Diretor-geral da Xerox ibéria espera aumento de faturação de 2% em Portugal

O diretor-geral da Xerox Portugal e Espanha afirma, em entrevista à Lusa, que tem como meta para este ano de crescer 10% em venda de equipamentos e cerca de 2% na faturação global no mercado português.

Executive Digest com Lusa

O diretor-geral da Xerox Portugal e Espanha afirma, em entrevista à Lusa, que tem como meta para este ano de crescer 10% em venda de equipamentos e cerca de 2% na faturação global no mercado português.

Em 1965, a Xerox entrava no mercado português com a introdução do modelo Xerox 914, que fazia sete cópias por minuto e foi neste equipamento que foi feita a primeira Xerocópia alguma vez realizada em Portugal, segundo dados da empresa.



Por ocasião dos 60 anos da empresa em Portugal, David Alcaide faz um balanço, referindo que “não são muitas as empresas que o podem dizer, mas durante muitos anos” esta foi a “Xerox do mundo com maior quota de mercado”.

O balanço é “muito bom, são resultados muito bons historicamente” pelo que se espera repetir outros 60 anos assim, prossegue David Alcaide, adiantando que a quota de mercado em Portugal da empresa “é muito alta”, dependendo do produto.

A empresa considerada pioneira mundial em tecnologia e serviços de gestão de impressão e processamento documental tem uma quota em equipamentos de A3 entre 35% a 38% no mercado português. Já em equipamentos de A4, impressoras que são mais pequenas, a quota varia entre 9% e 10%.

Por exemplo, em Espanha os equipamentos de A3 têm uma quota de mercado à volta de 9% e as de A4 em rdor de 2%.

No ano passado, a Xerox Portugal faturou 47 milhões de dólares (42,9 milhões de euros, à taxa de câmbio atual), uma subida de 2% face a 2023, valor que engloba venda de equipamentos, faturação de serviço técnico, ou seja, todo o negócio, explica o responsável.

“As empresas querem equipamentos de A4 mais do que A3 e o valor é quatro ou cinco vezes inferior”, então, “para faturar o mesmo tens que vender mais”, diz David Alcaide.

As expectativas para este ano “são sempre muito altas”, diz, salientando que era assim “antes de tudo o que está a acontecer agora, com as tarifas e tal, vamos ver como vai ser o resto do ano, que muda tudo de um dia para o outro”.

Apesar das incertezas geopolíticas, a meta para este ano é crescer 10% em venda de equipamentos, um “objetivo ambicioso” e, no global, “aumentar a faturação entre 1% a 2%.

A Xerox Portugal tem 170 trabalhadores e em 2011 adquiriu o edifício onde está atualmente, que “é um edifício muito grande, é o único país do mundo” que é detido pela empresa, nos outros mercados os espaços são alugados.

Ter o edifício “permitiu-nos montar centros de digitalização que servem sete países europeus”, relata, salientando que recebem informações dos clientes, digitalizam e disponibilizam na ‘cloud’. Outro dos serviços disponibilizados é o Virtual Partner Manager.

O diretor-geral da Xerox Portugal e Espanha, que assumiu o cargo há um ano, salienta que o objetivo “é claramente manter” a posição “de liderança em Portugal” e aumentar, sobretudo a parte dos serviços.

Atualmente, o setor dos serviços na Xerox, a nível mundial, representa 17% da receita.

David Alcaide salienta que a tecnológica sempre teve um “compromisso muito forte com o ambiente e com a sustentabilidade”.

Aliás, “fomos os primeiros a lançar, há uns anos, equipamentos que imprimiam com tinta sólida”, a qual não deixava resíduos, e “o nosso compromisso com o ambiente continua a ser o mesmo”, onde se inclui o lançamento de equipamentos que consomem menos energia.

Relativamente à inteligência artificial (IA), “já estamos a incorporar nos dispositivos”. No ano passado, “fomos a primeira empresa a lançar um dispositivo multifuncional com aplicações de inteligência artificial dentro do dispositivo, o que significa que as pessoas passam menos tempo em frente ao dispositivo ou menos tempo a realizar tarefas, o que também reduz, além de aumentar a produtividade, o consumo de energia”, aponta.

Questionado sobre se daqui a 10 anos se continuará a imprimir, admite que sim, até porque o trabalho híbrido – na sequência da pandemia – levou a que as pessoas passassem também a ter um sistema de impressão em casa.

De acordo com estudos de mercado, a venda de equipamentos pequenos de A4 vai continuar a crescer nos próximos três anos.

“Este mercado está a crescer e deve continuar até aproximadamente 2028” e “no mercado de gama alta, no mercado de produção de equipamentos de impressão a laser de grandes dimensões, também se prevê um crescimento nos próximos dois a três anos”, refere.

Quanto às tarifas impostas pelos Estados Unidos, o gestor considera que isso está a ter um “impacto em tudo”, mas tem a esperança, a título pessoal, que a situação fique estável.

“Não há outro remédio, espero que mais cedo que tarde”, remata.

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