Hoje, assinala-se o Dia Europeu do 112.
Este contacto de emergência gratuito funciona 24 horas por dia nos 27 Estados Membros da União Europeia, os quais integram a Associação Europeia do Número de Emergência (European Emergency Number Association – EENA112), referiu a Polícia de Segurança Pública (PSP).
Em 2024, o 112 recebeu 5.851.146 chamadas, uma média de 487.596/mês e 15.987/dia, as quais foram atendidas na janela temporal de aproximadamente 10 segundos.
Das chamadas recebidas, 78% foram atendidas, ao passo que as chamadas abandonadas (1.292.384) correspondem tanto a chamadas abandonadas por quem liga 112 antes de serem atendidas pelo operador, como a “toques” fortuitos (pocket calls).
Destes contactos, 1.366.574 foram registados como emergências – apenas 23,5% das chamadas totais -, correspondendo à prestação de socorro em 113.881 ocorrências/mês e 3.733/dia.
Foram ainda registadas 3.461.045 chamadas como chamadas indevidas, o que corresponde a cerca de 59% do total de chamadas.
Historicamente, a criação de um número de socorro em Portugal remonta a 13 de outubro de 1965, com a disponibilização do primeiro número nacional de socorro (115), cuja gestão coube desde logo à Polícia de Segurança Pública (PSP) e que se mantém até à atualidade. Portugal foi um dos primeiros países da Europa a disponibilizar aos seus cidadãos um serviço de acionamento de meios de emergência por intermédio de um contacto telefónico dedicado, curto e de fácil memorização.
O serviço 112 português compreende o Centro de Coordenação Nacional e 4 Centros Operacionais (Norte, Sul, Açores e Madeira), que integram a Direção Nacional da PSP. Os Centros Operacionais garantem o atendimento a nível regional das chamadas 112, efetuando a triagem e encaminhamento da informação para a entidade com responsabilidade na sua resolução – Forças de Segurança, INEM, ANEPC ou Autoridade Marítima.
A tendência ao nível das principais causas das chamadas manteve-se, tendo-se registado como a grande maioria das chamadas, cerca de 85% do total de emergências registadas, visarem solicitar apoio em situações de doença ou trauma com risco de vida/necessidade imediata de assistência médica. Seguem-se os alertas para crimes em curso ou que acabaram de decorrer no momento da chamada (77.825 chamadas), sinistralidade rodoviária (54.186 chamadas) e os incêndios (28.791 chamadas) como principais motivos de contacto para o serviço 112.
A PSP recomendou, em comunicado, que “é muito importante que os cidadãos saibam em que situações podem recorrer ao número de emergência 112, contribuindo para o célere socorro, evitando o congestionamento da linha por motivos não urgentes. Como se pode concluir pela análise dos dados estatísticos, muitas pessoas continuam a ligar para o 112 para reportarem situações que não se classificam como situações de emergência”.
Constituem emergências a reportar por intermédio do 112 as situações que envolvam:
· Pessoas em risco de vida/necessidade imediata de assistência médica;
· Crimes a decorrer ou que acabaram de acontecer no momento da chamada;
· Incidentes graves (inundações, aluimentos, incêndios florestais, acidentes rodoviários com feridos ou que impliquem risco para a circulação);
· Descoberta de crianças e idosos perdidos, nomeadamente aderentes aos programas da PSP Estou Aqui Crianças e Estou Aqui Adultos, para comunicar a sua localização e número da pulseira.
Em qualquer outra situação o cidadão deverá contactar diretamente a Esquadra ou Corpo de Bombeiros local. Nas situações relacionadas com a saúde, deverá ser contactado o Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde – SNS 24, através do 808 24 24 24.
Visando melhorar a eficácia do 112, a PSP aconselha a todos os cidadãos:
· Ensine as crianças a contactar o 112;
· Contacte o 112 exclusivamente em situações de emergência (acima enumeradas);
· Ouça as questões do operador e responda de forma clara e concisa;
· Se não souber com precisão onde se encontra, indique pontos de referência próximos (monumentos, infraestruturas, entre outros).














