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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Bombeiros tentam conter fogos nos arredores de Atenas antes de mais vento e calor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 23:28:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os bombeiros gregos procuram aproveitar uma pausa nos ventos fortes para reforçar as linhas de contenção nos fogos a oeste de Atenas, perante alertas para regresso de rajadas mais fortes e subida das temperaturas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os bombeiros gregos procuram aproveitar uma pausa nos ventos fortes para reforçar as linhas de contenção nos fogos a oeste de Atenas, perante alertas para regresso de rajadas mais fortes e subida das temperaturas.</P><br />
<P>&#8220;Há uma enorme quantidade de material combustível na área e o risco aumenta ao longo do dia&#8221;, frisou Costas Tsingas, responsável da Associação Grega de Bombeiros. </P><br />
<P>A arder pelo quinto dia consecutivo, o incêndio nos arredores de Atenas provocou a retirada de mais de mil pessoas e foi atribuído a uma linha de energia defeituosa de um parque eólico da região. </P><br />
<P>As autoridades informaram que 33 pessoas foram detidas entre 29 de junho e 02 de agosto por atearem incêndios, incluindo 30 por negligência e três por suspeita de fogo posto. </P><br />
<P>A maioria dos casos de negligência envolvia atividades agrícolas realizadas apesar das proibições locais, incluindo soldagem.</P><br />
<P>As equipas de socorro trabalharam na terça-feira contra o tempo, pois os ventos costumam aumentar à tarde, um fenómeno costeiro comum em todo o Mediterrâneo no verão, quando a terra aquece mais rapidamente do que o mar e traz brisas mais fortes.</P><br />
<P>O Exército mobilizou máquinas para abrir faixas nas encostas queimadas, enquanto unidades especializadas avançavam a pé pelas áreas florestais para extinguir brasas incandescentes antes que pudessem reacender.</P><br />
<P>Mais de mil pessoas foram retiradas da região da estância balnear de Porto Germeno e de outras zonas a oeste da capital, incluindo mais de 250 resgatadas por barcos nas praias da região.   </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797651]]></sapo:autor>
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		<title>Senado dos EUA abre caminho à nomeação de ex-advogado de Trump para procurador-geral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 23:23:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O comité judicial do Senado dos Estados Unidos aprovou a nomeação para procurador-geral de Todd Blanche, ex-advogado de Donald Trump e atual dirigente interino do Departamento de Justiça, retirando um obstáculo importante ao nomeado do Presidente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O comité judicial do Senado dos Estados Unidos aprovou a nomeação para procurador-geral de Todd Blanche, ex-advogado de Donald Trump e atual dirigente interino do Departamento de Justiça, retirando um obstáculo importante ao nomeado do Presidente.</P><br />
<P>Com maioria republicana, o comité aprovou na terça-feira a nomeação de Blanche por 12 votos contra 10, com dois senadores conservadores &#8211; John Cornyn, do Texas, e Thom Tillis, da Carolina do Norte &#8211; a retirarem a sua oposição, relacionada com o fundo para indemnizar alegadas vítimas da &#8216;instrumentalização&#8217; do sistema judicial em governos anteriores, que atrasou a votação.</P><br />
<P>A nomeação será agora submetida a votação no plenário do Senado, onde os republicanos detêm 53 lugares, contra 47 da oposição.</P><br />
<P>Blanche anunciou na segunda-feira a sua decisão de revogar formalmente o polémico fundo, avaliado em 1,7 mil milhões de dólares (1,4 mil milhões de euros), depois de os senadores republicanos terem ameaçado bloquear a sua nomeação.</P><br />
<P>Cornyn e Tillis também se opuseram à nomeação de Blanche devido à sua atuação nos ficheiros relacionados com o caso Jeffrey Epstein, particularmente após a fuga de dados pessoais das vítimas.</P><br />
<P>O governo Trump defendeu o &#8216;fundo anti-instrumentalização&#8217; criado para encerrar o processo movido pelo republicano contra a autoridade fiscal (IRS, Internal Revenue Service) devido à fuga das suas declarações de rendimentos.</P><br />
<P>O acordo incluía também uma proibição ao IRS de rever as declarações fiscais anteriores de Trump, da sua família e das suas empresas, medida que os detratores do magnata interpretaram como uma tentativa de se proteger financeiramente.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797650]]></sapo:autor>
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		<title>Venezuela /Sismos: Pelo menos 1.579 pessoas desaparecidas &#8211; governador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 23:15:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pelo menos 1.579 pessoas continuam desaparecidas após os terramotos de 24 de junho na Venezuela, que já causaram 6.125 mortos, confirmou terça-feira o governador do estado La Guaira, José Alejandro Terán.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Pelo menos 1.579 pessoas continuam desaparecidas após os terramotos de 24 de junho na Venezuela, que já causaram 6.125 mortos, confirmou terça-feira o governador do estado La Guaira, José Alejandro Terán.</P><br />
<P>&#8220;De acordo com as informações que nos fornecem diretamente os familiares, há 1.579 pessoas desaparecidas&#8221;, afirmou Terán numa entrevista à emissora colombiana Caracol Radio.</P><br />
<P>O governador indicou que algumas pessoas dadas como falecidas podem estar na lista de desaparecidos porque &#8220;ainda não foram certificadas pelos organismos forenses do Senamecf (Serviço Nacional de Medicina e Ciências Forenses) para se poder legalmente dar o estatuto de falecido&#8221;.</P><br />
<P>Este número é divulgado um dia depois de as autoridades publicarem o seu balanço mais recente dos sismos, segundo o qual o número de mortos subiu para 6.125, com mais 579 falecidos em relação ao balanço anterior.</P><br />
<P>A nova contagem tem uma estrutura diferente das anteriores e exclui números como os de feridos, afetados e edifícios colapsados e inclui outros, como o das habitações entregues (287). </P><br />
<P>O &#8220;boletim informativo semanal&#8221; relativo à &#8220;etapa de reconstrução&#8221; indica também que 43.679 habitações foram avaliadas e que &#8211; de um total de 41.624 &#8211; há 9.866 &#8220;com restrições&#8221; e 6.433 em &#8220;alto risco&#8221;, segundo o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez.</P><br />
<P>A ONG venezuelana Provea exigiu no dia anterior ao Governo a divulgação do número de falecidos e o de desaparecidos, este último inalterado desde 25 de junho, quando as autoridades informaram de 157 pessoas estavam desaparecidas. </P><br />
<P>Iniciativas civis como a Desaparecidos Terremoto Venezuela denunciaram mais de 29.000 pessoas com paradeiro desconhecido e, segundo a Provea, não existe &#8220;um registo público que o comprove&#8221;. </P><br />
<P>O governador Terán destacou hoje que a realidade do ocorrido &#8220;ultrapassou sem dúvida alguma a visão de qualquer governo para se preparar face a um desastre natural&#8221;. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797649]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Líbano e Israel realizam em Roma 7.ª ronda negocial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 23:10:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O governo do Líbano iniciou na terça-feira uma nova ronda negocial com Israel em Roma, sob patrocínio dos Estados Unidos, visando a retirada das forças israelitas do sul do país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O governo do Líbano iniciou na terça-feira uma nova ronda negocial com Israel em Roma, sob patrocínio dos Estados Unidos, visando a retirada das forças israelitas do sul do país. </P><br />
<P>As discussões, que começaram na embaixada dos Estados Unidos em Roma, devem durar até quinta-feira, confirmou na rede social X o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Tommy Pigott. </P><br />
<P>&#8220;Os Estados Unidos continuam totalmente empenhados em apoiar os dois governos na continuação deste processo, de forma a garantir uma segurança duradoura para ambos os países, eliminar as ameaças à segurança de Israel e restabelecer a autoridade do Estado libanês em todo o sul do país&#8221;, afirmou. </P><br />
<P>Um acordo-quadro assinado no final de junho na 6.ª ronda negocial prevê o destacamento do exército libanês em &#8220;zonas piloto&#8221; cujas populações foram retiradas por Israel &#8211; que ainda ocupa parte do sul do país &#8211; sujeito ao desarmamento do movimento pró-iraniano Hezbollah. </P><br />
<P>O ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, exortou na segunda-feira as duas partes a &#8220;continuarem o trabalho num espírito construtivo, definindo soluções comuns&#8221; para a colocação em prática do acordo-quadro, após reuniões com os chefes respetivos das delegações libanesa e israelita, Simon Karam e Yechiel Leiter. </P><br />
<P>Ao abrigo do acordo-quadro, o exército libanês iniciou a 21 de julho o seu destacamento na localidade do sul de Zawtar al-Gharbiya, primeira &#8220;zona piloto&#8221;, e autorizou os habitantes a regressarem. </P><br />
<P>O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, referiu na segunda-feira, durante uma reunião do gabinete, esforços para alcançar &#8220;retiradas israelitas sucessivas do território libanês, até uma retirada total&#8221;, indicou o ministro da Informação, Paul Morcos. </P><br />
<P>Segundo um responsável do Departamento de Estado, as discussões devem incidir sobre a extensão do processo das &#8220;zonas piloto&#8221;, a resolução das questões fronteiriças em suspenso, visando um acordo global de paz e segurança entre os dois países, ainda tecnicamente em estado de guerra. </P><br />
<P>Mas o embaixador dos Estados Unidos no Líbano, Michel Issa, apelou na segunda-feira a uma prática &#8220;responsável&#8221; do acordo-quadro. &#8220;Ir rápido demais pode colocar em perigo os próprios civis que este processo pretende proteger&#8221;, afirmou em comunicado. </P><br />
<P>Segundo o diplomata, as duas partes devem chegar a um acordo sobre &#8220;um mecanismo claro e prático antes de passar à próxima etapa&#8221;. </P><br />
<P>O Hezbollah rejeitou este acordo várias vezes e recusa-se a depor as armas enquanto não for definido qualquer calendário para a retirada total de Israel. </P><br />
<P>As negociações diretas com Israel só trarão &#8220;vergonha e humilhação&#8221;, criticou na terça-feira o seu líder, Naim Kassem, acusando o presidente libanês de fomentar divisões no país em vez de atuar como &#8220;árbitro&#8221;. </P><br />
<P>Este movimento xiita envolveu o Líbano na guerra regional ao disparar contra Israel, no dia 02 de março, em apoio a Teerão, desencadeando importantes ataques aéreos israelitas e uma ofensiva terrestre. </P><br />
<P>A violência diminuiu desde junho, mas Beirute continua a relatar ataques israelitas esporádicos e denuncia explosões no sul do país.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797648]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>EUA declaram estado de emergência para combater incêndios descontrolados no noroeste</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 23:04:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Governo norte-americano declarou estado de emergência para responder aos incêndios florestais que assolam o noroeste do país, onde mais de 65 mil pessoas foram retiradas e cerca de 700 estruturas foram destruídas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo norte-americano declarou estado de emergência para responder aos incêndios florestais que assolam o noroeste do país, onde mais de 65 mil pessoas foram retiradas e cerca de 700 estruturas foram destruídas.</P><br />
<P>O governador de Washington, Bob Ferguson, do Partido Democrata, confirmou a declaração na terça-feira, depois de ter solicitado apoio federal para combater os incêndios, que afetaram particularmente Spokane, a segunda maior cidade do Estado, rodeada por três focos de incêndio distintos.</P><br />
<P>A declaração permite à Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA, na sigla em inglês) prestar apoio aos esforços de resposta, incluindo evacuações, abrigos de emergência, alimentos e água, operações de busca e salvamento e outros custos relacionados com a resposta.</P><br />
<P>Mais de 65.000 pessoas na região de Spokane foram retiradas, enquanto algumas regressaram a casa para descobrir que perderam tudo, noticiou a agência Efe.</P><br />
<P>As autoridades contabilizaram até à data cerca de 700 estruturas queimadas, mas estima-se que a extensão dos danos seja muito maior devido aos três incêndios que estão fora de controlo.</P><br />
<P>Os bombeiros não conseguiram conter os três incêndios que rodeiam a área, alimentados por ventos fortes e condições de seca, pelo que as ordens de evacuação obrigatória continuam em vigor em várias áreas.</P><br />
<P>Ferguson mobilizou membros da Guarda Nacional de Washington para auxiliar na emergência.  </P><br />
<P>A polícia daquele Estado deteve Aaron Farinacci, de 37 anos, que foi visto a agir de forma suspeita perto do local de um dos incêndios que afetam Spokane antes do seu início, informaram as autoridades.</P><br />
<P>Farinacci é suspeito do incêndio Old Trails, que começou no sábado e é um dos treze grandes fogos atualmente a lavrar em Washington. Está detido sob fiança.</P><br />
<P>As autoridades do Estado de Washington também estavam a lidar na terça-feira com as eleições primárias e com o dever de garantir que os eleitores possam exercer o seu direito de voto e manter a integridade dos boletins de voto enviados pelo correio.</P><br />
<P>Os incêndios florestais mantêm também as autoridades do Oregon, vizinho de Washington, em alerta máximo devido aos mais de 30 focos de incêndio que estavam ativos.</P><br />
<P>Um dos incêndios, o Grasshopper Fire, obrigou à evacuação do sofisticado resort Mt. Hood Meadows.</P><br />
<P>O Departamento Florestal do Oregon anunciou na segunda-feira que foi estabelecido um novo recorde de área ardida por incêndios florestais, com quase 809.000 hectares devastados, superando o recorde anterior de 769.000 hectares, registado em 2014.</P><br />
<P>Oregon já registou mais de 1.300 incêndios florestais este ano, com três meses da época de incêndios ainda pela frente, e é atualmente o estado com o maior número de incêndios ativos no país.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797647]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Academia de projeto de gás no sul de Moçambique necessária a formação atempada &#8211; Governo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 22:39:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Governo moçambicano justificou hoje a escolha do sul do país para a fase inicial da Academia Mozambique LNG com a necessidade de garantir condições adequadas à formação atempada de técnicos, assegurando decorrerem outras ações na província de Cabo Delgado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo moçambicano justificou hoje a escolha do sul do país para a fase inicial da Academia Mozambique LNG com a necessidade de garantir condições adequadas à formação atempada de técnicos, assegurando decorrerem outras ações na província de Cabo Delgado.</P><br />
<P>A posição do Ministério da Educação e Cultura (MEC) moçambicano surge após críticas do Fórum das Organizações da Sociedade Civil de Cabo Delgado (Focade) e do Conselho Empresarial Provincial, na semana passada, à realização na cidade da Matola, arredores de Maputo, da formação inicial de 260 jovens para a indústria do gás, que consideram representar uma oportunidade perdida para fortalecer o ensino técnico e as competências locais na província que acolhe o projeto Mozambique LNG, liderado pela francesa TotalEnergies.</P><br />
<P>Numa nota de esclarecimento, o MEC garante que a parceria com a TotalEnergies não altera a prioridade ao desenvolvimento do ensino técnico-profissional em Cabo Delgado e enquadra-se numa estratégia mais ampla de formação de quadros para a indústria do petróleo e gás associada ao projeto Mozambique LNG, que já permitiu beneficiar 1.765 jovens com formação técnica, bolsas de estudo e estágios profissionais. </P><br />
<P>&#8220;Desses, 1.154 frequentaram ações de formação no IFPELAC [Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo], em Pemba, e 390 no Instituto Industrial e Comercial de Pemba&#8221;, refere a nota.</P><br />
<P>Sobre a opção pela Matola, o Governo afirma que a decisão &#8220;decorre de uma avaliação técnica das condições existentes nas instituições de ensino vocacional analisadas&#8221;, que concluiu que o Instituto Industrial e Comercial da Matola reúne &#8220;as condições de infra-estrutura, capacidade instalada, alojamento, oficinas, laboratórios e equipamentos indispensáveis para assegurar o arranque imediato do programa, em conformidade com os padrões técnicos exigidos pela indústria do gás natural liquefeito&#8221;.</P><br />
<P>O executivo defende ainda que a utilização das capacidades já existentes naquela instituição permite &#8220;cumprir o calendário de implementação do Projecto Mozambique LNG&#8221; e evitar atrasos que poderiam obrigar à realização da formação fora do país.</P><br />
<P>O Programa Nacional de Formação Mozambique LNG prevê um investimento da TotalEnergies de 191,5 milhões de meticais (2,6 milhões de euros) e destina-se a 260 licenciados nas áreas de mecânica, eletricidade, instrumentação e controlo e operações de processo. Após um ano de formação teórico-prática na Matola, os formandos seguirão para cerca de dois anos de formação em contexto de trabalho nas instalações da empresa em Afungi, no distrito de Palma, em Cabo Delgado.</P><br />
<P>Respondendo às críticas sobre a alegada marginalização da província, o Ministério sustenta que &#8220;Cabo Delgado mantém-se no centro da estratégia&#8221; de desenvolvimento de competências para o setor do gás&#8221;, apontando investimentos em infraestruturas de ensino técnico na província, incluindo a construção e apetrechamento do Instituto Industrial e Comercial Filipe Jacinto Nyusi, na vila de Namaua.</P><br />
<P>Segundo o MEC, Cabo Delgado dispõe atualmente de 14 instituições de ensino técnico-profissional, seis das quais públicas, e já formou 525 jovens nas áreas de eletricidade, petróleo e gás, incluindo 150 em processamento de gás.</P><br />
<P>O investigador moçambicano João Feijó alertou, em entrevista à Lusa, na segunda-feira que a decisão de realizar no sul a fase inicial da Academia Mozambique LNG evidencia &#8220;desconsideração&#8221; do Governo central pelas populações do norte, ameaçando aprofundar o descontentamento social em Cabo Delgado.</P><br />
<P>A Lusa tentou obter uma reação da TotalEnergies a estas críticas locais, mas sem sucesso até ao momento.</P></p>
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		<item>
		<title>Governo Trump anuncia revogação de visto da embaixadora do Brasil nos EUA</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 22:19:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Departamento de Estado norte-americano anunciou hoje a revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Departamento de Estado norte-americano anunciou hoje a revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.</P><br />
<P>Segundo a diplomacia norte-americana, a medida pode ser revogada caso o Brasil conceda o aval diplomático para que o indicado do Presidente Donald Trump assuma a embaixada norte-americana no Brasil.</P><br />
<P>Daniel Perez foi indicado para o cargo em junho deste ano, sendo que a sua aprovação ainda não foi referendada pelo Congresso norte-americano.</P><br />
<P>Washington indica ainda que adotou a medida após autoridades brasileiras sinalizarem que só concederiam o «agrément» (aprovação, no jargão diplomático) a Daniel Perez após as eleições gerais do Brasil, o que foi considerado inaceitável pela diplomacia norte-americana.</P><br />
<P>O Departamento de Estado refere ainda que agiu com reciprocidade por Brasília negar visto a dois funcionários do Departamento de Estado há duas semanas, sob alegação de a visita ao Brasil poder ser utilizada para descredibilizar o sistema eleitoral brasileiro.</P><br />
<P>A revogação do visto da embaixadora brasileira não significa a expulsão de Maria Luiza Ribeiro Viotti do país, frisou a mesma fonte. </P><br />
<P>A Lusa pediu uma reação ao Ministério de Relações Exteriores do Brasil, que até o momento não respondeu.</P><br />
<P>A Casa Branca e o Palácio do Planalto vivem tensões diplomáticas desde o ano passado, quando Trump anunciou a imposição das primeiras tarifas alfandegárias ao Brasil. Em julho, Washington aplicou novas sobretaxas a produtos brasileiros.</P><br />
<P>No mês passado, os Estados Unidos decidiram também estender por um ano o estado de emergência para o país sul-americano, classificando o Governo brasileiro como uma ameaça &#8220;incomum e extraordinária&#8221; à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana.</P><br />
<P>Acrescentando aos atritos com o Governo brasileiro, Washington classificou recentemente como organizações terroristas globais as duas maiores fações criminosas do Brasil &#8211; Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797644]]></sapo:autor>
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		<title>Eletricidade em Cuba reposta após 6º &#8216;apagão&#8217; do ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 22:05:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As autoridades de Cuba anunciaram hoje a reposição do fornecimento de eletricidade, após o 6ª. 'apagão' nacional do ano, desde a noite de domingo para segunda-feira, no contexto da grave crise energética e do bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As autoridades de Cuba anunciaram hoje a reposição do fornecimento de eletricidade, após o 6ª. &#8216;apagão&#8217; nacional do ano, desde a noite de domingo para segunda-feira, no contexto da grave crise energética e do bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos.</P><br />
<P>A companhia nacional de eletricidade UNE indicou que o sistema elétrico nacional tinha sido restabelecido após um corte generalizado de um dia e meio, mas vastas áreas do país continuam sem eletricidade, segundo a AFP. Em Havana, capital da ilha, apenas 42% da cidade tinha eletricidade hoje ao meio-dia (final da tarde em Portugal continental).  </P><br />
<P>As autoridades tiveram dificuldade em repor o sistema elétrico, gerando frustração na população, que sofre cortes de eletricidade locais quase permanentes, além dos seis cortes gerais.  </P><br />
<P>&#8220;É isto, a nova normalidade: o sistema colapsa, eles ligam-no, e ele volta a colapsar, mas de qualquer forma, nunca temos eletricidade, mesmo quando a rede não avaria. Portanto, para mim, isso não muda nada&#8221;, afirmou Carlos Garcia, 57 anos, motorista. </P><br />
<P>Cuba, com 9,4 milhões de habitantes, está mergulhada numa profunda crise económica há vários anos, e o regime comunista luta para manter o abastecimento de eletricidade aos seus cidadãos devido a infraestruturas antigas, mas também ao severo bloqueio energético imposto por Washington. </P><br />
<P>A maioria dos cubanos dispõe agora de eletricidade apenas algumas horas por dia, o que torna o seu quotidiano extremamente complicado, com cortes frequentes de bombas de água, ventiladores e outro tipo de aparelhos.</P><br />
<P>Na segunda-feira à noite, na total escuridão da Velha Havana, os moradores colocaram-se nas varandas ou inclinaram-se nas janelas, batendo em utensílios de cozinha para expressar descontentamento. </P><br />
<P>Hoje, o ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodriguez, responsabilizou Washington pela crise. As falhas na rede, afirmou na rede social X, são &#8220;consequências diretas do bloqueio genocida dos Estados Unidos contra Cuba&#8221;. </P><br />
<P>Os Estados Unidos, por seu lado, dizem que a crise se deve à má gestão da economia pelo governo comunista. </P><br />
<P>As sete centrais termoelétricas, que constituem a espinha dorsal da rede nacional cubana, têm mais de 40 anos e sofrem frequentemente avarias. </P><br />
<P>Mas os cortes de eletricidade têm-se agravado desde janeiro, quando Washington impôs à ilha um bloqueio petrolífero que complica o abastecimento de combustível para estas centrais e para os geradores de reserva. </P><br />
<P>As relações entre os Estados Unidos e Cuba têm-se deteriorado significativamente desde o início do ano, especialmente após a captura por forças norte-americanas do Presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado do governo cubano.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797642]]></sapo:autor>
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		<title>Mais de 400 detidos incluindo 156 menores devido a incêndios em França</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 21:48:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 400 pessoas foram detidas, incluindo 156 menores, por suspeita de ligação aos incêndios florestais em França, que queimaram 120 mil hectares desde o início do verão, anunciou hoje o ministro do Interior francês.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Mais de 400 pessoas foram detidas, incluindo 156 menores, por suspeita de ligação aos incêndios florestais em França, que queimaram 120 mil hectares desde o início do verão, anunciou hoje o ministro do Interior francês.</P><br />
<P>Das 402 pessoas detidas, 156 são menores e 36 estão sob custódia, seja por condenação ou por aguardarem julgamento, referiu o ministro do Interior, Laurent Nuñez, em conferência de imprensa.</P><br />
<P>No total, &#8220;desde o início da época, tivemos 14.540 focos de incêndio&#8221; numa área ardida de 120 mil hectares, acrescentou, garantindo que &#8220;a situação está a melhorar&#8221;.</P><br />
<P>As autoridades, no entanto, monitorizam de perto várias áreas, com o ministro do Interior a citar o litoral mediterrânico (sudeste), o vale do Ródano (centro-leste) e o oeste, onde deflagrou um incêndio em Morbihan, na Bretanha.</P><br />
<P>&#8220;Obviamente, continuamos extremamente vigilantes, uma vez que as condições meteorológicas permanecem favoráveis aos incêndios florestais&#8221;, explicou.</P><br />
<P>A agência meteorológica Météo-France manteve o aviso laranja de onda de calor para quarta-feira em 13 departamentos (em comparação com 16 na terça-feira), incluindo Drôme (sudeste), onde um incêndio iniciado na segunda-feira já consumiu 280 hectares, segundo o ministro.</P><br />
<P>O sistema de alerta francês tem quatro níveis, do verde (sem vigilância específica) ao vermelho (vigilância absoluta), incluindo os níveis amarelo e laranja.</P><br />
<P>Nove em cada dez incêndios florestais são causados por humanos, sendo os raios responsáveis por grande parte dos restantes 10%. </P><br />
<P>Os maiores incêndios da temporada em França, no entanto, foram acidentais, de acordo com as primeiras conclusões.</P><br />
<P>Em França, 2026 já bateu o recorde de área ardida em vinte anos de medições por satélite, segundo o Sistema Europeu de Monitorização de Incêndios (EFFIS).</P><br />
<P>As florestas estão a arder com muito mais facilidade porque a vegetação e o solo estão extremamente secos há meses, um fenómeno agravado pelas recentes ondas de calor excecionais.</P><br />
<P>De acordo com um estudo publicado na quinta-feira pelos climatologistas do grupo World Weather Attribution, as alterações climáticas causadas pelas atividades humanas estão a tornar a seca atual mais severa.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797639]]></sapo:autor>
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		<title>SpaceX reduziu perdas em 46% para 470 ME no segundo trimestre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 21:36:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A empresa tecnológica norte-americana SpaceX anunciou hoje que registou prejuízos de 541 milhões de dólares (470 milhões de euros) no segundo trimestre, uma redução de perdas de 46,3% relativamente ao período homólogo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A empresa tecnológica norte-americana SpaceX anunciou hoje que registou prejuízos de 541 milhões de dólares (470 milhões de euros) no segundo trimestre, uma redução de perdas de 46,3% relativamente ao período homólogo. </P><br />
<P>Fundada por Elon Musk, a SpaceX tinha registado entre abril e junho do ano passado 1.008 milhões de dólares (875 milhões de euros) de prejuízos.  </P><br />
<P>As contas agora apresentados são as primeiras trimestrais da empresa após a sua estreia em bolsa, a 12 de junho.</P><br />
<P>Apesar de ter reduzido praticamente para metade as suas perdas trimestrais, no conjunto dos seis primeiros meses do ano o resultado da SpaceX foi negativo em 5.488 milhões de dólares (4.763 milhões de euros), 257% acima das perdas de 1.536 milhões de dólares (1.333 milhões de euros) que registou no primeiro semestre de 2025.</P><br />
<P>Por outro lado, as receitas da empresa somaram no trimestre 7.814 milhões de dólares (6.782 milhões de euros), um aumento de 92% em relação ao ano anterior, impulsionadas pelo crescimento de 65,8% do negócio de conectividade, que inclui os satélites Starlink, com uma faturação de 4.291 milhões de dólares (3.724 milhões de euros). </P><br />
<P>Além disso, a divisão de inteligência artificial (IA) da SpaceX atingiu um volume de negócios no trimestre de 2.561 milhões de dólares (2.223 milhões de euros), um aumento de 247% em relação ao ano anterior, enquanto o negócio espacial gerou receitas de 962 milhões de dólares (835 milhões de euros), um crescimento de 29% em relação ao segundo trimestre do exercício anterior. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797638]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Wall Street fecha com recorde de Dow Jones e S&#038;P 500 pelo otimismo sobre Ormuz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 21:26:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, após o Dow Jones, principal índice, e o S&#38;P 500 terem atingido novos máximos históricos, impulsionados pelo otimismo dos investidores com um possível acordo para reabrir o estreito de Ormuz.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, após o Dow Jones, principal índice, e o S&amp;P 500 terem atingido novos máximos históricos, impulsionados pelo otimismo dos investidores com um possível acordo para reabrir o estreito de Ormuz.</P><br />
<P>Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones subiu 1,71% para 54.085 pontos, o S&amp;P 500, mais abrangente, avançou 1,79% para 7.736 pontos e o Nasdaq, com uma forte presença de empresas tecnológicas, teve um aumento de 2,59%, para 26.584 pontos.</P><br />
<P>Durante a sessão, o Dow Jones atingiu 54.272 pontos e o S&amp;P 500 7.758 pontos, ambos novos máximos históricos, e ambos os índices fecharam em níveis recorde.</P><br />
<P>De forma geral, os mercados bolsistas globais dispararam hoje, atingindo novos máximos.</P><br />
<P>O otimismo foi impulsionado, entre outros fatores, por declarações do secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, antes da abertura do mercado, nas quais admitia um acordo iminente entre Washington e Teerão sobre Ormuz.</P><br />
<P>Segundo Bessent, os dois países poderão finalizar um acordo entre hoje e quarta-feira que inclui a reabertura da via navegável estratégica, crucial para 20% do crude mundial antes do início da guerra e que o Irão mantém bloqueada em retaliação pelos ataques norte-americanos.</P><br />
<P>Além disso, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, acrescentou que &#8220;estão a transitar&#8221; navios pelo estreito de Ormuz e que estão em curso negociações entre o Irão e Omã, envolvendo Washington.</P><br />
<P>A notícia fez também com que o preço do crude West Texas Intermediate (WTI), de referência nos Estados Unidos, caísse 5,7% no fecho da sessão, em comparação com o fecho anterior, para 75,77 dólares por barril.</P><br />
<P>Para além das esperanças de uma solução no Médio Oriente, a bolsa de Nova Iorque foi também impulsionada pela divulgação de resultados trimestrais melhores do que o esperado, como os da Palantir.</P><br />
<P>As ações da tecnológica, especializada em análise de dados e inteligência artificial (IA) com forte presença na área da defesa, subiram 29,45% no fecho, após a divulgação de um aumento de 93% na receita trimestral.</P><br />
<P>Entretanto, a SpaceX avançou 9,43% no fecho, minutos antes de apresentar o seu primeiro relatório de resultados desde a oferta pública de venda (IPO, em inglês).</P><br />
<P>Outras empresas que lideraram os ganhos da sessão foram a Intel (10,84%), a Caterpillar (5,57%), a Goldman Sachs (2,62%) e a Nvidia (2,56%).</P><br />
<P>Noutros mercados, o ouro subiu 1,07% para 4.134 dólares a onça; a prata subiu 3,4% para 59,82 dólares a onça. A taxa dos títulos do Tesouro a 10 anos caiu 5,5 pontos base, para 4,624%.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797634]]></sapo:autor>
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		<title>Canadá cria registo público de influência estrangeira para proteger instituições</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 21:18:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O ministro canadiano da Segurança Pública, Gary Anandasangaree, defendeu hoje que o novo registo público de atividades de influência estrangeira reforça a transparência e protege a integridade das instituições democráticas do país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ministro canadiano da Segurança Pública, Gary Anandasangaree, defendeu hoje que o novo registo público de atividades de influência estrangeira reforça a transparência e protege a integridade das instituições democráticas do país. </P><br />
<P>O registo público, criado por uma lei que entrou hoje em vigor, pretende assegurar que quem representa interesses de entidades estrangeiras o faça &#8220;com transparência e responsabilidade&#8221;, contribuindo para combater interferências, afirmou o ministro.</P><br />
<P>&#8220;A transparência é uma parte fundamental da proteção da democracia do Canadá&#8221;, frisou Anandasangaree. </P><br />
<P>Com a entrada em vigor da Lei da Transparência e Responsabilização da Influência Estrangeira e respetivos regulamentos, passa a ser obrigatório registar, no prazo de 14 dias, acordos entre pessoas ou organizações e entidades estrangeiras destinados a influenciar processos políticos ou governamentais no Canadá.</P><br />
<P>Os acordos existentes antes de 04 de agosto beneficiam de um período transitório, podendo ser registados até 03 de outubro de 2026.</P><br />
<P>As atividades registadas serão disponibilizadas num portal público, permitindo identificar quem procura influenciar decisões públicas em nome de governos ou outras entidades estrangeiras.</P><br />
<P>Anton Boegman assumiu formalmente funções como primeiro comissário para a Transparência da Influência Estrangeira, cargo independente responsável pela administração e fiscalização do novo regime jurídico.</P><br />
<P>Segundo Boegman, o registo reforçará &#8220;a transparência, a responsabilização e a confiança pública&#8221;, permitindo compreender melhor como é exercida a influência estrangeira e de que forma pode influenciar a tomada de decisões públicas.</P><br />
<P>A lei prevê que o comissário possa investigar incumprimentos e aplicar sanções administrativas até um milhão de dólares canadianos (617 mil euros, ao câmbio de hoje), sendo também obrigatória a divulgação pública das infrações verificadas. </P><br />
<P>O Governo canadiano considera que o novo sistema constitui um marco na resposta à interferência estrangeira, complementando medidas já existentes nas áreas da coordenação das informações, do policiamento, da segurança fronteiriça e do trabalho com comunidades e organizações da sociedade civil. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797633]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Câmara de Abrantes critica intervenção na Ribeira de Alcolobre sem licença da APA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 21:01:45 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A intervenção realizada num troço da Ribeira de Alcolobre, entre Abrantes e Constância, decorreu sem licenciamento da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e sem conhecimento prévio dos municípios, revelou hoje o presidente da Câmara de Abrantes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A intervenção realizada num troço da Ribeira de Alcolobre, entre Abrantes e Constância, decorreu sem licenciamento da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e sem conhecimento prévio dos municípios, revelou hoje o presidente da Câmara de Abrantes.</P><br />
<P>Em declarações à Lusa, Manuel Jorge Valamatos disse que a Câmara foi alertada para &#8220;uma intervenção com robustez e com impacto visual muito significativo&#8221;, tendo contactado de imediato a APA, que informou entretanto o município de que &#8220;não havia nenhum processo de licenciamento com a Agência Portuguesa do Ambiente para este efeito&#8221;.</P><br />
<P>A intervenção incidiu num troço de cerca de 300 metros da Ribeira de Alcolobre, a jusante da EN118, entre as freguesias de Tramagal, no concelho de Abrantes, e Santa Margarida da Coutada, no concelho de Constância, distrito de Santarém, onde foram efetuados trabalhos de desassoreamento, reforço das &#8220;motas de proteção&#8221; e remoção praticamente integral da vegetação existente nas margens.</P><br />
<P>Surpreendido com &#8220;uma intervenção daquela dimensão e daquela natureza&#8221;, o autarca considerou que &#8220;foi demasiado&#8221;, remetendo uma avaliação definitiva para o relatório da autoridade ambiental.</P><br />
<P>Visível da EN118, a alteração da paisagem surpreendeu residentes e automobilistas, que de um dia para o outro se depararam com uma profunda transformação daquele troço da linha de água, desencadeando um intenso debate nas redes sociais sobre os impactos ambientais da intervenção e o respetivo enquadramento legal.</P><br />
<P>Contactadas pela Lusa, a Câmara de Constância e a Junta de Freguesia de Santa Margarida da Coutada afirmaram desconhecer a realização dos trabalhos, enquanto o presidente da Junta de Freguesia de Tramagal adiantou que a intervenção estaria associada à instalação de um olival intensivo numa propriedade agrícola recentemente adquirida, ressalvando desconhecer o enquadramento legal dos trabalhos efetuados na ribeira.</P><br />
<P>O tema foi hoje debatido na reunião do executivo municipal de Abrantes, depois de o vereador do PSD João Morgado ter questionado o presidente da Câmara sobre o enquadramento da intervenção e a posição do município em matéria de proteção ambiental.</P><br />
<P>Na resposta, Manuel Jorge Valamatos esclareceu que existe um processo relacionado com a instalação de uma exploração agrícola de olival na propriedade, &#8220;que nada tem a ver com estes trabalhos que foram feitos naquela linha de água&#8221;, acrescentando que nem as câmaras de Abrantes e Constância, nem a própria APA, tinham conhecimento prévio da intervenção.</P><br />
<P>O autarca adiantou ainda que a APA tinha previsto realizar hoje uma ação de fiscalização no local, que se confirmou.</P><br />
<P>O vice-presidente da Câmara, João Gomes, com o pelouro do Ambiente, afirmou que a informação transmitida pela autoridade ambiental ao município aponta para o levantamento de autos de contraordenação e para a exigência de um programa de recuperação da linha de água.</P><br />
<P>João Gomes recordou que qualquer intervenção em linhas de água carece de licenciamento da APA e considerou que os trabalhos realizados &#8220;não foram uma simples limpeza&#8221;, tendo provocado danos na galeria ripícola, na envolvente da ribeira e em parte do percurso pedestre e da sinalética existentes no local.</P><br />
<P>Questionado sobre a possibilidade de estar em causa um crime ambiental, escusou-se a tirar conclusões, defendendo que essa avaliação cabe às entidades competentes, alertando, no entanto, para os danos da intervenção.</P><br />
<P>&#8220;Há uma coisa que já não podemos voltar atrás: os danos estão feitos&#8221;, afirmou, considerando agora essencial garantir a recuperação ambiental daquele troço da ribeira.</P><br />
<P>Contactada pela Lusa, a APA não respondeu, até ao momento, às questões sobre o enquadramento legal da intervenção, eventuais ações de fiscalização e medidas de recuperação ambiental.</P><br />
<P>Fonte oficial da Urbigav, promotora do investimento em curso para instalação de um olival na propriedade, recusou prestar esclarecimentos, afirmando apenas que &#8220;o momento não é propício a comentários&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797632]]></sapo:autor>
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		<title>Veterano da Renamo anuncia nova providência para afastar líder do partido moçambicano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 20:36:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O veterano político da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) António Muchanga anunciou hoje que a ala contestatária do partido apresentará esta semana nova providência cautelar para obrigar o líder, Ossufo Momade, a convocar o Conselho Nacional para eleger nova liderança.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O veterano político da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) António Muchanga anunciou hoje que a ala contestatária do partido apresentará esta semana nova providência cautelar para obrigar o líder, Ossufo Momade, a convocar o Conselho Nacional para eleger nova liderança.</P><br />
<P>«Vamos meter a providência cautelar que vai obrigar Ossufo Momade a realizar o Conselho Nacional o mais rápido possível para se convocar o Congresso Extraordinário», declarou Muchanga, citado hoje pela comunicação social moçambicana.</P><br />
<P>Segundo o antigo deputado da Assembleia da República, o objetivo é criar condições para a eleição de novos órgãos dirigentes e garantir que a preparação dos próximos processos eleitorais seja conduzida por uma nova liderança.</P><br />
<P>«Queremos que o novo líder da Renamo, a nova Comissão Política da Renamo, o novo Conselho Nacional da Renamo, sejam os que vão dirigir este processo», afirmou.</P><br />
<P>Muchanga, que tem percorrido várias províncias mobilizando apoio contra a liderança de Momade, sustentou que o movimento de contestação continua a ganhar força e que a atual direção deve abandonar o poder para permitir a reorganização interna do partido.</P><br />
<P>O político defendeu que a renovação da liderança é necessária para preparar a Renamo para os próximos desafios eleitorais, incluindo as eleições autárquicas previstas para 2028 e garantiu que o processo de contestação vai prosseguir, apesar de reconhecer limitações financeiras.</P><br />
<P>«Portanto, nós também, que estamos juntos nesta causa de salvar a Renamo desta gestão danosa, desta gestão vergonhosa, feita por Ossufo Momade e seus acólitos, podemos conseguir os nossos desejos sem dinheiro», declarou.</P><br />
<P>Momade, de 65 anos, assumiu a presidência da Renamo em 2018, após a morte de Afonso Dhlakama, e foi reeleito em maio de 2024 num processo contestado internamente. O dirigente afirmou posteriormente que não voltaria a candidatar-se à liderança do partido.</P><br />
<P>A liderança da Renamo tem sido alvo de contestação interna crescente nos últimos anos, sobretudo após os resultados das eleições gerais de 2024, nas quais Momade obteve 6% dos votos na corrida presidencial, o pior resultado de sempre de um candidato apoiado pela Renamo. O partido perdeu igualmente representação parlamentar, passando de 60 deputados em 2019 para 28 assentos nas eleições de 2024.</P><br />
<P>Na semana passada, Muchanga acusou o presidente da Renamo de permanecer em silêncio perante alguns dos principais problemas do país, desde o conflito armado em Cabo Delgado até ao aumento do custo de vida.</P><br />
<P>Em 12 de julho, também ameaçou avançar com uma nova ação judicial contra o líder do partido, exigindo a convocação do Conselho Nacional e a preparação do Congresso até outubro.</P><br />
<P>Em maio, ex-guerrilheiros da Renamo apresentaram uma participação à Procuradoria-Geral da República (PGR), exigindo que Ossufo Momade preste contas sobre a gestão dos recursos financeiros recebidos pelo partido nos últimos dois anos.  </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797630]]></sapo:autor>
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		<title>Dos Incas aos Simpsons: o guia completo para compreender o eclipse solar, os seus mitos e o que diz a ciência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 19:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[eclipse solar]]></category>
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					<description><![CDATA[Muito antes de a ciência explicar este fenómeno, a Humanidade encontrou outras respostas para o desaparecimento súbito do Sol]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 12 de agosto, Portugal vai assistir ao primeiro eclipse solar total em mais de um século. Durante alguns segundos, o dia transformar-se-á em noite numa estreita faixa do nordeste transmontano. Mas, muito antes de a ciência explicar este fenómeno, a Humanidade encontrou outras respostas para o desaparecimento súbito do Sol.</p>
<p>Dos Incas aos criadores de Os Simpsons, passando por dragões chineses, lobos da mitologia nórdica e sapos gigantes das tradições indígenas da América do Norte, os eclipses inspiraram histórias que atravessaram séculos e continuam hoje a fazer parte da cultura popular.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, esse património está agora reunido no atlas interativo &#8220;Um Mundo de Eclipses&#8221;, desenvolvido pela Sociedade Astronómica Espanhola. O projeto reúne mais de uma centena de testemunhos dos cinco continentes, desde hieróglifos egípcios e murais africanos até referências em mangás japoneses, nas aventuras de Tintim e em episódios de Os Simpsons, mostrando como um simples alinhamento entre a Terra, a Lua e o Sol continua a alimentar a imaginação humana.</p>
<p><strong>Quando o Sol desaparecia, começavam os rituais</strong></p>
<p>Nas civilizações maia e inca, um eclipse era interpretado como uma crise divina. Segundo o Museu Nacional do Índio Americano, do Smithsonian, acreditava-se que eram necessários rituais e sacrifícios para devolver o brilho ao Sol.</p>
<p>Entre alguns povos indígenas da América do Norte, a explicação era bem diferente. Os cherokees acreditavam que um enorme sapo tentava engolir o Sol e faziam o maior barulho possível para o afugentar. Já os paiutes do sul viam o fenómeno como um raro encontro entre o Sol e a Lua.</p>
<p>Na China antiga, dizia-se que um dragão celestial devorava o Sol. Sempre que ocorria um eclipse, a população batia tambores e objetos metálicos para obrigar a criatura a libertar a estrela.</p>
<p>Ao mesmo tempo, na antiga Babilónia, os astrónomos registavam eclipses em tabuletas de argila com grande precisão matemática, lançando algumas das bases da astronomia moderna.</p>
<p><strong>Reis, guerras e maus presságios</strong></p>
<p>Na Europa medieval, um eclipse era frequentemente visto como um sinal de desgraça iminente.</p>
<p>Quando o eclipse de 1133 coincidiu com a morte do rei Henrique I de Inglaterra, a crença de que estes fenómenos anunciavam guerras, epidemias ou a morte de monarcas ganhou ainda mais força.</p>
<p>Na mitologia nórdica, a explicação passava pelos lobos Sköll e Hati, que perseguiam permanentemente o Sol e a Lua e, de tempos a tempos, conseguiam alcançá-los.</p>
<p><strong>E as grávidas? O que diz a ciência</strong></p>
<p>Algumas crenças sobreviveram até aos dias de hoje. Em vários países da América Latina e em zonas rurais da Europa continua a aconselhar-se as grávidas a não olharem para um eclipse, a usarem fitas vermelhas ou objetos metálicos e até a permanecerem dentro de casa.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, não existe, porém, qualquer evidência científica de que um eclipse provoque complicações na gravidez, partos prematuros ou malformações. Nem a Organização Mundial da Saúde nem as principais sociedades científicas reconhecem qualquer risco desse tipo.</p>
<p><strong>O único perigo é olhar diretamente para o Sol</strong></p>
<p>O verdadeiro risco continua a ser a observação do eclipse sem proteção adequada.</p>
<p>Os especialistas recomendam apenas a utilização de óculos certificados para eclipses, de acordo com a norma ISO 12312-2, ou métodos de projeção indireta. Óculos de sol, películas de raio-X, vidro fumado ou telescópios sem filtros próprios não oferecem proteção e podem provocar lesões permanentes na retina.</p>
<p><strong>Um fenómeno histórico para Portugal</strong></p>
<p>O eclipse de 12 de agosto será um dos acontecimentos astronómicos mais importantes da história recente do país.</p>
<p>Embora mais de 90% do Sol fique ocultado em praticamente todo o território continental, apenas uma estreita faixa junto a Guadramil e Rio de Onor, no concelho de Bragança, permitirá observar a totalidade, durante cerca de 26 segundos.</p>
<p>Será o primeiro eclipse solar total visível em Portugal desde 1912. Depois deste, o próximo só deverá ocorrer em 2144, tornando esta uma oportunidade única para a esmagadora maioria dos portugueses assistir ao momento em que, durante breves instantes, o dia dá lugar à noite.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797448]]></sapo:autor>
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		<title>É falso que vídeo mostre quatro migrantes ilegais no Algarve e que mais 100 mil estão a caminho de Marrocos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 18:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Lisboa, 04 ago 2026 (Lusa Verifica) -- A desinformação sobre a crise migratória em Ceuta continua, como as narrativas falsas dos migrantes encontrados num camião português no Reino Unido, que não partiram do Algarve, e o vídeo dos 100 mil invasores subsaarianos a caminho de Marrocos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Lisboa, 04 ago 2026 (Lusa Verifica) &#8212; A desinformação sobre a crise migratória em Ceuta continua, como as narrativas falsas dos migrantes encontrados num camião português no Reino Unido, que não partiram do Algarve, e o vídeo dos 100 mil invasores subsaarianos a caminho de Marrocos.</P><br />
<P></P><br />
<P>+++ Alegações: &#8220;imigrantes ilegais chegam ao Algarve&#8221;,  &#8220;mais de 100 mil imigrantes subsaarianos na Argélia a caminho de Marrocos&#8221; e &#8220;migrante com Apple Watch&#8221; +++</P><br />
<P></P><br />
<P>A recente entrada em massa de migrantes nos enclaves espanhóis de Ceuta e de Melilla, situados no norte de Marrocos, continua a dar azo a dezenas de publicações nas redes sociais, algumas a denunciar a alegada chegada de alguns desses migrantes ao Algarve.</P><br />
<P>Nesta terça-feira, 04 de agosto, a deputada do Chega Rita Matias partilhou em várias redes sociais um vídeo em que denunciou que &#8220;imigrantes Ilegais chegam ao Algarve&#8221; e ao qual juntou imagens de um alegado incidente recente onde se vêem quatro homens a saltar de um camião com uma galera de uma empresa chamada &#8220;Algarve Removals&#8221; e um trator da Mota&amp;Silva: https://archive.ph/YJi4o. </P><br />
<P>Na mensagem que partilha, Rita Matias afirma que as imagens mostram &#8220;o resultado da inação de Luís Montenegro neste vídeo que já foi partilhado por um parlamentar do Reino Unido&#8221; e que &#8220;Portugal está a ser a chacota da Europa graças à irresponsabilidade de Pedro Sánchez em Espanha e de Luís Montenegro em Portugal.&#8221;</P><br />
<P>Outra narrativa que circula num &#8220;alerta vermelho&#8221; partilhado nas últimas horas em várias redes sociais é a de que estão &#8220;mais de 100 mil imigrantes subsaarianos na Argélia a caminho de Marrocos&#8221;, alegadamente empurrados pelo exército argelino: https://archive.ph/epoJo, https://archive.ph/KhoUW e https://archive.ph/QvBv0. (exemplos). </P><br />
<P>No domingo, 02 de agosto, outro deputado do Chega, Pedro Frazão, também questionou no X, antigo Twitter, se &#8220;uma imigrante ilegal muçulmana é tão pobre que atravessa a fronteira de Apple Watch?&#8221;, alegando que &#8220;isto não passa de uma grande invasão orquestrada como ataque à Europa!&#8221;: https://archive.ph/fZYWB.</P><br />
<P></P><br />
<P>+++ Factos: vídeo do camião foi filmado no Reino Unido, imagens dos &#8216;100 mil migrantes&#8217; são do Mali e relógio da migrante não é um Apple Watch +++</P><br />
<P>À semelhança de conteúdos desinformativos anteriores já verificados pela Lusa Verifica (https://archive.ph/tyBPr), simples pesquisas reversas pelas fotos ou vídeos permitiram encontrar rapidamente os seus contextos factuais. </P><br />
<P>No caso do vídeo partilhado por Rita Matias, a pesquisa de um fotograma no Google Lens, por exemplo, revelou em segundos que as imagens diziam respeito a um incidente registado no condado de Essex, nos arredores de Londres, e não no Algarve.</P><br />
<P>Durante o processo de verificação foi possível constatar que a deputada alterou o texto das publicações para &#8220;imigrantes Ilegais passam pelo Algarve&#8221; em vez da versão inicial que dizia &#8220;chegam ao Algarve&#8221;: https://archive.ph/t7cnQ e https://archive.ph/zMnFb.</P><br />
<P>A fonte da deputada será um &#8216;post&#8217; com mais de 1,3 milhões de visualizações do ex-conservador Robert Jenrick, atualmente deputado do Reform UK, de extrema-direita, que questiona se &#8220;serão estes os primeiros migrantes de Ceuta a chegar às costas&#8221; britânicas saídos &#8220;da traseira de um camião vindo do sul de Portugal, que terá passado por Espanha&#8221; e pede a sua deportação: https://archive.ph/ZlBFU.  </P><br />
<P>Através dos media britânicos, que explicam que o incidente ocorreu junto à localidade de Maldon, após uma viagem entre Málaga, no sul de Espanha, e o Reino Unido, apenas com uma paragem no norte de França (https://archive.ph/q1XYM, https://archive.ph/oPlur, https://archive.ph/bezQP e https://archive.ph/AP8M5), é possível geolocalizar o local do vídeo a poucas centenas de metros do armazém da empresa em Essex: https://archive.ph/oV149. </P><br />
<P>A consulta das páginas da Algarve Removals, que tem delegações no Algarve, Málaga e Inglaterra, também permitiu encontrar pelo menos dois esclarecimentos, um deles publicado quase duas horas antes das publicações de Rita Matias, nos quais a administração explicou estar &#8220;profundamente perturbada e frustrada&#8221; com o sucedido e &#8220;a colaborar com a polícia na sua investigação&#8221;: https://archive.ph/jI05T.</P><br />
<P>Segundo este e outro esclarecimento, bem como declarações aos media ingleses, a entrada dos migrantes terá ocorrido não em Espanha, nem no Algarve, mas sim perto de Rouen, em França, onde o camião de uma empresa subcontratada parou durante a noite.</P><br />
<P>&#8220;Nesta fase, acreditamos que os indivíduos tiveram acesso ao reboque através do tejadilho, onde foi aberto um grande buraco durante a pernoita perto de Rouen, duas horas a sul de Calais. Este é um posto de abastecimento de combustível/paragem para camiões seguro que utilizamos sempre&#8221; e onde &#8220;as portas traseiras e as cortinas laterais permaneceram seladas e trancadas com um dispositivo de segurança durante todo o tempo.&#8221;</P><br />
<P>A empresa assegura ainda que no dia seguinte o camião só parou junto ao armazém de destino, em Essex, não tendo sido detectadas irregularidades nas inspecções de segurança realizadas em Calais pelas autoridades francesas e britânicas. </P><br />
<P>Quanto à origem e identidade dos quatro migrantes ainda não existe informação uma vez que as autoridades britânicas ainda não os conseguiram capturar, mas o condutor do camião que chegou a estar detido já foi libertado e ilibado pelas autoridades inglesas, avança a empresa: https://archive.ph/ufkDC.</P><br />
<P>A narrativa sobre os alegados &#8220;100 mil imigrantes subsaarianos na Argélia a caminho de Marrocos&#8221; também não encontra suporte nos media regionais nem passou nas pesquisas reversas, que revelaram que as imagens são de facto recentes, mas foram gravadas no norte do Mali, na região de Azawad.</P><br />
<P>O vídeo que circula nas redes e outros mostram, na verdade, a fuga de alguns milhares de mineiros ilegais, muitos nigerianos, que tentam regressar a casa após ataques das forças Forças Armadas do Mali, apoiadas por mercenários russos, contra grupos rebeldes separatistas tuaregues e facções jihadistas que operam na região.  </P><br />
<P>Essa versão pode ser confirmada nas redes sociais dos próprios mercenários ou da propaganda russa (https://archive.ph/4J891, https://archive.ph/B6gSE, https://archive.ph/yw4YA e https://archive.ph/iNt7d) e em páginas regionais e analistas da comunidade OSINT (investigações através de fontes abertas): https://archive.ph/ZnjFm , https://archive.ph/xA8iq e https://archive.ph/0IksJ (exemplos).</P><br />
<P>Quanto à migrante com o alegado Apple Watch, basta conhecer a marca ou comparar a foto (https://archive.ph/QAN1Q) com as várias séries do relógio para perceber que não se trata do alegado: o relógio da foto tem o botão lateral no centro da caixa enquanto todas as séries do Apple Watch, cujos preços começam atualmente nos 279 euros, têm o botão lateral descentrado na parte superior: https://archive.ph/gISfn. </P><br />
<P></P><br />
<P>+++ Contraditório +++</P><br />
<P>A Lusa Verifica questionou o gabinete de comunicação do Chega sobre se a deputada Rita Matias tem alguma informação confirmada sobre a alegada relação dos migrantes no vídeo com a entrada irregular em Ceuta ou no Algarve, mas não obteve respostas. </P><br />
<P>Por seu lado, relativamente à foto da migrante com um &#8216;smartwatch&#8217;, o deputado Pedro Frazão explicou que se baseou &#8220;na identificação visual do aparelho através das imagens, nas quais o relógio apresenta um formato, uma bracelete e elementos visuais compatíveis com um Apple Watch&#8221;.</P><br />
<P>O também vice-presidente do Chega assegurou ainda que, &#8220;naturalmente, sem observar o equipamento de perto, não é possível confirmar com absoluta certeza a marca ou o modelo&#8221; e que corrigirá a publicação caso esteja errado.</P><br />
<P>&#8220;Caso se venha a demonstrar que é um smartwatch de outra marca, farei essa precisão. O ponto essencial da publicação mantém-se: as imagens levantam dúvidas legítimas sobre a narrativa de extrema pobreza que tem sido apresentada ao público&#8221;, disse em resposta escrita à Lusa Verifica. </P><br />
<P></P><br />
<P>+++ Avaliação Lusa Verifica: Falso +++</P><br />
<P>As redes sociais continuam a ser invadidas por narrativas falsas e fotos e vídeos antigos ou descontextualizados sobre a vaga migratória registada recentemente nos territórios autónomos espanhóis de Ceuta e de Melilla, que fazem fronteira com Marrocos, e que em poucas horas viram entrar mais de 60 mil migrantes de forma irregular.</P><br />
<P>Nestes três casos, são falsas as narrativas em torno de um vídeo de um incidente com migrantes vistos a sair de um camião português em Essex, no Reino Unido, o &#8220;alerta&#8221; sobre uma alegada coluna de 100 mil migrantes que estariam a atravessar a Argélia para chegar a Marrocos e a denúncia de que uma migrante chegou a Ceuta com um Apple Watch.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797622]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Gigantes do petróleo ganharam mais de 700 mil dólares por minuto durante a guerra com o Irão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 18:18:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[petrolíferas]]></category>
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					<description><![CDATA[As oito maiores petrolíferas cotadas em bolsa registaram lucros de cerca de 93 mil milhões de dólares (cerca de 80 mil milhões de euros) entre abril e junho deste ano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As oito maiores petrolíferas cotadas em bolsa registaram lucros de cerca de 93 mil milhões de dólares (cerca de 80 mil milhões de euros) entre abril e junho deste ano, um resultado impulsionado pela guerra entre Israel, Estados Unidos e Irão, que fez disparar os preços do petróleo, segundo uma análise do &#8216;The Guardian&#8217;.</p>
<p>O valor representa quase o dobro dos lucros registados no mesmo período do ano passado, quando estas empresas tinham somado cerca de 50 mil milhões de dólares (43 mil milhões de euros). Segundo o jornal britânico, o conflito no Médio Oriente levou o barril de petróleo a ultrapassar os 126 dólares, criando um cenário altamente favorável para os produtores de petróleo.</p>
<p>No conjunto, Saudi Aramco, BP, Shell, Equinor, TotalEnergies, Eni, Chevron e ExxonMobil terão gerado, em média, mais de 700 mil dólares de lucro por minuto durante o segundo trimestre do ano.</p>
<p>A maior fatia pertenceu à Saudi Aramco, que apresentou um lucro líquido superior a 33 mil milhões de dólares (cerca de 28 mil milhões de euros), mais 34% do que no mesmo período de 2025. Também a ExxonMobil duplicou os resultados para 14,5 mil milhões de dólares (12,5 mil milhões de euros), enquanto a Chevron multiplicou por mais de cinco os lucros, atingindo 12,2 mil milhões de dólares (10,5 mil milhões de euros). A Shell anunciou quase 9,8 mil milhões de dólares (8,5 mil milhões de euros) e a BP apresentou o melhor resultado desde o início da guerra na Ucrânia, com 5,7 mil milhões de dólares (4,9 mil milhões de euros). Segundo o The Guardian, as valorizações bolsistas destas empresas aumentaram, no mesmo período, cerca de 600 mil milhões de dólares (518 mil milhões de euros).</p>
<p>A divulgação destes resultados reacendeu as críticas de organizações ambientais, que acusam as petrolíferas de beneficiarem financeiramente da guerra e da crise climática. Patrick Galey, da Global Witness, defendeu que estas empresas estão a &#8220;lucrar com o sofrimento humano&#8221; e voltou a pedir que uma parte destes ganhos seja canalizada para financiar medidas de adaptação às alterações climáticas e acelerar a transição para energias renováveis.</p>
<p>Rosie Downes, da Friends of the Earth, considera igualmente que milhões de famílias continuam a enfrentar contas de energia elevadas enquanto as grandes petrolíferas distribuem lucros recorde aos acionistas.</p>
<p>As críticas surgem numa altura em que vários estudos científicos continuam a associar a queima de combustíveis fósseis ao agravamento dos fenómenos meteorológicos extremos. Segundo o The Guardian, a Europa viveu este verão a mais intensa onda de calor alguma vez registada, com cerca de 20 mil mortes associadas às temperaturas extremas. Ao mesmo tempo, incêndios de grandes dimensões devastaram Portugal, Espanha, França e Grécia, enquanto secas severas reduziram significativamente as colheitas em vários países europeus.</p>
<p>Até Donald Trump criticou os resultados das petrolíferas dos Estados Unidos. O Presidente acusou a ExxonMobil e a Chevron de estarem a ganhar &#8220;demasiado dinheiro&#8221; com a guerra contra o Irão e admitiu obrigá-las a devolver parte desses lucros aos consumidores, numa altura em que os preços da energia continuam sob pressão.</p>
<p>As empresas, por seu lado, defendem que os resultados refletem a evolução normal do mercado e garantem estar focadas em assegurar o fornecimento de energia. A BP, por exemplo, afirma que procura responder ao aumento da procura de combustíveis, embora tenha reduzido significativamente os investimentos em energias renováveis desde o ano passado, uma estratégia que continua a gerar forte contestação ambiental. Segundo o The Guardian, a empresa vendeu vários ativos ligados às energias limpas e colocou também à venda parte do seu negócio histórico de petróleo e gás no Mar do Norte.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797618]]></sapo:autor>
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		<title>Lucros dos principais bancos caem 3,4% para 2.519 milhões de euros até junho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 18:04:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[setor bancário]]></category>
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					<description><![CDATA[Os cinco principais bancos a operar em Portugal tiveram lucros agregados superiores a 2.500 milhões de euros no primeiro semestre, num recuo de 3,4% face aos primeiros seis meses de 2025.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os cinco principais bancos a operar em Portugal tiveram lucros agregados superiores a 2.500 milhões de euros no primeiro semestre, num recuo de 3,4% face aos primeiros seis meses de 2025.</p>
<p>Segundo contas da Lusa, Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP, Santander Totta, BPI e Novo Banco &#8211; que representam mais de 80% do sistema bancário &#8211; registaram lucros totais de 2.519 milhões de euros, o que compara com resultados de 2.607,8 milhões de euros do período homólogo de 2025.</p>
<p>Dos cinco, dois registaram uma melhoria nos lucros (CGD e BCP) e três um recuo (Santander Totta, BPI e Novo Banco).</p>
<p>O banco público foi o grupo que apresentou os lucros mais elevados. A CGD &#8211; que este ano celebra 150 anos &#8211; obteve 913 milhões de euros no primeiro semestre, mais 2,2% em termos homólogos.</p>
<p>O BCP, o maior banco privado, teve lucros até junho de 565,8 milhões de euros, mais 12,7% do que nos primeiros seis meses de 2025.</p>
<p>O Novo Banco divulgou hoje lucros de 367,2 milhões de euros, menos 15,6% do que entre janeiro a junho do ano passado.</p>
<p>Já quedas semelhantes nos lucros tiveram Santander Totta e BPI. O lucros do Santander Totta caíram 13,9% para 434 milhões de euros e o BPI registou uma quebra de 13% para 239 milhões de euros.</p>
<p>Segundo analisas contactados pela lusa em julho, a banca portuguesa deverá manter lucros fortes no total deste ano, eventualmente até acima dos inicialmente esperados devido à subida das taxas de juro, mas sem repetir os níveis recorde de 2025.</p>
<p>Olhando para as principais rubricas da conta de resultados, a margem financeira (que diz respeito à diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e os juros pagos nos depósitos) somou 4.408 milhões de euros no primeiro semestre, praticamente inalterada (-0,4%) face a período homólogo.</p>
<p>Dos cinco principais bancos, a margem financeira apenas subiu no BCP e Novo Banco.</p>
<p>Já as comissões subiram em todos as instituições, tendo o agregado resultado em 1.346 milhões de euros, mais 5,3% do que até junho de 2025.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_797603]]></sapo:autor>
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		<title>ACP quer referendo para acabar com as trotinetas partilhadas em Lisboa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 17:51:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[acp]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[trotinetes]]></category>
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					<description><![CDATA[Objetivo é reunir 5.000 assinaturas válidas de eleitores recenseados no concelho para que a consulta popular possa avançar]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Automóvel Clube de Portugal (ACP) lançou uma campanha de recolha de assinaturas para promover um referendo municipal sobre o futuro das trotinetas elétricas partilhadas em Lisboa. O objetivo é reunir 5.000 assinaturas válidas de eleitores recenseados no concelho para que a consulta popular possa avançar.</p>
<p>A pergunta proposta pelo ACP é direta: &#8220;Concorda que o Município de Lisboa deixe de autorizar a exploração de sistemas de partilha de trotinetes elétricas no domínio público municipal após o termo das autorizações atualmente em vigor?&#8221;</p>
<p>A associação justifica a iniciativa com aquilo que considera ser um &#8220;cenário caótico&#8221;, defendendo que a falta de fiscalização e as regras atuais são insuficientes para garantir uma convivência segura entre peões, automobilistas e utilizadores destes veículos. Na sua perspetiva, o problema afeta a segurança rodoviária, a ocupação do espaço público, a acessibilidade dos passeios e a saúde pública.</p>
<p>Segundo os dados divulgados pelo ACP, circulam atualmente mais de 6.000 trotinetas partilhadas em Lisboa. A associação refere ainda que foram registados mais de 1.300 acidentes em 2024 e mais de 5.000 desde 2019, além de dezenas de feridos graves todos os anos.</p>
<p>O ACP lembra que, antes de defender a realização do referendo, procurou sensibilizar o Governo e a Câmara Municipal de Lisboa para medidas como a obrigatoriedade do uso de capacete, de seguro e um reforço da fiscalização, mas considera que essas propostas não foram adotadas de forma eficaz.</p>
<p>Para sustentar a sua posição, a associação aponta ainda exemplos de várias cidades europeias que reviram o modelo de exploração das trotinetas partilhadas. Entre elas estão Paris e Braga, onde o serviço terminou, Bruxelas, que decidiu proibi-lo, Copenhaga, que prevê acabar com a operação em 2027, e Madrid, que optou por impor regras mais exigentes, como o uso obrigatório de capacete e limites de velocidade.</p>
<p>A campanha de recolha de assinaturas está aberta a todos os cidadãos com mais de 18 anos recenseados no município de Lisboa e pode ser subscrita nas delegações do ACP. Caso o número mínimo de assinaturas seja alcançado e validado, caberá à Assembleia Municipal apreciar a proposta de realização do referendo.</p>
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		<title>Há novos preços de referência para os combustíveis. Veja quanto deveria pagar pela gasolina e pelo gasóleo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 17:44:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[preço eficiente]]></category>
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					<description><![CDATA[ntes de impostos, o Preço Eficiente situa-se em 1,016 euros por litro para a gasolina 95 simples e em 1,268 euros por litro para o gasóleo simples]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A gasolina volta a dar algum alívio, mas o gasóleo continua a subir. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) fixou em 1,993 euros por litro o Preço Eficiente da gasolina 95 simples e em 2,121 euros por litro o do gasóleo simples para a semana de 3 a 9 de agosto.</p>
<p>Antes de impostos, o Preço Eficiente situa-se em 1,016 euros por litro para a gasolina 95 simples e em 1,268 euros por litro para o gasóleo simples. Com a carga fiscal incluída, os valores finais passam para 1,993 euros na gasolina e 2,121 euros no gasóleo.</p>
<p>Face à semana anterior, o Preço Eficiente desceu 0,7% na gasolina e subiu 1,3% no gasóleo. Segundo a ERSE, esta evolução resulta sobretudo da variação das cotações internacionais dos combustíveis refinados: a cotação da gasolina 95 simples caiu 1,9%, enquanto a do gasóleo aumentou 2,9%.</p>
<p>O regulador sublinha que a evolução do preço pago pelos consumidores depende sobretudo das cotações internacionais da gasolina e do gasóleo já refinados, e não diretamente do preço do barril de petróleo bruto. Ao valor final acrescem ainda os custos de transporte marítimo, logística, incorporação de biocombustíveis, comercialização e a carga fiscal.</p>
<p>Na semana anterior, os Preços com Descontos publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) ficaram 1,1 cêntimos por litro acima do Preço Eficiente na gasolina 95 simples e 5,4 cêntimos abaixo no gasóleo simples, correspondendo a desvios de +0,5% e -2,6%, respetivamente.</p>
<p>Já a média dos preços anunciados nos pórticos dos postos de abastecimento, reportada ao Balcão Único da Energia, situou-se 2,3 cêntimos por litro acima do Preço Eficiente na gasolina e 0,9 cêntimos abaixo no gasóleo, o equivalente a desvios de +1,1% e -0,4%, respetivamente.</p>
<p>Segundo a ERSE, o preço com descontos continua a ser a melhor aproximação ao valor efetivamente pago pela maioria dos consumidores, embora o preço de pórtico mantenha relevância para a supervisão das ofertas comerciais.</p>
<p>O regulador lembra ainda que estes valores correspondem a médias nacionais, agregando diferentes segmentos do mercado. As companhias de bandeira tendem a apresentar preços de pórtico mais elevados, compensados por campanhas de desconto mais expressivas, enquanto operadores low cost e hipermercados continuam, em regra, a oferecer os preços mais competitivos.</p>
<p>No plano fiscal, para a semana de 3 a 9 de agosto entram em vigor as taxas do ISP definidas pela Portaria n.º 320-D/2026/1, de 31 de julho. A taxa fixa-se em 0,44510 euros por litro para a gasolina e em 0,28284 euros por litro para o gasóleo. Face à semana anterior, isso traduz-se num ligeiro aumento de cerca de 0,26 cêntimos por litro na gasolina, antes de IVA, e numa redução de cerca de 0,35 cêntimos por litro no gasóleo, refletindo o ajustamento do mecanismo extraordinário de desconto do ISP.</p>
<p>A estas taxas soma-se ainda a contribuição sobre as emissões de dióxido de carbono, fixada para 2026 em 0,15911 euros por litro na gasolina e 0,17334 euros por litro no gasóleo.</p>
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