Dia Mundial Sem Telemóvel: 7 vantagens de usar menos o telefone

34% das famílias não estabelecem limites para o uso de telemóveis. Conheça os benefícios de usar menos o telefone.

Executive Digest

Celebra-se hoje o Dia Mundial Sem Telemóvel. Muitos não vivem sem ele, poucos são os que imaginam o seu dia a dia sem tocar num ecrã – para trabalhar, estudar, comunicar, fazer compras, consultar a meteorologia, fazer transferências bancárias ou encomendar comida. Certo é que, hoje em dia,  smartphones, tablets e computadores tornaram-se essenciais.

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Prova dessa dependência é o estudo da UNIR, a universidade espanhola para ensino à distância, que, citado pelo jornal El Economista, revela que 25% dos jovens e adolescentes correm o risco de sofrer de nomofobia, o medo irracional de ficar sem telemóvel durante um período de tempo.

Além disso, o relatório “Bem-estar pessoal e uso de tecnologia” do Observatório Social La Caixa, divulgado pelo mesmo jornal, vai ainda mais longe e avança que durante o confinamento o uso de dispositivos digitais aumentou significativamente, ultrapassando as 9 horas e um quarto de uso diário. Considerando ainda que 34% das famílias não estabelecem limite de tempo para a utilização de ecrãs.

Para assinalar este Dia Mundial Sem Telemóvel, a Qustodio, a plataforma digital de segurança e bem-estar para famílias, fez uma lista com alguns dos benefícios de reduzir, em pelo menos uma hora por dia, o tempo que os menores passam “agarrados” ao telemóvel.

Descanso mais eficaz

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As crianças têm cada vez mais problemas para adormecer e os dados têm piorado desde o início da pandemia, uma vez que, neste período, duas em cada 10 crianças reduziram as horas de sono, de acordo com os dados do último inquérito Qustodio, avançados pelo El Economista. Além disso, o uso destes dispositivos perto da hora de dormir reduz a secreção de melatonina e diminui a qualidade do sono. Ao reduzir as horas ao ecrã, principalmente antes de ir para a cama, melhora a qualidade do sono e facilita o descanso.

Mais felicidade

A internet e as redes sociais são uma porta para o mundo. Observar as vidas edílicas dos influenciadores digitais leva os menores à comparação e ao desespero por não terem o que os outros têm. O Fórum Terapêutico de Barcelona chega mesmo a alertar para as taxas de ansiedade e depressão entre os jovens, que aumentaram 70%, além de que a Save The Children alerta que um em cada quatro crianças sofre algum transtorno. Manter os menores em contacto com a realidade e desfrutar de atividades fora do ambiente digital pode prevenir tais episódios ou reduzi-los significativamente.

Menores mais saudáveis

Passar menos tempo em frente aos ecrãs permite-nos ter tempo para outros tipos de atividades, como uns passeios ou umas corridas ao ar livre. Durante a realização de exercício físico intenso, mais de 50 hormonas diferentes são ativadas, o que influencia positivamente, não só a saúde física dos menores, mas também têm grande impacto no humor. Brincar ao ar livre e com outras crianças favorece o desenvolvimento físico e psicológico das crianças.

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Crianças e jovens mais sociáveis

Os menores estão em constante aprendizagem social e desenvolvem habilidades como a partilha, a resolução de conflitos e a empatia de forma vertiginosa, por isso é importante dar-lhes a possibilidade de estarem com os seus pares, longe dos ecrãs para, assim, desenvolverem a socialização entre eles.

Menos riscos

O bullying passou a ser um fenómeno digital também. O relatório publicado recentemente pela UNESCO mostra que cerca de um em cada três estudantes no mundo já foram vítimas de bullying, um número que aumentou 70% só no último ano, devido ao aumento do uso de dispositivos móveis, segundo informações da L1ght, citadas pelo El Economista. Por isso, quanto menos tempos nas redes sociais ou chats, menor o risco de exposição a esse tipo de comportamento.

Sem vícios

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De acordo a pesquisa realizada pela Qustodio, seis em cada 10 pais observaram comportamentos de dependência nos seus filhos no último ano. Jogos e aplicações são programados para criar uma dependência e os menores são especialmente suscetíveis a isso. Reduzir o tempo online é a chave para conter comportamentos de dependência.

Os olhos também agradecem

Por último, o uso excessivo de ecrãs pode ter graves consequências no seu futuro. Um estudo realizado pela Universidade Complutense de Madrid, avançado pelo El Economista, revela que a luz emitida pelos ecrãs provoca a perda de neurónios nos olhos, com efeitos que se manifesta, a partir dos 26 anos. Além disso, os oftalmologistas pediátricos da clínica espanhola Oftálica alertam mesmo que cerca de 30% dos problemas visuais que as crianças apresentam são decorrentes do uso de vídeojogos e aparelhos eletrónicos. Reduzir a exposição à luz azul e realizar outro tipo de atividades longe da tecnologia ajuda um bom desenvolvimento ocular e previne problemas futuros na visão dos menores.

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