A bordo do navio ‘Diamond Princess’, ancorado no porto de Yokohama, no Japão, e em quarentena desde o dia 3 de fevereiro, seguiam cinco tripulantes de nacionalidade portuguesa. Um deles é Adriano Maranhão, de 41 anos, que trabalhava como canalizador na embarcação há cinco anos.
É este o primeiro português infetado com o novo vírus da China. O teste aos restantes para a infeção deu negativo, segundo uma nota divulgada este domingo pela Direção-Geral da Saúde, mas há algo que está intrigar o português infetado: é que um dos portugueses apresentou sintomas do vírus “há pelo menos 10 dias”.
Em declarações ao Correio da Manhã, Adriano Maranhão contou que “ele começou com febres muito altas e depois desenvolveu tosse. Foi levado para fora do navio e nunca mais ninguém soube nada dele. Até pensava que ele tinha dado positivo”, afirmou.
Segundo Adriano, este português, cujo paradeiro atual é desconhecido para os colegas, é natural da zona Norte de Portugal e exercia funções de supervisão no navio.
Desde o início de Fevereiro que a embarcação está atracada em Yokohama, no Japão, depois de o Governo japonês decretar quarentena obrigatória para as 3600 pessoas a bordo do navio. Trata-se de uma medida de prevenção para evitar mais infecções, depois de várias pessoas no navio terem sido diagnosticadas com o novo coronavírus (Covid-19). O processo de desembarque dos passageiros começou esta quinta-feira, após o fim do período de 14 dias de isolamento (considerado o período de incubação do Covid-19). Cerca de 600 pessoas já saíram, após serem feitos os testes. No caso de Luís Maranhão, o resultado foi positivo. Está em isolamento numa das cabines do navio.
O navio cruzeiro Diamond Princess é o maior foco de Covid-19 fora da China continental, tendo registado mais de 600 infetados entre os passageiros, três dos quais morreram.
Os resultados das análises de vários passageiros e tripulantes ainda são desconhecidos. A bordo estarão ainda quatro tripulantes portugueses e três macaenses com nacionalidade portuguesa.



