Nos últimos cinco dias, o vídeo da primeira intervenção de André Ventura na Assembleia da República foi visto mais de 362 mil vezes na conta oficial do Youtube do partido.
Por comparação, nenhum dos vídeos publicados na conta do PS na mesma rede social, relativos ao mesmo dia, foi além das 8,6 mil visualizações. O único partido que apresenta um alcance comparável com o do Chega é o PSD. Ainda assim, o segmento em que o líder social-democrata Rui Rio se dirige pela primeira vez ao primeiro-ministro, António Costa, tem quatro vezes menos visualizações (81 986) que o do Chega.
A seguir ao PSD, na lista de vídeos mais vistos da primeira sessão parlamentar da nova legislatura, está a intervenção de João Cotrim Figueiredo, do Iniciativa Liberal, com 19 817 visualizações e Joacine Katar Moreira, do Livre, teve apenas 4819. Nos últimos lugares, surgem a CDU e o PAN. A intervenção de Jerónimo de Sousa foi vista 185 vezes e a de André Silva conta com 127 visualizações.
Dos nove partidos com assento parlamentar, o Bloco de Esquerda e o CDS não divulgaram nas contas oficiais dos partidos no Youtube as intervenções dos seus deputados.
E não é tudo. Desde quarta-feira, o número de subscritores do canal do Chega no Youtube superou os 11 mil. Até dia 30 de Outubro, «eram 20 ou 30 seguidores. Neste momento, está nos 11.501», revela Gerardo Pedro, responsável de comunicação do partido, ao “Expresso”.
Já no Facebook, «temos vindo a crescer a uma média de mil fãs por dia», pelo que «tivemos de reforçar a equipa de comunicação para responder às centenas de mensagens que recebemos por dia», acrescentou.
Há pouco mais de 24 horas, o Chega publicou uma imagem em que critica a intervenção do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, quanto à invasão do quartel de bombeiros de Borba. Desde então, recebeu mais de seis mil «gostos», 1300 comentários e foi partilhado quatro mil vezes.
Recorde-se que, as redes sociais são uma «grande aposta» do Chega. «Foi das formas que encontramos de chegar ao eleitorado de forma fidedigna. No caso do Youtube, passa por partilhar as nossas intervenções de forma integral, o que não acontece nas televisões», afirma André Ventura ao jornal.
Não querendo entrar em «teorias da conspiração», faz ainda notar que a RTP «parou a emissão» no preciso momento em que ia falar, na quarta-feira à tarde, e voltou ao directo do Parlamento quando chegou a vez do representante da Iniciativa Liberal.



