas de fogo são facilmente adquiridas de forma legal nos Estados Unidos, e a violência armada mata milhares de pessoas todos os anos no país.</P><br />
<P>Os Estados Unidos registaram 170 tiroteios em massa este ano, envolvendo quatro ou mais vítimas, sem contar com o atirador, de acordo com o portal Gun Violence Archive.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773063]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>China lança operação perto de Taiwan após negociações entre Japão e Filipinas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 03:39:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A China lançou uma "operação de fiscalização" nas águas junto a Taiwan, avançou hoje a imprensa estatal, em resposta às negociações entre Japão e Filipinas sobre fronteiras marítimas, levando Taipé a enviar a guarda costeira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A China lançou uma &#8220;operação de fiscalização&#8221; nas águas junto a Taiwan, avançou hoje a imprensa estatal, em resposta às negociações entre Japão e Filipinas sobre fronteiras marítimas, levando Taipé a enviar a guarda costeira.</P><br />
<P>No sábado, o Ministério dos Transportes da China ordenou à polícia marítima das províncias costeiras de Guangdong e Fujian que &#8220;realizasse uma operação especial de fiscalização marítima nas águas a leste de Taiwan&#8221;, informou a Xinhua. </P><br />
<P>A agência de notícias oficial chinesa não forneceu detalhes sobre a operação, incluindo a sua duração ou se ainda estava em curso.</P><br />
<P>A operação visa exercer plenamente a &#8220;jurisdição administrativa de controlo marítimo&#8221; de Pequim na área, reforçar as suas capacidades de patrulha em águas profundas e de controlo de tráfego em &#8220;zonas marítimas-chave&#8221;, garantir a segurança da navegação e &#8220;salvaguardar os interesses nacionais&#8221;, informou a Xinhua.</P><br />
<P>A operação foi &#8220;uma ação necessária tomada em resposta ao anúncio unilateral do Japão e das Filipinas de que iniciariam negociações de demarcação da fronteira marítima&#8221; perto de Taiwan, acrescentou a agência.</P><br />
<P>A guarda costeira de Taipé respondeu hoje, anunciando que tinha enviado cinco navios para a área &#8220;para responder adequadamente&#8221; à operação chinesa, que Taipé disse &#8220;violar o direito internacional&#8221;.</P><br />
<P>Os quatro navios chineses partiram do porto de Xiamen, na província de Fujian, no sudeste da China, e foram acompanhados &#8220;durante todo o processo&#8221;, acrescentou a guarda costeira, em comunicado.</P><br />
<P>&#8220;Em momento algum as embarcações oficiais chinesas entraram nas águas restritas do nosso país, sendo que a navegação nas águas próximas de Taiwan continua normalmente&#8221;, enfatizou a organização.</P><br />
<P>A guarda costeira acusou a China de aproveitar a abertura das negociações entre Manila e Tóquio para &#8220;intensificar o assédio&#8221; contra a ilha e &#8220;criar a falsa impressão de que tem jurisdição&#8221; sobre a zona, numa tentativa de alterar &#8220;de forma unilateral&#8221; o status quo no Estreito de Taiwan.</P><br />
<P>Taipé já tinha pedido a Tóquio e Manila para ser incluído nas negociações, que começaram a 28 de maio, para delimitar as fronteiras marítimas a leste da ilha, sobre a qual a China reivindica soberania.</P><br />
<P>O anúncio surgiu após uma reunião em Tóquio entre a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, e o Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., realizada durante a visita de Estado do líder filipino ao Japão.</P><br />
<P>Um dia depois, o Governo chinês acusou o Japão e as Filipinas de violarem o direito internacional. </P><br />
<P>A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou que a China detém &#8220;direitos sobre a zona económica exclusiva e a plataforma continental&#8221; nas águas adjacentes a Taiwan, ilha governada autonomamente desde 1949, mas que Pequim considera parte integrante do seu território.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773062]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Candidato de esquerda às presidencias da Colômbia acusa rival de compra de votos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/candidato-de-esquerda-as-presidencias-da-colombia-acusa-rival-de-compra-de-votos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 03:04:22 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O candidato de esquerda às eleições presidencias na Colômbia, Iván Cepeda, acusou o rival de extrema-direita, Abelardo de la Espriella, de irregularidades financeiras na campanha e compra de votos na primeira volta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O candidato de esquerda às eleições presidencias na Colômbia, Iván Cepeda, acusou o rival de extrema-direita, Abelardo de la Espriella, de irregularidades financeiras na campanha e compra de votos na primeira volta.</P><br />
<P>O candidato apoiado pelo partido atualmente no poder na Colômbia garantiu no sábado que tem provas suficientes para iniciar uma investigação que poderá resultar numa ação judicial ontra o adversário.</P><br />
<P>&#8220;Temos fundamentos suficientes para prosseguir uma investigação rigorosa que culminará em acusações criminais&#8221;, declarou Cepeda, durante um evento de campanha realizado em Cali, no sudoeste do país.</P><br />
<P>Cepeda pediu ao advogado e defensor dos direitos humanos Miguel Ángel del Río para recolher informações e apresentar ações judiciais contra a campanha de Abelardo de la Espriella.</P><br />
<P>O político de esquerda denunciou ainda o que chamou de &#8220;campanha suja&#8221; dirigida contra a sua candidatura através do uso de estruturas digitais e ferramentas de inteligência artificial.</P><br />
<P>Abelardo de la Espriella venceu a primeira volta das presidenciais na Colômbia, em 31 de maio, com 10,3 milhões de votos (43,74%), enquanto Cepeda conquistou 9,7 milhões de votos (40,90%).</P><br />
<P>O empresário milionário ficou conhecido por, como advogado, ter defendido nos tribunais paramilitares acusados de tráfico de droga nos tribunais da Colômbia, o maior produtor mundial de cocaína.</P><br />
<P>O candidato, apelidado de &#8220;O Tigre&#8221;, conta com o apoio do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na segunda volta, que está marcada para 21 de junho.</P><br />
<P>Também no sábado, os presidentes das Honduras, Nasry Asfura, e do Paraguai, Santiago Peña, manifestaram apoio a Abelardo de la Espriella.</P><br />
<P>Num vídeo publicado por De la Espriella na rede social X, o candidato surge numa conversa amigável com os dois chefes de Estado.</P><br />
<P>&#8220;Abelardo, espero que estejas bem na tua luta e estaremos a rezar por ti no dia 21 de junho. Tudo vai correr bem&#8221;, disse Asfura ao candidato numa videochamada.</P><br />
<P>De la Espriella indicou que, em caso de vitória, irá reforçar as relações diplomáticas com as Honduras em áreas como o comércio, a segurança e o treino militar.</P><br />
<P>Por sua vez, o Presidente paraguaio assegurou que está a acompanhar as eleições colombianas &#8220;muito de perto&#8221; e espera resultados favoráveis a De la Espriella.</P><br />
<P>&#8220;Queremos que o povo colombiano escolha bem para que possamos trabalhar em conjunto (&#8230;) A questão da segurança e da defesa é uma prioridade para mim. Só podemos combater o crime organizado com governos organizados&#8221;, disse Peña durante a sua conversa com De la Espriella.</P><br />
<P>Também os presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Equador, Daniel Noboa, celebraram a vitória do candidato de extrema-direita na primeira volta.</P><br />
<P>O atual chefe de Estado, Gustavo Petro, que se tornou o primeiro Presidente de esquerda da história da Colômbia em 2022, está constitucionalmente impedido de se candidatar a um segundo mandato.</P></p>
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		<title>Grupo de direitos humanos marcham no Chile contra políticas do Presidente Kast</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 02:19:11 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Milhares de pessoas marcharam no centro da capital do Chile para rejeitar as políticas do Presidente José Antonio Kast, incluindo um drástico corte orçamental e a possibilidade de perdão para autores de crimes contra a humanidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Milhares de pessoas marcharam no centro da capital do Chile para rejeitar as políticas do Presidente José Antonio Kast, incluindo um drástico corte orçamental e a possibilidade de perdão para autores de crimes contra a humanidade.</P><br />
<P>Organizada pela Coordenação Nacional de Organizações de Direitos Humanos e Sociais, a manifestação de sábado, em Santiago do Chile, foi pacífica e terminou sem incidentes.</P><br />
<P>&#8220;Esperamos que o presidente ouça [os manifestantes], mas que também ouça as vítimas de todos estes assassinos que agora querem ser libertados&#8221;, disse a senadora Fabiola Campillai, vítima da repressão policial no Chile durante os protestos de 2019, quando perdeu a visão e o olfato após baleada pela polícia. </P><br />
<P>A marcha, que partiu da icónica Plaza Baquedano em direção ao Palácio Presidencial de La Moneda, ao longo da principal avenida da capital, foi convocada como um protesto &#8220;Contra a Impunidade&#8221;.</P><br />
<P>Isto depois de Kast não ter descartado a possibilidade de conceder indultos presidenciais a autores de crimes contra a humanidade.</P><br />
<P>&#8220;A paz social não se conquista concedendo indulto àqueles que, no tempo, assassinaram, torturaram e fizeram desaparecer o nosso povo, os nossos homens e mulheres chilenos&#8221;, enfatizou Campillai.</P><br />
<P>Numa entrevista transmitida pela sexta-feira, o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos do Chile, Fernando Rabat, não descartou a possibilidade de conceder indultos a autores de crimes contra a humanidade condenados por delitos cometidos durante a ditadura civil-militar (1973-1990), afirmando que &#8220;as circunstâncias de cada caso determinarão a resposta&#8221;.</P><br />
<P></P><br />
<P>Em 01 de junho, o Presidente chileno, José Antonio Kast, admitiu no parlamento que a política de austeridade, que visa organizar as finanças públicas e impulsionar o crescimento económico, vai causar dor, mas garantiu que não haverá cortes nos programas sociais.</P><br />
<P>Kast reiterou que a situação económica e fiscal do país &#8220;é ainda mais complexa&#8221; do que acreditava antes de assumir o cargo em 11 de março, e justificou o seu ambicioso plano de austeridade, que visa cortar seis mil milhões de dólares em 18 meses.</P><br />
<P>Poucos dias depois de ter tomado posse, o Presidente ordenou um corte médio de 3% em todos os ministérios, que até agora totaliza dois mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual), segundo dados oficiais.</P><br />
<P>O Ministério da Saúde é o mais afetado, com um corte de 462 milhões de dólares (400 milhões de euros), o equivalente a 2,5% do seu orçamento, enquanto o Ministério da Cultura sofre a maior redução percentual, próxima dos 10%.</P><br />
<P>Desde que Kast tomou posse, a 11 de março, a Unidade de Programas de Direitos Humanos do Ministério da Justiça, o organismo mais importante na perseguição de crimes contra a humanidade e responsável pela busca de desaparecidos, sofreu um corte orçamental de quase um milhão de dólares.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773060]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: EUA abatem dois drones iranianos que &#8220;ameaçavam estreito de Ormuz&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 01:35:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Estados Unidos (EUA) disseram ter abatido dois drones iranianos que "ameaçavam o estreito de Ormuz", numa altura de nova escalada das tensões entre Washington e Teerão apesar de um cessar-fogo estar em vigor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os Estados Unidos (EUA) disseram ter abatido dois drones iranianos que &#8220;ameaçavam o estreito de Ormuz&#8221;, numa altura de nova escalada das tensões entre Washington e Teerão apesar de um cessar-fogo estar em vigor.</P><br />
<P>&#8220;As forças norte-americanas abateram dois drones iranianos que ameaçavam o tráfego marítimo internacional no estreito de Ormuz&#8221;, afirmou, no sábado, o Comando Central do Exército dos EUA, conhecido como Centcom.</P><br />
<P>Numa mensagem publicadas nas redes sociais, o Centcom garantiu que &#8220;as forças norte-americanas continuam em posição e prontas para continuar a defender-se contra a agressão iraniana&#8221;.</P><br />
<P>Horas antes, o Irão tinha atacado alvos no Kuwait e no Bahrein em resposta a ataques norte-americanos.</P><br />
<P>Desde a trégua de 08 de abril que as hostilidades tinham quase cessado entre os Estados Unidos e o Irão, mas foram retomadas recentemente, em particular em torno do estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica para os hidrocarbonetos controlada por Teerão.</P><br />
<P>O Kuwait e o Bahrein, que já tinham sido atacados no início da semana, condenaram as novas &#8220;agressões flagrantes&#8221; do Irão, classificando-as como &#8220;uma escalada perigosa&#8221; e uma ameaça à &#8220;vida dos cidadãos e dos residentes&#8221;.</P><br />
<P>Tais ataques &#8220;constituem uma violação flagrante da soberania do Estado&#8221;, acrescentou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Kuwait, num comunicado.</P><br />
<P>Os Guardas da Revolução iranianos anunciaram ter disparado mísseis balísticos em direção à base aérea de Ali Al-Salem, no Kuwait, onde estão estacionadas aeronaves dos Estados Unidos, e ao quartel-general da Quinta Frota norte-americana, no Bahrein.</P><br />
<P>De acordo com o Centcom, de um total de sete mísseis, &#8220;seis foram intercetados e um sétimo não atingiu o alvo previsto&#8221;.</P><br />
<P>As forças norte-americanas tinham atacado previamente locais de radares de vigilância costeira iranianos na cidade de Goruk e na ilha de Qeshm &#8220;a fim de se defenderem de novos ataques&#8221;, acrescentou o Centcom.</P><br />
<P>Na frente diplomática, as negociações entre as duas partes não registaram avanços nos últimos dias.</P><br />
<P>O conselheiro militar do líder supremo iraniano Mohsen Rezaei falou mesmo de um impasse negocial, numa entrevista à cadeia de televisão norte-americana CNN.</P><br />
<P>Rezaei sugeriu ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que saia do impasse com o desbloqueio de 24 mil milhões de dólares (20,8 mil milhões de euros, ao câmbio atual) de fundos iranianos congelados devido a sanções norte-americanas.</P><br />
<P>&#8220;Se deseja chegar a um acordo com o Irão, estes 24 mil milhões de dólares constituem um teste de confiança (&#8230;) que os Estados Unidos devem superar para que o caminho se abra&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>&#8220;É o nosso próprio dinheiro, não é o dos Estados Unidos&#8221;, acrescentou Rezaei.</P><br />
<P>As negociações visam pôr fim à guerra desencadeada pela ofensiva que os Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irão em 28 de fevereiro.</P></p>
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		<title>Confrontos devido a bloqueios de estradas na Bolívia deixaram 35 feridos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 01:08:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Provedoria de Justiça disse que 16 civis e 19 polícias ficaram feridos devido a confrontos durante operações de desbloqueio de estradas na Bolívia, ocupadas por grupos que exigem a demissão do Presidente Rodrigo Paz.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Provedoria de Justiça disse que 16 civis e 19 polícias ficaram feridos devido a confrontos durante operações de desbloqueio de estradas na Bolívia, ocupadas por grupos que exigem a demissão do Presidente Rodrigo Paz.</P><br />
<P>A entidade de defesa dos direitos humanos indicou que realizou &#8220;uma verificação in loco e um acompanhamento rigoroso da evolução médica&#8221; dos feridos em quatro hospitais da zona de Santa Cruz, no leste da Bolívia, onde confirmou a presença &#8220;de 16 civis feridos e 19 polícias afetados&#8221;.</P><br />
<P>Num comunicado, a Provedoria indica que 14 dos 16 civis tiveram alta e mantêm &#8220;tratamento ambulatório&#8221;, enquanto dois permanecem hospitalizados após os confrontos de sábado.</P><br />
<P>Sobre a situação dos polícias, a agência indicou que &#8220;encontrou cinco vítimas&#8221;, das quais quatro estão hospitalizadas.</P><br />
<P>Um agente, baleado na cabeça, continua em avaliação para dar entrada nos cuidados intensivos, embora não tenha adiantado mais pormenores sobre os restantes agentes.</P><br />
<P>O Provedor de Justiça, Pedro Callisaya, manifestou preocupação com as agressões a civis e polícias e pediu às autoridades que todas as ações das forças de segurança sejam realizadas &#8220;sob os padrões internacionais de direitos humanos&#8221;.</P><br />
<P>A polícia, o exército e alguns ativistas realizaram no sábado de manhã uma ação conjunta em San Julián, localidade situada 117 quilómetros a nordeste de Santa Cruz, a maior cidade da Bolívia, na estrada que liga a região de Beni e o oeste do país.</P><br />
<P>A operação, em que foi usado gás lacrimogéneo, conseguiu desbloquear a estrada, mas pouco depois os manifestantes reagruparam-se e reforçaram os pontos de bloqueio, o que levou a um confronto com a polícia que durou mais de quatro horas.</P><br />
<P>O comandante da polícia de Santa Cruz, David Gómez, disse que um grupo de residentes de San Julián entrou na esquadra da cidade, roubou objetos valiosos e depois incendiou as instalações.</P><br />
<P>A Bolívia confronta-se há mais de um mês com um movimento de protesto, liderado por agricultores, operários, mineiros, camionistas e professores que, depois de reivindicarem soluções para a grave crise económica do país, exigem agora a demissão do Presidente de centro-direita, aliado de Washington.</P><br />
<P>Nas últimas semanas, os bloqueios de estradas espalharam-se por oito das nove regiões da Bolívia, provocando escassez de alimentos, combustível, medicamentos e, em particularmente, oxigénio para os centros de saúde.</P><br />
<P>O Governo de Paz acusa o ex-presidente socialista Evo Morales (2006-2019), alvo de um mandado de captura num caso que envolve o alegado tráfico de uma menor, de estar por detrás dos distúrbios.</P><br />
<P>Quando chegou ao poder, há seis meses, Rodrigo Paz fez questão de restabelecer as boas relações com os Estados Unidos, autorizando que elementos da agência antidroga norte-americana interviessem no país produtor de cocaína.</P></p>
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		<title>Em rutura com PR, ex-PM senegalês eleito líder do partido maioritário no parlamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 00:15:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente da Assembleia Nacional do Senegal, Ousmane Sonko, em conflito aberto com o Presidente do país, Bassirou Diomaye Faye, foi amplamente reeleito para a liderança do partido Pastef, que detém a maioria no parlamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente da Assembleia Nacional do Senegal, Ousmane Sonko, em conflito aberto com o Presidente do país, Bassirou Diomaye Faye, foi amplamente reeleito para a liderança do partido Pastef, que detém a maioria no parlamento.</P><br />
<P>Faye e Sonko, seu antigo companheiro de jornada política e ex-primeiro-ministro, que o Presidente demitiu a 22 de maio, entraram em rutura, o que pode gerar instabilidade económica e a desconfiança dos doadores, numa altura em que o país se encontra fortemente endividado.</P><br />
<P>Ousmane Sonko foi reeleito &#8220;por unanimidade&#8221; para um mandato de seis anos à frente do Pastef (Patriotas Africanos do Senegal pelo Trabalho, Ética e Fraternidade) pelos 583 delegados das secções nacionais e da diáspora reunidos no sábado em Diamniadio, perto de Dacar, durante o primeiro congresso do partido que dirige desde a criação em 2014, de acordo com um texto lido por Ngouda Mboup, que supervisionou a votação.</P><br />
<P>&#8220;As revoluções podem ser desviadas se não se dotarem de uma doutrina clara nem de uma organização capaz de inscrever as mudanças na rutura&#8221;, declarou Sonko, aludindo à rutura com Faye, a quem tinha designado para o substituir nas eleições presidenciais de 2024, após a invalidação da sua candidatura, na sequência de uma condenação por difamação.</P><br />
<P>&#8220;A nossa voz é a de uma revolução democrática, popular e soberana&#8221; e, &#8220;desta vez, nenhum projeto de sabotagem terá sucesso porque o povo dará as garantias necessárias para libertar o nosso país&#8221;, prosseguiu.</P><br />
<P>Após ser destituído, Sonko foi substituído no cargo de primeiro-ministro pelo banqueiro Ahmadou Al Aminou Mohamed Lô, que formou, na terça-feira, um Governo boicotado pelo Pastef, mas no qual participam aliados e membros dissidentes do partido.</P><br />
<P>&#8220;Se o Pastef quiser, dentro de 72 horas, este Governo pode cair. Mas não o vamos censurar. Vamos acompanhá-los&#8221;, afirmou Sonko na terça-feira.</P><br />
<P>No sábado, afirmou que, a partir da nova posição de força parlamentar maioritária, o partido &#8220;pode controlar melhor o que se faz na Assembleia Nacional e os interesses do povo serão salvaguardados&#8221;.</P><br />
<P>O Pastef, que detém 130 dos 165 assentos no parlamento, pode, a qualquer momento, apresentar uma moção de censura e derrubar o Governo.</P><br />
<P>Pode também censurar o Governo aquando da apresentação do programa, cuja data ainda não foi determinada, explicaram à agência de notícias France Presse (AFP) antigos parlamentares.</P><br />
<P>O Presidente também pode reformar um Governo após uma moção de censura e dissolver o parlamento &#8212; mas apenas dois anos após a tomada de posse, ou seja, a partir de novembro. </P><br />
<P>Pode, assim, recorrer a poderes excecionais ao abrigo da Constituição e governar posteriormente por decretos durante três meses, sem passar pela Assembleia Nacional.</P><br />
<P>Faye e Sonko, vencedores das eleições presidenciais de março de 2024 sob o slogan &#8220;Sonko mooy Diomaye&#8221; (&#8220;Sonko é Diomaye&#8221;, em wolof), separaram-se após vários meses de tensões decorrentes de divergências, nomeadamente sobre a gestão da dívida pública e a justiça.</P><br />
<P>As tensões começaram a surgir em julho de 2025, quando o então primeiro-ministro, de temperamento explosivo, atacou veementemente Faye, denunciando um &#8220;problema de autoridade&#8221; no país.</P><br />
<P>No início de maio, o Presidente tinha criticado a &#8220;personalização excessiva&#8221; do seu ex-primeiro-ministro no seio do partido no poder.</P><br />
<P>A 22 de maio, dia em que foi demitido, Sonko tinha criticado Faye, durante uma intervenção na Assembleia Nacional, relativamente ao controlo e à transparência dos fundos políticos cuja utilização fica ao critério do Presidente.</P></p>
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