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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Baloise ultrapassa 3,2 mil milhões em ativos sob gestão em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:35:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Baloise Vie Luxembourg ultrapassou os 3,2 mil milhões de euros em ativos sob gestão em Portugal e entra numa nova fase de crescimento após a integração com a Helvetia, num movimento que reforça a presença da empresa no segmento de seguros de vida ligados à estruturação patrimonial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Baloise Vie Luxembourg ultrapassou os 3,2 mil milhões de euros em ativos sob gestão em Portugal e entra numa nova fase de crescimento após a integração com a Helvetia, num movimento que reforça a presença da empresa no segmento de seguros de vida ligados à estruturação patrimonial.</p>
<p>Em 2025, os ativos sob gestão da operação portuguesa atingiram 3,24 mil milhões de euros, o equivalente a 22% do total do grupo. No mesmo período, Portugal representou 25% do total de prémios emitidos, num montante de 295 milhões de euros, consolidando-se como um dos três principais mercados da Baloise Vie Luxembourg, a par de países como Bélgica, França, Itália, Alemanha, Mónaco e Polónia.</p>
<p>A empresa, especializada em soluções de seguros de vida de direito luxemburguês, tem vindo a reforçar a sua posição junto de clientes privados e profissionais ligados à gestão e estruturação de património. Em Portugal, o mercado tem mostrado resiliência, com os prémios a atingirem cerca de 185 milhões de euros em 2024 e a regressarem a uma trajetória de crescimento em 2025, num contexto de procura crescente por soluções de planeamento patrimonial de longo prazo.</p>
<p>Desde a entrada no mercado português em 2010, a Baloise registou uma expansão significativa. Os prémios passaram de cerca de 80 milhões de euros no primeiro ano para um pico de 350 milhões em 2016, enquanto a equipa local cresceu de três para 11 colaboradores. Atualmente, a empresa serve cerca de 900 clientes em Portugal, sobretudo portugueses, mas também famílias internacionais e residentes estrangeiros, acompanhando a crescente internacionalização do país.</p>
<p>A oferta em Portugal centra-se em soluções unit-linked e de capitalização, frequentemente utilizadas em contextos de banca privada. Estas soluções são desenhadas para responder a necessidades de preservação de património, mobilidade internacional e planeamento sucessório, beneficiando do enquadramento regulatório luxemburguês, considerado particularmente robusto em termos de proteção do investidor e governação.</p>
<p>A Baloise integra ainda uma rede de bancos privados, gestores de ativos e family offices, o que permite o desenvolvimento de soluções personalizadas para clientes com perfis patrimoniais complexos, incluindo empresários e famílias com presença internacional.</p>
<p>O ano de 2025 marca também a fusão entre a Baloise e a Helvetia, dando origem ao grupo Helvetia Baloise.</p>
<p>Segundo João Marmelo, diretor comercial para Portugal, esta evolução reforça o compromisso da empresa com o mercado nacional: “Portugal tornou-se um dos mercados fundamentais para a Baloise Vie Luxembourg ao longo dos últimos quinze anos. A combinação com a Helvetia permite-nos reforçar ainda mais o nosso compromisso de longo prazo com clientes e parceiros portugueses, continuando a investir em expertise, inovação e qualidade de serviço”.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781103]]></sapo:autor>
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		<title>BdP quer evitar &#8220;comunicações defensivas&#8221; dos bancos no combate ao branqueamento de capitais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:33:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O diretor do Banco de Portugal (BdP) João Raposo disse hoje, no parlamento, que o supervisor será "menos tolerante" quando um banco não comunica às autoridades operações suspeitas mas que também quer evitar que haja "comunicações defensivas".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O diretor do Banco de Portugal (BdP) João Raposo disse hoje, no parlamento, que o supervisor será &#8220;menos tolerante&#8221; quando um banco não comunica às autoridades operações suspeitas mas que também quer evitar que haja &#8220;comunicações defensivas&#8221;.</p>
<p>João Raposo esteve hoje a ser ouvido na Comissão de Orçamento e Finanças, a propósito de um requerimento do PS, tendo o deputado socialista Hugo Costa questionado o responsável sobre as dificuldades operacionais do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), recentemente noticiadas, em analisar todas as comunicações que lhe chegam no âmbito da prevenção e combate ao branqueamento de capitais.</p>
<p>Segundo o diretor do Departamento de Averiguação e Ação Sancionatória, João Raposo, o aumento das operações suspeitas que são comunicadas deve-se a duas razões, desde logo ao &#8220;fenómeno da fraude digital&#8221;, que vem aumentando significativamente.</p>
<p>Afirmou ainda que para o aumento também contribui a melhoria dos sistemas de controlo dos bancos, com mais ferramentas de monitorização e mais trabalhadores e com mais formação, pressionados pela lei dos últimos anos que &#8216;apertou a malha&#8217;.</p>
<p>Segundo João Raposo, neste âmbito, a ação do BdP é primeiramente garantir que os sistemas de controlo são adequados, desde logo auxiliando as entidades a parametrizar corretamente os alertas, e que as comunicações devidas são feitas às autoridades competentes. Depois, se detetar que uma instituição falhou no dever de comunicar uma operação suspeita, aplica sanções.</p>
<p>Para o futuro, afirmou, o BdP será &#8220;menos tolerante&#8221; quando há operações que deveriam ter sido comunicadas e não o foram.</p>
<p>Noutro sentido, também disse que o BdP quer garantir que, de futuro, são evitadas &#8220;comunicações defensivas&#8221;, isto é, reportes que as instituições fazem às autoridades sobretudo para se salvaguardarem.</p>
<p>&#8220;Não há ali um verdadeiro indício, mas vamos [comunicar]. Tem um efeito pernicioso&#8221;, disse, acrescentando contudo que não tem números sobre quantas comunicações podem ser consideradas &#8220;defensivas&#8221;.</p>
<p>Em Portugal, os bancos mas também empresas de investimento ou sociedades gestoras de fundos de pensões são obrigados a informar o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e a Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária caso detetem transações e atividades financeiras suspeitas.</p>
<p>O Banco de Portugal integra a Comissão de Coordenação das Políticas de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e ao Financiamento do Terrorismo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781066]]></sapo:autor>
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		<title>Banca portuguesa está resiliente mas riscos devem ser monitorizados, alerta FMI</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:32:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[setor bancário]]></category>
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					<description><![CDATA[O sistema financeiro português, em particular o setor da banca, tem mostrado ser resiliente e está mais forte desde a crise da dívida, mas os riscos devem ser seguidos de perto, disse hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O sistema financeiro português, em particular o setor da banca, tem mostrado ser resiliente e está mais forte desde a crise da dívida, mas os riscos devem ser seguidos de perto, disse hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI).</p>
<p>Na Avaliação da Estabilidade do Sistema Financeiro de Portugal, divulgada hoje, o FMI considera que &#8220;os bancos demonstram resiliência sob severos testes de stress adversos, incluindo choques de magnitude semelhante aos da crise da dívida europeia&#8221;.</p>
<p>Por outro lado, &#8220;a rápida valorização dos imóveis justifica um acompanhamento rigoroso, visto que o crédito imobiliário está em plena expansão&#8221;, ainda que as medidas macroprudenciais contribuam para limitar os riscos sistémicos.</p>
<p>Para o FMI, as autoridades devem &#8220;assegurar recursos adequados para enfrentar os desafios emergentes&#8221;, sendo que os riscos do mercado imobiliário &#8220;exigem uma monitorização rigorosa e o Banco de Portugal (BdP) deve continuar a desenvolver ferramentas para seguir os riscos do setor bancário&#8221;.</p>
<p>Em conferência de imprensa, Ranjit Singh, chefe da missão do FMI para o Programa de Avaliação do Setor Financeiro, sinalizou que &#8220;o sistema financeiro está numa posição mais forte do que há uma década, os bancos estão mais capitalizados e resilientes&#8221;.</p>
<p>Desta forma, o sistema tem capacidade para resistir a choques financeiros, mas olhando para o futuro, a prioridade deve ser &#8220;preservar a resiliência enquanto o ambiente está a mudar&#8221;, nomeadamente no contexto internacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781080]]></sapo:autor>
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		<title>Países Baixos registam primeiro caso de eutanásia numa criança com menos de 12 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:26:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[eutanásia]]></category>
		<category><![CDATA[Países Baixos]]></category>
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					<description><![CDATA[Até há dois anos, a legislação neerlandesa permitia a eutanásia apenas em recém-nascidos e em pessoas com mais de 12 anos, desde que se encontrassem numa situação de sofrimento intolerável e sem perspetiva realista de alívio]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma criança gravemente doente tornou-se a primeira pessoa com menos de 12 anos a receber eutanásia nos Países Baixos, revelou a ministra neerlandesa da Saúde, Sophie Hermans, numa carta enviada ao Parlamento. O caso foi registado no final do ano passado pelo comité de supervisão, escreve o &#8216;The Times&#8217;.</p>
<p>Até há dois anos, a legislação neerlandesa permitia a eutanásia apenas em recém-nascidos e em pessoas com mais de 12 anos, desde que se encontrassem numa situação de sofrimento intolerável e sem perspetiva realista de alívio. No caso de menores de 18 anos, era também necessário o consentimento de um dos pais ou do tutor legal.</p>
<p>Em 2024, porém, o Parlamento dos Países Baixos aprovou uma regulamentação que alargou esta possibilidade a crianças com menos de 12 anos. O objetivo declarado era permitir que menores em situações médicas extremas pudessem “morrer com dignidade” quando não existisse uma alternativa razoável para aliviar dor intensa ou sofrimento severo.</p>
<p>A decisão foi tomada apesar das reservas manifestadas sobre a capacidade de crianças tão novas avaliarem plenamente uma decisão desta gravidade. A aplicação do mecanismo era esperada apenas num número muito reduzido de casos por ano, dada a exigência elevada imposta aos médicos.</p>
<p>Em cada caso, o médico responsável tem de demonstrar posteriormente às autoridades que não existia uma alternativa humana e viável. Esta exigência é considerada particularmente elevada quando estão em causa crianças pequenas.</p>
<p>A ministra Sophie Hermans não revelou detalhes sobre a idade concreta da criança, nome, género, localidade ou condição médica. A informação foi inicialmente avançada pela &#8216;NOS&#8217;, a estação pública neerlandesa.</p>
<p>A eutanásia, em condições estritamente definidas, foi gradualmente descriminalizada pelos tribunais neerlandeses a partir do início da década de 1970. Em 2002, os Países Baixos tornaram-se um dos primeiros países a colocar a prática num quadro legal abrangente para adultos.</p>
<p>A lei foi posteriormente alargada a jovens de 16 e 17 anos, mediante consulta dos pais, e a menores entre os 12 e os 15 anos, com consentimento parental. Atualmente, a eutanásia representa pouco mais de 5% das mortes registadas no país.</p>
<p>Os Países Baixos não foram tão longe como a Bélgica, que aboliu em 2014 o limite mínimo de idade para a eutanásia. Desde então, terão sido registados seis casos de eutanásia em menores de 18 anos naquele país, incluindo uma criança de nove anos com um tumor cerebral incurável e outra de 11 anos com distrofia muscular.</p>
<p>O tema continua a gerar debate noutros países europeus. No Reino Unido, uma proposta para legalizar a morte assistida aplicava-se apenas a adultos em fase terminal, mentalmente competentes e avaliados como tendo seis meses ou menos de vida. A proposta acabou por ficar sem tempo de debate na Câmara dos Lordes em maio.</p>
<p>Lauren Edwards, deputada trabalhista por Rochester e Strood, afirmou que pretende voltar a apresentar a legislação na Câmara dos Comuns em setembro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781087]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Atraso nas credenciais deixa professores sem acesso à correção dos exames e pode comprometer pautas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:20:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[português]]></category>
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					<description><![CDATA[Atraso está a gerar preocupação entre diretores e sindicatos, numa altura em que o calendário dos exames nacionais é particularmente sensível para milhares de alunos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os professores classificadores ainda não receberam as credenciais necessárias para corrigir o exame de Português do 12º ano, avança a &#8216;TSF&#8217;. Os dados deveriam ter sido disponibilizados esta terça-feira, mas os docentes continuam sem conseguir aceder à plataforma, o que reduz o prazo disponível para a classificação das provas.</p>
<p>O atraso está a gerar preocupação entre diretores e sindicatos, numa altura em que o calendário dos exames nacionais é particularmente sensível para milhares de alunos. Em declarações à &#8216;TSF&#8217;, o presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, admitiu que o prazo para a correção “pode estar comprometido”.</p>
<p>A data prevista para a entrega das classificações é 6 de julho. Com a falha no acesso à plataforma, os professores têm agora menos tempo para concluir a correção das provas, o que pode ter impacto nas etapas seguintes do calendário.</p>
<p>Filinto Lima alerta sobretudo para o risco de comprometimento do “dia D”, a afixação das pautas, marcada para 14 de julho. O responsável sublinha que qualquer atraso nesta fase pode repercutir-se nos procedimentos posteriores, incluindo os que dependem dos agrupamentos de exames e da própria tutela.</p>
<p>Perante o impasse, o presidente da Associação de Diretores identifica duas possibilidades: o Ministério da Educação pode convocar mais professores classificadores para tentar recuperar o tempo perdido ou pode encurtar os prazos das fases seguintes.</p>
<p>“Porque a seguir há a entrega das provas pelos professores, e essa entrega, de acordo com o cronograma, termina dia 6 de julho. Há mais cinco fases seguintes, que são mais dependentes não tanto das escolas, não tanto dos professores, mas mais dos agrupamentos de exame e da própria tutela, e poderão ter de ser encurtadas”, afirmou Filinto Lima.</p>
<p>A associação diz aguardar uma explicação do Ministério da Educação sobre a origem do atraso na disponibilização das credenciais. Para Filinto Lima, é essencial perceber o que está a impedir os docentes de acederem às provas e de iniciarem a classificação.</p>
<p>“Seguramente o Ministério da Educação terá algo para dizer a todos nós — aos professores e às escolas. Ainda não disse, não sabemos o que é que se está a passar”, criticou o responsável, acrescentando que a situação “começa a fazer mossa nos professores”, que querem cumprir a sua função mas continuam impedidos de trabalhar.</p>
<p>Filinto Lima sublinhou ainda que as escolas “cumpriram rigorosamente” o cronograma definido pela Educa, lamentando que a tutela pareça não estar a cumprir o mesmo calendário.</p>
<p>A digitalização das provas pode estar na origem do problema, admite José Feliciano Costa, secretário-geral adjunto da Fenprof. O dirigente sindical reconhece que este processo pode explicar o atraso na entrega dos acessos aos professores classificadores.</p>
<p>A Fenprof vai pedir esclarecimentos ao Governo, considerando que a situação pode ter consequências relevantes para os estudantes. José Feliciano Costa lembra que os exames nacionais continuam a ter um peso decisivo, tanto na conclusão do ensino secundário como no acesso ao ensino superior.</p>
<p>“No quadro atual, os exames nacionais são ferramentas decisivas. Para já, estes exames certificam a conclusão do ensino secundário e funcionam também como prova de ingresso para o ensino superior”, afirmou.</p>
<p>O dirigente sindical sublinhou que estão em causa “milhares e milhares de jovens” que dependem destas provas para o seu percurso académico e para o planeamento da próxima etapa de vida.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781074]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Importação de veículos usados em Portugal: volumes, origens e tendências em 2025–2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:03:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Branded Content]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
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					<description><![CDATA[A importação de veículos usados em Portugal consolidou-se como um dos pilares estruturais do mercado automóvel nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A importação de veículos usados em Portugal consolidou-se como um dos pilares estruturais do mercado automóvel nacional. Longe de ser um fenómeno marginal ou conjuntural, trata-se de um fluxo contínuo, sustentado por dinâmicas económicas, fiscais e logísticas que atravessam toda a União Europeia. Em 2025, o país atingiu um novo máximo histórico no número de automóveis usados importados, reforçando uma tendência que se tem vindo a intensificar ao longo da última década. Este relatório apresenta uma análise detalhada e exclusivamente baseada em dados, com o objetivo de mapear a dimensão do mercado, as origens dos veículos, a sua tipologia, o impacto fiscal associado e os principais desenvolvimentos verificados em 2025 e no início de 2026.</p>
<h3><b>Escala das importações de usados em Portugal</b></h3>
<p>Em 2025, Portugal registou a importação de mais de 120 mil veículos ligeiros de passageiros usados, estabelecendo um novo recorde absoluto. Este valor representa um crescimento superior a 10% face ao ano anterior, confirmando uma tendência de expansão consistente. Quando comparado com o mercado de veículos novos, que registou cerca de 225 mil matrículas no mesmo período, torna-se evidente o peso crescente da importação de usados. Em termos relativos, os automóveis usados importados representam mais de metade do volume de veículos novos vendidos, o que revela uma alteração estrutural na forma como o mercado automóvel nacional se abastece.</p>
<p>A análise do mercado total, permite perceber a verdadeira dimensão deste fenómeno. Somando veículos novos e usados importados, o mercado automóvel ultrapassa as 340 mil unidades anuais. Dentro deste universo, a importação de usados assume um papel determinante na satisfação da procura, especialmente em segmentos onde a oferta nacional é limitada, ou os preços são significativamente mais elevados. Este padrão não é exclusivo de 2025, mas sim o culminar de uma trajetória de crescimento contínuo iniciada vários anos antes.</p>
<p>Entre 2019 e 2025, o número de veículos usados importados aumentou de forma consistente, impulsionado por fatores como a diferença de preços entre mercados europeus, a crescente digitalização dos canais de aquisição e a maior facilidade nos processos de legalização. Este crescimento acumulado demonstra que a importação de usados, deixou de ser uma alternativa pontual para se tornar numa componente estrutural do mercado automóvel português.</p>
<h3><b>Países de orig</b><b>em dos veículos importados</b></h3>
<p>A origem dos veículos usados importados para Portugal, concentra-se quase exclusivamente no espaço europeu, refletindo as vantagens associadas à livre circulação de bens dentro da União Europeia. Entre os principais países fornecedores destacam-se Alemanha, França, Espanha, Bélgica e Países Baixos. Cada um destes mercados desempenha um papel específico na cadeia de abastecimento, determinado por fatores como a dimensão do parque automóvel, os ciclos de renovação de frotas e os preços médios praticados.</p>
<p>A Alemanha, assume uma posição dominante no fornecimento de veículos usados de gama média e alta. Trata-se de um mercado com elevada disponibilidade de viaturas provenientes de leasing e renting, muitas vezes com históricos de manutenção completos e, níveis de equipamento superiores à média europeia. Esta combinação torna os veículos alemães particularmente atrativos para o mercado português.</p>
<p>A França destaca-se pelo volume e pela competitividade de preços, sendo uma fonte relevante de veículos generalistas. O perfil dos automóveis provenientes deste mercado caracteriza-se por uma relação equilibrada entre custo e idade, o que os torna acessíveis a um público alargado. Espanha, por sua vez, beneficia da proximidade geográfica, permitindo reduzir custos logísticos e acelerar os processos de transporte. Este fator torna o mercado espanhol especialmente relevante, para operadores de menor dimensão.</p>
<p>Bélgica e Países Baixos, são mercados com forte presença de veículos provenientes de frotas empresariais. Nestes países, os ciclos de renovação são mais curtos, o que resulta numa oferta significativa de veículos relativamente recentes. Esta característica é particularmente valorizada pelos importadores portugueses, que procuram equilibrar idade, quilometragem e preço final.</p>
<p>A escolha dos países de origem não é aleatória, mas sim determinada por critérios económicos objetivos. A diferença de preços entre mercados, a disponibilidade de veículos com determinadas características e a eficiência logística, são fatores decisivos na definição dos fluxos de importação.</p>
<h3><b>Tipos de veículos importados</b></h3>
<p>A análise da tipologia dos veículos importados, revela padrões consistentes em termos de idade, motorização e segmento. Em 2025, a idade média dos automóveis usados importados situou-se em torno dos oito anos. Este valor indica que a maioria dos veículos, já ultrapassou a fase de maior desvalorização, permitindo aos compradores beneficiar de preços mais baixos sem abdicar de características relevantes, em termos de conforto e tecnologia.</p>
<p>A distribuição por idade, mostra uma concentração significativa entre os cinco e os dez anos, segmento que representa a maior fatia das importações. Os veículos mais antigos, com mais de quinze anos, têm um peso reduzido, o que demonstra uma preferência clara por automóveis relativamente recentes. Este padrão contribui para a manutenção de um nível médio de qualidade elevado, dentro do mercado de usados importados.</p>
<p>Em termos de motorização, os veículos de combustão continuam a dominar, embora se observe um crescimento gradual das alternativas eletrificadas. Em 2025, cerca de um terço dos veículos importados eram a gasóleo, outro terço a gasolina e o restante correspondia a veículos híbridos ou elétricos. Dentro deste último grupo, os elétricos representam uma percentagem ainda limitada, refletindo o facto de a eletrificação ser um fenómeno mais recente e, ainda em fase de expansão no mercado de usados.</p>
<p>No que diz respeito aos segmentos, os SUVs compactos e médios, as berlinas executivas e os veículos familiares são os mais representativos. Esta preferência está associada à procura por veículos versáteis, com bom nível de equipamento e adequados a diferentes tipos de utilização. A escassez de determinadas configurações no mercado nacional, reforça a necessidade de recorrer à importação para satisfazer esta procura.</p>
<h3><b>Dimensão fiscal – ISV e importações de usados</b></h3>
<p>A componente fiscal, desempenha um papel central na dinâmica da importação de veículos usados em Portugal. O Imposto Sobre Veículos, conhecido como ISV, é o principal elemento que influencia a viabilidade económica das operações de importação. Este imposto é calculado com base na cilindrada e nas emissões de dióxido de carbono, sendo aplicadas reduções em função da idade do veículo.</p>
<p>Estas reduções permitem que, veículos usados importados beneficiem de uma carga fiscal inferior à de veículos novos equivalentes, criando uma vantagem competitiva significativa. Este mecanismo é um dos principais fatores que explicam o crescimento da importação de usados, uma vez que permite aos consumidores aceder a automóveis mais equipados, por preços semelhantes ou inferiores aos praticados no mercado nacional.</p>
<p>Para além do ISV, os veículos importados estão sujeitos ao Imposto Único de Circulação e a outras taxas administrativas associadas ao processo de legalização. Em determinados casos, pode também aplicar-se o imposto sobre o valor acrescentado. No entanto, é o ISV que tem maior impacto na decisão de importar.</p>
<p>A estrutura fiscal atual tem sido objeto de debate no setor, devido ao seu impacto na renovação do parque automóvel. Por um lado, facilita o acesso a veículos mais recentes do que os disponíveis no mercado interno, por outro, pode contribuir para a manutenção de uma idade média elevada, uma vez que incentiva a importação de automóveis já usados.</p>
<h3><b>Canais B2B e aquisição de stock pelos operadores portugueses</b></h3>
<p>As empresas portuguesas que operam no mercado de veículos usados, recorrem a uma rede diversificada de canais B2B para obter stock importado. Entre os principais mecanismos, destacam-se as plataformas de <a href="https://pt.ecarstrade.com/" target="_blank" rel="noopener">leilões B2B de automóveis na Europa</a>, as redes de concessionários europeus, os intermediários especializados e os importadores dedicados.</p>
<p>As plataformas de leilões desempenham um papel fundamental, permitindo o acesso a grandes volumes de veículos provenientes de frotas de leasing e renting. Estes veículos são frequentemente vendidos em lotes, com informação detalhada sobre o seu estado e histórico. A transparência e a escala destas plataformas, tornam-nas uma ferramenta essencial para operadores profissionais.</p>
<p>As redes de concessionários europeus constituem outro canal relevante, através do qual empresas portuguesas podem adquirir veículos diretamente a parceiros internacionais. Este modelo baseia-se frequentemente em relações comerciais estabelecidas ao longo do tempo, garantindo acesso a stock de qualidade.</p>
<p>Os intermediários especializados, ou brokers, facilitam o processo de importação ao tratar de questões logísticas e documentais. Este serviço é particularmente útil para empresas que não dispõem de estruturas próprias para gerir operações internacionais. Por fim, existem importadores dedicados que atuam tanto no segmento B2B como no mercado final, oferecendo soluções chave na mão.</p>
<p>O processo logístico inclui várias etapas, desde a seleção e compra do veículo até ao transporte, inspeção e matrícula em Portugal. Em 2025, verificou-se uma crescente digitalização deste processo, com o recurso a plataformas online para verificação de histórico, gestão documental e acompanhamento das operações. Esta evolução contribuiu para aumentar a eficiência e reduzir o risco associado às transações.</p>
<h3><b>Tendências em 2025 e início de 2026</b></h3>
<p>O ano de 2025, marcou um ponto de inflexão no mercado de importação de veículos usados em Portugal, com o estabelecimento de um novo recorde de volume. No início de 2026, os dados disponíveis indicam a continuação desta tendência, embora com sinais de estabilização em alguns segmentos.</p>
<p>Um dos principais fatores que sustentam este crescimento, é a pressão económica sobre os consumidores. O aumento dos preços dos veículos novos, aliado a um poder de compra limitado, leva muitos compradores a optar por alternativas mais acessíveis. A importação de usados, surge assim como uma solução viável para aceder a veículos com melhores características a preços competitivos.</p>
<p>Outro aspeto relevante é o envelhecimento do parque automóvel português, cuja idade média ultrapassa os catorze anos. Embora a importação de usados contribua para introduzir veículos mais recentes, o seu impacto na redução desta média é limitado, uma vez que os automóveis importados não são novos.</p>
<p>A eletrificação do parque automóvel constitui outra tendência importante. Apesar do crescimento das vendas de veículos elétricos novos, a sua presença no mercado de usados importados ainda é reduzida. No entanto, espera-se que este segmento ganhe maior relevância nos próximos anos, à medida que os veículos elétricos entrem em ciclos de substituição.</p>
<p>O impacto ambiental e as metas de descarbonização, estão também no centro das preocupações do setor. A importação de veículos de combustão pode dificultar o cumprimento destes objetivos, levando a um debate sobre possíveis alterações na política fiscal e regulatória.</p>
<p>Por fim, verifica-se uma mudança no perfil do consumidor, que se torna mais exigente em relação à origem, histórico e qualidade dos veículos. Esta evolução é acompanhada por uma maior profissionalização dos operadores e, pela adoção de ferramentas digitais que aumentam a transparência do mercado.</p>
<p><b>Conclusão</b></p>
<p>O mercado de importação de veículos usados em Portugal atingiu em 2025, uma escala e relevância que o colocam no centro do ecossistema automóvel nacional. Com mais de 120 mil veículos importados num único ano e, um peso equivalente a mais de metade das vendas de veículos novos, trata-se de um fenómeno estrutural sustentado por fatores económicos, fiscais e logísticos.</p>
<p>A análise dos dados mostra que a Europa é a principal origem dos veículos, que a tipologia dominante corresponde a automóveis com cerca de oito anos e que o ISV desempenha um papel determinante na viabilidade das importações. Os canais B2B e a digitalização, têm contribuído para a profissionalização do setor, enquanto as tendências recentes apontam para um crescimento contínuo, acompanhado de desafios relacionados com a renovação do parque automóvel e a transição energética.</p>
<p>No início de 2026, os indicadores disponíveis confirmam a continuidade destas dinâmicas, sugerindo que a importação de veículos usados continuará a ser um elemento central do mercado automóvel português, nos próximos anos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781067]]></sapo:autor>
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		<title>Operação Marquês. “Tenho de perguntar ao patrão”: antigo contabilista do GES diz que Ricardo Salgado decidia tudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:02:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[grupo BES]]></category>
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		<category><![CDATA[Operação Marquês]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Salgado]]></category>
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					<description><![CDATA[Lourenço Lobo explicou que trabalhava sob a tutela de José Castella, antigo controlador financeiro do GES, que chegou a ser arguido no processo do banco e morreu em 2020. Ainda assim, segundo a testemunha, era Ricardo Salgado quem tinha a palavra final nas decisões relevantes]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um antigo contabilista do Grupo Espírito Santo afirmou esta quarta-feira em tribunal que, apesar de existirem centenas de empresas dentro do grupo, as decisões acabavam por passar por Ricardo Salgado. O &#8216;Correio da Manhã&#8217; relata que Lourenço Lobo, ouvido como testemunha no julgamento da Operação Marquês, descreveu uma estrutura complexa, mas concentrada na figura do antigo líder do BES.</p>
<p>Durante o interrogatório, Lourenço Lobo explicou que trabalhava sob a tutela de José Castella, antigo controlador financeiro do GES, que chegou a ser arguido no processo do banco e morreu em 2020. Ainda assim, segundo a testemunha, era Ricardo Salgado quem tinha a palavra final nas decisões relevantes.</p>
<p>“Sim, muitas questões ele tinha de perguntar muitas vezes a Ricardo Salgado. Tudo o que fosse relevante, ou mesmo que não fosse. Ele dizia: tenho de perguntar ao patrão”, afirmou Lourenço Lobo em tribunal, referindo-se a José Castella.</p>
<p>O depoimento foi marcado por várias questões técnicas ligadas à contabilidade do Grupo Espírito Santo. Lourenço Lobo, que chegou a ser diretor da Rioforte, admitiu também que havia pessoas dentro do grupo que recebiam ordenado através de empresas para as quais não trabalhavam diretamente.</p>
<p>Segundo a testemunha, existiam trabalhadores cujos salários eram processados pela ES Resources, apesar de prestarem funções noutras empresas do grupo. Esses custos eram depois transferidos para a ES Enterprise.</p>
<p>“Havia pessoas que recebiam os ordenados processados pela ES Resources apesar de trabalharem para outras empresas do grupo. Esses custos eram transferidos para a ES Enterprise”, explicou.</p>
<p>Lourenço Lobo disse acreditar que este procedimento seria usado por uma questão de confidencialidade. Acrescentou ainda que, posteriormente, passou a faturar a outra entidade, seguindo instruções de José Castella.</p>
<p>O antigo contabilista deu como exemplo o caso de uma pessoa que trabalhasse para a Tranquilidade ou para outra empresa do GES. Segundo descreveu, a ES Resources pagava ao trabalhador e depois cobrava esse valor à entidade onde a pessoa exercia funções, sob a forma de serviços prestados.</p>
<p>“Saber não sabia. Só fazia o que me mandavam”, afirmou Lourenço Lobo, citado pelo &#8216;Correio da Manhã&#8217;.</p>
<p>A testemunha admitiu ainda que, em meados de 2013, José Castella o convidou para ser administrador de 17 empresas de uma só vez. Lourenço Lobo disse não saber exatamente quais eram essas empresas e deixou entender que se trataria de sociedades ‘offshore’.</p>
<p>“Nem sei quais eram. Primeiro aceitei, mas depois o meu colega Pierre avisou que eu não podia aceitar e rasguei as cartas”, declarou em tribunal.</p>
<p>O antigo contabilista descreveu ainda a dimensão da estrutura societária do GES, afirmando que existia um organigrama com cerca de 300 empresas do grupo liderado por Ricardo Salgado. Esse organigrama, segundo a testemunha, era atualizado trimestralmente.</p>
<p>Ricardo Salgado é um dos 21 arguidos da Operação Marquês e responde por oito crimes de branqueamento de capitais e três crimes de corrupção ativa. O antigo primeiro-ministro José Sócrates é o principal arguido do processo e está a ser julgado por 22 crimes, três dos quais de corrupção.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781060]]></sapo:autor>
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		<title>Presidente da República quer lei do mecenato &#8220;mais atrativa&#8221; para apoiar cultura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:59:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente da República, António José Seguro, pediu hoje uma lei do mecenato "mais atrativa", para incentivar a cooperação entre público e privado no apoio à cultura, num discurso na abertura do festival literário Babell, no Porto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente da República, António José Seguro, pediu hoje uma lei do mecenato &#8220;mais atrativa&#8221;, para incentivar a cooperação entre público e privado no apoio à cultura, num discurso na abertura do festival literário Babell, no Porto.</P><br />
<P>&#8220;Este festival mostra que as entidades e instituições públicas e privadas podem associar-se para fins culturais de relevo. Esta associação é não só meritória, mas necessária. Está no coração da própria democracia e chama-se simplesmente cooperação. Devemos incentivá-la, quer com uma lei de mecenato mais atrativa, quer com a noção de que a responsabilidade social da riqueza pode contribuir para que o mundo da cultura não dependa apenas de financiamento público, mas do interesse, da paixão e do compromisso da sociedade civil, das famílias, das fundações e do mercado&#8221;, declarou.</P><br />
<P>O discurso do Presidente da República encerrou o ato de abertura do Babell, uma coorganização da fundação da Livraria Lello com a Câmara do Porto, antes de ter visitado a expansão da livraria, da autoria de Álvaro Siza Vieira, e a instalação &#8220;A4&#8221;, montada nesse espaço por Ai Weiwei.</P><br />
<P>Sobre o mecenato cultural, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, explicou aos jornalistas, à margem da sessão, que a versão &#8220;que saiu do Parlamento e foi promulgada pelo Presidente da República já este mês, autorizando as alterações a este regime, está na parte de &#8220;finalização do processo legislativo interno do Governo&#8221;, tendo como &#8220;inovação a criação do Título de Iniciativa Cultural&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Vai permitir que qualquer iniciativa, independentemente da natureza jurídica do seu promotor, possa candidatar-se a ser uma iniciativa cultural elegível para mecenato cultural&#8221;, resumiu.</P><br />
<P>Na abertura do evento, que decorre até à próxima segunda-feira, António José Seguro saudou o &#8220;belo dia&#8221; na cidade, que hoje vive o feriado municipal associado ao São João, e fez uma defesa do livro e da palavra, como &#8220;extensão da memória e da imaginação&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;No mundo de hoje, continuamos a pensar que aquilo que aprendemos de verdadeiro está nos livros, na sua leitura individual, na sua comunicação discreta. A sociedade do espetáculo, a sociedade dos media, devora parte dessa autenticidade que atribuímos ao livro. Mas não pode fazer-nos esquecer que ele é uma das invenções mais belas e mais perfeitas da humanidade e que a revolução da leitura e da literacia foi uma das mais importantes da nossa História moderna&#8221;, acrescentou, na rua em frente à Livraria Lello.</P><br />
<P>Seguro saudou outros festivais literários, do Festival Utopia ao Correntes d&#8217;Escritas, passando pelo FOLIO e pelo Literatura em Viagem, para gabar a &#8220;caminhada que uniu livreiros, editores, autores, autarquias, entidades públicas e privadas&#8221; que acreditam no livro como &#8220;um antídoto contra o extremismo, o esquecimento e a exclusão&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Esta caminhada acompanhou o amadurecimento da nossa democracia, a democratização da leitura, o crescimento das redes de leitura pública. (&#8230;) Precisamos de ideias, de criatividades e de criadores&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, interveio na sessão para elogiar &#8220;aqueles que se atrevem a sonhar e a pôr de pé o maior festival literário alguma vez organizado em Portugal&#8221;, mesmo que a Torre de Babel não possa &#8220;rivalizar com os Clérigos&#8221;, sendo o festival &#8220;uma espécie de arranha-céus da literatura e das artes em Portugal&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Durante os próximos dias, a cidade do Porto abre-se ao mundo e ao futuro através da força universal do livro. Abre-se a ideias, narrativas e autores que nos oferecem uma visão inconformada e inspiradora do nosso tempo&#8221;, disse o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte (PSD-CDS-IL).</P><br />
<P>Citando Valter Hugo Mãe para lembrar que &#8220;ler é esperar por melhor&#8221;, o autarca lembrou a &#8220;relação antiga, profunda e afetiva com os livros&#8221; da cidade, evocando alguns dos seus autores mais célebres, para reivindicar para o Porto a &#8220;vocação como cidade-livro&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Uma cidade é feita de pessoas e de histórias. Das histórias que herdamos, das histórias que contamos e das histórias que escrevemos juntos. Ser uma cidade-livro é garantir que a literatura não fica confinada aos lugares onde habitualmente a encontramos&#8221;, referiu.</P><br />
<P>Da organização, o comissário, Rui Couceiro, salientou os mais de 150 jornalistas acreditados e os mais de mil profissionais a trabalhar no festival, garantindo que este &#8220;já é, por certo, o maior evento literário jamais feito em Portugal&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Sem livros, não há cidade. Que comece o Babell, que comece a cidade-livro&#8221;, declarou, por sua vez, a administradora da Lello, Aurora Pedro Pinto.</P><br />
<P>A edição inaugural do Babell, que custou mais de três milhões de euros só à fundação da Livraria Lello, sem contar com o investimento municipal, arranca hoje, decorre até segunda-feira e apresenta dezenas de conversas entre autores, incluindo dois vencedores do Nobel da Literatura, a polaca Olga Tokarczuk (2018) e o húngaro László Krasznahorkai, mas também concertos, exposições e espetáculos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781032]]></sapo:autor>
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		<title>FMI recomenda reversão de apoios aos jovens na compra da primeira casa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:58:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Os apoios aos jovens para a compra da primeira casa acabaram por aumentar a procura e agravar desiquilíbrios no mercado, pelo que deviam ser retirados, defende o Fundo Monetário Internacional (FMI).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os apoios aos jovens para a compra da primeira casa acabaram por aumentar a procura e agravar desiquilíbrios no mercado, pelo que deviam ser retirados, defende o Fundo Monetário Internacional (FMI).</P><br />
<P>No relatório ao abrigo do Artigo IV sobre Portugal, divulgado hoje, o FMI considera que para reduzir os desequilíbrios do mercado imobiliário e os riscos associados ao setor financeiro devem ser aplicadas medidas do lado da oferta.</P><br />
<P>As medidas do Governo para apoiar jovens compradores, incluindo garantias públicas e isenções fiscais, &#8220;visam melhorar a acessibilidade, mas aumentaram a procura e agravaram os desequilíbrios do mercado&#8221;, disse o FMI, pelo que &#8220;devem ser revertidos&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;O novo pacote de reformas para a habitação do Governo contém elementos que podem estimular a oferta, mas aumentam a despesa fiscal&#8221;, salienta a instituição, que recomenda que &#8220;para alcançar melhorias duradouras na acessibilidade, as reformas devem visar a redução das restrições à oferta, como a flexibilização das regras de licenciamento, permissão, zonamento e uso do solo (conforme planeado), o reequilíbrio da tributação imobiliária e a melhoria do funcionamento do mercado de arrendamento&#8221;.</P><br />
<P>Além disso, &#8220;um apoio bem direcionado deve ser fornecido às famílias vulneráveis através de habitação social dedicada e subsídios de habitação&#8221;, conclui o FMI.</P><br />
<P>O regime de isenção de IMT e Imposto de Selo foi criado pelo Governo em agosto de 2024, em conjunto com a garantia pública, para apoiar os jovens na compra da primeira casa.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781049]]></sapo:autor>
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		<title>CDS propõe duplicar dedução em IRS para famílias com três ou mais filhos e quer estratégia para natalidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:56:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Parlamento debate na quinta-feira um projeto-lei do CDS-PP para duplicar a dedução em IRS das famílias com três ou mais filhos e uma recomendação para a criação de uma estratégia para a natalidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Parlamento debate na quinta-feira um projeto-lei do CDS-PP para duplicar a dedução em IRS das famílias com três ou mais filhos e uma recomendação para a criação de uma estratégia para a natalidade.</P><br />
<P>Estas iniciativas foram apresentadas hoje, em conferência de imprensa, pelo líder parlamentar do CDS-PP, que argumentou que é preciso dar resposta &#8220;à gravíssima crise de demografia que o país enfrenta&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Atualmente, apenas 4% das famílias portuguesas têm três ou mais filhos. Sabemos que existe uma grande diferença entre os filhos que as famílias portuguesas têm e aqueles que gostariam efetivamente de ter e também sabemos que as famílias portuguesas hoje não têm os filhos necessários para a renovação geracional que é necessária&#8221;, afirmou Paulo Núncio.</P><br />
<P>O deputado e vice-presidente do CDS-PP defendeu igualmente que o Estado &#8220;tem obrigação&#8221; de &#8220;criar condições para que as famílias possam ter aproximadamente os filhos que gostariam de ter&#8221;.</P><br />
<P>Nesse sentido, o CDS-PP avançou com um projeto de lei para &#8220;duplicar o acréscimo à dedução fiscal em IRS a partir do terceiro filho&#8221;, pois &#8220;é o terceiro filho que faz a diferença relativamente à renovação de gerações&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Propomos manter o acréscimo à dedução do segundo filho e duplicar o acréscimo à adoção para o terceiro filho e seguintes. Com esta proposta do CDS, as famílias portuguesas vão passar a poder deduzir 1.200 euros por ano pelo terceiro filho e pelos filhos seguintes&#8221;, disse.</P><br />
<P>Paulo Núncio indicou também que a proposta dos centristas é gradual por forma a &#8220;assegurar a sustentabilidade das contas públicas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Propomos que a duplicação deste acréscimo para o terceiro filho e seguintes se faça de uma forma gradual, ou seja, 50% já no próximo ano e 100% a partir de 2028. Isto significa que no próximo ano, a dedução pelo terceiro filho e seguintes será de 1.050 euros e que em 2028 será de 1.200 euros&#8221;, referiu.</P><br />
<P>Segundo as contas do CDS-PP, esta medida &#8220;terá um valor a favor das famílias de cerca de 20 milhões de euros&#8221; anuais.</P><br />
<P>O líder parlamentar do CDS-PP disse igualmente que o PSD &#8220;tem conhecimento&#8221; desta iniciativa e que a medida &#8220;será evidentemente integrada no próximo Orçamento de Estado para entrar em vigor em 2027, e depois em 2028&#8221;.</P><br />
<P>Ainda assim, os centristas ainda não têm garantias de que a proposta seja aprovada e Paulo Núncio pediu aos partidos que &#8220;sejam sensíveis a esta matéria dada a &#8220;gravíssima crise de natalidade que o país enfrenta&#8221;.</P><br />
<P>Este foi o tema que o CDS-PP escolheu debater no único agendamento potestativo do partido nesta sessão legislativa e a proposta já tinha sido anunciada no último congresso dos centristas, em maio.</P><br />
<P>O CDS-PP leva também a este debate um projeto de resolução (sem força de lei) que recomenda ao Governo a criação de uma estratégia nacional para a natalidade.</P><br />
<P>Paulo Núncio defendeu &#8220;incentivos fiscais às famílias com filhos, designadamente no que diz respeito ao IMI familiar, ao ISV e ao IUC&#8221; e também &#8220;às empresas que criem berçários, creches e jardins de infância para os filhos dos seus funcionários&#8221;, além do &#8220;reforço da rede de creches a nível nacional, da gratuidade e do aumento das vagas&#8221;.</P><br />
<P>A criação de &#8220;benefícios fiscais às empresas que contratem mulheres grávidas, que contratem mães e pais com filhos até três anos, que promovam horários flexíveis e outros incentivos à melhor conciliação entre vida pessoal e vida familiar&#8221; são propostas do CDS-PP. </P><br />
<P>Nesta conferência de imprensa, o líder parlamentar do CDS-PP foi questionado sobre as negociações com vista à viabilização da proposta para a criação da Prestação Social Única e disse apenas que &#8220;a negociação está a ocorrer&#8221; entre os &#8220;dois partidos que compõem a AD e restantes partidos da oposição&#8221;, escusando-se a fazer mais comentários.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781055]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador. Putin pede negociações enquanto a Rússia arde: sinal de fraqueza ou nova manobra?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:36:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
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		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[Putin estará cada vez mais pressionado por ataques ucranianos contra refinarias, cadeias logísticas, aeroportos e infraestruturas estratégicas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia está a perder a guerra contra a Ucrânia e o sinal mais claro terá vindo do próprio Vladimir Putin, defende uma análise publicada pelo &#8216;The Independent&#8217;. O texto interpreta o recente apelo do presidente russo ao regresso das negociações de paz como um sinal de fragilidade, num momento em que infraestruturas petrolíferas russas ardem, pontes para territórios ocupados são atingidas e a campanha ucraniana dentro da retaguarda russa ganha intensidade.</p>
<p>A leitura parte da ideia de que Putin estará cada vez mais pressionado por ataques ucranianos contra refinarias, cadeias logísticas, aeroportos e infraestruturas estratégicas. Segundo esta análise, a Rússia enfrenta dificuldades militares e económicas crescentes, enquanto a narrativa interna de entusiasmo pela guerra se torna mais difícil de sustentar nos meios de comunicação controlados pelo Kremlin.</p>
<p>O presidente russo afirmou esta semana que a Rússia está pronta para negociações de paz com a Ucrânia, poucos dias depois de novos ataques ucranianos contra infraestruturas petrolíferas russas terem agravado falhas no abastecimento de combustível. Para o jornal, o timing da declaração é relevante: surge quando Moscovo procura regressar a um cenário em que parte dos aliados ocidentais acreditava que Kiev estava a perder e deveria aceitar algum tipo de acordo.</p>
<p>Putin defendeu que Moscovo está pronta para avançar com base nos entendimentos alcançados em Istambul, recordando que essas conversações tinham sido iniciadas pela delegação ucraniana. A análise do jornal britânico considera, porém, que essa leitura ignora a evolução recente no terreno e o impacto da campanha ucraniana contra pontos críticos da máquina militar e energética russa.</p>
<p>O texto sustenta que os ataques da Ucrânia às infraestruturas petrolíferas e logísticas russas estão a atingir um objetivo que o próprio Putin terá reconhecido ao acusar Kiev de tentar “desestabilizar a sociedade”. Para o &#8216;The Independent&#8217;, esta formulação mostra que o Kremlin acredita que a pressão está a produzir efeitos.</p>
<p>A análise enquadra ainda a posição de Donald Trump como elemento central. O texto recorda que o presidente americano tem sido visto como favorável a Moscovo em vários momentos, depois de ter cortado ajuda militar a Kiev, exagerado o valor do apoio americano à Ucrânia para 300 mil milhões de dólares, cerca de 263,4 mil milhões de euros, quando o valor estaria mais próximo de 120 mil milhões de dólares, cerca de 105,4 mil milhões de euros, e protagonizado episódios de forte pressão sobre Volodymyr Zelensky.</p>
<p>Ainda assim, o artigo defende que o Kremlin começa a recear uma mudança de atitude de Washington, numa altura em que Trump se prepara para se reunir com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte. A ideia central é que Trump gosta de apoiar vencedores e que a perceção de que a Rússia está a perder pode alterar os cálculos políticos americanos.</p>
<p>O texto cita queixas recentes de responsáveis russos sobre aquilo que dizem ter sido uma mudança de rumo dos Estados Unidos. Yuri Ushakov, conselheiro do Kremlin, afirmou que apenas um dos lados permaneceu comprometido com os entendimentos alegadamente alcançados na cimeira de Anchorage, no ano passado, onde Moscovo acreditaria ter conseguido uma base para consolidar o controlo sobre uma parte significativa do território ucraniano.</p>
<p>Também o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, sugeriu que a cimeira de Anchorage poderá ter sido uma manobra americana para ganhar tempo e rearmar o “regime de Kiev”. O seu vice-ministro, Sergei Ryabkov, acusou Washington de se afastar dos “entendimentos fundamentais” alcançados no Alasca e de se aproximar das posições mais duras de aliados europeus como o Reino Unido e França.</p>
<p>A Crimeia, anexada ilegalmente pela Rússia em 2014 e ocupada desde então, é apresentada como uma das zonas mais afetadas pela campanha aérea ucraniana. Em Sevastopol, base da Frota russa do Mar Negro, o governador instalado por Moscovo, Mikhail Razvozhayev, anunciou esta semana medidas temporárias obrigatórias, incluindo o encerramento dos transportes públicos às 22h00 e de grandes lojas e cafés às 20h00.</p>
<p>As dificuldades no abastecimento de combustível começam, segundo a análise, a afetar uma das principais conquistas simbólicas e estratégicas de Moscovo na Ucrânia. Para o jornal, a pressão sobre a Crimeia e sobre as ligações logísticas russas mostra que Kiev conseguiu transformar ataques de médio alcance numa ferramenta de desgaste profundo contra a retaguarda russa.</p>
<p>A análise liga ainda a situação militar à instabilidade política no Ocidente. O Reino Unido e outros aliados europeus enfrentam o desafio de aumentar rapidamente as suas capacidades de defesa sem desequilibrar os orçamentos nacionais. O texto recorda a turbulência política britânica e interpreta a instabilidade em Londres como algo visto em Moscovo como uma vitória dos esforços russos de desestabilização.</p>
<p>O artigo argumenta que a Rússia já conduz uma guerra híbrida contra o Reino Unido e outros aliados, através de sabotagem, incêndios, ataques, campanhas de desinformação e esforços para enfraquecer lideranças ocidentais. Nas redes sociais, Moscovo é acusada de alimentar narrativas falsas, extremismo e perceções distorcidas sobre insegurança e decadência ocidental.</p>
<p>Ainda assim, o texto sustenta que existe uma alternativa para a Europa e para os Estados Unidos: reforçar o sucesso ucraniano em vez de pressionar Kiev para congelar as linhas da frente. A prioridade, defende a análise, deveria ser ajudar a Ucrânia a partir a espinha dorsal da logística russa, até tornar possível um colapso da frente de Moscovo.</p>
<p>O &#8216;The Independent&#8217; argumenta que uma derrota militar russa criaria riscos internos para o Kremlin. O texto lembra que Putin conhece bem a história russa e o impacto de exércitos derrotados no regresso a casa, evocando o papel da humilhação militar na I Guerra Mundial no colapso do regime czarista.</p>
<p>A análise vai mais longe e sugere que a Rússia, enquanto federação de repúblicas e regiões governadas a partir de Moscovo, poderá enfrentar tensões internas se a guerra se tornar insustentável. Regiões como Inguchétia, Daguestão, Tartaristão, Bashkortostan, Sakha, Tuva e Buriátia são apontadas como territórios que fornecem muitos dos soldados mortos na guerra e que poderão contestar o domínio de Moscovo em caso de colapso militar.</p>
<p>Segundo o texto, a Rússia perde cerca de 35 mil homens por mês na guerra contra a Ucrânia. Neste contexto, o jornal defende que os aliados de Kiev não devem aceitar negociações baseadas em exigências consideradas irreais, como neutralidade permanente, enfraquecimento militar duradouro da Ucrânia ou perda territorial.</p>
<p>A conclusão da análise é clara: em vez de aceitar um regresso às negociações nos termos pretendidos por Moscovo, os aliados ocidentais deveriam aproveitar a vulnerabilidade exposta por Putin e reforçar a Ucrânia, para reduzir a ameaça representada pelo Kremlin no curto e médio prazo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781040]]></sapo:autor>
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		<title>Elon Musk fez história como primeiro trilionário, mas o &#8216;reinado&#8217; durou menos de duas semanas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:25:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>
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					<description><![CDATA[Fortuna de Musk caiu para cerca de 957 mil milhões de dólares, aproximadamente 840 mil milhões de euros, encerrando a breve passagem do empresário pelo patamar inédito dos 13 dígitos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O reinado de Elon Musk como primeira pessoa no mundo com uma fortuna avaliada em mais de 1 bilião de dólares foi curto. Menos de duas semanas depois de ter feito história, uma forte queda nas ações da SpaceX e da Tesla fez recuar o património do empresário para baixo dessa fasquia, escreve o &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p>De acordo com o &#8216;Bloomberg Billionaires Index&#8217;, a fortuna de Musk caiu para cerca de 957 mil milhões de dólares, aproximadamente 840 mil milhões de euros, encerrando a breve passagem do empresário pelo patamar inédito dos 13 dígitos.</p>
<p>A descida surge depois de uma forte correção nas ações da SpaceX, na sequência da estreia em bolsa da empresa no início deste mês. Musk tornou-se a primeira pessoa no mundo a atingir uma fortuna de 1 bilião de dólares, cerca de 878 mil milhões de euros, a 12 de junho, quando a entrada da SpaceX no mercado acionista levou a avaliação da empresa para acima dos 2 biliões de dólares, cerca de 1,76 biliões de euros.</p>
<p>O entusiasmo dos investidores chegou mesmo a elevar temporariamente a fortuna de Musk para cerca de 1,1 biliões de dólares, aproximadamente 966 mil milhões de euros. Mas a euforia em torno da operação perdeu força rapidamente.</p>
<p>No auge, a SpaceX chegou a estar avaliada em quase 3 biliões de dólares, cerca de 2,63 biliões de euros, tornando-se por instantes uma das empresas mais valiosas do mundo. Desde então, a capitalização bolsista recuou para pouco acima dos 2 biliões de dólares, o equivalente a cerca de 1,76 biliões de euros.</p>
<p>A queda eliminou quase 1 bilião de dólares, cerca de 878 mil milhões de euros, em valor de mercado em pouco mais de uma semana. Só essa perda é quase equivalente à fortuna atual de Musk.</p>
<p>Danni Hewson, responsável de análise financeira da AJ Bell, afirmou ao &#8216;The Independent&#8217; que a correção mostra como as empresas recém-chegadas à bolsa podem atravessar períodos de forte volatilidade depois de desaparecer o entusiasmo inicial.</p>
<p>“SpaceX pode ter parecido encantada depois da sua oferta pública inicial recorde e da subida posterior, mas voltou à terra com impacto nos últimos dias, com as ações a chegarem a cair abaixo do preço de abertura da estreia em bolsa”, afirmou.</p>
<p>A analista acrescentou que as ações recém-listadas entram frequentemente numa fase de oscilação, à medida que o mercado avalia o novo ativo, alguns investidores procuram realizar ganhos e outros tentam perceber a que preço estarão dispostos a entrar.</p>
<p>No caso da SpaceX, considerou Hewson, muitas decisões poderão ter sido emocionais e baseadas na expectativa de grandes avanços na exploração e utilização do espaço. Ainda assim, sublinhou que o investimento deve ser encarado com clareza e paciência, mesmo quando estão em causa números tão elevados.</p>
<p>A pressão sobre a SpaceX coincidiu com uma fraqueza mais ampla no setor tecnológico. A Tesla, outra peça central da fortuna de Musk, caiu 5,8% na passada segunda-feira, num contexto de venda de ações ligadas à inteligência artificial e aos semicondutores.</p>
<p>Como grande parte da riqueza de Musk está concentrada nas participações que detém nas suas empresas, e não em dinheiro, as oscilações nas ações da SpaceX e da Tesla podem provocar variações enormes no seu património de um dia para o outro.</p>
<p>Apesar de ter caído abaixo do patamar de 1 bilião de dólares, Musk continua confortavelmente como a pessoa mais rica do mundo. Segundo os rankings da &#8216;Bloomberg&#8217;, mantém uma vantagem substancial sobre os rivais mais próximos, incluindo Larry Page e Sergey Brin, cofundadores da Google, e Jeff Bezos, fundador da Amazon.</p>
<p>O episódio mostra que, mesmo nos níveis mais altos da riqueza global, as fortunas podem subir e descer em montantes superiores à produção económica anual de muitos países.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781022]]></sapo:autor>
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		<title>FMI defende medidas em Portugal para aumentar flexibilidade no mercado de trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:17:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Jean-François Dauphin, chefe de missão para Portugal, salientou que "aumentar a flexibilidade no mercado de trabalho, vai ajudar a um melhor uso dos recursos laborais e produtividade aumentada"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Fundo Monetário Internacional (FMI) defendeu hoje a necessidade de aumentar a flexibilidade no mercado de trabalho em Portugal, nomeadamente para acelerar a produtividade.</p>
<p>No relatório elaborado ao abrigo do artigo IV para Portugal divulgado hoje, o FMI considera que a &#8220;persistente disparidade de rendimentos entre Portugal e os seus pares da zona euro exige reformas para aumentar a produtividade, eliminando os desincentivos ao crescimento das empresas, simplificando a burocracia, impulsionando o investimento no capital humano, melhorando o acesso das PME ao financiamento e abordando a dualidade do mercado de trabalho&#8221;.</p>
<p>&#8220;As reformas para melhorar a eficiência do mercado de trabalho e aprimorar ainda mais as habilidades da força de trabalho devem continuar a ser uma prioridade&#8221;, salientou o FMI, considerando que uma maior flexibilidade poderia permitir &#8220;reduzir a dualidade do mercado de trabalho e melhorar a alocação de recursos para os setores ou empresas mais produtivos&#8221;.</p>
<p>Numa conferência de imprensa sobre o relatório, Jean-François Dauphin, chefe de missão para Portugal, salientou que &#8220;aumentar a flexibilidade no mercado de trabalho, vai ajudar a um melhor uso dos recursos laborais e produtividade aumentada&#8221;.</p>
<p>&#8220;Uma das prioridades seria tornar os contratos sem termo mais flexíveis para serem mais atrativos para as empresas e isso ajudaria a reduzir a dualidade, aumentava a percentagem de emprego estável e dava a empresas maiores incentivos para investir em formação&#8221;, argumentou o responsável.</p>
<p>Jean-François Dauphin assumiu que pode parecer paradoxal, mas que tornar o despedimento mais fácil poderia aumentar os contratos sem termo, já que com a rigidez nos despedimentos, as empresas &#8220;não querem os riscos de ter de empregar pessoas que podem não encaixar&#8221; e levar, por isso, a contratar trabalhadores com contratos mais curtos e com termo.</p>
<p>Ao tornar o despedimento mais flexível, as empresas &#8220;teriam mais incentivo para escolher um contrato sem termo em vez do curto prazo&#8221;, considerou.</p>
<p>No relatório, o FMI defendeu também o foco na reforma tributária, na melhoria da eficiência dos gastos e em reformas para conter as pressões de despesa decorrentes do envelhecimento da população.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781005]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Preço do ouro abaixo dos 4.000 dólares atinge mínimos de novembro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/preco-do-ouro-abaixo-dos-4-000-dolares-atinge-minimos-de-novembro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:16:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[ouro]]></category>
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					<description><![CDATA[O preço do ouro ficou hoje abaixo dos 4.000 dólares (cerca de 3.508 euros) por onça, ficando em mínimos de novembro, pressionado pela expectativa de um aumento das taxas de juro nos EUA.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O preço do ouro ficou hoje abaixo dos 4.000 dólares (cerca de 3.508 euros) por onça, ficando em mínimos de novembro, pressionado pela expectativa de um aumento das taxas de juro nos EUA. </P><br />
<P>Pelas 13:05 (hora de Lisboa), o ouro estava a cair 3,36% para 3.978,67 dólares por onça. </P><br />
<P>O preço do ouro está a ser pressionado pela expectativa de um aumento das taxas de juro nos EUA, perante uma inflação crescente, alimentada pelo conflito no Médio Oriente.  </P><br />
<P>Esta perspetiva torna os títulos do Tesouro dos EUA e o dólar mais atrativos para os investidores, uma vez que são ativos de refúgio que competem com o ouro.   </P><br />
<P>O chefe da equipa diplomática iraniana, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse hoje que o memorando de entendimento alcançado entre Teerão e Washington para pôr fim à guerra é uma declaração de derrota para os Estados Unidos.</P><br />
<P>&#8220;O memorando de entendimento de Islamabade não é o resultado de pressão ou coação, mas sim da resistência e da determinação da corajosa nação iraniana&#8221;, afirmou Ghalibaf numa conferência em Baku, no Azerbaijão, transmitida pela televisão iraniana.</P><br />
<P>&#8220;É por isso que o memorando de entendimento de Islamabade assumiu o valor de uma declaração de derrota para os Estados Unidos&#8221;, disse Ghalibaf, chefe da equipa iraniana nas negociações com Washington e presidente do Parlamento.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781006]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Crédito Agrícola alarga oferta de pagamento para comerciantes ao aderir a rede presente em mais de 180 países</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/credito-agricola-alarga-oferta-de-pagamento-para-comerciantes-ao-aderir-a-rede-presente-em-mais-de-180-paises/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:16:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[cartões]]></category>
		<category><![CDATA[comerciantes]]></category>
		<category><![CDATA[Crédito Agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Crédito Agrícola reforçou a sua oferta de soluções de pagamento para comerciantes com a integração da rede UnionPay International (UPI) no serviço CA Crédito Agrícola PAY.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Crédito Agrícola reforçou a sua oferta de soluções de pagamento para comerciantes com a integração da rede UnionPay International (UPI) no serviço CA Crédito Agrícola PAY, permitindo aos clientes empresariais aceitar pagamentos realizados com cartões UnionPay tanto em terminais físicos como em canais de comércio eletrónico.</p>
<p>A nova funcionalidade passa a estar disponível em toda a oferta de aceitação de pagamentos do banco, incluindo terminais de pagamento automático (TPA), soluções smartPOS e gateways de pagamentos online, alargando os meios de pagamento que os comerciantes podem disponibilizar aos seus clientes.</p>
<p>Segundo o banco, a integração da UnionPay visa responder à crescente internacionalização dos negócios e dos hábitos de consumo. Com presença em mais de 180 países, a UnionPay é atualmente a maior rede de cartões do mundo em número de cartões emitidos, sendo particularmente utilizada por consumidores oriundos dos mercados asiáticos.</p>
<p>Com esta parceria, os comerciantes clientes do Crédito Agrícola passam a poder captar novos fluxos de negócio junto de utilizadores desta rede, especialmente em setores como turismo, retalho, hotelaria, restauração e comércio internacional.</p>
<p>A instituição financeira considera que esta evolução reforça a sua proposta de valor na área da aceitação de pagamentos, disponibilizando uma solução mais abrangente e adaptada às necessidades de um mercado cada vez mais digital, omnicanal e global.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781011]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Carros chineses já conquistam os portugueses: procura quase triplica e elétricos aceleram no Standvirtual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:12:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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		<category><![CDATA[motores]]></category>
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		<category><![CDATA[standvirtual]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo os dados do portal automóvel, a procura por marcas chinesas aumentou 274% face ao período homólogo de 2025]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A procura por marcas automóveis chinesas no Standvirtual quase triplicou no último ano, refletindo o crescente interesse dos portugueses por estas insígnias, sobretudo no segmento dos veículos elétricos. Segundo os dados do portal automóvel, a procura por marcas chinesas aumentou 274% face ao período homólogo de 2025.</p>
<p>Esta evolução traduziu-se também numa duplicação da quota de mercado destas marcas no Standvirtual, que passou de aproximadamente 1% para 2,35%, tendo atingido o valor mais elevado em abril.</p>
<p>O crescimento é ainda mais expressivo quando se olha para os veículos elétricos. A procura por modelos elétricos chineses aumentou 329% face ao ano anterior e representa atualmente 10% da procura total por elétricos no portal. Na prática, cerca de um em cada dez contactos gerados para veículos elétricos já corresponde a uma marca chinesa.</p>
<p>Entre os modelos mais procurados, o BYD Atto 3 ocupa a primeira posição. As marcas BYD e MG dominam igualmente o ranking dos modelos chineses mais procurados, com nove dos dez lugares a pertencerem a estas duas insígnias. A MG destaca-se por apresentar a maior diversidade de modelos entre os mais pesquisados.</p>
<p>“O crescimento da procura por marcas chinesas resulta de uma combinação entre uma oferta cada vez mais diversificada, preços competitivos e uma forte aposta na eletrificação”, afirma Pedro Soares, Head of Sales do Standvirtual.</p>
<p>O responsável acrescenta que estas marcas têm vindo a ganhar notoriedade junto dos consumidores portugueses, apoiadas por investimentos significativos em comunicação e marketing, bem como por estratégias comerciais que lhes permitem reforçar a presença num mercado cada vez mais competitivo.</p>
<p>A subida da procura tem sido acompanhada por uma expansão da oferta disponível. O stock de anúncios de veículos chineses novos quadruplicou face ao período homólogo, confirmando o reforço da presença destas marcas no mercado nacional.</p>
<p>Desde outubro de 2025, as marcas chinesas representam de forma consistente, na generalidade dos meses, mais de 10% da oferta de veículos novos no Standvirtual, tendo atingido um pico de 12% nesse mesmo mês.</p>
<p>No mercado de usados, a oferta também está a crescer. Comparando março de 2026 com março de 2025, o número de anúncios de veículos chineses usados aumentou 132%.</p>
<p>Ao nível dos preços médios, o Standvirtual identifica uma estabilização progressiva do mercado. Depois de uma fase inicial de ajustamento, os veículos chineses novos estabilizaram em torno dos 38 mil euros entre o final de 2025 e abril de 2026.</p>
<p>Já no mercado de usados, os preços médios situaram-se entre os 28 mil e os 29 mil euros. Esta aproximação entre novos e usados reduz a diferença de preço e reforça a competitividade dos modelos novos junto dos consumidores portugueses.</p>
<p>Os dados apontam, assim, para uma presença cada vez mais relevante das marcas chinesas no mercado automóvel português, com destaque para o segmento elétrico, onde estas insígnias estão a ganhar terreno através de maior oferta, preços competitivos e modelos com crescente notoriedade junto dos condutores.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780998]]></sapo:autor>
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		<title>Bactéria &#8220;carnívora&#8221; espalha-se pelas praias da Europa e preocupa autoridades de saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:03:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[praias]]></category>
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					<description><![CDATA[O início da época balnear na Europa está a ser acompanhado por uma crescente preocupação entre especialistas em saúde pública e ambiente devido à expansão da bactéria Vibrio.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O início da época balnear na Europa está a ser acompanhado por uma crescente preocupação entre especialistas em saúde pública e ambiente devido à expansão da bactéria Vibrio, frequentemente apelidada de “bactéria carnívora”. O fenómeno, associado ao aumento da temperatura das águas e às alterações nos ecossistemas marinhos, já levou ao encerramento de várias praias em Espanha e está a colocar as autoridades em alerta, particularmente na região do Mediterrâneo.</p>
<p>Milhões de turistas dirigem-se todos os anos para as zonas costeiras europeias durante os meses de verão. No entanto, especialistas alertam que as alterações climáticas estão a criar condições cada vez mais favoráveis à proliferação de microrganismos potencialmente perigosos, incluindo algumas estirpes da bactéria Vibrio.</p>
<p>Segundo Hatim Aznague, analista de Projetos, Ação Climática e Resiliência Energética da União para o Mediterrâneo, o fenómeno representa um sinal claro das transformações que estão a ocorrer no ambiente marinho.</p>
<p>“O Mediterrâneo está a mostrar-nos aquilo que representa um mundo mais quente”, afirmou o especialista. “Os países que partilham este mar ainda podem escolher partilhar uma solução.”</p>
<p><strong>O que é a bactéria Vibrio</strong><br />
A Vibrio é uma bactéria aquática que ocorre naturalmente em ambientes marinhos e em águas salobras, sobretudo em zonas onde os rios desaguam no mar.</p>
<p>De acordo com a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), algumas variantes podem estar presentes em produtos do mar e provocar doenças que vão desde gastroenterites até infeções graves e potencialmente fatais.</p>
<p>Entre as espécies mais relevantes identificadas na Europa encontram-se a Vibrio vulnificus, a Vibrio parahaemolyticus e determinadas variantes da Vibrio cholerae.</p>
<p>As infeções podem ocorrer através do consumo de marisco cru ou mal cozinhado, mas também através do contacto entre água contaminada e feridas abertas na pele.</p>
<p><strong>Porque lhe chamam “bactéria carnívora”</strong><br />
Embora a designação seja popular e não científica, algumas infeções provocadas pela Vibrio podem evoluir para quadros extremamente graves.</p>
<p>Segundo a organização internacional Gavi, em situações severas a bactéria pode desencadear fasceíte necrosante, uma infeção rara mas muito agressiva que provoca a destruição rápida dos tecidos à volta da zona afetada.</p>
<p>Em casos mais graves, a bactéria pode entrar na corrente sanguínea, originando septicemia. Algumas vítimas necessitam inclusivamente da amputação dos membros afetados para impedir a propagação da infeção.</p>
<p><strong>Autoridades europeias alertam para aumento do risco durante o verão</strong><br />
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) alertou para um aumento do risco de infeções por Vibrio ao longo da época estival, especialmente durante períodos de ondas de calor e em águas costeiras pouco profundas.</p>
<p>O risco é agravado pela combinação de vários fatores ambientais, incluindo temperaturas mais elevadas da água, redução da salinidade em determinadas zonas costeiras e alterações do equilíbrio natural dos ecossistemas marinhos.</p>
<p>Para Hatim Aznague, o aparecimento destas bactérias deve ser interpretado como um sintoma de problemas ambientais mais profundos.</p>
<p>“As bactérias não são a história; são os mensageiros. A verdadeira história é um mar que perdeu o equilíbrio devido ao calor e à poluição”, afirmou.</p>
<p><strong>Mediterrâneo é uma das regiões mais vulneráveis do planeta</strong><br />
Os especialistas consideram o Mediterrâneo uma das áreas do mundo mais expostas aos impactos das alterações climáticas.</p>
<p>Segundo Aznague, esta região não deve ser encarada apenas como uma vítima do aquecimento global, mas como uma antevisão do que poderá acontecer noutras partes do planeta.</p>
<p>“É importante sublinhar que o Mediterrâneo não é uma vítima das alterações climáticas, mas uma antevisão delas. É um dos mares que aquece mais rapidamente em todo o planeta”, explicou.</p>
<p>O aumento da temperatura da água, associado à poluição e à diminuição da salinidade em determinadas zonas costeiras, cria condições ideais para o desenvolvimento de microrganismos patogénicos.</p>
<p>“Águas mais quentes, sobretudo quando apresentam menor salinidade, como acontece nas fozes dos rios e nas lagoas costeiras, tornam-se mais favoráveis à proliferação de bactérias patogénicas”, acrescentou.</p>
<p><strong>Alterações climáticas deverão agravar o problema</strong><br />
A EFSA alerta que a presença da bactéria Vibrio nos produtos do mar deverá aumentar tanto na Europa como noutras regiões do mundo devido às alterações climáticas.</p>
<p>Os especialistas apontam especialmente para áreas de baixa salinidade e estuários, onde as condições ambientais favorecem a sobrevivência e multiplicação destes microrganismos.</p>
<p>Neste contexto, o Mediterrâneo surge como uma das regiões mais sensíveis, devido à combinação de águas em aquecimento acelerado e uma enorme pressão turística ao longo do ano.</p>
<p><strong>Encerramento de praias pode afetar turismo e economia</strong><br />
A expansão da Vibrio não representa apenas um desafio sanitário. O impacto económico poderá ser igualmente significativo.</p>
<p>O encerramento temporário de praias ou a emissão de alertas sanitários durante a época alta afetam diretamente uma das atividades económicas mais importantes da Europa: o turismo costeiro.</p>
<p>“Nas nossas costas, a linha de praia não faz parte da economia; ela é a economia”, afirmou Aznague.</p>
<p>Segundo o especialista, cada encerramento representa custos imediatos para hotéis, restaurantes, operadores turísticos e restantes negócios dependentes da atividade balnear.</p>
<p>“Uma praia encerrada é um impacto climático que vem acompanhado de uma fatura”, alertou, sublinhando ainda que os danos reputacionais podem demorar anos a ser revertidos.</p>
<p><strong>Uma das regiões turísticas mais importantes do mundo</strong><br />
O Mediterrâneo continua a ser a região turística mais visitada do planeta, o que amplifica qualquer perturbação relacionada com a qualidade da água ou a segurança sanitária.</p>
<p>Milhares de comunidades costeiras dependem diretamente da estabilidade ambiental da região, tornando a proliferação de bactérias e outros efeitos das alterações climáticas um desafio crescente para governos e autoridades locais.</p>
<p>Além disso, a EFSA refere que o aumento das temperaturas e dos fenómenos meteorológicos extremos está a ampliar as zonas consideradas de risco elevado.</p>
<p>Outro motivo de preocupação prende-se com a resistência antimicrobiana detetada em algumas estirpes da bactéria, um fenómeno que pode dificultar tratamentos futuros.</p>
<p><strong>Um problema atual e não uma ameaça distante</strong><br />
Para a União para o Mediterrâneo, o avanço da Vibrio demonstra que os efeitos das alterações climáticas deixaram de ser uma preocupação distante para se tornarem uma realidade presente.</p>
<p>A organização considera que o Mediterrâneo funciona como um verdadeiro termómetro global, permitindo observar tendências que poderão surgir noutras regiões do mundo nas próximas décadas.</p>
<p>Face a este cenário, os especialistas defendem uma maior cooperação internacional e medidas coordenadas para proteger tanto a saúde pública como os ecossistemas marinhos.</p>
<p>“Não é aceitável comprometer a nossa saúde nem o clima”, defendeu Aznague.</p>
<p>À medida que as temperaturas continuam a subir e os ecossistemas marinhos enfrentam pressões crescentes, a expansão da bactéria Vibrio surge como mais um sinal das profundas alterações que estão a transformar os mares europeus. Para os especialistas, a proliferação deste microrganismo não é apenas uma questão sanitária, mas um indicador claro de que o equilíbrio ambiental do Mediterrâneo está a mudar a uma velocidade cada vez maior.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780966]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>FMI prevê saldo orçamental nulo em Portugal em 2026 e 2027</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:02:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que o saldo orçamental de Portugal será nulo este ano, o que compara com a previsão de um défice de 0,1% do PIB em abril.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que o saldo orçamental de Portugal será nulo este ano, o que compara com a previsão de um défice de 0,1% do PIB em abril.</P><br />
<P>&#8220;A posição orçamental deverá estar amplamente equilibrada em 2026&#8221;, projeta o FMI, no relatório sobre a missão do Artigo IV, salientando que o &#8220;impacto dos gastos relacionados com tempestades é estimado preliminarmente em cerca de 0,3% do PIB&#8221;. </P><br />
<P>Além dos apoios para as tempestades, o Governo também aplicou o desconto no ISP devido à subida dos preços na energia e há outras medidas previstas no Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), que incluem, por exemplo, novos cortes no IRS.</P><br />
<P>O FMI salienta que o OE2026 ajudará a lidar com os choques recentes, mas alerta que a postura expansionista &#8220;pode agravar as pressões inflacionistas&#8221;.</P><br />
<P>A instituição considera ainda que manter posições orçamentais amplamente equilibradas no médio prazo, como o Governo projeta, vai exigir medidas adicionais de compensação.</P><br />
<P>Tendo em conta as pressões de depesa decorrentes do envelhecimento, os aumentos planeados nos gastos com defesa para atingir a meta da NATO de 3,5% do PIB até 2035 e o impacto permanente das reduções de impostos recentes e planeadas, a equipa do FMI projeta défices crescentes a partir de 2028, pelo que &#8220;são necessárias medidas compensatórias para atingir as metas&#8221;.</P><br />
<P>Já o Governo, que foi consultado nesta missão do Artigo IV, disse, segundo o relatório, concordar com muitas das recomendações de política orçamental da equipa do FMI, mas &#8220;confia que orçamentos equilibrados podem ser alcançados no médio prazo sem medidas adicionais de poupança&#8221;.</P><br />
<P>O executivo também projeta um saldo nulo este ano, previsão atualizada em abril no relatório anual de progresso enviado a Bruxelas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780983]]></sapo:autor>
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		<title>FMI volta a rever em baixa crescimento da economia portuguesa para 1,7% este ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:02:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou hoje a rever em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 1,9% para 1,7% este ano, no relatório relativo ao Artigo IV.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou hoje a rever em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 1,9% para 1,7% este ano, no relatório relativo ao Artigo IV.</P><br />
<P>Esta projeção representa uma revisão em baixa face à estimativa do World Economic Outlook (WEO) de abril, que já tinha também sido revista em 0,2 pontos percentuais relativamente a outubro do ano passado.</P><br />
<P>Fica também abaixo da previsão do Governo, que no relatório anual de progresso enviado a Bruxelas no final de abril tinha previsto um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2% este ano.</P><br />
<P>A equipa do FMI salienta que os efeitos negativos da guerra no Médio Oriente deverão compensar o impacto de maiores fundos da União Europeia. </P><br />
<P>Além disso, &#8220;tempestades severas prejudicaram o crescimento no início do ano, mas espera-se que as reconstruções e reparos impulsionem a atividade posteriormente, de modo que o impacto anual das tempestades deve ser amplamente neutro&#8221;, considera. </P><br />
<P>Para 2027, o FMI prevê agora um crescimento de 1,6% em Portugal, e de 1,8% para 2028, de acordo com a atualização das previsões divulgada hoje pela instituição.</P><br />
<P>&#8220;A desaceleração adicional esperada em 2027 reflete principalmente o fim do investimento financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)&#8221;, explica.</P><br />
<P>Já a inflação (medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor) deverá aumentar para 3,4% em 2026, impulsionada pela subida dos preços das matérias-primas e, em menor grau, pelas pressões salariais, antes de recuar em 2027 para 2,3%.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780982]]></sapo:autor>
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		<title>Crianças à venda na Vinted? Autoridades francesas investigam suspeitas de tráfico de menores na plataforma</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/criancas-a-venda-na-vinted-autoridades-francesas-investigam-suspeitas-de-trafico-de-menores-na-plataforma/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:37:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As autoridades francesas abriram uma investigação após o aparecimento de vários anúncios considerados suspeitos na plataforma de venda em segunda mão Vinted.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As autoridades francesas abriram uma investigação após o aparecimento de vários anúncios considerados suspeitos na plataforma de venda em segunda mão Vinted, que nas últimas horas se tornaram virais nas redes sociais devido ao receio de poderem estar relacionados com atividades de tráfico de menores.</p>
<p>O caso ganhou dimensão depois de dezenas de capturas de ecrã e vídeos terem sido amplamente partilhados online, mostrando publicações com características consideradas incomuns e perturbadoras. Em comum, os anúncios apresentavam produtos aparentemente banais, como peluches e brinquedos, mas acompanhados por preços extremamente elevados e descrições que levantaram dúvidas entre os utilizadores.</p>
<p>Segundo as imagens divulgadas, alguns dos anúncios exibiam valores de milhares de euros e incluíam referências a idades, alturas ou tamanhos de roupa infantil. Entre as descrições que geraram maior preocupação encontravam-se expressões como “12 anos / 152”, uma referência normalmente associada a tamanhos de vestuário infantil, ou frases como “peluche pequeno e saudável”.</p>
<p><strong>Polícia francesa já está a investigar</strong><br />
Perante a crescente repercussão do caso e a multiplicação de denúncias nas redes sociais, a rádio francesa Europe 1 revelou que a polícia francesa já iniciou diligências para apurar a origem e o significado das publicações.</p>
<p>As autoridades decidiram reportar imediatamente os anúncios à PHAROS, a plataforma nacional francesa responsável pela receção e análise de denúncias relacionadas com conteúdos ilegais na internet.</p>
<p>O objetivo da investigação passa por determinar se existe efetivamente alguma atividade criminosa associada aos anúncios ou se as publicações têm outra explicação.</p>
<p>Até ao momento, não foram divulgadas conclusões oficiais nem existem indicações públicas de que tenha sido identificada qualquer rede criminosa ligada aos anúncios em causa.</p>
<p><strong>Um fenómeno que já teve antecedentes noutras plataformas</strong><br />
O caso recorda outras polémicas que surgiram nos últimos anos em plataformas de comércio eletrónico.</p>
<p>Em 2020, a empresa Wayfair esteve no centro de uma onda de especulações depois de vários utilizadores terem associado móveis vendidos a preços considerados excessivos a alegações de tráfico humano. Os produtos tinham nomes próprios femininos, o que alimentou teorias que rapidamente se espalharam online.</p>
<p>Contudo, após várias investigações, não foram encontradas provas que sustentassem essas acusações.</p>
<p>Situação semelhante ocorreu na plataforma Etsy, onde anúncios de fotografias de pizzas vendidos por valores muito elevados geraram suspeitas entre utilizadores. Apesar de nenhuma atividade criminosa ter sido confirmada, a empresa optou por remover as publicações por considerar que não eram fiáveis.</p>
<p><strong>O que é o Vinted?</strong><br />
O Vinted é uma das maiores plataformas europeias de compra e venda de artigos em segunda mão, permitindo aos utilizadores comercializar roupa, calçado, acessórios, equipamentos eletrónicos, móveis e diversos outros produtos.</p>
<p>Em Espanha e noutros países europeus, incluindo França, Bélgica e Países Baixos, a aplicação tornou-se uma das principais referências do mercado de moda em segunda mão, facilitando transações entre milhões de utilizadores.</p>
<p><strong>Há provas de tráfico de menores?</strong><br />
Apesar da preocupação gerada pelos anúncios, não existem atualmente provas concretas que demonstrem a existência de uma rede de tráfico de menores a operar através da plataforma.</p>
<p>As entidades especializadas em verificação de factos têm apelado à prudência, alertando para a necessidade de evitar conclusões precipitadas antes da divulgação dos resultados da investigação.</p>
<p>Ao mesmo tempo, recomendam que os utilizadores denunciem conteúdos suspeitos às plataformas e às autoridades competentes para que possam ser devidamente analisados.</p>
<p>Especialistas consideram improvável utilização direta da plataforma para esse fim</p>
<p>De acordo com a organização austríaca Mimikama, especializada em verificação de informação e combate à desinformação online, é pouco provável que grupos criminosos envolvidos em tráfico humano utilizem uma plataforma de grande visibilidade para anunciar diretamente atividades ilegais.</p>
<p>A organização considera que seria “extremamente arriscado” para qualquer estrutura criminosa recorrer a um marketplace amplamente utilizado e sujeito a monitorização constante.</p>
<p>Ainda assim, os especialistas sublinham que plataformas digitais podem ser utilizadas de forma abusiva para estabelecer contactos, promover esquemas fraudulentos ou transmitir mensagens codificadas entre utilizadores.</p>
<p>Por essa razão, as autoridades francesas decidiram avançar com a investigação para esclarecer a natureza dos anúncios que têm alimentado especulações nas redes sociais e determinar se existe efetivamente qualquer atividade ilícita associada às publicações.</p>
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