Disseram que estava “cansada”: família britânica acusada de embarcar com cadáver num voo da easyJet

De acordo com o ’20Minutos’, a mulher foi acompanhada até ao avião por cinco familiares, que garantiram à equipa da companhia aérea que se sentia indisposta e tinha adormecido

Francisco Laranjeira

Uma família britânica está a ser acusada de ter transportado o corpo sem vida de uma mulher de 89 anos num voo comercial da easyJet entre Málaga e o aeroporto de Gatwick, em Londres, alegando à tripulação que a idosa estava apenas “cansada”. O caso obrigou à interrupção do voo e provocou um atraso de cerca de 12 horas.

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De acordo com o ’20Minutos’, a mulher foi acompanhada até ao avião por cinco familiares, que garantiram à equipa da companhia aérea que se sentia indisposta e tinha adormecido. Testemunhas relataram que o corpo foi levado numa cadeira de rodas até aos lugares ocupados pelo grupo, na parte traseira do avião, sendo depois colocado no assento com a ajuda dos parentes.

Pouco antes da descolagem, quando o avião já seguia em taxiamento para o final da pista, a tripulação terá desconfiado da situação e verificado que a passageira estava morta. A aeronave regressou então ao terminal, antes de levantar voo, e foi acionada assistência médica.

Segundo testemunhos citados pelo ’20Minutos’, a família só conseguiu embarcar depois de ter assegurado a um funcionário da porta de embarque que a mulher estava apenas exausta. Um dos passageiros afirma mesmo ter ouvido alguém do grupo dizer: “Está tudo bem, somos médicos”, quando o estado da idosa foi questionado.

Um porta-voz da easyJet declarou ao ‘Daily Mail’ que os passageiros estavam enganados, garantindo que a mulher possuía um certificado de aptidão para voar e que estava viva no momento do embarque. Ainda assim, o episódio gerou perplexidade entre os restantes passageiros.

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Elizabeth Rowland, de 19 anos, residente em Marbella e que seguia no mesmo voo para Inglaterra, contou que estava sentada poucas filas à frente da família. Segundo o seu relato, desde o primeiro momento teve a sensação de que “ela não estava entre nós”. A jovem descreveu a mulher numa cadeira de rodas, com um colar cervical e apoiada por almofadas, enquanto os familiares tentavam acordá-la e fazê-la beber água, falando com ela como se estivesse consciente.

Após o regresso da aeronave ao terminal e a entrada da equipa médica a bordo, Rowland afirmou que nenhum dos familiares aparentava estar em estado de choque ou grande perturbação emocional. De acordo com o seu testemunho, mantiveram-se calmos e a conversar com os profissionais de saúde, sem sinais visíveis de pânico ou aflição.

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