Assinala-se esta sexta-feira, 1 de abril, o Dia das Mentiras, e por esse motivo o Portal da Queixa alertou para os cinco maiores enganos de que os consumidores foram alvo este ano e que por isso devem fazê-lo redobrar a sua atenção.
“Para evitar que mais pessoas sejam enganadas, iludidas, ludibriadas e burladas, chama-se a atenção para alguns dos casos mais impactantes que identificou na sua plataforma”, refere em comunicado.
Segundo a mesma nota, “são situações recorrentes, que resultaram em centenas de reclamações diárias no Portal da Queixa” e “acontecem, sobretudo, no campo do e-Commerce – por ser um ambiente tão fácil e acessível a todos os consumidores -, mas também, tão vulnerável”.
“Burlas na internet, ataques de phishing, fraudes em compras online, atrasos ou ausência de encomendas, são milhares os casos que chegam ao Portal da Queixa através da reclamação da pessoa que se diz engada”, sublinha.
Tome agora nota dos cinco enganos mais comuns:
1. Segurança das lojas online do Facebook e Instagram. “São centenas as reclamações sobre burlas e enganos em compras efetuadas em lojas online no Instagram e no Facebook”, revela o Portal.
“O esquema é sempre o mesmo: existe uma compra, a encomenda nunca chega e a loja é apagada. O consumidor não consegue entrar em contacto com a mesma e fica sem o dinheiro e sem o produto”, alerta.
2. Sites de compras fraudulentos. “Em causa estiveram duas grandes marcas, mas pode acontecer a qualquer uma. Primeiro foi a Stradivarius a ser alvo de duplicação fraudulenta, que levou muitos consumidores a serem burlados. Uns meses depois, foi a Tiffosi. Mais recentemente, outras marcas do grupo Inditex foram alvo de clonagem do website.
3. Phishing em cartões de crédito. “As burlas com cartões de crédito originaram mais de 900 reclamações no Portal da Queixa só em 2021, representando um aumento de 130% face ao ano anterior. No caso concreto da WiZink Center, foi até criado um grupo de consumidores online, intitulado “Lesados WiZink”, que se uniu via Portal da Queixa”, adianta.
4. Burlas em revenda de bilhetes. “As queixas apresentadas levam a um esquema de burla praticado que é preciso saber identificar. Trata-se de venda especulativa de bilhetes: a tática passa por colocar à venda bilhetes que ainda não têm e esperar que algum consumidor os compre para só depois obterem apenas alguns ingressos junto dos organizadores”, explica.
“Há muitos bilhetes comprados que são falsificados e não são válidos. A venda dos mesmos, claro, é sempre feita com preços inflacionados, aos quais acrescem taxas que os consumidores nem percebem que estão a pagar”, adverte.
5. Falhas nas empresas de gestão de condomínios. “Da falta de regulação à falta de controlo e conhecimentos de gestão ou mesmo de profissionalismo, são várias as reclamações que chegam ao Portal da Queixa relativamente a empresas de gestão de condomínios”, conclui.



