Diretor da FCUL apela à “tranquilidade” de alunos, docentes e funcionários. “Segurança nunca esteve em causa”

O diretor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), pediu à comunidade académica “serenidade” após a tentativa de ataque terrorista, garantindo que a sua segurança “nunca esteve em causa”. 

Simone Silva

O diretor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), pediu à comunidade académica “serenidade” e “tranquilidade” após a tentativa de ataque terrorista, garantindo que a sua segurança “nunca esteve em causa”.

“A segurança dos alunos e funcionários nunca esteve em causa. De acordo com os dados que temos – e sendo nós uma escola de ciências, só podemos basear-nos neles – não há qualquer indícios que ponham em causa a segurança desta comunidade”, afirmou.

Em declarações aos jornalistas esta manhã, Luís Carriço manifestou a intenção de, “com serenidade, continuar a efetuar todas as atividades, sejam de ensino , investigação ou transferência de conhecimentos”.

“Aos nossos alunos, docentes e funcionários quero transmitir uma mensagem de tranquilidade. Muitos de nós trabalhamos arduamente para os exames que se estão a realizar, por isso cancelar exames seria uma enorme imprudência”, sublinhou.

O responsável assegurou ainda que a FCUL estará “atenta a todos, bem como à afluência aos exames, taxas de sucesso, e temos uma equipa de apoio psicológico que está disponível para acorrer a todas as situações”.

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“A vida continua e continuará em normalidade, porque não há quaisquer indícios para que assim não seja”, concluiu o diretor da faculdade, em declarações à imprensa.

Recorde-se que a Polícia Judiciária (PJ) deteve ontem um jovem de 18 anos, em Lisboa, suspeito de estar a preparar um atentado terrorista contra a FCUL. O ataque seria alegadamente cometido esta sexta-feira pelo estudante de engenharia que tencionava matar vários colegas.

“Face à gravidade das suspeitas, foi atribuída a máxima prioridade à investigação, que permitiu ontem interromper a atividade criminosa em curso”, informou, em comunicado, a PJ, que apontou que foram apreendidos “vastos elementos de prova, que confirmariam as suspeitas iniciais”.

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O ataque visava cometer o maior número possível de homicídios sobre colegas universitários. A investigação foi iniciada há poucas semanas pela Unidade Nacional de Combate ao Terrorismo (UNCT) com base em informação de congéneres estrangeiras.

O FBI alertou a PJ na última semana. As autoridades americanas detetaram conversas em chats nas quais intervinha o jovem português, onde este anunciava a intenção que tinha de cometer um atentado em Portugal. Vai ser presente a interrogatório esta sexta-feira, para conhecer as medidas de coação.

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