Comemora-se hoje, dia 22 de Abril, o 50º aniversário do Dia da Terra e segundo a Rede do Dia da Terra (EDN, na sigla em inglês), mais de um bilião de pessoas de 192 países participaram nos eventos de celebração, no ano passado, num dia global de acção ambiental, avança o ‘Independent’.
Em cada ano de comemorações, cidadãos e organizações de todo o mundo participam em acções mundiais direccionadas para a impulsionar um ambiente mais saudável para as gerações futuras.
O movimento ambientalista nasceu em 1970 e foi impulsionado pela publicação do best-seller de Rachel Carson, ‘Silent Spring’ – que fala dos efeitos do uso indiscriminado de pesticidas. Depois de vender 500 mil exemplares em 24 países, o livro despertou uma crescente consciencialização pública sobre as questões ambientais que culminaram no primeiro Dia da Terra.
Principais conquistas da acção ambiental
O primeiro Dia da Terra uniu americanos de todos os partidos político e, em apenas um ano, a acção conduziu à criação da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos, bem como dos ‘Atos’: Ar Limpo, Água Limpa e Espécies Ameaçadas de Extinção.
O Dia da Terra de 1990 impulsionou significativamente os esforços de reciclagem em todo o mundo, abrindo caminho para a Cimeira da Terra da ONU de 1992. Por sua vez, o Dia da Terra 2000 optou por abordar a crescente questão do aquecimento global e a mudança para fontes de energia renováveis.
No 40º aniversário do Dia da Terra em 2010, a rede por detrás da celebração lançou uma campanha para plantar um bilião de árvores, uma meta que foi alcançada em 2012. Em 2016, líderes de 175 países usaram o Dia da Terra como pano de fundo para assinar o histórico acordo climático de Paris, que visa impedir um aquecimento global acima dos dois graus.
O foco actual do Dia da Terra
Em 2019, o Dia da Terra voltou o seu foco para a grande questão ambiental da poluição de plásticos. Os seus objectivos passam por apoiar esforços em todo o mundo para eliminar plásticos de uso único e impulsionar o apoio a regulamentações mais rígidas sobre o descarte de plásticos.
«A EDN vai educar milhões de pessoas sobre a saúde e outros riscos associados ao uso e descarte de plásticos, incluindo a poluição dos nossos oceanos, água e vida selvagem, bem como o crescente número de evidências de que a decomposição de plásticos origina sérios problemas globais», disse a presidente da organização, Kathleen Rogers, num comunicado.
«Os nossos objectivos passam também por acabar com os plásticos de uso único, promover alternativas a materiais baseados em combustíveis fósseis, promover 100% de reciclagem de plásticos, responsabilidade corporativa e governamental e mudar o comportamento humano em relação aos plásticos», conclui a responsável.




