Discurso dovish de Powell e alívio das medidas Covid na China colocaram “combustível no rally de ativos de risco e fizeram cair o dólar”, explica Diretor-Geral da Ebury

O mais recente relatório semanal da Ebury destaca a movimentação reativa do euro face a notícias noutros mercados, nomeadamente nos EUA e na China. Já a libra continua a sua forte recuperação da crise fiscal, à medida que os mercados se tornam mais confiantes de que políticas fiscais positivas serão seguidas. No caso do dólar, os números reais de atividade são até agora fortes nos EUA e o mercado de trabalho permanece quente.

Assim, podemos esperar um momento de confiança dos investidores no que diz respeito à libra, sendo que esta “terá espaço para continuar a valorizar, pelo menos até que o Banco de Inglaterra clarifique a sua posição na reunião de dezembro, dentro de 10 dias”, segundo o relatório.

Já relativamente ao euro, sabe-se que “saltou para o topo da escala entre a paridade e 1,05, onde tem estado a negociar nas últimas semanas”.

No caso do dólar, apesar do susto dos mercados e “embora o relatório da inflação PCE tenha confirmado as boas notícias do anterior IPC, os salários em outubro aumentaram consideravelmente mais do que o esperado e parecem estar a acompanhar a inflação, aumentando a perspetiva de novos efeitos inflacionistas”.

De acordo com o Diretor-Geral da Ebury, David Brito, em declarações à ‘Executive Digest’, “um discurso relativamente dovish de Powell e a perspetiva de uma mudança de direção das medidas Covid-zero na China, colocaram algum combustível no rally de ativos de risco e fizeram cair o dólar, que baixou face a cada um dos seus pares do G10. O dólar recuou cerca de 6% em relação aos seus máximos de meados de outubro e podemos ver alguma consolidação aos níveis atuais até ao final do ano, mas tudo dependerá do tom mais ou menos hawkish dos respetivos bancos centrais nas suas próximas reuniões de dezembro”.

“Esta semana será uma semana calma em termos de divulgação de dados e de políticas com os mercados a esperarem pelas três grandes reuniões dos bancos centrais que terão lugar na semana seguinte, com um intervalo de 24 horas: a Reserva Federal, o Banco de Inglaterra, e o BCE”, refere o responsável.

Ler Mais



loading...

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.