Este sábado, 21 de maio, assinala-se o Dia Nacional de Luta Contra a Obesidade, com o objetivo de alertar para o problema, definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a “epidemia do século XXI”.
Para além de alertar para as complicações do excesso de peso para a saúde, esta data visa também promover hábitos de vida saudáveis. Nesse sentido, a Médis explica-lhe tudo o que deve saber sobre a doença.
Qual a situação em Portugal?
Os dados de um estudo realizado pela Unidade de Investigação em Epidemiologia do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, mostram que 6 em cada 10 portugueses são obesos ou podem vir a sê-lo.
Já segundo a Direção Geral da Saúde (DGS), este problema é uma realidade logo a partir da infância, uma vez que a prevalência do excesso de peso, na população portuguesa entre os 10 e os 18 anos é de mais de 30%, e a obesidade é de cerca de 8%.
A Médis lembra que o excesso de peso é um dos principais problemas de saúde pública. “Afeta todas as faixas etárias e tem influência direta na longevidade e na qualidade de vida” e “é um dos fatores de risco da diabetes, doenças cérebro-cardiovasculares, hipertensão arterial, doença osteoarticular disfunções sexuais, infertilidade e da generalidade dos cancro”, revela.
Mas o que significa?
“Esta doença tem na sua origem fatores metabólicos, genéticos, culturais e comportamentais. Esse processo leva o organismo a armazenar as calorias em forma de massa gorda, podendo ser um “gatilho” para várias doenças”, explica a empresa.
E como é feito o diagnóstico?
“Realiza-se tendo como ponto de partida o recurso à análise do Índice de Massa Corporal (IMC). Este é um método de cálculo que resulta da divisão do peso pela altura elevada ao quadrado”, adianta.
Importa ainda referir que de acordo com a OMS, o excesso de peso acontece a partir de um IMC de 25, sendo que o quadro de obesidade é uma realidade quando o valor é igual ou superior a 30.
“Além disso, o diagnóstico de obesidade tem outros critérios de observação. Entre eles está a avaliação do histórico de saúde, nomeadamente da evolução do peso em função do padrão alimentar”, sublinha a Médis.
Por outro lado, acrescenta, “a existência de hábitos de exercício regular, medicação, o nível de stress a que se está sujeito ou o histórico familiar no caso de existir uma predisposição à obesidade”.
Principais Causas
“O excesso de peso pode derivar de questões genéticas, metabólicas, alterações hormonais e/ou culturais e comportamentais. Estes fatores levam a que o organismo não consiga libertar-se das calorias extra que acumula sob a forma de gordura”, sublinha.
A par disso, adianta, “este problema adensa-se caso se siga uma vida sedentária sem espaço para a prática regular de exercício físico e não se respeite um plano alimentar saudável”.
Fatores de risco
Por norma, o excesso de peso e a obesidade resultam de uma conjugação de fatores. Se alguns deles podem ser alterados através de uma mudança de estilo de vida, outros, como a idade, a genética e o histórico familiar, são imutáveis. Eis os nove mais comuns:
1. Genética – Desempenha um papel decisivo na conversão dos nutrientes ingeridos em energia, bem como no processo da queima de calorias, durante a atividade física.
2. Histórico familiar – Pode ter origem hereditária. Não apenas pela genética, mas também pela tendência de seguir os mesmos hábitos no que toca à alimentação e à atividade física.
3. Idade – As alterações hormonais que ocorrem durante as várias fases da vida, aliado à falta de exercício regular, podem provocar um excesso de peso. Por outro lado, ao longo dos anos, dá-se uma diminuição da massa muscular, levando a um decréscimo do metabolismo, pelo se não controlarmos o que ingerimos de uma forma racional, aumentamos de peso.
4. Sedentarismo – A inexistência de hábitos associados à prática de exercício físico regular aumenta a probabilidade de acumulação de calorias.
5. Alimentação inadequada – Uma dieta desequilibrada, demasiado calórica e com um excesso de alimentos processados, assim como em proporções exageradas, contribui para o aumento de peso e obesidade.
6. Problemas de saúde – As síndromes de Prader-Willi ou de Cushing podem favorecer quadros de obesidade. Além disso, os portadores de doenças como a artrite podem ser obrigados a diminuir a atividade física, o que levará provavelmente a um consequente ganho de peso.
7. Medicação – Fármacos como alguns antidepressivos, anticonvulsivos, medicamentos para a diabetes, esteroides e beta bloqueadores podem propiciar o ganho de peso. A solução é equilibrar os efeitos secundários com atividade física, e o controle alimentar.
8. Gravidez – Muitas mulheres não conseguem perder o peso que natural e necessariamente ganham durante a gestação. Este facto pode contribuir para o cenário de obesidade nas mulheres.
9. Perturbações de sono – Não dormir de forma adequada provoca alterações hormonais que podem aumentar o apetite.












