Dieselgate: cinco ex-funcionários da VW vão hoje a tribunal acusados de fraude, evasão fiscal e publicidade enganosa

Em setembro de 2015, foi revelado que a VW tinha falsificado os resultados dos testes de emissões utilizando códigos de software ocultos em vez de empregar tecnologia de emissões mais cara

Automonitor
Novembro 13, 2025
8:30

A investigação ao escândalo dos motores diesel da Volkswagen continua: esta quinta-feira, começa mais um importante julgamento contra cinco arguidos no Tribunal Regional de Braunschweig. Quatro homens e uma mulher estão acusados, entre outros crimes, de burla, evasão fiscal e publicidade enganosa.

A Procuradoria de Braunschweig acusou os funcionários, alguns dos quais ex-funcionários, de terem sido responsáveis, enquanto executivos da VW, pelo facto de autoridades e clientes na Europa e nos EUA terem sido enganados durante anos sobre os valores de emissão de veículos a diesel.

Em setembro de 2015, foi revelado que a VW tinha falsificado os resultados dos testes de emissões utilizando códigos de software ocultos em vez de empregar tecnologia de emissões mais cara. O CEO da VW, Martin Winterkorn, foi despedido e a empresa mergulhou numa das suas maiores crises.

O primeiro processo gigantesco, que durou quase quatro anos, terminou em maio último. Quatro ex-executivos foram considerados culpados, sendo que dois deles receberam penas de prisão de vários anos. Os outros dois foram absolvidos com penas suspensas. Originalmente, o ex-CEO da VW também deveria ser acusado, mas o seu caso foi separado por motivos de saúde e posteriormente arquivado.

O impacto do escândalo é abrangente e abalou a confiança na indústria automóvel. Os especialistas esperam que o novo procedimento revele mais detalhes sobre os processos internos da VW. A indústria está sob pressão para garantir a transparência e a integridade, de forma a reconquistar a confiança do consumidor. Os próximos anos mostrarão como as consequências legais e financeiras afetarão a VW e toda a indústria automóvel.

Tanto nos EUA como na Alemanha, já houve veredictos que resultaram em penas de prisão. Estão previstos mais de 100 dias de julgamento para as próximas fases do processo, que se deverão estender até ao final de 2026.

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